Blog Educação Século XXI
Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Produção de frango cresce 12% nos primeiros 3 meses de 2008

28.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Brasil registrou nos três primeiros meses de 2008, aumento na produção de frango, suínos, leite e ovos, segundo dados trimestrais da pesquisa Estatística da Produção Pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (27).

A carne de frango foi o destaque do período, com um incremento de 12,2% no abate. A exportação do produto, por sua vez, apresentou crescimento de 12,6%, em comparação aos três primeiros meses de 2007. Já o faturamento passou de US$ 1.192 para US$ 1.233. A produção de ovos de galinha também cresceu. Entre janeiro e março deste ano, foram registradas 570,5 mil dúzias de ovos, representando aumento de 8,2%

O setor leiteiro também avançou na produção. No período pesquisado, foram industrializados 4,88 bilhões de litros de leite. O volume indica 9,3% a mais que igual período do ano anterior. O leite in natura comercializado no mercado externo registrou um aumento de 10,8% e o custo do produto subiu de US$ 1.283, nos três primeiros meses de 2007, para US$ 1.733, no mesmo período deste ano. No entanto, o leite em pó lidera a balança de lácteos ao apresentar um crescimento de 25,6% no volume e de 140,3% no faturamento.

A carne suína teve elevação de 2,7%, com abate de 6,824 milhões de animais, entre janeiro e março deste ano. A venda do produto para países estrangeiros caiu 6,9%, mas o faturamento alcançou 16,9%, elevando o preço médio da tonelada. Nos períodos em comparados o faturamento saiu de US$ 1.940 (2007) para US$ 2.466 (2008).

Uma queda de 10,1% se verificou na produção de bovinos. No primeiro trimestre de 2008, foram abatidas 7,154 mil cabeças. O volume exportado caiu 27,6%, se comparado aos meses iniciais de 2007. O faturamento, por sua vez, compensou a queda do volume comercializado, crescendo 5,2%. O preço médio da tonelada bovina foi de US$ 3.528, no período, contra US$ 2.426, em 2007.

A aquisição de couro cru chegou a 9,694 milhões de peças, sinalizando uma queda de 10,6%, em relação ao ano passado. O couro curtido ficou em 9,770 milhões de unidades, registrando também queda de 10,4%.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

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Brasil deve ter eucalipto transgênico até 2011

27.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já liberou 12 experimentos de campo com variedades transgênicas de eucalipto. A liberação planejada no ambiente é a última etapa da pesquisa antes do pedido de liberação comercial. “Considerando estágio atual das pesquisas, podemos prever que o Brasil terá eucalipto transgênico aprovado comercialmente dentro de dois a três anos”, afirma o farmacêutico e Ph.D. em Biologia Molecular Giancarlo Pasquali, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Com isso, o País poderia ampliar os ganhos que já obtém com o setor florestal, que atualmente, movimenta US$ 28 bilhões, ou 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto); emprega 4,6 milhões de pessoas, ou 4,4% da população economicamente ativa; e gera um superávit comercial de US$ 4,7 bilhões, ou 8,4% do superávit total do Brasil. Os bons números são atribuídos às nossas condições climáticas e à tecnologia desenvolvida pelas empresas e instituições de pesquisa do País. Enquanto nos Estados Unidos o custo de produção de uma tonelada de celulose é de US$ 304, no Brasil este valor é de US$ 157, ou seja, quase metade.

“As variedades transgênicas de eucalipto buscam aumentar a qualidade da madeira, seja pelo aumento da quantidade de celulose, seja pela alteração ou redução do teor de lignina”, diz Pasquali. A lignina é o principal complicador da extração de celulose de um eucalipto convencional. A substância funciona como uma cola entre as fibras vegetais e tem que ser removida para garantir a qualidade do produto final. O problema é que essa remoção é complexa, envolve processos químicos, alto gasto de energia e provoca perdas de celulose.

Pasquali explica que, ao apresentar maior teor de celulose ou diminuir as perdas dessa substância, os eucaliptos geneticamente modificados (GM) aumentam a produtividade das florestas, já que a mesma área plantada passa a render uma quantidade maior de celulose.

A tecnologia possibilita também a obtenção de árvores com crescimento mais rápido, resistentes a pragas e a doenças e tolerantes a diversos tipos de estresse, como a seca e o frio. Além disso, não existem espécies nativas de eucalipto no Brasil, motivo pelo qual não há risco de cruzamento com árvores GM.

A biotecnologia também proporcionará oportunidades ambientais significativas, não apenas pelo menor emprego de recursos químicos e enérgicos nos processos industriais como também pela redução das emissões de efluentes e da produção de resíduos.

Essas e outras informações podem ser encontradas no Guia do Eucalipto, uma publicação que está sendo lançada pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). “Nosso objetivo é permitir que a população conheça a importância do setor florestal brasileiro e as contribuições que a biotecnologia está trazendo para a produção do eucalipto”, diz a Diretora- Executiva do CIB, Alda Lerayer. O material pode ser solicitado gratuitamente pelo site, clique aqui.

Fonte: Edelman

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Hoje, 26 de Junho de 2008, Palestra + Livro sobre Inteligência Competitiva na ESPM São Paulo

26.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

ESPM e ABRAIC, convidam para a apresentação de Robson Alberoni, sobre os resultados de recente estudo do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado - Ibramerc.

Entre os tópicos a serem abordados estão:

  • Foco da área de IM e as principais ferramentas utilizadas;
  • Número médio de profissionais destinados às ações de IM e empresas que possuem ao menos um profissional;
  • Metodologias de análise mais praticadas;
  • Principais benefícios da área enxergados pelas empresas.

Após a palestra, será lançado com exclusividade para os presentes, o livro “Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas - Como superar a Concorrência e Desenvolver um Plano de Marketing para sua Empresa”, de autoria do Prof.M.Alfredo Passos da ESPM com Prefácio de autoria do Prof.Dr.Alexandre Gracioso, Diretor Nacional de Graduação da ESPM, capa de Aline Annunciato Ikeda, publicado pela LCTE Editora.”

Sobre o palestrante: Robson Alberoni

Atuou na Klabin desde 1998, ocupando o cargo de Gerente de Desenvolvimento de Mercado, sendo responsável pelo desenvolvimento e implementação do SKIM – Sistema Klabin de Inteligência de Mercado – considerado pela Microsoft como uma das três melhores aplicações em inovação do mundo e a melhor solução “MBS (Microsoft Business Solution) na categoria Inovação Tecnológica de 2005” para a América Latina. O projeto também foi vencedor do prêmio “Padrão de Qualidade – Gestão do Conhecimento pela revista B2B Magazine em 2006. Hoje, Robson é gerente de Inteligência de Mercado e Informações Gerenciais da Distribuidora Automotiva. É responsável pelo desenvolvimento de ferramentas de gestão, planejamento de mercado, análise de tendências, melhoria da eficiência e eficácia comercial.

Robson Alberoni é formado em Engenharia pela Universidade Federal de Lavras com MBA em Marketing pela USP / FIA e MBA em e-Management pela FGV / EPGE. Possui especialização em Marketing pela ESPM, especialização em CRM pela ITCom e extensão em Administração de Marketing pela FGV / EAESP.

Informações sobre o evento:

Data: 26 de Junho de 2008 (quinta-feira)

Horário: 19h30 às 21h00

Local: ESPM - Campus Profº Francisco Gracioso - Auditório Philip Kotler

Rua: Dr. Álvaro Alvim, 123 - Vila Mariana - São Paulo - SP (Estacionamento no local)

Entrada Franca - Vagas limitadas

Inscrições pelo telefone (11) 5085-4600 ou pelo e-mail centralinfo@espm.br com os seguintes dados:

• Seu nome completo:

• Empresa / Faculdade:

• Cargo / Semestre:

• Telefone:

• E-mail:

Você receberá a confirmação de sua presença em seu e-mail. Imprima esta confirmação e apresente na entrada do evento.

Realização: ESPM

Apoio: ABRAIC. Visite o website da Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva, clique aqui.

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Atenção Mestrandos, Doutorandos, Mestres e Doutores: CNPq lança nova versão da Plataforma Lattes

25.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Facilidade no preenchimento, na recuperação de dados de publicações e citações de artigos, além de versão em inglês para a entrada e recuperação dos currículos são algumas das novidades que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) vai incorporar na Plataforma Lattes. A nova versão será lançada, no dia 25 de junho (quarta-feira), em conjunto com a Editora Elsevier, e contará com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

A Plataforma Lattes é um sistema desenvolvido e implantado pelo CNPq, que disponibiliza hoje em sua base de dados 1,14 milhão de currículos de pesquisadores, tecnólogos e estudantes das mais diversas áreas do conhecimento que atuam em ciência, tecnologia e inovação. Desse total, 9 % são doutores, 15 % mestres e 8% alunos de pós-graduação.

Parceria
Segundo o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, uma parceria firmada entre o Conselho e a Elsevier permitirá à Plataforma Lattes o acesso às citações dos artigos registrados pelos pesquisadores no Lattes nos mais de 16 mil periódicos científicos que compõem a base Scopus, uma extensa base de resumos e citações de literatura científica.

O novo sistema permitirá a recuperação do número de citações dos artigos registrados no Lattes e exibi-lo ao lado da referência do artigo, juntamente com link para os artigos que o citaram na Scopus. Caso a busca esteja sendo feita em instituição com acesso ao Portal de periódicos da CAPES, o usuário terá acesso ao conteúdo do artigo.

Para o diretor para América Latina da Elsevier, Dante Cid, o acordo com o CNPq fortalece o acesso à informação científica no país e reedita parcerias que a editora estabeleceu com entidades de outros países. “No ano passado, um acordo feito com universidades da Espanha possibilitou a criação do SCImago Journal & Country Rank, que se tornou um dos mais reconhecidos indicadores de ciência do mundo”, observa. “Hoje, fazer parte dessa nova fase da Plataforma Lattes, que é referência no mundo todo, mostra que realmente estamos no caminho certo”, complementa.

Qualidade
A nova versão da Plataforma Lattes possui funcionalidade que permite o acesso à base de dados da organização Crossref, responsável por manter o registro do Identificador Digital (DOI) e de seus metadados de mais de 32 milhões de publicações científicas. Desta forma, o pesquisador poderá recuperar todos os dados de sua publicação apenas fornecendo o DOI da mesma, facilitando o preenchimento e garantindo a qualidade da informação na Plataforma Lattes.

Além da versão em inglês para a entrada e a recuperação dos currículos, o Lattes contará, também, com um novo motor de buscas para acesso mais rápido às informações, mesmo naquelas mais complexas e com palavras-chave altamente citadas nos currículos. A busca passa, ainda, a exibir a freqüência com que as palavras-chave informadas aparecem nos currículos recuperados, com ordenação por campo.

Patrimônio brasileiro
A abrangência da Plataforma Lattes superou o que originalmente foi planejado e programado, ultrapassando as fronteiras do Brasil. Hoje, por meio de permissão de uso concedida pelo CNPq, é utilizada por oito países da América do Sul e África, o que transformou a Plataforma em verdadeiro patrimônio público brasileiro, reconhecido também pelos países desenvolvidos.

Para aperfeiçoar o sistema, evitando e corrigindo falhas, e fortalecendo a sua credibilidade, o Conselho Deliberativo do CNPq criou uma comissão de acompanhamento para verificar a consistência e confiabilidade dos dados inseridos nos currículos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq. Mais informações, acesse o site, clique aqui.

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Presidente Lula, ministros e empresários lançam compromisso para promover eqüidade no mundo do trabalho em evento do Ethos

25.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Encontro de Presidentes “RSE e Direitos Humanos”, promovido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos – SEDH – e o Instituto Ethos, foi realizado nesta manhã e contou com as presenças do presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, dos ministros Paulo Vannuchi (Secretário Especial dos Direitos Humanos), Nilcéia Freire (Secretária Especial de Políticas paras as Mulheres), Edson Santos (Ministro-Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Carlos Lupi (Ministro de Estado do Trabalho e do Emprego), do governador José Serra e do prefeito Gilberto Kassab, bem como de Ricardo Young (presidente do Instituto Ethos), de Oded Grajew (presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos) e de mais de 250 presidentes de empresas como HP, Banco Real, Banco Itaú, Vale, Grupo Telefônica, Dupont, Wal Mart, CEF e Alcoa, entre outras.

A plenária foi iniciada por Paulo Vannuchi que, em seu discurso, realçou quatro fatores da importância do evento: a celebração do aniversário dos 60 anos da criação da Declaração dos Direitos Humanos e que, coincide com os 10 anos do Instituto Ethos, além dos 20 anos de democracia plena no País; a articulação da sociedade civil organizada e de órgãos de governo que propiciaram uma confluência inédita de interesses da iniciativa privada e do setor público na definição de compromissos para o avanço dos direitos humanos na empresa e na sociedade; a divulgação desta agenda, que promove a discussão do tema fora do âmbito da criminalidade e da violência; e a qualidade do compromisso que o encontro sugere. “É no diálogo entre sociedade civil organizada e poderes republicanos que acontece o avanço nos direitos humanos “afirmou o ministro Vannuchi. “Estamos aqui para aprender uns com os outros”, finalizou ele.

Para o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, este encontro é emblemático, porque põe a discussão dos direitos humanos no cotidiano das empresas. “De hoje em diante, não será mais um tema ‘de fora’, circunscrito a especialistas ou militantes das causas sociais”, comentou Young. “Direitos Humanos é assunto estratégico, que precisa avançar no mesmo ritmo dos negócios e do crescimento do país”, enfatizou ele, citando os dados da pesquisa do IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, divulgada hoje, e a pesquisa Ethos-Ibope sobre o perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do país.

O estudo do Ipea demonstra que, nos últimos oito anos, houve um aumento da renda da parcela mais pobre da população; no entanto, o panorama geral ainda é desolador, principalmente em relação à infância. A pesquisa Ethos - Ibope divulgada em dezembro de 2007 traz um recorte sobre o quadro funcional e executivo das 500 maiores empresas do país dos últimos sete anos.

Por meio dele, constata-se que não houve mudanças significativas em relação à equidade de raça e gênero, de oportunidade para jovens e profissionais com mais de 50 anos, bem como inclusão de pessoas com deficiência. Apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres, 3,5% por negros e 0,3% dos deficientes ocupam cargos de supervisão.

“Por que as empresas acabam reproduzindo os padrões de recrutamento e seleção voltados à contratação de um homem branco com 25 anos?”, questionou o presidente do Instituto Ethos. Ainda segundo ele, os inúmeros projetos sociais mantidos pelas empresas têm importância, mas não resolvem as desigualdades apontadas, porque elas ocorrem “da porta pra dentro” da empresa. “Se não houver vontade política e estratégias deliberadas para enfrentar a situação, dificilmente promoveremos mudanças no perfil funcional”, ressalta Young.

O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Oded Grajew, foi mais longe e afirmou que as ações afirmativas empresarias em prol de maior diversidade da força de trabalho é item fundamental no processo de ampliação dos direitos humanos para todos os segmentos da sociedade.

“A empresa precisa se conscientizar de que a decisão de contratar esta ou aquela pessoa tem um impacto profundo da vida dos cidadãos e da comunidade”, alerta Grajew. Para ele, este encontro representa a hora da verdade para as políticas de RH adotadas até hoje. “O empresário precisa sair desta reunião e, junto com seus executivos, verificar se a companhia está mesmo realizando um trabalho que melhora a vida de todos”.

Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal, leu a Declaração do Encontro de Presidentes, na qual as empresas se comprometeram a reunir esforços na defesa e na garantia dos direitos humanos por meio da aplicação de planos de ação que levem à melhoria dos indicadores de responsabilidade social no que tangem à promoção da equidade de gênero e raça no local de trabalho, erradicação do trabalho escravo nas cadeias de valor, a inclusão de pessoas com deficiência, além do apoio à promoção dos direitos das crianças, jovens e adolescentes.

Treze empresas já são signatárias: Grupo Telefônica, Banco Real ABN Amro, Alcoa, Wal Mart, Banco HSBC, Petrobras, BNDES, Magazine Luiza, CEF, HP do Brasil, Instituto Bovespa, Dupont do Brasil e Banco Itaú.

É livre adesão de empresários a este compromisso sobre direitos humanos nas empresas; a declaração lida no evento estará disponível do site do Instituto Ethos (www.ethos.org.br) a partir da próxima semana.

Exploração sexual

José Serra, governador do Estado de São Paulo, enfatizou bastante a criação de medidas no combate a exploração sexual infantil como, por exemplo, o envolvimento dos setores de transporte e cargas nas políticas sociais públicas e privadas. “As associações de empresários, a meu ver, podem e devem capacitar seus membros e empregados em relação à formação de seus profissionais a respeito da diversidade”, sugeriu ele. O governador também, lembrou que o FUNCAD é um importante instrumento para alavancar esforços em políticas sociais.voltadas às crianças e adolescentes. “Por que as empresas e os cidadãos não o utilizam mais?”, perguntou José Serra.

Encerrando a plenária da manhã, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que várias mudanças significativas ocorreram nos últimos 30 anos em relação aos direitos humanos. ”O que é importante é que trabalhemos hoje para que nos próximos 15 ou 20 anos, possamos nos lembrar de uma reunião como esta e observar que aconteceram avanços, que a sociedade mudou para melhor”.

O presidente propôs um desafio para os empresários presentes e para o País: que daqui a quinze ou vinte anos, o Brasil já seja um país mais igual e não apresente um indicador tão vergonhoso como, entre outros, o de apenas uma em cada quatro mulheres negras ter emprego com carteira assinada. O presidente Lula deixou seu recado para os presidentes: “Movimentos sociais, intelectuais, cientistas, artistas, empresários e toda a cadeia produtiva, todos precisam estar engajados para vencer o desafio da promoção e do exercício pleno dos direitos humanos no Brasil”.

Sobre o Instituto Ethos

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, criada com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa.

Seus 1500 associados – empresas de diferentes setores e portes – têm faturamento anual correspondente a cerca de 30% do PIB brasileiro e empregam cerca de 1 milhão de pessoas, tendo como característica principal o interesse em estabelecer padrões éticos de relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, comunidade, acionistas, poder público e com o meio ambiente.

Idealizado por empresários e executivos oriundos do setor privado, o Instituto Ethos é um pólo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seus compromissos com a responsabilidade corporativa. É hoje uma referência internacional no assunto e desenvolve projetos em parceria com diversas entidades no mundo todo. Seu presidente é Ricardo Young.

Fontes: CDN/Ethos/Soma

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Robson Alberoni = Palestra + Alfredo Passos = Novo Livro: Inteligência Competitiva na ESPM São Paulo

24.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

ESPM e ABRAIC, convidam para a apresentação de Robson Alberoni, sobre os resultados de recente estudo do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado - Ibramerc.

Entre os tópicos a serem abordados estão:

  • Foco da área de IM e as principais ferramentas utilizadas;

  • Número médio de profissionais destinados às ações de IM e empresas que possuem ao menos um profissional;

  • Metodologias de análise mais praticadas;

  • Principais benefícios da área enxergados pelas empresas.

Após a palestra, será lançado com exclusividade para os presentes, o livro “Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas - Como superar a Concorrência e Desenvolver um Plano de Marketing para sua Empresa”, de autoria do Prof.M.Alfredo Passos da ESPM com Prefácio de autoria do Prof.Dr.Alexandre Gracioso, Diretor Nacional de Graduação da ESPM, capa de Aline Annunciato Ikeda, publicado pela LCTE Editora.”

Sobre o palestrante: Robson Alberoni

Atuou na Klabin desde 1998, ocupando o cargo de Gerente de Desenvolvimento de Mercado, sendo responsável pelo desenvolvimento e implementação do SKIM – Sistema Klabin de Inteligência de Mercado – considerado pela Microsoft como uma das três melhores aplicações em inovação do mundo e a melhor solução “MBS (Microsoft Business Solution) na categoria Inovação Tecnológica de 2005” para a América Latina. O projeto também foi vencedor do prêmio “Padrão de Qualidade – Gestão do Conhecimento pela revista B2B Magazine em 2006. Hoje, Robson é gerente de Inteligência de Mercado e Informações Gerenciais da Distribuidora Automotiva. É responsável pelo desenvolvimento de ferramentas de gestão, planejamento de mercado, análise de tendências, melhoria da eficiência e eficácia comercial.

Robson Alberoni é formado em Engenharia pela Universidade Federal de Lavras com MBA em Marketing pela USP / FIA e MBA em e-Management pela FGV / EPGE. Possui especialização em Marketing pela ESPM, especialização em CRM pela ITCom e extensão em Administração de Marketing pela FGV / EAESP.

Informações sobre o evento:

Data: 26 de Junho de 2008 (quinta-feira)

Horário: 19h30 às 21h00

Local: ESPM - Campus Profº Francisco Gracioso - Auditório Philip Kotler

Rua: Dr. Álvaro Alvim, 123 - Vila Mariana - São Paulo - SP (Estacionamento no local)

Entrada Franca - Vagas limitadas

Inscrições pelo telefone (11) 5085-4600 ou pelo e-mail centralinfo@espm.br com os seguintes dados:

• Seu nome completo:

• Empresa / Faculdade:

• Cargo / Semestre:

• Telefone:

• E-mail:

Você receberá a confirmação de sua presença em seu e-mail. Imprima esta confirmação e apresente na entrada do evento.

Realização: ESPM

Bom dia e bom trabalho.

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Voltei a estudar e agora? - Cursos de especialização pós-graduação Lato Sensu

23.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Pedro M., me escreve perguntando o que fazer agora que entrou em um curso de pós-graduação Lato sensu, ou seja, um programa de especialização. Por estar há algum tempo longe da escola ainda não pegou o ritmo dos estudos, ou seja, das várias leituras e aulas que já está inserido.

Bom momento para retomar a definição do MEC e os instrumentos de trabalho para um curso.

Segundo o MEC, os cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu são direcionados à área de exercício profissional, tanto do docente como de outros profissionais inseridos no mercado de trabalho, na perspectiva de educação continuada. Têm carga horária mínima de 360 horas, não computando o tempo de estudo individual ou em grupo sem assistência docente nem o tempo destinado à elaboração de monografia ou trabalho de conclusão de curso. Dependendo do objeto de estudo descrito no projeto pedagógico, o curso de especialização poderá ter carga horária bem maior do que 360 horas.

Nesta categoria estão os cursos de especialização e os cursos designados como MBA (Master Business Administration) ou equivalentes, oferecidos por instituições de ensino superior ou por instituições especialmente credenciadas pelo poder público para atuarem nesse nível educacional.

Os cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu geralmente têm um formato semelhante ao dos cursos tradicionais, com aulas, seminários e conferência, ao lado de trabalhos de pesquisa sobre os temas concernentes ao curso. Todos os procedimentos pedagógicos, conteúdos, avaliação e demais requisitos devem estar previstos no projeto pedagógico detalhado, aprovado pelo conselho superior da instituição.

Tais cursos têm finalidades muito variadas, que podem incluir desde o aprofundamento da formação da graduação em determinada área - como as especializações dos profissionais da área de saúde - ou temas mais gerais que proporcionam um diferencial na formação acadêmica e profissional.

Embora já com experiência do curso de graduação, nem sempre os estudantes lembram da “Metodologia do Trabalho Científico”, que mesmo tendo um trabalho voltado ao mundo corporativo ou dos negócios, exige a utilização de instrumentos de trabalho, bem definidos.

Aprendizagem e os instrumentos de trabalho

Antônio Joaquim Severino, professor de Filosofia da Educação da USP, com longa e intensa experiência docência como professor de Filosofia e Filosofia da Educação em cursos de graduação, bem como de pós-graduação, pesquisa há muito, no âmbito da filosofia e da filosofia da educação, versando sobre temáticas relacionadas com a educação brasileira e com o pensamento filosófico e sua expressão na cultura brasileira, além de autor de um livro obrigatório para estudantes que voltam ao estudo, após alguns “anos longe da escola”.

Trata-se de Metologia do Trabalho Científico (Cortez, 2007), onde o Prof. Severino aponta caminhos para facilitar o estudo no período compreendido entre 12 e 24 meses.

  1. Biblioteca pessoal - adquirir de forma paulatina os livros fundamentais para o desenvolvimento de seu estudo. Essa biblioteca deve ser especializada e qualificada;
  2. Textos básicos para o estudo de sua área específica, tais como um dicionário, um texto introdutório, um texto de história, algum possível tratado mais amplo, revistas especializadas, obras específicas à sua área de estudo e a áreas afins. Esses textos básicos na opinião do Prof. Antônio Joaquim Severino, têm por finalidade única criar um contexto, um quadro teórico geral a partir do qual se pode desenvolver a aprendizagem, assim como a maturação do próprio pensamento. Portanto, nada de restringir o estudo aos manuais, apostilas, (ou acrescento…slides em power point) ;
  3. Textos especializados - estudos monográficos resultantes das pesquisas elaboradas pelos vários especialistas com os quais o estudante deverá conviver por muito tempo;
  4. Revistas - a assinatura de periódicos especializados é hábito elementar para qualquer estudante exigente. Tais revistas mantém atualizada a informação sobre as pesquisas que se realizam nas várias áreas do saber, assim como sobre a bibliografia referente às mesmas. Em algumas áreas, acompanham essas revistas repertórios bibliográficos, outro indispensável instrumento do trabalho científico;
  5. Recursos eletrônicos - Internet, DVD´s.

O projeto de pesquisa

Em um curso de pós-graduação Lato Sensu, o trabalho de conclusão, é baseado em um roteiro fornecido pela Instituição de Ensino Superior, e voltado à especialização do curso.

No entanto, para melhor realizar este trabalho monográfico, seja ele didático ou científico, é necessário se inserir antes num “universo familiar de problemas”, afirma o Prof. Severino.

Para isso, o estudante tem muito a ganhar se desenvolver um projeto de pesquisa e assim poder estabelecer “um pensamento lógico” para seu trabalho.

Roteiro para projeto de pesquisa:

  1. Título do projeto
  2. Delimitação do tema e do problema
  3. Apresentação das hipóteses
  4. Explicitação do quadro teórico
  5. Indicação dos procedimentos metodológicos e técnicos
  6. Cronograma de desenvolvimento
  7. Referências bibliográficas

1. Título do projeto: trata-se de indicar, mediante um título, o assunto do trabalho.

2. Determinação e Delimitação do Tema e do Problema da Pesquisa: Trata-se do momento fundamental do projeto de pesquisa. É o momento de se caracterizar de maneira mais desdobrada o conteúdo da problemática que vai se pesquisar e estudar.

3. A Formulação das Hipóteses: a idéia central que o trabalho se propõe demonstrar.

4. Explicitação do Quadro Teórico: constitui o universo de princípios, categorias e conceitos, formando sistematicamente um conjunto logicamente coerente, dentro do qual o trabalho do pesquisador se fundamenta e se desenvolver.

5. Indicação dos procedimentos metodológicos e técnicos: o autor anuncia o tipo de pesquisa que desenvolverá. Explicitar se se trata de pesquisa empírica, com trabalho de campo ou de laboratório, de pesquisa teórica ou de pesquisa histórica.

6. Estabelecimento do Cronograma de Pesquisa: distribuição das tarefas nos períodos do calendário.

7. Indicação da Bibliografia: textos fundamentais, leituras, websites, livros.

O Prof. Severino, na conclusão, afirma que o objetivo do seu livro é apresentar diretrizes que ajudem o universitário a disciplinar o seu trabalho de estudo. Sem isso, o aproveitamento de seu estudo e de suas pesquisas ficará muito prejudicado.

O autor, ainda lembra que nas condições universitárias brasileiras, em que a grande maioria dos estudantes não dispõe de tempo integral para seus cursos, exige-se deles rígida organização de tempo integral para seus cursos, rígida organização do pouco tempo disponível para o estudo “em casa”, indispensável para um aproveitamento inteligente do curso para seqüência de seus estudos, como para o exercício de suas atividades profissionais.

Fonte texto sobre cursos de especialização: SESu - Secretaria de Educação Superior/Ministério da Educação, clique aqui.

Fonte texto estudo e projeto de pesquisa: Severino, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23.ed.rev. e ampl. de acordo com a ABNT - São Paulo: Cortez, 2007. Maiores informações, clique aqui.

Sinopse deste livro:

Este livro tem por objetivo apresentar aos estudantes e universitários alguns subsídios teóricos e práticos para o enfrentamento das várias tarefas que lhes serão solicitadas ao longo do desenvolvimento do processo ensino/aprendizagem de sua formação acadêmica. Trata-se, pois, de uma iniciação teórica, metodológica e prática ao trabalho científico a ser desencadeado desde o início de sua vida universitária. Mas, pela sua própria natureza é também eficiente ferramenta para o trabalho docente em sua interface com a aprendizagem dos alunos, podendo configurar-se como um bom roteiro para a intervenção didático-pedagógica dos professores, quaisquer que sejam suas áreas ou matérias de ensino. Além dos elementos conceituais que definem e explicam a natureza do conhecimento científico, são apresentadas diretrizes para o entendimento e a aplicação das atividades lógicas e técnicas relacionadas com a prática científica.

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Brasil registra mais um recorde na geração de empregos

22.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Conforme o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, antecipou na última semana, durante reunião da Organização Internacional de Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), a geração de empregos no Brasil ultrapassou um milhão de vagas formais nos cinco primeiros meses de 2008. Foram 1.051.946 postos formais registrados no período. O desempenho representa a expansão de 3,63% do emprego formal no ano - um número recorde na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Nos últimos 12 meses, foram criados 1.755.502 postos, o que corresponde a um crescimento de 6,21%, resultado superior ao identificado no mesmo período do ano anterior (+1.374.179 ou + 5,05%). Em maio, houve a inserção de 202.984 trabalhadores no mercado formal.

O desempenho ao longo deste ano permitiu que o Brasil alcançasse a marca inédita dos 30 milhões de carteiras assinadas. “É um número muito forte para economia e mostra que mesmo com o atual índice de inflação, o país continua gerando empregos formais e batendo recordes”, destacou Lupi. Ele reafirmou ainda a previsão de mais de 1,8 milhão de novos empregos e o crescimento de mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Setores

Todos os setores apresentaram aumento do número de pessoas com carteira assinada em maio de 2008. Em termos absolutos, Serviços se destacou, com o incremento de 55.361 vagas (+0,47%). Os segmentos que mais contribuíram para o resultado foram os  Serviços de Comércio e de Administração de Imóveis (+20.587 postos ou +0,68%), os Serviços de Alojamento Alimentação Reparação e Manutenção (+9.846 postos ou +0,23%) e os Serviços de Transportes e de Comunicação (+8.948 postos ou +0,57%).

O setor Agrícola também apresentou um comportamento favorável no mês passado. Ele respondeu pelo acréscimo de 41.107 vagas com carteira assinada (+ 2,97%). Influenciaram decisivamente para o desempenho o cultivo do café e da cana-de-açúcar no sul do Brasil e  a Indústria de Transformação, com a geração de 36.701 empregos (+ 0,51%).

Pouco mais de 30% do resultado da Indústria de Transformação está concentrado na Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas (11.103 ou 0,64%). Em seguida, aparecem a  Indústria Têxtil e do Vestuário ( +5.094 postos ou + 0,55%), a Indústria de Material de Transportes (+ 4.469 postos ou + 0,89%), a Indústria Química (+3.760 postos ou +0,52%), e a Indústria Metalúrgica ( +3.696 postos ou +0,51%).

Comércio e Construção Civil acompanharam o ritmo de crescimento no quinto mês do ano.  O Comércio foi responsável pelo aumento de 29.921 empregos (+0,46%), o terceiro melhor resultado  do mês da série do Caged. A Construção Civil continua apresentando  desempenho recorde, com a criação de 28.670 empregos (+1,73%), saldo 108,8% superior ao ocorrido em maio de  2007(+13.732 postos ou + 0,97%).

De janeiro a maio de 2008, o setor acumulou uma alta de 10,48% ou geração de 160.395 empregos, a maior taxa  do período, dentre os setores e o melhor desempenho relativo e absoluto da série do Caged.

A área Extrativa Mineral também surpreendeu no mês, com a criação de 1.864 postos de trabalho (1,11%).

Regiões

Houve expansão do número de contratações formais em todas as regiões brasileiras no período: Sudeste (+140.901 postos ou +0,96%), Sul (+23.218 postos ou +0,42%), segunda maior geração do período, sendo menor que a ocorrida em maio de 2004: +33.546postos; Centro-Oeste (+13.462 postos ou +0,63%), segundo maior saldo para o mês, superado pelo registrado em maio de 2004: +20.978 postos; Nordeste (+19.117 postos ou +0,46%), Norte (+6.286 postos ou +0,51%)

Estados

São Paulo continua a liderar a geração de empregos no país (+ 75.734 ou + 0,76%), seguido por  Minas Gerais (+37.968 postos ou +1,18%), Paraná (+16.739 postos ou 0,83%) e Rio de Janeiro (+16.195 postos ou +0,56%). Por conta de  fatores sazonais negativos vinculados às atividades da cana-de-açúcar, o estado de Alagoas apresentou redução de 7.645 postos de trabalho (-3.44%).

Interior X região metropolitana

Em maio, o  emprego formal do conjunto das nove regiões  apresentou elevação  de  0,54%, em decorrência da  criação de 66.057 postos de trabalho. O resultado é menor que o registrado no interior dos estados desses aglomerados urbanos  ( 106.415 vagas formais  ou +0,96%).

O dinamismo do complexo cafeeiro e sucroalcooleiro no Centro-Sul justificam o desempenho. Dessa forma, o interior dos estados beneficiados pela sazonalidade positiva dessas atividades foram os que mais se destacaram: São Paulo (+49.397 postos ou +1,04%) e  Minas Gerais (+30.396 postos ou +1,51%). No caso das áreas metropolitanas, as que mais se sobressaíram foram São Paulo (+26.337 postos ou +0,50%) e Rio de Janeiro (+10.071 postos ou +0,47%).

Desempenho recorde na construção civil

A Construção Civil continua apresentando desempenho recorde na criação de emprego segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram abertos 28.670 empregos com registros em carteira em maio, resultado 108,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Nos cinco primeiros meses do ano, a Construção Civil acumulou uma alta de 10,48% ou geração de 160.395 empregos, a maior taxa do período dentre os setores e o melhor desempenho relativo e absoluto da série do Caged.

Por região, a Sudeste segue no topo do ranking onde foi gerado o maior número de postos no mês de maio: foram 11.944 empregos, com destaque para o estado de Minas Gerais, com 5.279 vagas. O Nordeste vem na seqüência, com 6.030 empregos formais, sendo 3.181 criados na Bahia. Na região Sul houve abertura de 4.123 postos; a maior parte (3.095) apenas no Paraná. O Centro-Oeste contribui com 3.707 empregos, dos quais 1.921 foram gerados em Goiás. Na região Norte, foram contabilizados 2.866 postos, com 1.126 somente em Tocantins.

Caged

Em maio, foram gerados 202.984 empregos com carteira assinada. Nos primeiros cinco meses do ano, houve aumento de 1.051.946 assalariados com carteira assinada (+3,63%), um número recorde de criação de postos de trabalho da série histórica do Caged. Nos últimos 12 meses, foram gerados 1.755.502 empregos (+6,21%), resultado superior ao verificado no mesmo período do ano anterior. Entre 2003 e 2008, foram criados 7.320.714 postos de trabalho. Os dados do Caged foram divulgados nesta quinta-feira (19), em Brasília, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

São Paulo se confirma como estado que mais atrai trabalhadores para formalidade

Mais uma vez o estado de São Paulo se destaca na geração de empregos celetistas. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram gerados 75.734 empregos formais, o que representa uma expansão de 0,76% em relação ao estoque do mês anterior. Número que garantiu a São Paulo o melhor desempenho de todo país.

Entre as áreas de atividade econômica, a Agropecuária se sobressaiu ao gerar 21.598 postos - crescimento de 5,5% sobre o número de pessoas com vínculo empregatício registrado no mês anterior. Aumento acompanhado pelos setores de Serviços (+18.835), Indústria de Transformação (+ 18.398) e Comércio (+12.645).

Região Metropolitana e interior

Saldo recorde no mês, o emprego formal no conjunto das nove áreas metropolitanas totalizaram a criação de 66.057 postos, o que representou crescimento de 0,54% sobre o estoque de abril. A Grande São Paulo - que integra 39 municípios -  registrou 26.337 vagas (+0,50%). Destaca-se também o interior do estado, com geração de 49.397 postos (+1,04%), seguido por Minas Gerais (+30.396 empregos ou +1,51%).

Em relação ao balanço dos cinco primeiros meses do ano, as nove regiões do país também apresentaram crescimento na geração de empregos celetistas, sendo São Paulo a região metropolitana que mais se sobressaiu, com criação de 176.522 postos (+3,36%); seguida por Rio de Janeiro (+46.957) e Minas Gerais (+46.597).

Sudeste

Com desempenho recorde - absoluto e relativo - de janeiro a maio, o sudeste do país computou crescimento em todos os estados, sendo São Paulo o que apresentou a melhor atuação. Nos cinco primeiros meses do ano, o estado se destacou na geração de empregos nos setores da Indústria de Transformação (+ 62.240) e de Serviços (+ 151.268).

Ranking municipal: A capital paulista aparece à frente com saldo de 18.288 vagas, seguida por Guarulhos (+1.529), Araras (+1.424) e Jundiaí (+1.171).

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE.

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Fundação Bradesco promove encontro internacional de educação e tecnologia educacional

21.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Debater a influência das modernas tecnologias da informação e comunicação no meio educacional. Este é o principal objetivo do I Encontro Internacional de Educação e Tecnologia Educacional que a Fundação Bradesco promove dia 24 de junho, em São Paulo.

O evento reunirá especialistas em educação e tecnologia educacional da Coréia do Sul (Kwanyoung Kim), Índia (Sonia Handa), Itália (Paula de Waal) e Japão (Masao Ishihara), que apresentarão o contexto educacional, os indicadores de performance e as melhores práticas de aplicação da tecnologia na educação em seus respectivos países.

Essa comparação de experiências registradas em diferentes culturas permitirá identificar fatores comuns de sucesso e analisar a aplicabilidade das práticas que se destacam, além de estimular uma reflexão sobre a situação brasileira nesse campo.

Palestrantes

Kwanyoung Kim - Especialista em tecnologias de informação e comunicação, representa o KERIS, órgão do governo da Coréia do Sul dedicado à tecnologia aplicada à educação. A Fundação Bradesco e a KERIS assinarão um protocolo de intenção para desenvolvimento de projetos para a melhoria do processo de ensino aprendizagem, baseados em games educacionais, mobilidade e ambientes virtuais, tanto no Brasil como na Coréia.

Masao Ishihara - Está diretamente ligado à introdução de ferramentas de base construcionistas no ensino de seu país. Fundou as empresas Learning Systems e Crefus Corporation, fabricantes de material de treinamento para a formação de professores e aplicação da robótica no ensino de ciências na educação básica.

Paula de Waal - Gestora de e-Learning da Faculdade de Educação da Universidade de Pádua, Itália, onde dirige o curso de licenciatura a distância para professores e colabora em diversos projetos nacionais a distância. A Fundação Bradesco e as Universidades de Pádua e de Leicester estão criando um programa conjunto de formação e pesquisa.

Sonia Handa - Diretora para Alianças Estratégicas da Educomp, empresa indiana que produz material pedagógico centrado em soluções inovadoras que estão sendo adotadas em seu país. A aplicabilidade no Brasil destas soluções está sendo estudada em conjunto com a Fundação Bradesco.

I Encontro Internacional de Educação e Tecnologia Educacional
Dia 24.6.2008 - das 9h às 18h
Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66, ao lado da Estação Júlio Prestes
São Paulo-SP

Fonte: Bradesco

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Presidentes das maiores empresas globais entregam plano ao Primeiro Ministro do Japão

20.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Recomendações detalhadas sobre mudanças climáticas destinadas aos líderes do G8, e endossadas por um grupo influente de CEOs das maiores empresas globais, foram entregues hoje ao Primeiro Ministro do Japão, Yasuo Fukuda, anfitrião da cúpula anual do G8, que será realizada no próximo mês em Hokkaido.

O documento descreve uma nova estrutura política, mais “efetiva para o meio ambiente e economicamente eficiente” para substituir o Protocolo de Kyoto. O documento foi apresentado em nome do grupo de 91 Presidentes e CEOs pelo Fundador e Presidente Executivo do World Economic Forum, Klaus Schwab.

As recomendações dos CEOs defendem a adoção de uma estratégia rápida e certeira pelos governos para criar uma economia mundial com baixas emissões de carbono. Eles pedem uma atitude de liderança dos governos do G8 e outros países desenvolvidos, com a implementação de reduções significativas nas suas emissões de gases que provocam efeito estufa, além de trabalho direto com a comunidade empresarial internacional para desenvolver uma estratégia prática de oportunidades para a redução eficiente de carbono a médio prazo.

Articulada pelo World Economic Forum e World Business Council for Sustainable Development, a nova estrutura das políticas recomendada pelos CEOs representa uma direção bem diferente da abordagem do Protocolo de Kyoto, de 1997 - sendo mais flexível e orientada por resultados.

Os líderes empresariais sugerem a combinação de compromissos internacionais “de cima para baixo” dos governos, das economias desenvolvidas, e das emergentes, com esforços práticos “de baixo para cima” que envolvendo diversos setores na forma de uma agenda mais intensa de cooperação público-privada.

Essa iniciativa deve buscar o desenvolvimento e difusão mais rápida de tecnologias que reduzam as emissões de carbono, mobilizando apoio financeiro para facilitar a implementação dessas tecnologias em países em desenvolvimento, alterando o comportamento de consumidores e estabelecendo medidas comuns para criar uma dinâmica positiva de melhores parâmetros, divulgações e investimentos corporativos no intuito de abrandar a emissão de gases que causam o efeito estufa.

Ao mesmo tempo, eles defendem a implementação de uma meta para longo prazo, como cortar as emissões de gases que causam o efeito estufa em pelo menos 50% até 2050, e uma série de metas claras e intermediárias com o menor custo possível, baseadas em mecanismos de mercado que criem um ganho econômico concreto pela redução de emissões, junto com um mercado internacional de carbono com liquidez e abrangência.

“A comunidade empresarial poderá fazer uma contribuição vital para desenho de uma estratégia global mais efetiva no combate ao aquecimento global, e esses líderes empresariais estão mostrando claramente aos governos que estão dispostos a contribuir com suas idéias e outras formas de apoio, caso convidados a participar. Depois de chegar a um consenso entre grandes empresas de praticamente todos os setores e regiões, eles produziram uma visão concreta de como a comunidade internacional poderia construir um plano capaz de atender às necessidades econômicas e ambientais. Eu parabenizo o espírito positivo e pragmático da abordagem dessa questão, que deve servir como inspiração para todos, especialmente aos líderes do G8, que se reúnem em duas semanas”, afirmou Klaus Schwab, Presidente Executivo do World Economic Forum.

Como um sinal positivo para o processo de negociações das Nações Unidas, que deve ser concluído em dezembro de 2009 na cidade de Copenhagen, na Dinamarca, as recomendações acordadas foram sancionadas pelos CEOs das principais empresas de vários países desenvolvidos e em desenvolvimento, entre os quais a Austrália, o Brasil, o Canadá, a China, a Índia, o Japão, a Malásia, o México, o Oriente Médio, a Rússia e a África do Sul, além de países europeus e os EUA.

O grupo inclui pelo menos um CEO de uma grande empresa de cada uma das economias G8 e +5, de praticamente todos os setores, como energia, utilidades públicas, aviação, automóveis, mineração e metais, logística, informação e telecomunicações e serviços financeiros.

Um comitê diretor transacional, com integrantes de várias indústrias, dirigiu o desenvolvimento das recomendações durante os últimos 16 meses, cujos membros incluem Alcoa, Applied Materials, AIG, Basic Elements, British Airways, Deutsche Bank, Duke Energy, EDF, Eskom, Petrobras, RusHydro, Shell, Telstra, Tepco, TNT e Vattenfall.

O Centro Pew para Mudanças Climáticas Globais foi um dos parceiros no processo de desenvolvimento das recomendações, que reuniu mais de 500 participantes em debates durante 11 reuniões em 5 continentes, parte da contribuição do setor empresarial ao Diálogo Gleneagles do G8 sobre Mudanças Climáticas, Energia Limpa e Desenvolvimento Sustentável.

Com a participação das 20 nações com a maior produção e consumo de energia no mundo, o Diálogo de Gleneagles foi criado como resultado da cúpula do G8 em 2005, dirigida pelo Primeiro Ministro de Reino Unido, Tony Blair, em Gleneagles, Escócia.

Fonte: MS&L Andreoli

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