Blog Ensino, Pesquisa e Extensão

Laboratório e Observatório sobre o Ensino em Administração e Comunicação Social

Arquivos de 03.2008

Elaboração artigo científico

Terça-feira
25.03.2008

Entre as atividades de mestrandos e doutorandos está a elaboração de artigos científicos. Para isto, vale a pena ter por perto o texto de Clarides Henrich de Barba, Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e Prof. Adjunto do Departamento de Sociologia/Filosofia da Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR, denominado “Orientações básicas na elaboração do artigo científico.”

O texto foi elaborado a partir das Normas da ABNT para as aulas de Metodologia Científica e Metodologia da Pesquisa Científica nos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação.

RESUMO:

Este texto trata a respeito das Normas da ABNT com a finalidade de orientar os acadêmicos da Graduação e pós-graduação sobre a publicação de Artigos Científicos procurando estabelecer, de forma sintética, os principais cuidados a ter na escrita do texto científico. Neste sentido, descreve-se seqüencialmente, os sucessivos componentes para a construção do texto cientifico.

PALAVRAS-CHAVE: Artigo. Pesquisa. Ciência.

Leia texto completo clicando aqui

Quinta-feira
20.03.2008

Artigos sobre Inteligência Competitiva publicados no Portal Administradores.

O Portal Administradores.com.br é o principal canal on-line voltado à área de Administração e Negócios. Um site dinâmico, interativo e conectado a tudo o que acontece no ambiente empresarial e acadêmico.

Totalmente interativo, o portal permite que o usuário seja um agente ativo. Ao cadastrar-se, qualquer passa a contar com a sua própria página, pode publicar seus próprios artigos, blog e, inclusive, os seus trabalhos acadêmicos. Todo o material produzido pelo usuário fica disponível em sua página pessoal. O usuário também pode criar a participar de comunidades, o que amplia significativamente as possibilidades de networking.

Leia alguns dos artigos, como:

Inteligência Competitiva não é espionagem (click aqui)

Inteligência Competitiva na prática (click aqui)

Inteligência Competitiva para pequenas e médias empresas (click aqui)

Boa leitura.

Quinta-feira
20.03.2008

Cresce o número de trabalhos de conclusão de cursos, dissertações e teses de doutorado com o tema Inteligência Competitiva. Mas afinal o que é Inteligência Competitiva?

Inteligência Competitiva é um programa sistemático e ético para coleta, análise e gerenciamento de informações externas que podem afetar os planos, decisões e operações de sua empresa.

Explicado de outra maneira, IC é o processo de aprimoramento de competitividade no mercado por meio de um mais amplo entendimento - e, mesmo assim, inequivocamente ético - dos competidores de uma empresa e do ambiente competitivo.

Especificamente, IC caracteriza-se pela coleta e análise legais de informações a respeito das capacidades, vulnerabilidades e intenções de competidores no mundo dos negócios. Tanto coleta como análise são conduzidas com o uso de bancos de dados e outras “fontes abertas” e por meio da investigação ética.

Para quem vai seguir por esta linda estrada, eis algumas referências bibliográficas:

DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu capital intelectual. 4º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998.

DUTKA, Alan. Competitive Intelligence from the competitive edge. NTS, Chicago, 1999.

FLEISHER, Craig S. An introduction to the management and practice of competitive intelligence CI. In: FLEISHER, Craig S. BLENKHORN, David L. Managing Frontiers in Competitive Intelligence. Westport: Quorum Books, 2001.

PRESCOTT, John E.; MILLER, S. H. Inteligência competitiva na prática: técnicas e práticas bem sucedidas para conquistar mercados. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

SANDMAN, Michael A. Técnicas e modelos analíticos. In: MILLER, Jerrry P. O milênio da inteligência competitiva. Porto Alegre: Bookmam, 2002. p.93

MARTINS, Tabatha. Competitive Intelligence and a Strategic Decision-Making the CEO level, In: FLEISHER, Craig S. BLENKHORN, David L.: Managing Frontiers in Competitive Intelligence. Westport: Quorum Books, 2001.

McGONAGLE, John J.; VELLA, Carolyn M. Bottom Line Competitive Intelligence. Westport: Quorum Books, 2002.

PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

REZENDE, Yara. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento e a gestão do capital intelectual. Ci. Inf., Brasília, v.31, n. 1, p. 75-83, jan./abr. 2002.

Princípios de Marketing

Quinta-feira
20.03.2008

Muito profissionais de outras áreas de especialização, estão hoje em contato com departamentos e profissionais de marketing. Como toda profissão, marketing também tem suas características, conceitos, fundamentações, metodologias e autores que se dedicam há muitos anos ao seu estudo e prática. Um nome não deixa dúvida neste campo: Philip Kotler.

Junto com Gary Armstrong, Kotler atualizou seu “Principles of Marketing”, agora em sua 12a. edição.

principiosmkt.jpg“O objetivo da 12a edição de Princípios de marketing é apresentar aos novos alunos de marketing o fascinante mundo do marketing moderno de maneira inovadora, prática e agradável. Como qualquer bom profissional de marketing, nós nos empenhamos para criar mais valor para você, nosso cliente. Apresentamos tabelas, figuras, fatos e exemplos para fazer deste o melhor livro-texto para aprender e ensinar marketing.

O marketing de hoje está centrado na criação de valor para o cliente e na construção de relacionamentos lucrativos com ele. Começa com o entendimento das necessidades e dos desejos do consumidor, a definição dos mercados-alvo que a organização pode atender melhor e o desenvolvimento de uma poderosa proposição de valor por meio da qual a organização pode conquistar, manter e cultivar clientes-alvo. Se uma organização fizer isso bem, colherá os frutos de seus esforços na forma de participação de mercado, lucros e valor do cliente.

O marketing é muito mais do que uma função isolada de negócios — é uma filosofia que orienta a organização como um todo. O departamento de marketing não pode criar valor para o cliente e construir relacionamentos lucrativos sozinho. Isso se trata de um empreendimento que envolve a empresa inteira e abrange amplas decisões sobre quem a empresa deseja ter como clientes, quais necessidades satisfazer, quais produtos e serviços oferecer, quais preços determinar, quais comunicações enviar e quais parcerias desenvolver. O marketing deve trabalhar em estreito contato com outros departamentos da empresa e com outras organizações ao longo de todo o sistema de entrega de valor para encantar os clientes por meio da entrega de valor superior.”

Texto do Prefácio do livro: Kotler, Philip e Armstrong, Gary. Princípios de Marketing 12.ed. - São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

Boa leitura.

Terça-feira
18.03.2008

“Os maiores obstáculos do estudo e da aprendizagem, em ciência e em filosofia, estão diretamente relacionados com a correspondente dificuldade que o estudante encontra na exata compreensão dos textos teóricos. Habituados à abordagem de textos literários, os estudantes, ao se defrontarem com textos científicos ou filosóficos, encontram dificuldades logo julgadas insuperáveis e que reforçam uma atitude de desânimo e de desencanto, geralmente acompanhada de um juízo de valor depreciativo em relação ao pensamento teórico.”

“A leitura analítica é um método de estudo que tem como objetivos:

  1. Favorecer a compreensão global do significado do texto;
  2. Treinar para a compreensão e interpretação crítica dos textos;
  3. Auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico;
  4. Fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários, no estudo dirigido, no estudo pessoal e em grupos, na confecção de resumos, resenhas, relatórios etc.

Seus processos básicos são os seguintes:

  1. Análise textual: preparação do texto; trabalhar sobre unidades delimitadas (um capítulo, uma seção, uma parte etc., sempre um trecho com um pensamento completo); fazer uma leitura rápida e atenta da unidade para se adquirir uma visão de conjunto da mesma; levantar esclarecimentos relativos ao autor, ao vocabulário específico, aos fatos, doutrinas e autores citados, que sejam importantes para a compreensão da mensagem; esquematizar o texto, evidenciando sua estrutura redacional.
  2. Análise temática: compreensão do texto: determinar o tema-problema, a idéia central e as idéias secundárias da unidade; refazer a linha de raciocínio do autor, ou seja, reconstruir o processo lógico do pensamento do autor; evidenciar a estrutura lógica do texto, esquematizando a seqüência das idéias.
  3. Análise interpretativa: interpretação do texto; situar o texto no contexto da vida e da obra do autor, assim como no contexto da cultura de sua especialidade, tanto do ponto de vista histórico como do ponto de vista teórico; explicitar os pressupostos filosóficos do autor que justifiquem suas posturas teóricas; aproximar e associar idéias do autor expressas na unidade com outras idéias relacionadas à mesma temática; exercer uma atitude crítica diante das posições do autor em termos de:

a) coerência interna da argumentação;

b) validade dos argumentos empregados;

c) originalidade do tratamento dado ao problema;

d) profundidade de análise ao tema;

e) alcance de suas conclusões e conseqüências;

f) apreciação e juízo pessoal das idéias defendidas.

4. Problematização: discussão do texto; levantar e debater questões explícitas ou implicitadas no texto; debater questões afins sugeridas pelo leitor.

5. Síntese pessoal: reelaboração pessoal da mensagem; desenvolver a mensagem mediante retomada pessoal do texto e raciocínio personalizado; elaborar um novo texto, com redação própria, com discussão e reflexão pessoais.

Texto de autoria do Prof. Antônio Joaquim Severino. Professor titular de Filosofia da Educação na Faculdade de Educação da USP, na categoria de Professor Associado, MS-5, lotado no Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação, em:
*Severino, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

Sexta-feira
14.03.2008

Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira

Toda dissertação de mestrado é um documento escrito, mas nem todo documento escrito é uma dissertação, embora às vezes exista essa pretensão. O que devemos levar em conta é que uma dissertação deve se basear numa pesquisa científica, pois essa condição está ligada à própria natureza do mestrado, qual seja, a de iniciar a formação de pesquisadores. É para isso justamente que a dissertação é exigida: ela representa um treino inicial, que irá impulsionar o aluno para o doutorado, onde ele se afirmará definitivamente como pesquisador.

Na dissertação, para que ela cumpra com sua finalidade, deverão estar presentes todos aqueles elementos que caracterizam a pesquisa científica de boa qualidade.

Vamos aos conceitos. Antes de mais nada:

“Pesquisa científica é um processo de busca, tratamento e transformação de informações, levado a efeito segundo determinadas regras fornecidas pela Metodologia da Pesquisa.”

Já aprenderemos muita coisa apenas pelo fato de esmiuçar a definição acima. Assim, compreende-se imediatamente que a pesquisa científica gira em torno de informações. Tudo começa com dúvidas e desconhecimentos na cabeça do pesquisador: há coisas que ele não sabe, mas gostaria de saber ou, em outras palavras, há informações que ele gostaria de conhecer. Chamemos a essas de informações R (a letra R indica resultado). Para chegar às informações R - que geralmente não estão disponíveis na forma em que o pesquisador as deseja - o pesquisador irá planejar e empreender a coleta de outras categorias de informações, que chamaremos de informações D (a letra D indica dados). Na mediação entre as informações R e as informações D existe um processo de transformação, que recebe o nome de “análise de dados”.

Texto de autoria do Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira. Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (1969), mestrado em Engenharia (Engenharia de Produção) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é professor da Universidade de São Paulo e professor titular do Centro Universitário Nove de Julho. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Analfabetismo Funcional, atuando principalmente nos seguintes temas: analfabetismo funcional, ensino e pesquisa em administração, produtividade, administração de emrpresas e administração. (Texto informado pelo autor)

Sexta-feira
14.03.2008

Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira

A dissertação é uma das exigências fundamentais daquilo que se convenciona chamar de “programa de mestrado”.

Para fins de distinção, os programas de mestrado que exigem a elaboração de uma dissertação final são chamados de “mestrados acadêmicos”, enquanto que outros programas semelhantes de estudos, que nada exigem ao seu final, ou exigem trabalhos sem o mesmo rigor científico da dissertação, são chamados de “mestrados profissionalizantes”.

No Brasil, a distinção entre um mestrado “profissional” e um “acadêmico” ainda é confusa, e só agora o mestrado profissional começa a ser seriamente discutido. Doravante, estaremos nos referindo apenas ao mestrado acadêmico, o qual irá conferir o título de “Mestre” na particular opção oferecida dentro de um campo mais amplo de conhecimento.

Formalmente, a dissertação é um trabalho escrito, com a pretensão de ostentar o rótulo de “trabalho científico”. Esta qualificação irá impor sobre a dissertação um conjunto de regras e procedimentos que, embora ligeiramente variáveis de um momento para outro e de escola a escola, guardam entre si certas comunalidades. Esses aspectos em comum é que irão caracterizar o trabalho científico ou pesquisa científica.

A dissertação é elaborada pelo aluno com o auxílio de um professor orientador, sendo apresentada sempre ao final de um programa de mestrado. A apresentação implica na entrega do documento (texto da dissertação) a um órgão que administre o programa; implica na escolha de uma banca de examinação, composta pelo professor orientador e por mais dois professores, dos quais um será obrigatoriamente de outra instituição de ensino que não a ofertante do programa; implica na defesa oral do candidato, de sua dissertação, perante essa mesma banca. Sendo aprovado, o candidato receberá o título de mestre, já aludido.

Além da dissertação, o aluno deve, ao longo do programa de mestrado, cursar disciplinas, designadas costumeiramente como “créditos”. Os créditos são estabelecidos em função do número de horas de estudo que representam; o número de horas de estudo é geralmente fixado em lei.

Qualquer programa de mestrado acadêmico, pois, é formado de duas partes indispensáveis: os créditos e a dissertação. Por se constituírem em fenômenos mais visíveis, os créditos, ou seja, as disciplinas, acabam por receber uma grande atenção dos alunos e da coordenação dos programas, sendo a dissertação deixada provisoriamente em segundo plano até que os créditos sejam completados. Esta atitude não é seguramente a melhor e tem prejudicado muito a apresentação futura da dissertação, gerando o fenômento conhecido como “fazer tudo, menos a dissertação”.

Na verdade, a palavra “tudo” é completamente enganosa. Se pensarmos que o programa de mestrado só merece esse nome se levar à obtenção do título de mestre, o que é impossível sem a defesa da dissertação, então “fazer tudo, menos a dissertação” significa pouco mais que um curso de atualização ou aperfeiçoamento.

Texto de autoria do Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira. Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (1969), mestrado em Engenharia (Engenharia de Produção) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é professor da Universidade de São Paulo e professor titular do Centro Universitário Nove de Julho. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Analfabetismo Funcional, atuando principalmente nos seguintes temas: analfabetismo funcional, ensino e pesquisa em administração, produtividade, administração de empresas e administração. (Texto informado pelo autor)

Para começar

Sexta-feira
14.03.2008

Stricto sensu é uma expressão em latim que significa literalmente em sentido estrito. Também se refere ao nível de pós-graduação que titula o estudante como mestre e doutor em determinado campo do conhecimento.

Fonte: Wikipédia


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