Uma nova disciplina e o Efeito Hawthorne
Em “Arquivo”, Harvard Business Review, Julho 2008, relata-se que na década de 1920, para poder entender a relação entre produtividade e satisfação no trabalho, o professor da Harvard Business School Elton Mayo e o assistente de pesquisa (e, mais tarde, também professor da HBS) Fritz J. Roethlisberger foram estudar o comportamento de trabalhadores numa fábrica da Western Electric Company (a chamada Hawthorne Works) nas cercanias de Chicago.
Durante cinco anos, a dupla monitorou o desempenho de seis mulheres que montavam relés num recinto separado, e não no grande salão de montagem.
A produtividade das seis disparou, o que levou Mayo a concluir: “os seis indíviduos se tornaram uma equipe”.

Vista aérea da Hawthorne Works, ca. 1925. Western Electric Company Photograph Album
De 1928 a 1930, Mayo e Roethlisberger ajudaram a realizar 21 mil entrevistas na fábrica e descobriram que a atitude mental, uma adequada supervisão e relações sociais informais eram cruciais para aumentar a produtividade e a satisfação no trabalho.
Contudo, em 1966, Roethlisberger (foto) e William Dickson, um supervisor da Hawthorne, reexaminaram os dados e publicaram um livro - Counseling in an Organization - no qual sustentavam que o comportamento de um indíviduo muda quando observado.
O fenômeno foi batizado de Efeito Hawthorne. Outros acadêmicos tiraram conclusões distintas a partir dos dados, mas todos concordam que os experimentos conduzidos naquela fábrica lançaram as bases para a disciplina do comportamento organizacional.
Fonte Texto: Harvard Business Review, Julho 2008.
Fonte Fotos: Library Harvard Business School
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