Os filhos da revolução digital
- Em: Educação
03.02.2010
Entender as características de comportamento dos futuros estudantes é um desafio para as instituições de ensino superior.
É claro que a tarefa não é nova, mas a grande diferença que está posta, ao final da primeira década do terceiro milênio, é que a atual geração de adolescentes carrega características absolutamente novas e peculiares, e, por isso mesmo, campo fértil para estudos e análises sob as mais variadas óticas.
Nunca esse grupo, de jovens entre 12 e 16 anos, teve tanta representatividade no espaço social, sendo um consumidor voraz e, por isso mesmo, alvo de diversas campanhas de marketing.Mas, apesar de ter se tornado tão necessário estabelecer um canal de comunicação com essa faixa etária, que entrará na universidade em breve, nunca se teve tanta dificuldade em desvendar como eles pensam.
Um importante ponto de partida para entender o comportamento dos adolescentes de hoje é o contexto social da revolução digital.
Citando o psicanalista francês Raymond Cahn, autor de diversos livros sobre a adolescência, a psicóloga especializada em orientação educacional Jaqueline Ferreira, define alguns dos principais conflitos dos jovens atualmente: liberdade cada vez maior nos costumes; exigências cada vez mais severas quanto às competências; estímulo ao consumismo e liberação da sexualidade, entre outros.
“No ambiente familiar, o jovem se depara com pais que têm dificuldade para impor limites. Estes pais da contemporaneidade muitas vezes compartilham com os adolescentes suas aflições, sentimentos de incerteza quanto ao futuro, de precariedade, desamparo material e questionamento às instituições”, afirma a psicóloga.
Fonte: Luciano Velleda, Revista Ensino Superior. Para ler mais, clique aqui.
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