Fundação Bill Gates e as pesquisas com mandioca
Uma equipe de consultores contratados pela Fundação Bill e Melinda Gates estará no Brasil na primeira semana de setembro para conhecer as pesquisas e as tecnologias para o desenvolvimento da cultura da mandioca.
A Fundação pretende criar um fundo na África para aumentar a produtividade e elevar o valor nutricional da mandioca, segunda maior fonte de energia na dieta dos africanos, e assim, ajudar a amenizar os efeitos da pobreza na África e Índia.
As pesquisas da Embrapa estão na pauta da missão.
A visita está sendo coordenada pela pesquisadora Maria José Sampaio, da Embrapa Sede (Brasília-DF), que representará a Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa durante todas as etapas.
A primeira delas, dia 01.09, será em Palmital (SP). Lá, a missão, acompanhada de pesquisadores da Embrapa, ITAL, IAC e IAPAR conhecerá a empresa Halotek-Fadel, especializada no cultivo mecanizado e no processamento do amido de mandioca.
A pesquisadora Marília Nutti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), estará presente, pois coordena as pesquisas para biofortificação de alimentos com ferro, zinco e betacaroteno (pró-vitamina A). A pró-vitamina A ajuda a combater a cegueira, problema comum em dietas pobres, e a biofortificação tem conseguido elevar os teores de betacaroteno na mandioca e na batata-doce.
De São Paulo, o grupo segue para Brasília, dia 2.09, para reunir-se com a diretoria da Embrapa e pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Depois, em Cruz das Almas (BA), nos dias 3 e 4.09, os consultores conversarão com a Embrapa Mandioca e Fruticultura sobre estratégias de pesquisa e desenvolvimento da cultura no Brasil e no exterior.
A missão também acompanhará a pesquisadora Wania Fukuda, líder da biofortificação da mandioca, na colheita de variedades com maiores teores de betacaroteno em comunidades rurais. São variedades com até 12 microgramas/kg de betacaroteno, de polpa amarela, macias, sabor agradável, cozimento rápido e boa produtividade.
A mandioca é originária do Brasil e, segundo Maria José, o país tem muito a contribuir nas áreas de pesquisa e transferência de tecnologia para manejo, conservação e melhoramento genético.
Marília Nutti ressalta que depois do laboratório, a questão mais crítica é fazer os resultados chegarem no campo, na indústria e no mercado. “No entanto, temos experiências bem sucedidas nessas áreas com pesquisas participativas e parcerias nacionais e internacionais”, pontuou.
De acordo com FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), a mandioca tem forte presença na África tropical, Ásia e América Latina. É o quarto cultivo mais importante nos países em desenvolvimento, com produção estimada em 226 milhões de toneladas em 2006.
A mandioca é alimento básico para quase um bilhão de pessoas em 105 países, proporcionando até um terço das calorias diárias. No entanto, o rendimento médio é de apenas 20% do que poderia ser obtido em melhores condições de cultivo e processamento. As pesquisas e a transferência de tecnologias podem elevar a produtividade, reduzir as perdas na lavoura e melhorar o valor nutricional das raízes.
Fonte: Embrapa
27.10.2008 às 17:17
Sou idealizador e fundador do projeto transforma sertão, que tem como objetivo transformar crianças sem perspectivas de vida em grandes sonhadores e visionarios atraves da educação, cultura e esporte.
Gostariamos de ter a fundaçao Bill e Melinda Gates, como nossa parceira nessa transformação. sabemos que estamos em um lugar de tamanho desafio, de realidedes talves desconhecida por muitos onde crianças tao cedo se tornam refem das drogas,prostituiçao infantil, medicancia,miseria e sobre tudo a falta de perpectiva de mudanças.
Nós do projeto trasfofma sertão, estamos sendo visto como um manancial nesse deserto social. e acreditamos que atraves das parcerias podemos mudar muitas realidades nesse sertao tao sofrido e esquecido.
um forte abraço