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O ESPIRITISMO E A CURA PELA IMPOSIÇÃO DAS MÃOS-SEJA UM “ANJO” 

ADIRSON MIGUEL DA ASSUNÇÃO

Seja um “anjo” como os existentes na Casa de Dom Inácio de Loyola 

A Casa de Dom Inácio de Loyola é uma instituição de caridade que segue a Doutrina Espírita e tem por principal objetivo dar assistência física e espiritual no que diz respeito a doenças, através de cirurgias espirituais, imposição de mãos, passes, energizações, medicamentos, água energizada, música, alimentação e abrigo às pessoas que vão à busca de tratamento de saúde e conforto espiritual. A casa está localizada na Rua 15 de Novembro, s/n, no lote 4 da quadra 46 em Abadiânia – GO, que fica há 112 km de Brasília em direção a Goiânia. O ambiente é reconhecido como hospital espiritual e teve início em 1977. Foi construída aos poucos com a disponibilidade de seu mentor e com a ajuda de amigos. A casa recebeu o nome de Casa Dom Inácio de Loyola em homenagem ao jesuíta da Companhia de Jesus - 1491-1536 que segundo consta, é o mentor espiritual do Sr. João Teixeira de Farias, o João de Deus. O médium João de Deus atende semanalmente na casa e os atendimentos acontecem de 4ª a 6ª feira com início pela manha às 08h00min e a tarde a partir das 14h00min.  

 “O Anjo da Caridade tem um coração humano. Suas asas o levam para perto de quem ainda não despertou para o amor. Ele nos acorda e nos mostra o pulsar do nosso coração; desperta-nos para a nossa capacidade de amar e de servir ao próximo. A necessidade é tão grande, de despertar, de nos doarmos, de fazer circular o bem entre todos. Agora, o nosso amor pela humanidade é tão grande que não imaginamos como podemos viver com um coração esquecido da caridade”.

 

Estudos de Franz Mesmer

Nascido 23 de maio de 1734 em Iznang, uma pequena vila perto do Lago Constance na Austria. Franz Mesmer foi o criador da teoria do magnetismo animal conhecido pelo nome de mesmerismo. Este pesquisador estudou teologia em Ingolstadt e formou-se em medicina na Universidade de Viena. Provido de recursos, dedicou-se a longos estudos científicos, chegando a dominar os conhecimentos de seu tempo, época de acentuado orgulho intelectual e ceticismo. Era um trabalhador incansável, calmo, paciente. Franz Anton Mesmer era doutor em medicina e filosofia. Alem de advogado, teólogo e músico. Em 1775, após muitas experiências, Mesmer, reconhece que pode curar mediante a aplicação de suas mãos. Acredita que dela desprende um fluido que alcança o doente; declara: “De todos os corpos da Natureza, é o próprio homem que com maior eficácia atua sobre o homem”. A doença seria apenas uma desarmonia no equilíbrio da criatura, opina ele. Franz Mesmer, que nada cobrava pelos tratamentos, preferia cuidar de distúrbios ligados ao sistema nervoso. Além da imposição das mãos sobre os doentes, para estender o benefício a maior número de pessoas, magnetizava água, pratos, cama, etc., cujo contato submetia os enfermos. Em Viena e em Paris, Mesmer colocou em prática durante anos o seu método de tratamento, com evidente êxito. Mas, acabou expulso de ambas as cidades pela inveja e incompreensão de muitos. Depois de cinco tentativas para conseguir exame judicioso do seu método de curar, pelas academias, é que publica, em 1779, a “Dissertação sobre a descoberta do magnetismo animal”, na qual afirma que este é uma ciência com princípios e regras, embora ainda pouco conhecida. A sua popularidade prosseguiu por muitos anos, mas outros médicos o taxavam de impostor e charlatão. Em 1784, o governo francês nomeou uma comissão de médicos e cientistas para investigar suas atividades. Benjamin Franklin foi um dos membros dessa comissão, que acabou por constatar a veracidade das curas, porém as atribuíram não ao magnetismo animal, mas a outras causas fisiológicas desconhecidas. Concentrado no alívio à dor, Mesmer não chegou a perceber a existência do sonambulismo artificial, que seu ilustre e generoso discípulo, conde Maxime Puységur, descobre (inclusive a clarividência a ele associada), o qual se desenvolve durante o transe magnético em certas pessoas. Em 1792, Mesmer vê-se forçado a retirar-se de Paris, vilipendiado, e instala-se em pequena cidade suiça, onde vive durante 20 anos sempre servindo aos necessitados e sem nunca desanimar nem se queixar. Em 1812, já aos 78 anos, a Academia de Ciências de Berlim convida-o para prestar esclarecimentos, pois pretendia investigar a fundo o magnetismo. Era tarde; ele recusa o convite. A Academia encarrega o Prof. Wolfart de entrevistá-lo. O depoimento desse professor é um dos mais belos a respeito do caridoso médico: “Encontrei-o dedicando-se ao hospital por ele mesmo escolhido. Acrescente-se a isso um tesouro de conhecimentos reais em todos os ramos da Ciência, tais como dificilmente acumula um sábio, uma bondade imensa de coração que se revela em todo o seu ser, em suas palavras e ações, e uma força maravilhosa de sugestão sobre os enfermos.” No início de 1814, ele regressou para Iznang, sua terra natal, onde permaneceria os seus últimos dias até falecer em 05/03/1815. Consta que Mesmer, durante anos semeou a cura de enfermos doando de seu próprio fluido vital em atitude digna daqueles que sacrificam-se por amor ao seu trabalho e a seus irmãos. Suas teorias atravessaram décadas e seu exemplo figura luminoso entre os missionários que sob o açoite das críticas descabidas e as agressões da calúnia, passam incólume escudado pelo dever retamente desempenhado. Seu nome jamais se desligar do vocábulo “fluido” e sua vida valiosa pelos frutos que gerou, jamais ser esquecida por aqueles cuja honestidade de propósitos for o ornamento de seus espíritos. A sua obra foi decisiva para demonstrar a realidade da imposição das mãos como meio de alívio aos sofrimentos, tal como a utilizavam os primeiros cristãos antigamente e os espíritas da atualidade.