Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Consumo de latas bate novo recorde

04.05.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade

O consumo de bebidas em lata no país cresceu 13,5% em 2007, índice mais de duas vezes superior ao crescimento do PIB do ano passado. Como resultado, as vendas alcançaram 12,2 bilhões de unidades, elevando o consumo per capita do brasileiro para 64 latinhas/ano.

Nos últimos dois anos, o crescimento acumulado do setor foi de 25%, impulsionado pelo aumento da renda e do crédito e, principalmente, pela melhor distribuição de renda.

Nos supermercados, por exemplo, principal canal de distribuição da latinha, registrou-se um crescimento expressivo da venda de bebidas. Enquanto o crescimento médio, em volume, foi de 2,7% em 2007, as vendas de bebidas alcoólicas nos supermercados cresceram 6,8% e as de bebidas não-alcoólicas 5,7%.

O diretor executivo da ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade, Renault Castro, considera que um outro fator está sendo determinante para o crescimento das vendas: a preocupação com o aquecimento global e com práticas de sustentabilidade.

Entre os chás, a lata é a segunda embalagem mais utilizada, com 18,5% de participação num mercado de 75 milhões de litros por ano. Entre os sucos, não há ainda números fechados sobre o comportamento no ano passado, mas verificou-se, em maio de 2007, um crescimento de 74% na participação da latinha sobre a média do ano passado. Apesar de ser uma participação pequena (5,4%), a base é alta. A produção de sucos prontos para beber, em 2007, ultrapassou a casa dos 400 milhões de litros, segundo estimativas do setor.

O recorde de venda de latinhas no Brasil também beneficia outros setores, além da indústria de bebidas. Somente para a produção de latas foram consumidos, em 2007, 214,5 mil toneladas de alumínio, ou 23,28% de toda a produção nacional. A lata também teve parcela significativa na sucata recuperada de alumínio. Foram 153 mil toneladas ou 43,95% de todo o mineral reciclado em 2007.


Estimativa ABRALATAS

(Fonte: Boletim Informativo da Abralatas, nº 18, pág. 01, fevereiro de 2008)

Leia mais no website da ABRE - Associação Brasileira de Embalagem. Clique aqui.

IBGE divulga estudo sobre trabalhadores por conta própria

03.05.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade

Em março de 2008 havia 4,1 milhões de trabalhadores por conta própria nas seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Eles representavam 19,2% da população ocupada, eram homens em sua maioria (60,8%), trabalhavam 41,3 horas por semana e 32,5% deles tinham 50 anos ou mais de idade.

Seu rendimento médio era de R$ 1.013,50, mas 70% deles recebiam menos de dois salários mínimos por mês. Concentrados, principalmente, no Comércio (28,3%) e na Construção (17,5%), apenas um em cada cinco contribuía para a previdência social. A seguir, as principais informações sobre os trabalhadores por conta própria e, ainda, sobre duas das atividades mais comuns nesta forma de inserção no mercado de trabalho: vendedores e pedreiros .

Em março de 2008, nas seis Regiões Metropolitanas 1 cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego, havia 4,1 milhões de trabalhadores por conta própria, que representavam 19,2% da população ocupada (21,3 milhões de trabalhadores).

Classifica-se como conta própria a pessoa que trabalha explorando o seu próprio empreendimento, sozinha ou com sócio, sem ter empregado e contando, ou não, com ajuda de membro da unidade domiciliar em que reside como trabalhador não remunerado.

Entre março de 2002 e março de 2008, o crescimento desse contingente de trabalhadores foi de 22,3%. Em Recife foi de 7,8%, Salvador 25,9%, Belo Horizonte 16,7%, Rio de Janeiro 19,2%, São Paulo 30,7% e Porto Alegre 15,1% . Mas a participação relativa desse contingente no total de ocupados nas seis áreas pesquisadas permaneceu em 19,2%, no mesmo período.

Do total de trabalhadores por conta própria, 54,5% eram brancos e 44,5% eram pretos e pardos. Os homens eram maioria nesta forma de inserção (60,8%). Embora a participação feminina fosse menor (39,2%), ela cresceu em todas as Regiões Metropolitanas, desde 2002, e Salvador apresentou a maior participação de mulheres trabalhando por conta própria (42,2%).

Entre os trabalhadores por conta própria predominavam os níveis de instrução fundamental incompleto e o médio completo, com o nível superior tendo participação menos expressiva.

Com relação ao tempo de permanência no trabalho, verificou-se que 81,1% dos trabalhadores por conta própria estavam há dois anos ou mais nessa categoria de ocupação.

Os trabalhadores por conta própria estão concentrados principalmente nos grupamentos do Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (28,3%), Outros serviços (24,7%) e da Construção (17,5%). Registrou-se pequena participação nos grupamentos de atividade relacionados à Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social.

No agregado das seis regiões metropolitanas, apenas um em cada cinco (20,7%) dos trabalhadores por conta própria contribuía para a previdência: o rendimento médio destes era R$ 1.920,80, enquanto o dos que não contribuíam foi estimado em R$ 776,40.

Os grupos de idade mais jovens são menos numerosos nesta forma de inserção no mercado de trabalho, que tem sua maior incidência no grupo de 50 a 59 anos de idade (22,4%). No total da população ocupada, o percentual de trabalhadores nessa mesma faixa de idade era de 14,5%. Como demonstra o gráfico abaixo, os trabalhadores por conta própria com 40 anos ou mais de idade representavam 60,8% dessa forma de inserção, enquanto a participação desse grupo etário no total da população ocupada era de 42,8%.

O número médio de horas trabalhadas semanalmente pelos trabalhadores por conta própria foi estimado em 41,3 horas. Esta estimativa ficou próxima daquela observada para a população ocupada (41,5 horas).

O rendimento médio dos trabalhadores por conta própria era de R$ 1.013,50. Aproximadamente 70,0% dos trabalhadores por conta própria recebiam menos de 2 salários mínimos. O rendimento das mulheres que trabalhavam por conta própria nas seis regiões investigadas era inferior ao dos homens em 32,7%, enquanto na população ocupada esta diferença era de 29%. Os trabalhadores por conta própria de cor preta ou parda recebiam 49,8% a menos que os brancos. Na população ocupada esta diferença era de 48,2%.

Pedreiros e vendedores predominam entre os trabalhadores por conta própria

São altos os percentuais de trabalhadores por conta própria, nas atividades da construção (17,5%) e do comércio (28,3%). Por isso, foram destacadas, neste estudo, as ocupações dos pedreiros e dos vendedores.

Entre os 4,1 milhões dos trabalhadores por conta própria no total das Regiões Metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego, 1,6 milhão estavam alocados no grupamento da Construção 2. Destes, 651 mil exerciam a ocupação de pedreiro .

Dos 4,1 milhões de trabalhadores que o Comércio 3 empregou em março de 2008, 1,1 milhão eram trabalhadores por conta própria e, destes, 532 mil eram vendedores . Entre eles, os trabalhadores que fazem parte do subgrupo “vendedores ambulantes e camelôs” somam 624 mil, dos quais 532 mil são trabalhadores por conta própria, enquanto os outros 92 mil (14,8%), são empregados.

Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Leia mais sobre o assunto no website do IBGE. Clique aqui.

Early Warning: A água está acabando

02.05.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade, Trendspot

Holly Hubbard Preston em matéria para o International Herald Tribune, denominada “Mistérios da água e o futuro de um recurso escasso”, de 26 de abril de 2008, mostra a situação que algumas populações já vivem em função da falta de água.

A escassez de água está se tornando um problema de proporções globais. No mês passado, 2.000 agricultores na Índia foram presos por roubarem água; o governo regional da província espanhola da Catalunha anunciou que importará água por embarcações e trens a partir de maio para ser capaz de atender à demanda do verão; a Comissão de Água de Queensland, na Austrália, impôs aos seus consumidores as restrições mais rígidas até hoje ao consumo de água; e em Atlanta, no Estado da Geórgia, os moradores moveram um processo judicial contra a prefeitura devido aos problemas nas tubulações de água e nos sistema de esgoto da cidade.

Segundo o Instituto Mundial da Água, apenas 2,5% da água de superfície e subterrânea do planeta está acessível para o uso humano. Este recurso finito, mantido pelo ciclo hidrológico da Terra, é utilizado para tudo, desde as redes de água potável até os sistemas de saneamento, da agricultura aos processos industriais. Prejudicadas pelo uso excessivo, poluição e infra-estrutura ineficiente, bem como por fenômenos naturais como secas, as reservas de água para a humanidade estão chegando ao limite.

Em um relatório do mês passado, o banco de investimentos J.P. Morgan advertiu para o risco crescente que a falta de água representa para as companhias. O relatório incluiu dados do Instituto de Recursos Mundiais segundo os quais metade do planeta já enfrenta tensões referente à água, ou a deterioração qualitativa ou quantitativa dos recursos de água doce, ou mesmo a escassez de reservas.

Fonte: International Herald Tribune/UOL, os assinantes do portal podem ler a matéria completa/área restrita.Clique aqui.

APAS 2008 elege o tema sustentabilidade

01.05.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade, Trendspot

Sob o tema “Sustentabilidade em nome do Consumidor”, a APAS realiza nos próximos dias 26 a 29 de maio, a APAS 2008 - 24º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, maior evento do setor na América Latina e o segundo maior do mundo.

Organizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), a feira deverá reunir 420 empresas expositoras de produtos, equipamentos e serviços para os supermercados. Com 55,4 mil metros quadrados de área de exposição, a expectativa é da geração de R$ 4 bilhões de negócios e visitação de mais de 50 mil executivos e empresários do segmento.

Congresso

Com o objetivo de fornecer informações, conteúdos de interesse do setor e contribuir para a gestão dos supermercados, serão realizadas durante os quatro dias de evento mais de 50 palestras com especialistas, pesquisadores, executivos e CEOs de grandes empresas do setor, no Brasil e no mundo.

Entre os palestrantes internacionais, estão definidos Bernd Schmitt, da Columbia University, que trata a fundo o tema “Marketing da Experiência, destacando as sensações dos consumidores no ponto-de-venda, Michael Schrage, co-director do Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Michael Sanzolo, consultor de varejo e ex-presidente do FMI (Food & Marketing Internacional - a maior feira do setor de alimentos do mundo), Andrew Savitz, especialista de renome internacional na área de sustentabilidade e responsabilidade social e Sam Geist, que vai explorar o tema “Execute ou seja executado”.

As palestras serão divididas em três blocos: Motivacionais, Fundamentais e Estruturais. À tarde, também acontece a Arena do Conhecimento, com aulas práticas direcionadas aos profissionais que lidam diretamente com o público.

A programação do congresso inclui ainda Visitas Técnicas, em lojas de varejos, monitoradas por consultores especializados, para que os participantes conheçam de perto a operação de empresas bem administradas, que se destacam entre os concorrentes.

Sobre a APAS - A APAS representa o setor supermercadista no Estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento e promover a melhoria do setor. A entidade conta com 1.200 associados, somando 2.200 lojas, com aproximadamente 6 mil pontos-de-venda.

PROGRAME-SE

Evento: 24º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados (APAS 2008)
Local: Expo Center Norte - São Paulo - SP
(Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo)

Data: 26 a 29/05/2008
Horário: Feira - das 14h às 22h (exceto dia 26, com início às 16h)
Congresso de Gestão - das 8h30 às 16h
Abertura: Dia 26/05, com apresentação da 3ª. edição da pesquisa Retrato do Varejo
das 14h às 16h)

Maiores informações e inscrições, clique aqui.

Fonte: FSB Comunicações.

Carrinho de compras pode substituir sacolas plásticas

30.04.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade

Oferecer mais comodidade para os consumidores, contribuir para a preservação do meio ambiente evitando a utilização de sacolas plásticas e ainda gerar receita para os supermercados por meio da comercialização de publicidade.

Estes são os diferenciais do Transvoll, um novo conceito em carrinho de compras, inédito no mundo, que será apresentado pela fabricante Cromo Steel, sob licença da Fields na APAS 2008, realizada entre os dias 26 e 29 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo.

Ao invés da cesta fixa dos modelos tradicionais, o Transvoll (que significa transportador de volumes) permite a acomodação de bandejas de papelão recicláveis e biodegradáveis que o cliente recebe ao entrar na loja.

Além de dispensar o uso das sacolas plásticas, a compra fica muito mais prática, já que o consumidor pode organizar os produtos nas bandejas, passar pelo caixa e guardá-las diretamente no carro, sem a necessidade de carregar e descarregar o carrinho. “Elas são reutilizáveis e podem ser empilhadas para melhor acomodação e organização dos produtos, seja na loja ou em casa”, destaca Acyr Campos, engenheiro, consultor industrial e inventor do Transvoll.

O novo carrinho não só atende à crescente preocupação dos varejistas em preservar o meio ambiente como também pode ser uma fonte de receita. Ele possibilita que as bandejas funcionem como uma mídia alternativa, permitindo a veiculação de propaganda dos fabricantes.

“Apoiamos o projeto do Transvoll por vir de encontro ao compromisso da nossa empresa com o crescimento sustentável”, afirma Edson Manzano, diretor da Cromo Steel.

Maior fabricante de carrinhos e equipamentos de supermercado do Brasil, a empresa foi a primeira em seu segmento a obter a certificação ISO 9000 e está em processo de certificação da ISO 14000 (preservação ambiental), que deve ser obtida até o final do primeiro semestre de 2008.

Entre as iniciativas da empresa na área de sustentabilidade destacam-se a campanha para coleta seletiva de lixo e de óleo de cozinha em Itaquaquecetuba/SP (onde está instalada a fábrica) e adoção de processos industriais que não agridam a natureza. Na área de responsabilidade social, a Cromo Steel é uma das empresas sócio-contribuinte da Escola Especial para Educação de Excepcionais 4E, em São Paulo.

Segundo dados do inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias - esse volume representa para o país um crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado

O primeiro trimestre de 2008 foi encerrado com excelentes resultados para o sistema de destinação final de embalagens vazias de produtos fitossanitários. De janeiro a março, foram encaminhadas para a reciclagem ou incineração 5.528 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, volume 22,3% superior em comparação ao mesmo período em 2007 (4.520 t). Somente no terceiro mês do ano, o volume recolhido no país foi de 1.918 toneladas.

Os resultados positivos da destinação final de embalagens vazias no país são fruto de ações conjuntas de agricultores, indústria fabricante - representada pelo inpEV -, canais de distribuição, cooperativas e o poder público e mostram a evolução de um sistema que se tornou referência mundial desde que foi criado, em 2001.

O Estado com o maior volume de embalagens destinadas no primeiro trimestre do ano foi Mato Grosso, que encaminhou para reciclagem ou incineração 1.347 toneladas de embalagens, seguido pelo Paraná, com 854 t e por São Paulo, com 784 t. Já o Estado que apresentou maior crescimento no período foi o Piauí, que recolheu 293% mais embalagens em comparação com o mesmo período do ano passado, seguido pelo Maranhão, que teve um salto de 126%, e pelo Espírito Santo, que aumentou a destinação em 63,6% em relação ao primeiro trimestre de 2007.

Veja os Estados que mais se destacaram no primeiro trimestre de 2008:

Estado Crescimento (%) Volume março/07 (t) Volume março/08 (t)
Piauí 293,0 3,0 11,0
Maranhão 126,4 46,0 104,0
Espírito Santo 63,6 23,5 38,4
Rio Grande do Sul 53,5 373,0 573,0
Alagoas 51,0 6,4 9,7
Paraná 49,3 572,0 854,0
Goiás 33,3 378,0 504,0
São Paulo 23,4 636,0 784,0
Mato Grosso 17,0 1.152,0 1.347,0
Minas Gerais 12,5 487,0 548,0
Pernambuco 6,0 21,0 23,0

Referência mundial

O Brasil figura atualmente na liderança entre os países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Do volume comercializado, foram destinados cerca de 80% do total de embalagens vazias colocadas no mercado e 95% do total de embalagens primárias (aquelas que entram em contato direto com o produto). A Alemanha destina atualmente 60%; a Austrália, 50%; a França, 45%; e os Estados Unidos, menos de 20%.

Com o material resultante da reciclagem das embalagens são fabricados 12 artigos como barricas de papelão, conduítes, caixas de passagem de fios elétricos, embalagem para óleo lubrificante, sacos plásticos para descarte de lixo hospitalar, entre outros.

Sobre o inpEV

O inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias - é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar as embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A lei atribui a cada elo da cadeia produtiva agrícola (agricultores, fabricantes, canais de distribuição e poder público) responsabilidades que possibilitam o funcionamento do Sistema de Destinação de Embalagens Vazias.

O instituto foi fundado em 14 de dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Atualmente, possui 70 empresas e sete entidades de classe do setor agrícola como associadas.

Mais informações sobre o inpEV e o Sistema de Destinação Final de Embalagens Vazias estão disponíveis no site, clique aqui.

Fonte: inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias.

Reciclagem de embalagem de pet cresce 18,6% no Brasil

28.04.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Sustentabilidade

Estudos preliminares realizados pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) indicam que a reciclagem das embalagens de PET no Brasil teve um crescimento de 18,6% em 2007, na comparação com o ano anterior. Os cálculos feitos pela entidade mostram que 230 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente adequada, acima das 194 mil toneladas registradas em 2006.

A quantidade do produto que teve a destinação correta em 2007 corresponde a 53,2% das 432 mil toneladas de novas embalagens que foram produzidas. A estimativa é considerada conservadora pela indústria e poderá ser confirmada a partir da quarta edição do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, a ser realizado junto aos recicladores de todo o País.

“Os números indicam que o caminho natural do PET é a reciclagem. Mas ainda faltam políticas públicas consistentes que promovam a coleta seletiva do lixo nas cidades”, afirma o presidente da Abipet, Alfredo Sette. O executivo lembra que, apesar do crescimento da reciclagem nos últimos 14 anos, o setor é capaz de reciclar um volume 30% superior ao atual, sem a necessidade de qualquer investimento.

“Isso mostra que a indústria está pronta para absorver eventuais aumentos superiores aos que foram verificados até o momento. Ao contrário do que pode parecer, existe falta de PET para ser reciclado no mercado”, conclui o executivo.

O PET reciclado é utilizado principalmente pela indústria têxtil, que consome aproximadamente 50% do material para a fabricação de fios e fibras de poliéster. Com a matéria-prima resultante da reciclagem de duas garrafas de dois litros, por exemplo, é possível fazer uma camiseta. Mas o produto também é utilizado na fabricação de outros materiais, tais como cordas, vassouras, tubos e até novas embalagens, entre vários outros.

Atuação histórica pela reciclagem

Desde a sua fundação, em 1995, a ABIPET tem uma atuação focada na difusão de informações sobre a coleta e destinação adequada das embalagens de PET no Brasil. Por meio dessas ações de conscientização junto a consumidores, catadores e recicladores, a reciclagem do material cresceu 14 vezes no período de 1994 a 2007. O índice é muito superior ao aumento do uso de embalagens novas, para todos os fins, que no mesmo período cresceu quatro vezes.

Ao ser coletada, a embalagem de PET colabora com o meio ambiente, diminuindo seu descarte indiscriminado. Além dessa vantagem, a reciclagem da embalagem de PET, segundo Avaliação de Ciclo de Vida realizada pelo CETEA, em comparação com a garrafa de material virgem, implica na economia de 97% de energia e 86% de água, redução de 53% nos resíduos industriais e diminuição 98% nas emissões de gás carbônico. Ainda elimina 96% das emissões de óxido de nitrogênio e 92% das emissões de monóxido de carbono.

Faturamento da PSA Peugeot Citroën cresce 2,3% no primeiro trimestre

26.04.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Trendspot

O Grupo PSA Peugeot Citroën registrou um faturamento consolidado em 31 de março de 2008 de 15,21 bilhões de euros, evoluindo 2,3 % em comparação com os 14,87 bilhões de euros registrados no primeiro trimestre de 2007.

O faturamento do Banco PSA Finance registrou 524 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, ou um aumento de 10,3 % em relação ao primeiro trimestre de 2007. Essa evolução, decorrente da alta dos juros médios, foi favorecida pela progressão do total dos créditos em carteira (+ 1,9 %).

O faturamento da Gefco totalizou 925 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, ou uma progressão de 4,2% em relação ao primeiro trimestre de 2007.

O faturamento da Faurecia no primeiro trimestre de 2008 se manteve em 3,24 bilhões de euros. Excluindo os metais preciosos incluídos nos sistemas de escapamento, ela totalizou 2,84 bilhões de euros, uma progressão de 1,4% com taxa de juros e base de perímetro constantes.

O faturamento da atividade automotiva do Grupo foi de 11,86 bilhões de euros, evoluindo 2,4% em comparação com os três primeiros meses de 2007 (11,59 bilhões de euros), e 3,9% numa base de perímetro constante. Esse desempenho está em conformidade com as expectativas, tendo em conta que o número de dias trabalhados no primeiro trimestre de 2008 foi inferior em cerca de 3% em relação ao primeiro trimestre de 2007.

O primeiro trimestre teve um ambiente contrastado, com uma forte depreciação do dólar e da libra em relação ao euro e um mercado automobilístico europeu em leve declínio (-2,9%). O Grupo conseguiu, no entanto, aumentar suas vendas, de maneira bastante acentuada na Rússia e no Mercosul, mantendo ao mesmo tempo uma participação quase estável no mercado europeu.

No final de março de 2008, em um mercado europeu de carros de passeio e veículos utilitários leves em declínio de 2,9%, as vendas recuaram 0,9% e a participação no mercado das marcas Peugeot e Citroën foi de 14%, ante 14,2 % no primeiro trimestre de 2007.

No mercado francês, a participação totalizou 32,6%, constituindo o melhor desempenho trimestral do Grupo desde 2004. Na Itália e na Alemanha, o Grupo reforçou sua participação no mercado em relação ao primeiro trimestre de 2007.

Com 132.000 unidades vendidas no mundo, o Peugeot 207 progrediu 10%, firmando-se como líder do seu segmento na Europa. Paralelamente, o Peugeot 206 teve uma progressão de 6,6%.

Com a família Picasso, a Citroën consolida sua liderança européia no segmento dos monovolumes médios. As vendas mundiais do Picasso nesse segmento progrediram 13,8%.

O Grupo beneficiou-se com a renovação completa de sua linha de veículos utilitários leves e acentuou sua liderança na Europa, com um crescimento de 10,3% das vendas e uma participação no mercado de 19,6%, em alta de 0,6 ponto percentual.

Os primeiros resultados dos modelos Citroën Nemo e Peugeot Bipper, que são extensões da gama de veículos utilitários leves, são promissores.

As vendas do Peugeot 308 na Europa evoluíram de acordo com as expectativas e serão beneficiadas com o lançamento da versão SW no segundo trimestre para atingir a meta de 350.000 veículos comercializados em 2008.

A progressão das vendas é sustentada pelos bons desempenhos internacionais. As vendas de veículos desmontadas em CKD totalizaram 66.700 unidades, com um aumento de 92,9% devido quase que exclusivamente às vendas para o Irã.

Nas zonas de desenvolvimento prioritárias, o crescimento alcançou 16,1%.

No Brasil, no primeiro trimestre, a PSA Peugeot Citroën comercializou 34.400 carros de passeio e comerciais leves de suas marcas Peugeot e Citroën. As vendas representaram um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa comercializou 24.200 unidades. Um crescimento maior do que a média do mercado nacional de veículos, que obteve um aumento de 31,7% em relação ao mesmo período de 2007, e que garantiu ao Grupo uma participação de mercado de 5,6%.

No Mercosul, o Grupo vendeu 59.000 veículos, uma progressão de 36,4%. A participação da PSA Peugeot Citroën no mercado atingiu 15,9% na Argentina, um aumento de 0,8 ponto na comparação com o primeiro trimestre de 2007.

Na Europa Oriental, a progressão foi de 5,4%, com 33.200 unidades comercializadas.

O crescimento na China continua limitado a 3,8% no primeiro trimestre, mas o mês de março marca uma virada, com um crescimento de 25% das vendas.

Na Rússia, as vendas evoluíram 29,6%, com 9.900 unidades comercializadas. Os licenciamentos de veículos da marca Peugeot dobraram na comparação com o primeiro trimestre de 2007.

PERSPECTIVAS

O segundo trimestre de 2008 será marcado por um número importante de lançamentos comerciais, com o Peugeot 308 SW, os novos Citroën C5 e C5 Tourer, os novos Peugeot Partner e Citroën Berlingo, na Europa, e novos modelos no Mercosul e na China.

O programa “uma pergunta por semana”

25.04.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Idéias & Tendências, Livros, Trendspot

A competitividade ainda é uma virtude importante no mundo dos negócios, mas há muito tempo deixou de ser o único requisito indispensável àqueles que almejam o sucesso profissional.

Pressionadas pelas exigências do mercado, as empresas procuram um tipo de executivo, gerente ou vendedor capaz de fazer mais do que o arroz-com-feijão que seus cargos impõem.

O livro Criatividade nos negócios, versão de um curso ministrado por Michael Ray, psicólogo social e professor de Administração (Stanford) e Rochelle Myers, músico e diretor do Myers Institute for Creative Studies, é apresentado uma forma de desenvolver o potencial criativo por meio de técnicas de disciplina mental, relaxamento e concentração.

Um bom exemplo está no capítulo “Faça perguntas tolas” . Em uma parte deste capítulo, os autores falam do programa “uma pergunta por semana”.

“…Você pode armazenar perguntas, assim como usá-las para lidar com problemas em andamento. Você descobrirá que se fizer a si mesmo um questionário de revisão ao fim de cada semana, conseguirá muita clareza a respeito do que está realmente acontecendo em sua vida.

Experimente fazer uma destas perguntas a cada semana, e depois retornar nas semanas subseqüentes àquelas que demonstrem ser produtivas para você.

  • Esta semana, quem ou o que foi meu professor?
  • Esta semana, o que eu aprendi?
  • Esta semana, o que eu observei?
  • Esta semana, como foi meu relacionamento com o tempo?
  • Esta semana, que verdade eu descobri?

Escolha um dia e horário específicos em que você fará esta revisão toda semana. Faça isso quer você ache que tenha tido ou não algum problema naquela semana…”

Bom exercício.

Setor de marcas próprias ganha força com associação

24.04.2008 Autor: Sandra Maria Martini e Alfredo Passos | Em: Reputação

Marca própria já comprovou ser um ótimo negócio, para o mercado e para os consumidores, no mundo inteiro. No Brasil, o setor é representado pela Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias, que em pouco mais de um ano de fundação já reúne 31 associados, entre eles, os líderes dos varejos supermercadista e atacadista, Carrefour e Makro.

As empresas sócias da entidade - varejistas e industriais dos segmentos supermercadista, atacadista e de distribuição, farmacêutico, alimentício, químico, de higiene pessoal, além de prestadoras de serviços -, juntas, faturam mais de R$ 22 bilhões por ano e são responsáveis por mais de 60 mil empregos diretos. A relação completa dos associados da Abmapro está disponível no recém-lançado portal da entidade.

A necessidade de uma entidade representativa do setor ocorreu porque os produtos de marca própria estão cada vez mais presentes no carrinho de compras dos brasileiros, de acordo com estudo anual da Nielsen. No país, a participação do setor no varejo de auto-serviço é de 5,4% em valor, revelou o 13° Estudo de Marcas Próprias realizado pela Nielsen.

Ele também mostra que o volume de vendas cresceu 25,7% e em valores, 22,3%, no período de julho de 2006 a junho de 2007, enquanto as marcas tradicionais registraram crescimento de 8,4%, em volume, e 5,5%, em valores. Isso representa um aumento de 5,9% do volume de vendas das marcas próprias, em 2006, para 6,8%, em 2007, e em valores, de 4,8% para 5,4%.

Em mercados mais maduros como o europeu, a participação nas vendas alcançam até 46% (índices dos principais países, abaixo). “Ainda há bastante espaço e oportunidade no mercado de marcas próprias no país”, salienta Neide Montesano, presidente da Abmapro.

A associação nasceu com a missão de informar e orientar os empresários, bem como os consumidores brasileiros, sobre as vantagens do fenômeno “private label”, cujos produtos e serviços conquistam cada vez mais o mercado varejista. “A representatividade e diversificação de empresas, participantes de atividades em toda a cadeia, é bastante importante na associação hoje”, declara Neide.

Gigantes do varejo, Carrefour e Makro vislumbraram uma oportunidade de desenvolver a marca própria em seu negócio unindo esforços. “A Abmapro é representada por profissionais sérios e competentes, que trabalham em favor do crescimento, normatização e melhorias na área de marcas próprias no Brasil. O Carrefour entende que tem muito a contribuir na construção do setor, no aperfeiçoamento do padrão de qualidade dos produtos, na divulgação das boas práticas e no crescimento da categoria”, afirma Claudio Irie, diretor de Marca Própria do Carrefour.

Os 800 itens de marca própria nas prateleiras do Makro são responsáveis por 8% do total das vendas do líder do mercado atacadista. “Acreditamos que a importância de fazer parte de uma associação como a Abmapro está em trocar experiências com empresas que atuam em marcas próprias nos segmentos supermercadista, atacadista, de farmácias e de construção, entre outros”, diz José Luiz Luciano, gerente de Marcas Próprias do Makro.

Segundo Neide Montesano, a expectativa é que a participação do segmento cresça ainda mais e constantemente, em razão da seriedade dos projetos das empresas fabricantes e varejistas. “O desafio e a prioridade do setor continuam sendo intensificar a comunicação para que o consumidor confie ainda mais na qualidade dos produtos”, completa.

Participação das marcas próprias em outros mercados:

Suíça: 46%

Reino Unido: 39,6%

Alemanha: 30,1%

Espanha: 25,9%

França: 25,3%

Suécia: 22,4%

Portugal: 18,7%

Itália: 13,4%

EUA: 15,2%

Sobre a Abmapro

A Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, fundada em 2006, reúne dezenas de empresas, de diferentes segmentos de mercado e formatos de negócios, de prestadoras de serviços e indústrias, inclusive as de terceirização, a canais de vendas, desde o varejo até atacadistas e distribuidores.

A missão da associação é informar e orientar os empresários, bem como os consumidores brasileiros, sobre as vantagens do fenômeno “private label”, cujos produtos e serviços conquistam cada vez mais participação nas vendas do mercado varejista.

Para maiores informações sobre a Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias, clique aqui.


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