Blog Ensino, Pesquisa e Extensão

Laboratório e Observatório sobre o Ensino em Administração e Comunicação Social

Quinta-feira
25.02.2010

Pesquisas acadêmicas de psicólogos estabeleceram o cenário para o aprofundamento num novo entendimento da inteligência.

No passado, os acadêmicos reduziram a inteligência a um número, que consideraram unitário, e ao qual deram um nome - o quociente de inteligência, ou QI.

Passaram, então, a comparar as pessoas no âmbito dos diferentes grupos de idade com base nesse dado.

Algumas pesquisas, no entanto, indicam que a inteligência é muito mais ampla que isso. Muitos acadêmicos usam a palavra inteligência para denotar competência numa variedade de áreas. O resultado é uma proliferação de definições de inteligência.

O psicólogo de Harvard, Howard Gardner, é o pioneiro nesse campo das inteligências múltiplas. Gardner esboçou pela primeira vez a idéia de muitos tipos de inteligência no começo da década de 1980, quando lançou sua “teoria das inteligências múltiplas”.

Fonte: CHRISTENSEN, Clayton M. Inovação na sala de aula: como a inovação de ruptura muda a forma de aprender. Porto Alegre: Bookman, 2009.

Quarta-feira
20.01.2010

Programas governamentais como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Brasil Alfabetizado ajudaram o Brasil a melhorar nos índices de educação avaliados pela Unesco no relatório Alcançando os Marginalizados, divulgado ontem.

No entanto, estes avanços não foram suficientes para tirar o país de uma posição intermediária no continente, ficando ao lado de países como Peru, Paraguai e Bolívia, de acordo com a agência da ONU.

Argentina, Cuba e México, entre outros, já alcançaram ou estão próximos de alcançar o índice ideal proposto pela Unesco.

Apesar de progressos limitados entre os anos de 1999 e 2007, o Brasil permanece sendo o país com a maior população de crianças fora da escola na região do Caribe e América Latina e o 12º país na esfera mundial.

No Brasil, 901 mil crianças, com idade entre 7 e 10 anos, estavam fora da escola em 2007 - ao redor do mundo, 72 milhões de crianças não tinham acesso à educação.

Repetência
Outro ponto crítico levantado pela pesquisa é a alta taxa de repetência na escola primária no Brasil. Enquanto a taxa de repetência na região da América Latina e Caribe era menor do que 4% em 2007, no Brasil, ela chegava a 19%.

A qualidade da educação oferecida também foi avaliada. Alunos com oitos anos de educação tiveram a sua habilidade de leitura testada.

No Brasil, assim como no Chile, Colômbia, México, Uruguai e Argentina, entre 36% e 58% dos alunos foram incapazes de demonstrar uma capacidade de leitura normalmente alcançada no meio da escola primária em países desenvolvidos.

O Relatório de Monitoramento Global da Unesco avalia o progresso feito em 160 países para alcançar os seis objetivos propostos pelo projeto Educação Para Todos.

O projeto foi assinado pela comunidade internacional em 2000, em Dacar, no Senegal, e estabelece metas específicas a serem alcançadas até o ano de 2015.

O relatório deste ano ressalta que muitos dos progressos conseguidos na última década na área da educação podem estar ameaçados pela desaceleração econômica mundial.

De todas as regiões em desenvolvimento, América Latina e Caribe lideram os avanços no projeto Educação Para Todos.

Inclusão social
Projetos de assistência social, como o Oportunidades, no México, e o Bolsa Família, no Brasil são reconhecidos pela Unesco como meios para combater a marginalização no setor da educação.

No Brasil, o Bolsa Família ajudou a transferir de 1% a 2% da renda nacional bruta para a parcela da população mais pobre do país, formada por 11 milhões de pessoas.

“Há um limite no que se pode avançar no setor da educação por meio da escola apenas. O maior problema no Brasil está relacionado à pobreza e à desigualdade de renda”, afirmou o diretor do Relatório de Monitoramento Global da Unesco, Kevin Watkins, em entrevista à BBC Brasil.

“O Brasil e a comunidade internacional ainda não se deram conta da importância e do impacto de um programa como o Bolsa Família”, acrescenta Watkins.

De acordo com o texto divulgado pela Unesco, avanços na área da educação exigem intervenções específicas integradas com uma estratégia mais ampla para a redução da pobreza e a inclusão social.

Outra iniciativa brasileira citada no estudo é o Fome Zero. O relatório aprova os resultados obtidos pelo programa, incluindo a garantia de alimentação para 37 milhões de crianças nas escolas do país.

Já o Brasil Alfabetizado, coordenado pelo Ministério da Educação, é apontado pela Unesco como um programa de sucesso, que já ofereceu curso de alfabetização para cerca de 8 milhões de brasileiros.

Fonte: BBC Brasil/UOL Educação

Quinta-feira
07.01.2010

As telenovelas podem ajudar os professores a aguçar o interesse dos jovens em aprender e a reforçar o papel educador da ficção, quando trazida para a realidade. Em sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação, Aline Martins Coelho descobriu que os adolescentes querem discutir temas de novelas em sala de aula, com debates sobre direito de cidadania e cultura midiática.

“Minha preocupação era identificar formas de criar um vínculo entre professor e aluno. Um instrumento que permitisse a discussão de temas pertinentes, que chamasse a atenção dos alunos”, explica Aline, autora da dissertação Telenovela como instrumento de discussão sobre direito de cidadania: potencial e limites. “A telenovela pode exercer esse papel, por ser objeto de interesse dos jovens. A novela Caminho das Índias é um dos exemplos que tratam de cidadania”.

Aline escolheu um colégio público localizado no centro de Palmas, no Tocantins, para realizar a pesquisa. A primeira fase consistiu em questionário aplicado para 68 alunos do 1º ano do ensino médio, de 14 e 15 anos, para traçar o perfil socioeconômico e as preferências culturais em relação à mídia. Depois, dez alunos, cinco meninas e cinco meninos, assitiram a um vídeo de 15 minutos com cenas selecionadas da novela Caminho das Índias.

Os alunos então foram instigados a refletir sobre a influência da televisão e sobre a possibilidade de debater na sala de aula e em casa os assuntos tratados pela trama. Principalmente sobre personagens à margem da convivência social, em luta para amenizar as desigualdades.

Fonte: Thais Antonio, Secretaria de Comunicação da UnB, Brasília.

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Segunda-feira
04.01.2010

Machado de Assis, Milton Hatoum, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, José Saramago, João Ubaldo Ribeiro, Isabel Allende, José de Alencar, entre outros tantos, seguem de caminhão neste fim de ano numa longa e diversificada jornada rumo a quase 400 municípios brasileiros distintos e distantes uns dos outros, mas próximos pela carência de um importante instrumento de cultura: a biblioteca.

Acompanhados por computadores, estantes, mesas e cadeiras, são 2 mil livros por kit para fazer que, até o início de 2010, todas as 5.564 cidades brasileiras tenham, pelo menos, uma biblioteca pública em seu território.

A parada em Jambeiro, a 116 quilômetros da capital paulista, ocorreu há três meses. Sem outros espaços de cultura nem livrarias, o município comemorou em 14 de setembro a abertura de sua primeira biblioteca, em um local provisório anexo à prefeitura.

A administração municipal está investindo R$ 80 mil no prédio definitivo, com inauguração prevista para o fim de março.

A cidade tem 6 mil habitantes e 70 pessoas cadastradas na sua recém-inaugurada biblioteca. Até o fim do ano, a meta é alcançar cem usuários. “Tivemos uma surpresa boa com o número de pessoas já inscritas”, diz João Estanislau, secretário municipal de Cultura.

Fonte: Por Samantha Maia, de São Paulo, Campinas e Peruíbe, Valor Econômico.

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Obama recebe o prêmio Nobel da Paz

Quinta-feira
10.12.2009

Obama recebe o prêmio Nobel da Paz

OSLO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira, 10, na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, que os instrumentos de guerra têm um papel a desempenhar para manter a paz.

“Ajudamos a manter a paz com o sacrifício de nossos soldados e a força de nossas armas”, disse Obama sobre as intervenções armadas americanas após a Segunda Guerra Mundial.

“A guerra tem um papel em preservar a paz. Mesmo assim, a guerra traz a tragédia humana. ” A guerra em si nunca é gloriosa”.

Em seu discurso, Obama elogiou ícones do movimento pacifista como Martin Luther King e o Mahatma Gandhi, ambos vencedores do prêmio. “O amor de Gandhi e Luther King deve ser o norte da nossa jornada, apesar de nem sempre ser possível aplicar a não violência”, afirmou.

Segundo o presidente, apesar da continuidade de conflitos pelo mundo, o surgimento da ONU e o plano Marshall contribuiu para um mundo mais pacífico, na medida que não houve outra guerra mundial após 1945.

Leia mais ao clicar aqui. Fonte: estadao.com.br, com Efe e Associated Press. Foto: Thomaz Peter/Reuters

Sexta-feira
20.11.2009

A preocupação com o superendividamento das famílias é fato relativamente novo no Brasil — a questão passou a fazer parte da agenda dos reguladores e instituições financeiras há pouco mais de dois anos, desde que o mercado de capitais começou a atrair mais e mais investidores pessoas físicas e que o acesso a produtos financeiros — de financiamento de automóveis e casas até apólices de seguros — começou a se popularizar, atingindo a população de renda mais baixa.

Depois de 18 meses de estudos, um grupo criado pelo governo, formado por entidades privadas e órgãos reguladores federais, vai lançar em janeiro a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef).

O programa terá caráter permanente, gestão centralizada e execução descentralizada, e vai incluir ações para a formação de jovens desde a escola.

A ideia, diz o documento oficial, “é ampliar o nível de compreensão do cidadão para efetuar escolhas conscientes relativas à administração de seus recursos; e contribuir para a eficiência e solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização”.

O grupo de trabalho inicial foi criado em novembro de 2007.

Depois de realizar um inventário nacional de ações e de projetos em educação financeira no País e uma pesquisa sobre o grau de conhecimento financeiro da população brasileira, o grupo aprovou em julho um plano estratégico.

Um novo grupo de trabalho foi formado para a implantação da estratégia, em um prazo de seis meses, quando deve sair um ato normativo regulamentando a Enef.

A iniciativa é bem-vinda, até porque a falta de informação financeira, aqui, pode causar estragos mais graves ainda do que nos Estados Unidos, onde a taxa de juro cobrada dos consumidores alcança 18% ao ano — no Brasil, chega a superar 100%.

Além disso, com ou sem conhecimento de causa, nos EUA a maioria da população aplica em ações e tem acesso a crédito e a seguros há décadas.

É certo que, em números absolutos, há muito mais americanos endividados do que brasileiros, e em volumes bem maiores — aqui o crédito não chega a 50% do PIB (R$ 1,3 trilhão em setembro), comparado a 250% nos EUA (US$ 40 trilhões).

E a inadimplência preocupa: segundo dados do Banco Central relativos a setembro (últimos disponíveis até o fechamento desta edição), o percentual de atrasos em operações com pessoas físicas chegou a 8,4%.

Fonte: Léa De Luca, Harvard Business Review, Novembro 2009.

Para ler mais, clique aqui.

Como nasce uma vocação?

Quinta-feira
12.11.2009

Sem ambiente favorável, não há como as aptidões genéticas florescerem – e, para ficar no lugar-comum, também nesse caso as exceções só confirmam a regra.

Conforme a área, existem períodos na infância mais propícios para dar início ao desenvolvimento de determinadas habilidades.

Mas se há mais de uma aptidão, e com graus de interesse semelhantes, como reconhecer aquela a ser levada em conta no momento de cravar uma profissão?

“Aí pode entrar em cena o orientador, que tenta aclarar o panorama para o jovem. Os resultados, em geral, são bons”, diz Yvette Lehman, coordenadora do Laboratório de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo.

Por último, mas não menos importante, a análise do potencial retorno financeiro da carreira a ser seguida. Trata-se de um item que deve figurar entre as preocupações do candidato a profissional de sucesso.

Os especialistas advertem, contudo, que esse não deve ser o aspecto mais relevante. “Inclusive porque as profissões promissoras de hoje talvez não se concretizem como tais amanhã”, lembra o pedagogo Silvio Duarte Bock, diretor do Nace Orientação Vocacional.

Nas páginas que VEJA publica esta semana você encontra um teste vocacional a ser feito pelo jovem leitor que ainda não sabe que rumo tomar.

Ele não deve, é claro, ser visto como único parâmetro.

Leia mais em Veja, ao clicar aqui.

Quarta-feira
11.11.2009

No cara a cara, a resposta para “onde é o banheiro?” é bastante cordial. “Vire à esquerda, depois daquela coluna”, explica um estudante de direito da USP (Universidade de São Paulo), no largo São Francisco (na região central de SP).

Mas é só a moça de vestido curto virar as costas para o jovem sussurrar entre os amigos: “P_ _ a! P_ _ a!.

A cena aconteceu na manhã de terça-feira, quando a atriz Fábia Gouvêa, 35, visitou quatro faculdades a convite da Folha, trajando um vestido provocante –curto nas pernas e com tecido fino, que evidenciava a ausência de sutiã.

Em todas elas (FMU, Universidade Ibirapuera, Pontifícia Universidade Católica e Universidade de São Paulo), pipocaram piadinhas (discretas e à distância) em referência ao já manjado caso de Geisy Arruda, 20, aluna de turismo hostilizada na Uniban quando foi à aula em microvestido, no fim de outubro.

“Xiii, só pode ser aluna da Uniban”, ironizou uma garota na PUC, referindo-se ao caso da garota Geisy Arruda.

Na FMU, Fábia pergunta sobre a qualidade dos cursos a uma turma na cantina. “Eles foram atenciosos, falaram bem da faculdade”, relata. Mas foi só ela sair dali para uma das alunas fulminar… “Gente, ela deve ter vindo prospectar freguesia”, diz uma aluna. Todos riem.

Não que os olhares tortos só tenham vindo pelas costas. “Os caras ficaram mais intimidados, olham discretamente. Mas muitas meninas me encararam feio, me mediram”, relata.

Um pouco mais à frente, mais tensão –três garotas olham a atriz, que responde com o olhar. De novo, é só virar as costas para começarem os comentários. “Isso é roupa de vir à faculdade?”

No largo São Francisco, um cartaz com referência ao caso Uniban é assinado pelo “P.U.T.A. - Partido Ultra Tradicionalista das Arcadas”. Ele convoca “todas as franciscanas a virem de minivestido” e diz lutar pelo “direito feminino de frequentar a faculdade (…) até mesmo sem roupa”.

Um segurança, ao perceber a presença do fotógrafo em direção à moça, a aborda e a orienta: “Você não pode fotografar aqui, mas pode vir com a roupa que quiser. Tem meninas com vestidos muito piores que o seu”.

Uniban

No último dia 22, a estudante Geisy Arruda, 20, da Uniban foi hostlizada por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Ontem, os advogados da aluna procuraram a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para pedir a abertura de um inquérito policial sobre o caso.

O vice-reitor da Uniban, Ellis Brown, garantiu na tarde de ontem que a estudante terá seguranças caso seja apresentado algum risco quando ela voltar a estudar no campus da universidade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Inicialmente, a universidade decidiu expulsar a aluna, mas revogou a decisão.

Um inquérito foi instaurado e, ainda segundo os advogados, há indícios de que tenha havido sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, ato obsceno e incitação ao crime.

Fonte: Folha Online - Educação.

Foto: Rafael Hupsel/Folha Imagem.

Enem adiado

Quinta-feira
01.10.2009

Os candidatos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 devem aguardar as novas datas de prova, segundo as orientações do MEC (Ministério da Educação). De acordo com a pasta, a nova avaliação deverá ser aplicada nos próximos 45 dias.

O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que seria aplicada neste final de semana em todo o país. Há suspeita de fraude e de que o conteúdo da prova tenha vazado.

Fonte: UOL

Sexta-feira
07.08.2009

india.jpgPor 150 rúpias mensais, o equivalente a pouco mais de 3 dólares, um indiano da cidade de Hyderabad, no centro do país, pode matricular seu filho em uma das 13 unidades da rede privada de escolas Rumi Schools of Excellence.

Fundada em 2008, a Rumi oferece a 7 000 crianças e adolescentes ensino primário e secundário de qualidade.

No estado de Uttar Pradesh, um dos mais populosos da Índia, a Nine Star School, num esquema semelhante, atende 80 estudantes que pagam cerca de 50 rúpias, o equivalente a 1 dólar, por uma vaga numa classe correspondente ao ensino médio no Brasil.

A Rumi e a Nine Star são apenas dois exemplos de uma espécie de subversão educacional que toma conta da Índia.

Nos últimos anos, milhares de estabelecimentos de ensino particular com mensalidades baixíssimas, em geral entre 1 e 6 dólares, proliferaram no país.

Estima-se que a Índia já tenha cerca de 300 000 dessas escolas, reunindo quase 36 milhões de estudantes.

“Elas são cada vez mais comuns e continuam se expandindo”, disse a EXAME o indiano Gurcharan Das, ex-presidente da Procter&Gamble na Índia e autor do best-seller India Unbound — From Independence to the Global Information Age (”Índia sem fronteiras — Da independência à era da informação global”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil).

Fonte: Tatiana Gianini, Exame

Foto: Cosmic Volunteers´Blog


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