Blog Educação Século XXI
Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

“Domínio Público” auxilia professor

11.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O banquete de Platão ou o Contrato Social de Rousseau estão disponíveis de graça no Portal Domínio Público. Além das duas obras, os professores da educação básica podem utilizar outros 427 textos de filosofia para ajudar a incluir a temática no currículo do ensino médio.

Desde junho deste ano, a filosofia deve ser ensinada nas três séries do ensino médio de escolas públicas e particulares, com o intuito de ajudar os alunos a desenvolver o pensamento crítico. A Lei nº 11.684, de 2 de junho de 2008, alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) ao incluir a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias no ensino médio.

Os textos filosóficos ajudam a refletir sobre uma grande diversidade de temas como literatura, educação, linguagem, arte, política, entre muitos outros. Já no século XVIII, Jean-Jacques Rousseau escreveu sobre os direitos da coletividade no seu Contrato Social. No livro, o autor defendeu a adoção de um contrato em que cada contratante condiciona sua liberdade ao bem maior: da coletividade.

Bem anterior a Rousseau, o grego Platão, nascido em Atenas, provavelmente em 427 a.C., discorre sobre assuntos sempre atuais como justiça, em A República; ou o amor, acerca do qual escreve sobre a origem e as manifestações do sentimento na obra O Banquete. No Mito da Caverna, uma de suas obras mais conhecidas, Platão usa uma metáfora para descrever sua idéia de que existem duas realidades: uma imutável e outra suscetível a mudanças. A primeira guarda o mundo das idéias. A segunda se refere a todas as coisas que afetam os sentidos dos homens e são como imagens das coisas imutáveis. A essa realidade, o filósofo chamou de mundo das formas.

Outros autores clássicos da filosofia, como Nicolau Maquiavel, René Descartes e Immanuel Kant, até pensadores da filosofia ocidental do século XIX - fase de nomes como Friedrich Nietzsche, Georg Hegel e Arthur Schopenhauer - podem ser consultados gratuitamente a partir da internet. Assim, professores e alunos podem viajar pela trajetória do conhecimento filosófico que influencia ainda hoje as mais variadas expressões do pensamento.

No portal Domínio Público há 86 mil obras cadastradas, divididas nas categorias texto, imagem, som e vídeo. Com o Programa Banda Larga nas Escolas, criado pelo governo federal, 20 mil escolas públicas terão acesso à conexão rápida de internet até o final de 2008 e poderão aumentar o acervo de filosofia e outras disciplinas de suas escolas com as obras do portal.

Fonte: MEC

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“Por que ler Manuel Bandeira”

09.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

bandeira.jpgColeção que rompe o “medo” dos grandes escritores e convida o leitor a se aprofundar nos clássicos traz um dos maiores autores do modernismo brasileiro 

Depois de William Shakespeare, Dante Alighieri e Jorge Luis Borges, a nova coleção Por que ler volta seu foco para um clássico da literatura moderna brasileira, com o lançamento de Por que ler Manuel Bandeira, do respeitado poeta, ensaísta e tradutor Júlio Castañon Guimarães.

Se, como os demais livros da coleção, este volume segue a conhecida divisão “vida & obra” de maneira sintética (buscando, em ambas, o que Pound chamou de “pontos luminosos”), por outro lado, a renova e amplia. A renovação e a ampliação ficam por conta, em primeiro lugar, da própria escolha do autor e, em segundo lugar, da divisão do volume em cinco partes: Um retrato do artista (síntese biográfica), Cronologia, Ensaio de leitura (comentários sob re a obra), Entre aspas (reprodução de passagens importantes da obra) e Estante (com os principais títulos de e sobre Bandeira).Por que ler Manuel Bandeira… Porque sua poesia, ao contrário de tantas outras, é simples de ser compreendida, possui um humor que desarma o trágico e se atualiza a cada dia. Como só acontece com os maiores poetas, muitos versos de Bandeira saíram das páginas de seus livros para se tornar palavra viva. “Vou-me embora pra Pasárgada…” Manuel Bandeira foi um dos maiores nomes do modernismo brasileiro, vale dizer, dos modernizadores da poesia brasileira. Poetas que tiraram a poesia de um limbo preciosista, longe da realidade da vida e da vivacidade da língua falada e a trouxeram para dentro de nosso tempo - o que responde por que ler este livro.

Sobre a vida de Bandeira pode ser dito o mesmo de sua obra: foi de uma simplicidade que esconde preciosidades. O poeta foi um homem tímido, mas popular no bas fond carioca, como o bairro boêmio da Lapa.

 Condenado a uma vida curta por uma tuberculose juvenil, ele viveu mais do que a maioria de seus contemporâneos. Mesmo tendo uma sólida cultura clássica, inovou a ponto de, no fim da vida, flertar com a poesia concreta. Bandeira nasceu no Recife, mas tinha humor profundamente carioca.

Era feio, mas sedutor. Enfim, um homem do século XIX que percorreu quase todo o século XX. 

TRECHOS: Diante das dimensões dessa obra, como compreender que o próprio poeta se qualificasse como “poeta menor”? […] Não há que se ver aí, é claro, nenhum artifício de falsa modéstia. […] Pode-se pensar que a noção de “poeta menor” pressupõe a de “poeta maior”, que seria aquele voltado para os grandes temas da reflexão social ou filosófica. O “poeta menor” seria então aquele voltado para temas mais subjetivos, mais ligados à vida cotidiana. Tal é o caso de Manuel Bandeira. E é dentro dessas considerações que se deve encarar sua insistente reivindicação de ser um poeta menor. 

A vinculação entre vida e poesia na obra de Manuel Bandeira não deve ser entendida no sentido da busca da relação literal entre os poemas e os dados factuais que estariam ligados a seu surgimento. Em primeiro lugar, deve ser entendida como elemento da presença do “eu” nas obras líricas, como expõe Sérgio Buarque de Holanda: “Sua poesia não quer ser um artefato. Exige a presença viva e permanente do autor, não apenas à sombra de uma inteligência eficaz; nisto denuncia bem sua qualidade lírica, no sentido pleno da palavra.

 […] Essa absorção dos acidentes da vida exterior no próprio mundo íntimo exprime-se reiteradamente em toda a obra poética de Manuel Bandeira”. Desse modo, a inter-relação entre vida e obra no caso de Manuel Bandeira adquire se ntido como função da elaboração lírica, na perspectiva da incorporação, pela lírica, do cotidiano, do lugar-comum, do prosaico. 

O AUTOR: 

Júlio Castañon Guimarães (1951) nasceu em Juiz de Fora, MG, e vive no Rio de Janeiro, onde trabalha como pesquisador na Fundação Casa de Rui Barbosa. É autor de sete livros de poemas: Vertentes (RJ, edição do autor, 1975), 17 peças (RJ, edição do autor, 1983), Inscrições (RJ, Imago, 1992), Dois poemas estrangeiros (Ouro Preto, Tipografia do Fundo de Ouro Preto, 1995), Matéria e paisagem e poemas anteriores (RJ, Sette Letras, 1998), Práticas de extravio (RJ, 7Letras, 2003).

Na crítica, publicou Territórios/conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes (RJ, Imago, 1993). Traduziu, entre outras, obras de George Steiner, Stéphane Mallarmé, Umberto Saba e Joseph Brodsky.

Organizou diversas obras, entre as quais u ma edição crítica de Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso, e dois volumes da obra de Manuel Bandeira, Crônicas da província do Brasil e Crônicas inéditas (Cosac Naify, 2006 e 2008).  

Ficha técnica: 

Título: Por que ler Manuel Bandeira

Autor: Júlio Castañon Guimarães

Editora: Globo

Gênero: Ensaio

Capa: Raul Loureiro e Claudia Warrak

Preço: R$ 20,00 - Número de páginas: 168 - Formato: 12,2 cm x 20,8 cm

ISBN: 978-85-250-4532-4

Fonte: Editora Globo

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Mario Quintana em versão definitiva

08.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O livro abrange os 80 anos de atividade poética do autor, portanto, seus principais livros: A rua dos Cataventos (1940), Baú de espantos (1986), Sapato florido (1948), Espelho mágico, O aprendiz de feiticeiro (1950) Caderno H (1945-1973), Apontamentos de história sobrenatural (1976) e Nova antologia poética (1981-1985). A seleção, a cronologia e a bibliografia ficaram a cargo da organizadora da coleção; a fixação de texto, de Lúcia Rebello e Suzana Kanter; e a elucidativa apresentação, de Maria do Carmo Campos.

Intitulada “Quintana, a aventura da poesia”, a apresentação leva seu título ao pé da letra, comentando, em ordem cronológica, cada volume representado na antologia - logo, toda a aventura poética de Quintana. “A rua dos Cataventos reúne uma série de sonetos que foram escritos simultaneamente a outros poemas, com formas e temas diversos, publicados em outros volumes.

Esse primeiro livro destaca-se pelo tom melancólico, quase elegíaco, com que o poeta esboça imagens estranhas, mágicas, esfumadas. […] Canções, de 1946, revela outras formas e tonalidades poéticas, preservando, contudo, alguns traços melancólicos, como o poema que evoca a cena de uma menina morta. No fluir das páginas, contudo, os tons sombrios contracenam com lembranças lúdicas e registros pontuais da infância vivida em Alegrete. […] Sapato florido pauta-se por uma entrada mais alegre na vida cotidiana, na diversidade das coisas, na procura de uma visão exterior. […] Espelho mágico e Aprendiz de feiticeiro, cada um com suas características, reforçam o perfil poético de Mario Quintana.

A familiaridade profunda com a literatura e com a poesia outorga-lhe o direito a escolhas radicais, como a de imprimir um pendor didático a Espelho mágico, com versões modernas da literatura moralizante”.

marioquintana.jpg Ao final, sintetiza a apresentação, “Com um conjunto de sonetos, canções, poemas de forma livre, epigramas e tantas outras composições, a obra [de Mário Quintana] surpreende por sua irreverente diversidade.

Quintana é um moderno que trabalha entre a força do canto e a barragem da consciência, entre a poesia e a prosa, entre o passado e o presente, num movimento contínuo que não elide vivências e que ampara, no conjunto, razões inúmeras de riso e de alegria, muitas das quais descobertas na aventura da poesia”.

TRECHO:

Em cima do meu telhado,

Pirulin lulin lulin,

Um anjo, todo molhado,

Soluça no seu flautim.

O relógio vai bater:

As molas rangem sem fim.

O retrato na parede

Fica olhando para mim.

E chove sem saber por quê…

E tudo foi sempre assim!

Parece que vou sofrer:

Pirulin lulin lulin…

(”Canção de garoa”)

SOBRE A COLEÇÃO:

A Coleção Mario Quintana, lançada em 2005 em comemoração dos cem anos de nascimento do poeta gaúcho (2006) chega ao 18º volume com uma antologia que é, de certa forma, uma síntese da própria coleção.

O AUTOR:

Mario de Miranda Quintana nasceu em 1906, em Alegrete (RS). Em 1919, matriculou-se no Colégio Militar de Porto Alegre, que abandona em 1924. Em 1926, começa a trabalhar na Livraria do Globo, ao lado de Mansueto Bernardi, na seção de literatura estrangeira. Colabora na Revista do Globo e no jornal O Estado do Rio Grande.

A Editora Globo publica seus primeiros livros de poesia: A rua dos Cataventos (1940), Canções (1946) e Sapato florido (1948). Seu quarto livro, O aprendiz de feiticeiro (Edições Fronteira, 1950), obtém grande repercussão crítica, sendo o preferido de Bandeira e Drummond. O quinto, Espelho mágico, é lançado em 1951, pela Globo.

Em 1953, ingressa no Correio do Povo, de Porto Alegre. Em 1961, publica Poesias, reunindo a p rodução anterior. Em 1967, recebe o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Em 1973, é lançado o famoso Caderno H, com os textos publicados em periódicos, como A Província de São Pedro (1945) e o Correio do Povo (a partir de 1953).

Em 1974, o governo do RS concede-lhe a medalha Simões Lopes Neto. Em 1976, ano em que completa 70 anos, é publicado Apontamentos de história sobrenatural (Globo), pelo qual recebeu o prêmio Pen Clube de Literatura Brasileira no ano seguinte. A obra poética de Quintana é vasta, somando mais de 35 títulos, dentre os quais alguns de literatura infantil.

Além disso, participou de inúmeras antologias no Brasil e no exterior, tendo diversos poemas traduzidos em periódicos internacionais. Paralelamente, Quintana foi um grande tradutor, vertendo mais de 30 obras para o portugu&e circ;s. Destacam-se Lord Jim, de Conrad, Eu, Claudius, Imperador, de R. Grave, No caminho de Swann, O caminho de Guermantes e Sodoma e Gomorra, de Proust, Mrs Dalloway, de Virginia Woolf e Novelas completas, de Merimée.

A bibliografia sobre Quintana é também extensa, reunindo textos e homenagens (em prosa e verso) de Augusto Meyer, Sergio Milliet, Carlos Drummond, Celso Pedro Luft, José Paulo Paes, Paulo Mendes Campos, Mario da Silva Brito, Massaud Moisés e Erico Veríssimo, entre outros. Mario Quintana faleceu em 1994.

Ficha técnica:

Título: 80 anos de poesia

Autor: Mario Quintana

Seleção e organização: Tania Franco Carvalhal

Prefácio: Maria do Carmo Campos

Editora: Globo

Gênero: Poesia

Capa: Isabel Carballo

Preço: R$32,00

Número de páginas: 208

Formato: 12,3 cm x 20,5 cm

ISBN: 978-85-250-4542-3

Fonte: Editora Globo.

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Mube apresenta “Esculturas”

07.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

As obras do artista argentino estarão expostas no museu. Kleinman traz uma novidade: grancrete, um material importado dos Estados Unidos, exclusivo no Brasil

O MuBE - Museu Brasileiro da Escultura traz, entre os dias 8 e 24 de agosto, a arte do pintor e escultor Horacio Kleinman. Após 11 anos, o artista argentino volta a apresentar o seu trabalho, desta vez intitulado “Esculturas”. Ele demonstrou sua alegria ao retornar para o mundo das grandes exposições. “A emoção foi muito grande quando eu recebi a carta de convite do MuBE. Agora eu estou concentrado para que tudo saia perfeito”, diz o artista. A exposição contará com vinte esculturas.

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Kleinman diz qual é a característica de sua obra. “Eu faço arquitetura com figuras humanas. Através delas, transmito uma mensagem, independente de ser figura sem rosto. Na utilização de cor, que não é muito comum em esculturas, também há uma mensagem”. Jacob Klintowitz, curador da exposição de Kleinman, explicou que “a escultura de Horacio Kleinman não se revela ao primeiro olhar. Ao contrário, ela se apresenta envolta em mistérios e é necessário que o contemplador se detenha em sua análise e penetre sob os véus que envolvem a escultura. O mundo kleinmiano é feito de surpresas, ocultas personagens, cenários dentro de cenários.”NOVIDADE

Para que o seu retorno fosse triunfal, Kleinman comprovou ser um artista arrojado e buscou um material novo, criado nos Estados Unidos e que ainda não foi importado pelos brasileiros. Chama-se grancrete, uma espécie de concreto em pó que pode ser aplicado em quase todo tipo que superfície (placas de isopor, metal, madeira, fibras naturais).

Após vinte minutos obtém-se, com grande aderência, uma parede à prova d’água, resistente a fogo e a altas temperaturas, com o dobro de resistência do concreto tradicional e uma duração mínima de 100 anos. Kleinman colocou grancrete sobre o isopor, para fazer algumas esculturas. Em outras, utilizou cimento cola.

Sobre o artista

Horacio Kleinman é um artista de sólida formação técnica e cultural. O pintor e escultor de 65 anos nasceu na Argentina. Aos 20 anos, ele finalizou o curso de desenho e pintura. Com 26, resolveu se dedicar a sua outra profissão, a de arquiteto. Em 1980, Kleinman voltou a expor suas obras. Sua primeira exposição individual ocorreu no MASP. Depois, ele apresentou suas esculturas em diversos locais, entre eles: Galeria Arte Aplicada, Galeria Wildenstein (Buenos Aires), “Panorama da Escultura” no MAM, “100 anos de Escultura Brasileira” no MASP, Galeria Arte Aplicada. Sua última exposição individual foi em 1997, no MuBE.

Serviço:

“Esculturas”

20 esculturas

Local: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) - Rua Alemanha 221, Jardim Europa

Aberto ao público: de 8 a 24 de agosto (abertura oficial no dia 7, só para convidados)

Horário: de terça a domingo, das 10 às 19 horas. Informações: (11) 3081.8611. Entrada Franca

O MuBe possui acesso para pessoas com deficiência, restaurante e ar-condicionado.

Fonte: Atelier de Idéia - Soluções em Comunicação

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12º Festival de Cinema Judaico: “Os Judeus Esquecidos” estréia amanhã

06.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Diretora Gabriela Böhm participa de debate com espectadores após a exibição no clube “A Hebraica”

O premiado documentário Os Judeus Esquecidos, que será exibido amanhã pela primeira vez na América do Sul, retrata a dura experiência pela qual os descendentes de judeus da Península Ibérica, que foram forçados a se converter durante a Inquisição na Espanha, passam, atualmente, na redescoberta de suas raízes.

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A principal dificuldade é obter o apoio das comunidades judaicais em pequenas cidades no Equador e na Colômbia para conseguirem se converter ao judaísmo. No filme, a cineasta Gabriela Böhm acompanha passo-a-passo o processo de conversão, que só tem início quando essas pessoas encontram pela Internet um rabino paulistano de idéias mais liberais, que os auxilia nesse percurso.

O documentário foi premiado no Festival de Cinema Judaico de Nova York (2007) e no Festival de Santa Fé (Novo México/2007), exibido no Cine Las Americas, em Austin, Texas e em diversos festivais de cinema judaico, entre eles os de São Francisco, Los Angeles, Toronto e Vancouver.

A professora associada do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP) Anita Novinsky, uma das maiores estudiosas do tema no mundo, e que atuou como uma das consultoras do filme estará presente na estréia.

Fichá Técnica
Os Judeus Esquecidos (The Longing: The Forgotten Jews of South America, EUA/Israel, 75 minutos, documentário, cor, falado em inglês e espanhol com legendas em português)
Direção: Gabriela Böhm

Sinopse: A cineasta Gabriela Böhm mergulha no fascinante universo dos marranos, descendentes de judeus convertidos à força pela Inquisição, mas que desejam reafirmar sua fé no Judaísmo. O documentário é um ensaio pungente sobre a busca de identidade e proporciona um raro olhar sobre o processo de conversão à fé judaica.

Exibições:
Dia 7 de agosto, Hebraica (Teatro Anne Frank), 20h
A Hebraica, Teatro Anne Frank
R. Hungria, 1.000, Jardim Europa, Zona Sul, São Paulo.
Telefone: (11) 3818-8888

Dia 8 de agosto, Centro da Cultura Judaica, 19h
Rua Oscar Freire , 2500, Sumaré, Zona Oeste, São Paulo.
Tel. (11) 3065-4333

A entrada é gratuita, ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência nas bilheterias.

Fonte:  Estratégia Comunicação.

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Reflexões

05.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

“Certifique-se de que sua empresa tenha um vice-presidente encarregado da Revolução, para colocar fermento entre seus colegas mais convencionais.”

David Ogilvy, fundador, Ogilvy & Mather

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Educação estimula empreendedorismo

04.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Arranjo Produtivo Local (APL) Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí (MG), conhecido como Vale da Eletrônica, é um dos principais pólos de desenvolvimento tecnológico do Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente pela alta qualidade dos produtos, capacitação dos colaboradores e sistema de cooperação entre as empresas.

O grande diferencial da região está em sua estrutura de ensino e de pesquisa. Nas décadas de 50 e 60, Santa Rita do Sapucaí recebeu a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE), primeira da América do Sul e quinta no mundo, e o Instituto Nacional de Telecomunicações – Inatel.

Nos anos 70, a cidade contava também com a Faculdade de Administração e Informática - FAI.

Essas instituições geraram um desenvolvimento natural da capacitação local em Engenharia Elétrica, Mecânica, Eletrônica e Telecomunicações. Desde então, a cidade tomou novos rumos na área tecnológica, criando ambiente para que os alunos ali formados permanecessem com suas idéias e projetos, dando origem a novas indústrias que passaram a ditar o desenvolvimento da cidade. Atualmente, o ETE, o Inatel e a FAI, mais a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai MG, formam a mão-de-obra do Vale da Eletrônica.

“A educação em Santa Rita do Sapucaí está completamente ligada à tranformação das pessoas e à preparação para o mercado de trabalho local”, confirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto.

Segundo ele, os estudantes já são disputados pelas empresas ainda em sala de aula. Quando finalizam os cursos, 100% dos formandos estão empregados. “Muitas empresas fazem encomenda dos garotos que ainda nem se formaram, porque acreditam no ensino e no potencial dos alunos”. Embora a oferta de emprego seja grande, o grande desafio do sistema de ensino é formar empreendedores.

O incentivo ao desenvolvimento dos jovens de Santa Rita do Sapucaí levou à criação do Núcleo de Empreendedorismo do Inatel (Nemp), onde ficam as empresas incubadas, e da Incubadora Muncipal. Ambas fazem a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho, captando recursos de órgãos fomentadores de pesquisa.

No Nemp, em 16 anos, 34 empresas já foram graduadas. Dessas, 28 atuam no APL, gerando 500 empregos diretos e alcançando um faturamento médio de R$ 20 milhões. Atualmente, existem nove empresas incubadas, com 50 postos de trabalho e faturamento médio de R$1,5 milhão.

Na Incubadora Municipal, criada em 1998, 17 empresas já foram graduadas. Dessas, 14 estão no APL, gerando 250 empregos e faturando cerca de R$ 5 milhões. Todas as atuais 14 vagas disponíveis estão ocupadas.

As indústrias do APL de Santa Rita do Sapucaí empregam mais de 9,5 mil colaboradores e fabricam cerca de 11 mil produtos nas áreas de eletroeletrônica, telecomunicações, radiodifusão, informática, automação industrial, predial e comercial, segurança, tecnologia da informação, equipamentos industriais e prestação de serviços.

A expectativa de faturamento para 2008 é de R$ 1 bilhão.

Fonte: Mais Notícia Comunicação

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Uma nova disciplina e o Efeito Hawthorne

01.08.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Em “Arquivo”, Harvard Business Review, Julho 2008, relata-se que na década de 1920, para poder entender a relação entre produtividade e satisfação no trabalho, o professor da Harvard Business School Elton Mayo e o assistente de pesquisa (e, mais tarde, também professor da HBS) Fritz J. Roethlisberger foram estudar o comportamento de trabalhadores numa fábrica da Western Electric Company (a chamada Hawthorne Works) nas cercanias de Chicago.

Durante cinco anos, a dupla monitorou o desempenho de seis mulheres que montavam relés num recinto separado, e não no grande salão de montagem.

A produtividade das seis disparou, o que levou Mayo a concluir: “os seis indíviduos se tornaram uma equipe”.

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Vista aérea da Hawthorne Works, ca. 1925. Western Electric Company Photograph Album

De 1928 a 1930, Mayo e Roethlisberger ajudaram a realizar 21 mil entrevistas na fábrica e descobriram que a atitude mental, uma adequada supervisão e relações sociais informais eram cruciais para aumentar a produtividade e a satisfação no trabalho.

fritz-j-roethlisberger.jpgContudo, em 1966, Roethlisberger (foto) e William Dickson, um supervisor da Hawthorne, reexaminaram os dados e publicaram um livro - Counseling in an Organization - no qual sustentavam que o comportamento de um indíviduo muda quando observado.

O fenômeno foi batizado de Efeito Hawthorne. Outros acadêmicos tiraram conclusões distintas a partir dos dados, mas todos concordam que os experimentos conduzidos naquela fábrica lançaram as bases para a disciplina do comportamento organizacional.

Fonte Texto: Harvard Business Review, Julho 2008.

Fonte Fotos: Library Harvard Business School

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Ano Nacional Machado de Assis

31.07.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Para marcar o centenário da morte de Machado de Assis, foi sancionada Lei que institui 2008 como o Ano Nacional Machado de Assis. O escritor também foi escolhido como o tema central de celebração na 14ª edição da Ordem do Mérito Cultural, solenidade realizada, tradicionalmente, em novembro por ocasião do Dia Nacional da Cultura.

logomarca-machado-de-assis-imagem.jpgO Ministério da Cultura está disponibilizando uma logomarca para ser usada nos eventos e projetos a serem promovidos no âmbito da comemoração.

Joaquim Maria de Machado de Assis (1839-1908)

Jornalista, cronista, contista, romancista, poeta e teatrólogo considerado por críticos literários do Brasil e do exterior como o maior expoente das letras nacionais e um dos maiores de língua portuguesa. Exprimiu seu talento por meio de vários gêneros literários: romances, contos, crônicas, poesias, peças de teatro e crítica literária.

Sua obra influenciou gerações e mais gerações de escritores que conviveram com ele e que o sucederam. Ao longo do tempo, suas criações, seus personagens saltaram das páginas dos livros para outras formas de manifestação artística, como o teatro, o cinema e a televisão.
Fonte: Sheila Sterf/Comunicação Social/Ministério da Cultura - MinC

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A importância da comunicação digital

30.07.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos
Alfredo –Tomorrow is the financial reporting deadline for July.Once again, everyone will be sizing up this campaign to see if we can compete with John McCain and the Republican National Committee.Your hard work and generosity have gotten us this far, but the fact remains, our opponents still have a big fundraising advantage. They are very good at raking in huge donations, especially from Washington lobbyists and special interest PACs.That’s why we need to show the strength of our grassroots movement before tomorrow’s deadline. Help prove that a campaign powered by people like you, giving only what they can afford, can go toe-to-toe with the Republican fundraising machine.

Make a donation of $5 or more to support this movement for change:

Make a Donation Before the Deadline

https://donate.barackobama.com/deadline
As you’ve probably heard, if you make a donation before tomorrow at midnight, you could join me at the Democratic National Convention in Denver.

This year, we’re opening up the convention the way supporters like you have opened up the political process all across the country. On the last day, more than 75,000 people will come together to be a part of history — folks like you who have been building this movement from the bottom up.

It will be an incredible event, and if you make a donation in any amount before tomorrow’s deadline, you and a guest could travel to Denver, spend a couple of nights at a hotel, and join me backstage before I accept the nomination.

Please make a donation of $5 or more now. I’m looking forward to seeing you soon:

https://donate.barackobama.com/deadline

Thanks,

Barack

Donate

If you do not wish to make a donation, you can still be selected to join Barack at the Democratic National Convention in Denver. Learn more here.

Paid for by Obama for AmericaThis email was sent to: alfredopassos

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