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Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

“Respire SP” identifica pacientes graves em mutirão e faz um alerta à população

15.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia promoveu, de 2 a 8 de junho, mutirões de atendimento à população em diversos municípios de São Paulo. Especialistas foram a campo na capital e também em Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto e Sorocaba, realizando uma série de atividades/ esclarecimentos sobre as doenças respiratórias, inclusive exames. Cerca de 35% dos pacientes examinados têm doenças respiratórias, as líderes em internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nesta campanha, todos nós fomos beneficiados, mas sem dúvida alguma, quem mais ganhou foi a comunidade e nossos pacientes”, pondera o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da SPPT.

Com os dados consolidados, a campanha Respire SP detectou mais de 600 casos moderados, graves e muitos graves de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Estes pacientes receberam orientação e encaminhamento para serviços médicos já no local.

Além da realização de exame para medir a capacidade pulmonar (espirometria), os visitantes puderam assistir à apresentação de vídeos educativos e receber material informativo.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Os mais de 600 pacientes que receberam o diagnóstico de DPOC durante a Campanha Respire São Paulo foram devidamente orientados no local, mas correm sérios riscos de não seguirem as orientações e iniciarem imediatamente o tratamento.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é a quinta doença mais letal do Brasil, atingindo cerca de 6 milhões de pessoas. Mata, ao ano, cerca de 30 mil pessoas, ou três vitimas fatais a cada hora. Só na região metropolitana de São Paulo, 15% da população sofre com a doença e desses, mais de 80% não tem diagnóstico e não recebem tratamento adequado. Cerca de 90% dos casos tem como principal causa o tabagismo.

A DPOC é uma doença degenerativa e incurável, mas tem tratamento. Engloba um conjunto de alterações pulmonares, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. É caracterizada por sintomas como tosse, produção de catarro e falta de ar progressiva, principalmente em fumantes ou ex-fumantes. O tratamento é baseado na gravidade do quadro e feito com medicamentos broncodilatadores, geralmente prescritos para uso, por via inalatória.

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias.

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