CURSOS 24 HORAS PELA INTERNET
http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao5631&id=5939
O ESPIRITISMO E A CURA PELA IMPOSIÇÃO DAS MÃOS
ADIRSON MIGUEL DA ASSUNÇÃO
Cura Magnética
Há milhares de anos, a cura por imposição das mãos vem sendo praticada em todo o planeta. Na Igreja Católica, desde a Igreja primitiva até os dias de hoje e especialmente regulamentado no Concílio de Trento, o ato de imposição das mãos permanece sendo utilizado nas ordenações. Também é uma das ações comuns quando se reza pelas pessoas pedindo a Deus por curas, bênçãos e libertações. Este ato é muito utilizado nas igrejas cristãs, em especial, entre os carismáticos e os evangélicos nas suas orações de intercessão. A imposição de mãos é um gesto sacramental, referido no Novo Testamento da Bíblia pelo qual, os apóstolos de Cristo ministravam curas e ordenavam os fiéis como os novos missionários, diáconos, presbíteros, pastores e bispos.
As Igrejas Cristãs têm uma longa tradição em adotar práticas que estimulam o crescimento espiritual de seus membros baseadas nas ações de Jesus descritas na Bíblia e, uma delas é a prática da imposição de mãos e, mais recente, a prática do reiki, que é uma filosofia que se utiliza da técnica de imposição de mãos, similar a que Jesus praticava. Existem ainda, outras técnicas de cura pelas mãos conhecidas como cura energética, cura espontânea, cura prânica, medicina energética, dentre outras. Na Casa Dom Inácio de Loyola, que é uma instituição de caridade situada em Abadiânia, GO, esta prática pode ser constatada semanalmente de quarta a sexta-feira.
A casa foi fundada em 1976 por João Teixeira de Faria, o João de Deus, que é um médium que incorpora mais de trinta entidades espirituais sem ter tido para tanto nenhum tipo de aprendizado acadêmico, trata-se de um dom natural. A casa Dom Inácio de Loyola é conhecida como hospital espiritual e foi construída através de ajuda de amigos e familiares do seu fundador. Esta casa recebeu o nome “Casa de Dom Inácio de Loyola” em homenagem ao jesuíta Inácio de Loyola, o mentor espiritual de João de Deus.
O escritor Estrich (2007) ao citar o pesquisador Franz Mesmer, revela que no final do século XVIII, esse pesquisador levantou a hipótese de que durante a imposição das mãos havia um intercâmbio de energia vital sutil de natureza magnética entre curandeiro[2] e paciente. Ainda segundo o autor há relatos que a Dra. Justa Smith também comprovou experimentalmente que os campos magnéticos produzem efeitos qualitativamente semelhantes aos das energias curativas, visto que os dois tipos de energia podiam acelerar a atividade das enzimas em solução. Embora a Dra. Smith verificasse que diferentes enzimas eram afetadas de forma distinta pelas energias curativas, a alteração na atividade enzimática sempre se fazia no sentido de melhorar a saúde celular.
A Dra. Smith descobriu ainda, que os curadores também podiam restaurar enzimas danificadas. Isso demonstra o princípio de que as energias curativas são de natureza entrópica negativa, isto é, elas fazem com que os sistemas se tornem mais ordenados. Pesquisas adicionais com diferentes curadores mostraram que as energias curativas podiam produzir outros efeitos entrópicos negativos em sistemas químicos não vivos. Em seus experimentos a Dra. Smith usou detectores magnéticos de grande sensibilidade para medir campos magnéticos emitidos pelos curadores, embora nenhum jamais chegasse a ser detectado.
Em estudos mais recentes, utilizando detectores magnéticos ultra-sensíveis, constatou a ocorrência de aumentos, pequenos, porém mensuráveis, no campo magnético emitido pelas mãos do curador durante o processo de cura. Assim, embora as energias curativas produzidas pela imposição das mãos sejam realmente de natureza magnética, e alguns de seus efeitos sobre os sistemas biológicos assemelhem-se qualitativamente àqueles causados por campos magnéticos de alta intensidade, elas são extremamente difíceis de detectar com os aparelhos de mensuração convencionais.
As pesquisas da Dra. Kriger demonstraram que as energias dos curadores podiam aumentar os níveis de hemoglobina nos pacientes, um fenômeno semelhante ao aumento no conteúdo de clorofila em plantas tratadas por um curador. Esse foi um dos primeiros parâmetros utilizados para efetuar mensurações bioquímicas quantitativas em seres humanos com o propósito de detectar os efeitos das energias curativas. A Dra. Kriger avançou em suas pesquisas e demonstrou que as pessoas podiam aprender a efetuar curas. Suas enfermeiras-curadoras conseguiam produzir elevações nos níveis de hemoglobina dos pacientes semelhantes àquelas produzidas por pessoas naturalmente dotadas do dom de curar, demonstrando que a capacidade de realizar curas é um potencial humano inato e pode ser aprendido. Já os experimentos do Dr. Miller realizados com alguns curadores, mostraram que as energias curativas podiam afetar sistemas vivos e não-vivos a uma distância de mais de 559,23 milhas, o que corresponde aproximadamente 900 Km. No entanto, há relatos que a energia gerada na Casa Dom Inácio de Loyola, pelo grupo de orações (corrente) tem o poder de curar a qualquer distância, ultrapassando até mesmo as fronteiras brasileiras. Talvez, por este motivo é possível encontrar milhares de estrangeiros vindo de toda parte do mundo a procura de alívio para seus sofrimentos.
As diversas espécies de energias curativas estão associadas a uma variedade de fenômenos. A cura por imposição das mãos poderia ser descrita de forma mais precisa como cura magnética. Ela é realizada com as mãos do curador bem próximas do paciente e seus efeitos tendem a se manifestar principalmente nos níveis físico-etérico de reequilíbrio. De modo oposto, a cura espiritual atua não apenas nos níveis físico e etérico como também contribui para o reequilíbrio dos níveis das funções: energética, astral, mental e de outros níveis superiores. Além do mais, a cura espiritual pode ser realizada tanto na presença do paciente como também, com o paciente e o curador separados por grandes distâncias. A energia, na forma de um campo magnético invisível, passa através do sangue, ossos e tecidos, tão facilmente quanto à energia da luz passa através de uma chapa de vidro. Deste modo, pode-se concluir que nós não somos tão somente um corpo físico com um espírito. Mas sim, prioritariamente somos um espírito que se utiliza da matéria.
A Cura da Mente e do Espírito e a Cura Bioplasmática
A expressão bioplasmática foi primeiramente sugerida por cientistas russos, sendo que utilizamos a expressão psíquica ou psi, por ser um pouco mais energeticamente orientada. Ela admite o quarto estado da matéria, atualmente classificado pelos físicos como “plasma”, sendo os outros denominados o sólido, o líquido e o gasoso. O corpo bioplásmico aparentemente não abrange a energia na forma de eletricidade, como o faz o corpo físico. Parece que essa energia bioplásmica, embora adquirida através dos chakras e os meridianos da acupuntura, é em parte de natureza magnética, provavelmente o que Worral chamou de “para-eletricidade”. Talvez passem alguns anos até que o trabalho de Motoyama, e de outros pesquisadores de acupuntura, possam apresentar maiores esclarecimentos sobre as energias em questão.
Sabemos que existe pouca literatura e conhecimento sobre os chakras, e suas funções. Podemos simplesmente descrevê-los como “vórtices de energia”, invisíveis com a função de canalizar uma energia possivelmente não física de um lado para outro dos principais sistemas glandulares do corpo físico. A função dos chakras está relacionada com diversos aspectos da consciência especialmente com as emoções que afetam o fluxo de energia através desses centros.
Quando o copo emocional do indivíduo apresenta uma perturbação em seu campo relacionada com problemas emocionais, esse problema é traduzido na forma de uma alteração no fluxo de energia sutil, através de um determinado chakra. Parece haver transferência de energia entre os sistemas dos chakras do curador e do paciente por meios que atualmente não compreendemos. Até que uma pesquisa científica comece a fornecer informações úteis sobre os meridianos da acupuntura, os chakras e a mútua interação dos mesmos e dos meridianos, bem como seu relacionamento com as principais glândulas do corpo, podemos continuar a considerar como sendo apenas informações, os dados apresentados em diversas obras que tratam do assunto.
O corpo etérico é um corpo composto inteiramente de linhas de forças energéticas que se entrecruzam e ao se cruzarem, formam-se os centros de energia. No local em que muitas dessas linhas de forças se entrecruzam, temos um centro de energia maior, na cabeça e na parte superior da espinha. Temos sete centros principais, e além destes, existem vinte e um centros inferiores e quarenta e nove menores, conhecidos dos esotéricos. Analisemos a cura Mente e Espírito, conquanto este tipo de cura também inclua inevitavelmente a Cura Bioplasmática e Magnética. Os comentários aqui feitos se relacionarão apenas com as dimensões adicionadas introduzidas pela mente e pelo espírito. Nesse tipo de cura, as trajetórias de nosso fluxo de energia são tão numerosas, que até um bom especialista em comunicação poderia ser desculpado por ficar um tanto confuso. Teria que apelar para a cooperação dos psicólogos, psiquiatras, clarividentes, clariaudientes, curandeiros, parapsicólogos, hipnoterapeutas, neurologistas, bioquímicos, microbiologistas, plasmas-físicos e engenheiros de comunicação.
Segundo o escritor Bob Toben, o curador constrói mentalmente a unidade entre curador, paciente e Universo, perdendo o sentido de separação dos egos. Devido ao estado de interconexão do potencial quântico não-local, tempo ou distância são irrelevantes. O pensamento pode unir tudo permitindo que se estabeleça uma harmonia de fases, permitindo ao corpo do paciente recuperar seu estado normal de saúde, o que corrobora com o pensamento do Dr. Meek quando este reporta que sobre as curas, existe um relacionamento entre o curador e o paciente. Na realidade não existem corpos separados e diferentes do corpo físico, ao contrário, todos esses corpos ou campos de energia se interpenetram um ao outro e, portanto, ocupam substancialmente o mesmo espaço do corpo físico, mas não inteiramente.
A Casa de Dom Inácio de Loyola
A Casa de Dom Inácio de Loyola é uma instituição de caridade que segue a Doutrina Espírita e tem por principal objetivo dar assistência física e espiritual no que diz respeito a doenças, através de cirurgias espirituais, imposição de mãos, passes, energizações, medicamentos, água energizada, música, alimentação e abrigo às pessoas que vão à busca de tratamento de saúde e conforto espiritual. A casa está localizada na Rua 15 de Novembro, s/n, no lote 4 da quadra 46 em Abadiânia – GO, que fica há 112 km de Brasília em direção a Goiânia. O ambiente é reconhecido como hospital espiritual e teve início em 1977. Foi construída aos poucos com a disponibilidade de seu mentor e com a ajuda de amigos. A casa recebeu o nome de Casa Dom Inácio de Loyola em homenagem ao jesuíta da Companhia de Jesus - 1491-1536 que segundo consta, é o mentor espiritual do Sr. João Teixeira de Farias, o João de Deus. O médium João de Deus atende semanalmente na casa e os atendimentos acontecem de 4ª a 6ª feira com início pela manha às 08h00min e a tarde a partir das 14h00min.
Nas instalações da casa, é facilmente percebida a existência de diversos quadros de santos e mentores da casa, que se encontram estrategicamente distribuídos pelas paredes e que servem para despertar o sentimento de devoção.
As entidades (bons espíritos) ajudam nas cirurgias à distância somente com alguém da família ou do mesmo sangue presente nos trabalhos da casa, ou telefonar informando o nome completo, data de nascimento, e endereço ou ainda, ser passado estas informações para o endereço eletrônico (E-MAIL) da casa que serão transcritas e colocadas no local apropriado para serem energizada.
As pessoas serão atendidas após retirarem ficha correspondente ao atendimento e se dirigirem as filas de atendimento. Sendo que geralmente, todas as pessoas que se dirigirem a Casa Dom Inácio de Loyola são atendidas no dia.
Alguns ambientes da Casa:
- Sala de atendimento ou sala da corrente: é principalmente nesta sala que o médium João atende as pessoas mediante autorização da Entidade. E, é neste ambiente que as pessoas escolhidas pela entidade ficam em constante oração, formando uma poderosa corrente, enquanto ocorrem os atendimentos pelo médium incorporado.
- Salão: local onde as pessoas esperam para o início dos trabalhos, sendo também o local onde a Entidade faz as cirurgias visíveis - onde há incisão.
- Sala de Repouso: local em que as pessoas após se submeterem às cirurgias, visíveis ou espirituais, ficam em repouso durante algumas horas, sendo liberadas depois pela Entidade.
- Sala dos Médiuns: é o local onde as pessoas com dons mediúnicos aguardam antes de iniciar os Trabalhos.
- Sala da Entidade: local onde o Sr. João Teixeira de Farias, incorporado, trabalha.
- Secretaria: centro de informações sobre os diferentes trabalhos realizados na Casa.
- Sala de Cirurgia e Passes: é o local onde se realizam as cirurgias invisíveis - as que são realizadas sem que ocorra incisão.
Além da lanchonete e do refeitório, sem que este último diariamente no horário do almoço serve gratuitamente a todos os presentes necessitados, uma sopa nutritiva e fluidificada, contendo vibrações positivas, a Casa dispõe de um dormitório para os que não têm condições financeiras e precisam pernoitar. Dentre as instalações, há também uma livraria com obras de diversos autores conhecedores da rotina da Casa.
Vale ressaltar que é comum, encontrar pessoas agoniadas ou tristes, antes do primeiro contato com médium e posteriormente apresentando um semblante diferente. Quase sempre se perguntado o ocorrido, a resposta é assemelhada “Graças a Deus estou curado, não sinto mais nada, estou em paz”. Na Casa Dom Inácio de Loyola tudo é normal: choro, riso, doença, desmaio, gritos, pânico, silêncio, rezas, cantos, paz, músicas, desespero e deficiência física e mental. Há registro de que aparelhos de filmagens, máquinas fotográficas e relógios, deixarem de funcionar quando em contato com o trabalho de cura.
Os medicamentos fototerápicos prescritos são manipulados, abençoados e energizados conforme orientação das entidades manifestadas nas dependências da Casa Dom Inácio. Essas plantas, flores e raízes medicinais são colhidas da natureza, geralmente na região onde se localiza a Casa Dom Inácio e também, são utilizadas raízes oriundas da Amazônia e importadas que são preparadas e embalados na fórmula de cápsula. Alguns medicamentos têm na composição de cerca de ate 180 qualidades de raízes, cuja dosagem atende a necessidade de cada enfermidade.
O nome das raízes e local a serem encontrados são de origem espiritual, ditados através das entidades no momento das incorporações. Os medicamentos são distribuídos gratuitamente para as pessoas de baixas condições sócio-econômicas ou fornecidos a preços de custo. Os recursos monetários são destinados à manutenção da Casa e à alimentação. As quantidades de frascos entreguem determina a forma de tomá-los. Cada frasco contém ervas diferentes que, se combinadas na forma correta, proporcionam a cura.
A Vida de João Teixeira de Faria, o João de Deus.
João de Deus é um homem de semblante humilde, nascido de família simples, desprovido de grande bagagem intelectual, é um homem comum com problemas, defeitos, limitações e suscetível a erros e sofrimentos como a maioria dos seres humanos comuns, como ele mesmo costuma dizer, João precisa fazer um grande esforço para não ser endeusado por aqueles que foram beneficiados por alguma forma de cura. Consta que o tipo de mediunidade que possui é inconsciente, segundo relatos encontrados em alguns livros que trata sobre seus trabalhos mediúnicos. Entre as entidades que incorpora, destacam-se: Dom Inácio de Loyola, Dr. Augusto de Almeida, Dr. Oswaldo Cruz, Dom Ingrid, Dr. Fritz, Dr. Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo, entre outros.
Quando incorporado, João de Deus transfigura-se a ponto de mudar a cor da íris de seus olhos, ocorrendo mistura de várias tonalidades de cores, passando às vezes de verde para um azul brilhante. Em entrevista afirmou que é goiano, mas sente-se mineiro, seus pais eram mineiros. As suas manifestações mediúnicas começaram quando ainda era menino e a primeira visão e premonição aconteceu aos 16 anos de idade quando em companhia de sua mão deslocava-se da cidade de Itapaci para Nova Ponte e em dado instante olhou para o céu e disse à sua mão que iria chover, com o que ela não concordou, mas ele insistiu dizendo para que olhasse a uma determinada nuvem e, neste momento começou a puxá-la pela mão, querendo correr. Chegando em Nova Ponte, um patrimônio de poucas casas, reafirmou que iria chover e que em conseqüência da chuva várias casas iriam ruir, inclusive a de seu irmão. Após três horas aconteceu uma tempestade derrubando as casas.
Certa vez em Campo Grande, após mais uma tentativa à procura de trabalho, antes de passar sobre a ponte sentiu grande vontade de ir embaixo da mesma. Ao chegar lá encontrou uma mulher com quem conversou por algumas horas. No dia seguinte, no mesmo horário voltou ao local para conversar novamente com a mulher, mas apenas encontrou um foco de luz e uma voz que ordenava sua saída daquele local. No mesmo dia ao encontrar-se em Campo Grande, em frente de um centro espírita, o qual não conhecia porque era de família católica, chegou à porta que estava aberta, e o presidente do Centro levantou-se e disse: “Senhor João Teixeira de Farias, faça o favor de vir para a mesa. Estamos esperando você”. A princípio pensou que deveria ser outro João porque ali ninguém o conhecia. Ele se aproximou e segurou seu braço e João desmaiou, recobrando os sentidos após três horas ao terminar os trabalhos daquele dia. Comentavam, então, que seu guia havia operado e consultado várias pessoas, cirurgias foram marcadas e outras informações. Assim que pôde falar, explicou que não era profissional e não tinha conhecimento do mundo espiritual nem de Medicina e não sabia explicar o que havia ocorrido nesses momentos de inconsciência. Na ocasião narrou sua difícil caminhada em busca de trabalho e esclareceu que devia ter desmaiado de fome. Passado aquele instante de entendimento foi levado para a casa do presidente e recebido com um verdadeiro banquete, e até um quarto com ventilador e mosquiteiro o esperava. No dia seguinte, por volta das 14 horas, o banquete se repetiu, e ele ainda com idéia de menino pensou: “Vou alimentar-me bem, porque eles vão me mandar embora”. Alimentou-se e mais tarde foi para o Centro Espírita, e após a abertura da sessão pelo presidente passou a atender as pessoas. Desde então não parou mais de realizar trabalhos de cura. Posteriormente teve seu interesse espiritual despertado pelo mestre Yokaanan, quando este abriu o templo religioso da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, em Itapaci, e por isso guarda imenso carinho e respeito por esse mestre.
Em Campo Grande permaneceu de três a quatro meses, passando por várias cidades indo em seguida para Anápolis, enquanto sua família estava sempre contestando a permanência dentro do Espiritismo. Desta foram atendeu e operou o joelho de um médico Dr. Isaías - que acabou por levá-lo para Brasília onde passou a cuidar de autoridades civis e militares, obtendo muito apoio durante nove anos em que ali permaneceu, mudando posteriormente para o Rio de Janeiro, Niterói, e voltando a Anápolis. Perdeu a conta de quantas vezes foi acusado e preso por exercer a chamada “medicina clandestina”. Hoje, porém, atende muitos médicos que o procuram, bem como advogados, delegados e juízes, porém afirma que os pacientes devem procurar a Medicina convencional. “Não há por que desprezá-la, até porque os profissionais da saúde têm uma grande missão a cumprir e são escolhidos e preparados para isso. Para o auxílio espiritual, entregue os casos insolúveis sob o ponto de vista humano, porque o sobrenatural, com a ajuda de Deus vai mais além.” Foi assim que começou a sua missão que iniciou involuntariamente e já caminha para mais de 30 anos.
João de Deus Sempre entrega o seu corpo para a prática da caridade, não sabendo de seu guia cortou alguém ou não, pois fica totalmente inconsciente nestas ocasiões, e o que mais o alegra e o faz continuar a missão é quando uma pessoa chega e diz que ficou curada através de alguma das entidades e que ele afirma ser mais de 30. Diz que não suporta sangue, tem medo de tomar injeção e gostaria de estar consciente enquanto trabalha que faz parte de sua missão advertir os seres humanos sobre a realidade fantástica da vida além da morte. A partir desta constatação fica mais fácil encontrar as provas que estão reservadas a cada um de nós neste cenário de provas e expiações.
A simples cura da enfermidade física não é o mais importante, e sim a busca de medicamentos para melhora do corpo espiritual; este é imortal, ao passo que a vestimenta da carne é transitória e um grande número de doenças é causado por espíritos obsessores. É sabido que a humildade é uma qualidade indispensável a todos os que se dedicam a se tornar instrumentos divinos.
A mediunidade inversamente ao que muitos imaginam não é uma ferramenta que a justiça divina empresta, de forma proporcional, para serem utilizadas no resgate positivo das dívidas cármicas contraídas em vidas pregressas. Pelo fato de ficar inconsciente e não lembrar o que ocorre é que João de Deus hesita em dar entrevistas. Alega falta de assunto para relatar e que é somente um instrumento das entidades espirituais. Um médium que recebe energia de um ser supremo de Deus. Tem conhecimento das cirurgias realiza, através de filmes e fotos do acervo casa. Também já foi auto-operado, não tendo lembrança do fato nem da dor. Seu grande sonho é construir uma creche, um abrigo para ancião e um hospital espiritual.
É comum que o médium o João de Deus, antes de dirigir-se à sala de cirurgia, já descalço para que a energia possa flui melhor, realizar orações do tipo “Senhor, orientai a minha mão a vosso serviço para que ela possa continuar a curar os necessitados”, além de rezar o pai-nosso e, geralmente, antes de terminar a oração, acorre a incorporação e sem nenhum estardalhaço, como ocorre em outras seitas. Há relatos que quando incorporado, a médium João de Deus, pode se apresentar manso ou ríspido, humilde ou arrogante, orgulhoso ou compreensivo, conforme a entidade que o possua.
Os médiuns que o acompanham há longo tempo, já conhecem a entidade no momento em que ocorre a incorporação. Dentre vários casos, consta que João de Deus atuou também no Fenômeno Poltergeist, ocorrido na Fazenda Mondongo, a 80 km de Pirinópolis-GO. Nesta fazenda, vários lavradores viviam em uma casa isolada e passaram a serem surrados e receberem pedradas. As facas voavam e as cobertas saíam da cama sem explicação plausível dos fatos. O episódio foi fotografado e documentado pelo Sr. Marconi Barreto do jornal “Diário da Manhã”, de Goiás. Suas atividades de cura não se restringem a Abadiânia. Recebe convites dos mais diversos pontos do país, dando assistência nos finais de semana. Também atendendo a convites do exterior, o médium já esteve nos Estados Unidos, Peru, Paraguai, Bolívia, Argentina e Portugal, sendo sempre alvo de estudo por parte de pesquisadores. Seu trabalho é divulgado por jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, brasileiras e estrangeiras.
É possível constatar a presença de equipes de reportagens acompanhando o trabalho em Abadiânia. Atualmente, João de Deus dedica todo o tempo disponível à missão de cura. Diz ser católico e que não há religião ruim, o que deixa a desejar são alguns dos dirigentes, e que cada ser humano, dentro de sua crença, deveria lembrar o grande mandamento: amar ao próximo como a si mesmo.
Na vida profissional o Sr. João Teixeira de Farias trabalhou de diversas formas, tendo trabalhado por um período como carregador de barro em uma olaria de fazer tijolos, mas como sua produção era insuficiente foi dispensado.
Em Campo Grande montou uma alfaiataria, mas como dentro de um mês, ninguém procurou seus serviços devido ao forte e constante calor comum na região, abandonou o serviço de alfaiate e dentre outras atividades, João de Deus foi Servidor Público onde ocupou o cargo de alfaiate do Exército Brasileiro em Brasília, e atendendo solicitações, realizava tratamentos espirituais aos integrantes da corporação e seus dependentes, hoje o médium é proprietário de fazendas, jazidas de garimpo, dentre outros negócios, dos quais tira seu sustento. João Teixeira é muito sereno e discreto, além de possuir uma postura ética como um profissional de outras áreas: não revela nomes das pessoas que o procuram. Para o médium, nenhuma pessoa é mais importante que outra e sentencia: “Todos são filhos de Deus” Apesar da discrição do médium, sabe-se que o ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori e seu filho, bem como a atriz Shirley MacLaine, procuraram sua ajuda a fim de serem tratados por João de Deus, segundo relatos da reportagem da revista Manchete na edição de 16/03/91, João de Deus revela que não é espírita. Porque espírita que conhece “é o amigo Francisco Cândido Xavier, um médium que considero o papa da espiritualidade e… E quem sou, perto dele? Uma gota d’água!”.
O médium João se autodefine: “Se eu fosse perfeito, não estaria nesta missão na Terra. Devo ter sido um grande pecador. Estou me preparando para outras encarnações”. Ele não deixa de ser um enigma, e não admite ser chamado de “curandeiro” ou “milagreiro”. Por ocasião de seu aniversário, no dia 24 de Junho, é impressionante o número de pessoas atendidas: em três dias aumenta consideravelmente e ultrapassa o número de cinco mil.
Apesar de ser considerado por alguns como impostor, mistificador, charlatão, dotado de poderes sobrenaturais, paranormal, sensitivo, muitas dessas pessoas vão ao seu encontro à busca de cura, outras para agradecer e cumprimentá-lo por ocasião de seu aniversário. Esta festa repete-se todo ano, e independente dessa data, o mesmo recebe manifestação de carinho diariamente. Observou-se que os médiuns auxiliares e pacientes sentem-se honrados em desfrutar de sua companhia, mesmo que por alguns segundos.
Nota
[1] Especialista em Educação a Distância pelo SENAC, formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia-UNAMA, nascido em 29/09/1961 na cidade de Tarumirim, MG, tendo passado sua infância e adolescência em Rio Branco, MT, é militar servindo atualmente em uma Organização Militar do Exército em Brasília, DF e sempre que posso, visito a casa Dom Inácio Loyola em Abadiânia, GO.
[2] Vale lembrar que o médium João Teixeira de Farias, que atende na Casa Dom Inácio de Loyola, não aceita ser chamado de “curandeiro”, e sim, curador.