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Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

J. M. G. Le Clézio: Prêmio Nobel de literatura

16.10.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

jmgleclezio.jpgO escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio ganhou o prêmio Nobel de literatura 2008.  

Ao anunciar o prêmio, a Academia Sueca o definiu como “um escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual; um investigador da humanidade”.  

A cerimônia de entrega do prêmio (10 milhões de coroas suecas) será no dia 10 de dezembro.  

J. M. G. Le Clézio nasceu em Nice, no Sul da França, em 1940, e formou-se em letras no Institut d’Études Littéraires dessa cidade. Seu primeiro romance, Le procés-verbal, de 1963, rendeu-lhe o prestigioso prêmio francês Renaudot.

Le Clézio viveu durante quatro anos entre os índios do México e da América Central, experiência que, segundo ele, transformou profundamente sua vida e suas idéias sobre o mundo da arte. Hoje vive entre Albuquerque, no Novo México, a ilha Maurício e Nice.  

De sua autoria, a Companhia das Letras publicou os romances A quarentena e Peixe dourado. 

quarentena.jpgA Quarentena 

Este é um livro sobre o mar. Um romance de aventuras, uma meditação sobre a natureza, uma fábula sobre a potência do amor.  

Terminada a leitura, estamos esvaziados, como se tivessem nos submetido a uma misteriosa provação física - privilégio das grandes obras, que nos dão a verdadeira medida de uma experiência literária.  

A quarentena é o período que um grupo de europeus é obrigado a passar numa ilha, onde estarão entregues a si mesmos, à doença, ao medo, à incompreensão e ao ódio.

A ilha, lugar fechado e aberto ao mesmo tempo, figura clássica da utopia política, será para eles a antecipação do inferno. Mas será também o berço da intimidade em êxtase e do delírio amoroso. 

livro200810.jpgPeixe Dourado

Best-seller na França, Peixe dourado conta a vida de Laila, uma menina roubada da família no Saara ocidental, espancada a ponto de perder parcialmente a audição e vendida no Marrocos a Lalla Asma, velha judia de origem espanhola.  

A compradora se torna para a menina ao mesmo tempo dona e avó. Quando a velha morre, oito anos depois, Laila se vê solta no mundo e pode voltar para casa, mas um par de brincos em forma de meia-lua é tudo o que a liga a seu povo.

Não sabe nem o nome que lhe deram ao nascer. No caminho em busca de suas origens, Laila encontra sempre quem se disponha a ajudá-la, mas por uma razão ou por outra a “ajuda” se torna sufocante.

Obrigada a fugir, Laila encontra cada vez mais agressões, mais abandono: “Não havia um lugar tranqüilo no mundo, em nenhum lugar”. A busca a leva à França, aos Estados Unidos e de volta à África, o ponto de partida, onde a vida pode então recomeçar.   

Fonte: Companhia das Letras

Em Livros

1 comentário

  1. Ana G. Araujo

    Os temas desses 2 livros, se bem desenvolvidos são fascinantes.Ainda não li nenhuma obra desse escritor, mas vou à livraria ainda hoje para adquirir “Peixe Dourado”.

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