Blog Educação Século XXI
Laboratório e Observatório sobre Educação por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Conferência define as 22 prioridades da juventude brasileira

11.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Foram quatro dias de intensos debates, mesclando momentos de seriedade e pura descontração. A primeira Conferência Nacional de Juventude foi um marco no esforço, que une governo e sociedade civil para consolidar a política nacional de juventude e incluir, de forma permanente, o tema na agenda das políticas públicas.

Ao final do encontro, foram apresentadas as 22 prioridades dos jovens brasileiros, representados no evento por mais de 2 mil delegados eleitos nas etapas preparatórias, que envolveram mais de 400 mil pessoas em todo o Brasil. Para o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, a Conferência foi um exemplo de mobilização e mostrou o interesse da juventude brasileira em participar da vida política do país.

As 22 prioridades incluem os seguintes temas: Ensino Superior, Educação Profissional e Tecnológica, Educação Básica, Trabalho, Cultura, Sexualidade e Saúde, Meio Ambiente, Política e Participação, Tempo Livre e Lazer, Esporte, Segurança, Drogas, Comunicação e Inclusão Digital, Cidades, Família, Povos e Comunidades Tradicionais, Jovens Negros e Negras, Cidadania GLBT (diversidade sexual), Jovens Mulheres, Jovens com Deficiência, Fortalecimento Institucional da Política Nacional de Juventude e Juventude do Campo.

Entre as sugestões voltadas para a cultura, os delegados sugeriram, com 453 votos, a criação, em todos os municípios, de espaços culturais públicos, com gestão compartilhada e financiamento direto do estado, que abriguem as mais diversas manifestações artísticas e culturais, possibilitando o aprendizado e apresentação das produções culturais dos jovens. Na área de esporte, com 520 votos, os participantes sugeriram a ampliação e qualificação dos programas e projetos, com criação de núcleos nas escolas, universidades e comunidades, democratizando o acesso.

Os participantes foram divididos em 23 grupos de trabalho que discutiram as propostas e apresentaram as 22 prioridades para a Política Nacional de Juventude. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira, essas prioridades representam a opinião de mais de 400 mil pessoas que participaram do processo, democraticamente construído com a participação de jovens de todo o país. “Espero que essas prioridades sirvam de referências para os governantes na elaboração de políticas públicas que possam efetivamente mudar e melhorar a qualidade de vida da juventude brasileira”.

No último dia do evento, Danilo Moreira acompanhou uma comissão de 60 jovens à Câmara dos Deputados, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia. A Comissão, organizada pelo Conselho Nacional de Juventude, foi entregar um abaixo-assinado, com 1.800 assinaturas de delegados da Conferência, pela aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC 138), que insere o termo “Juventude” no texto da Constituição Federal, no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais.

Isso vai facilitar, por exemplo, a aprovação de projetos como o Plano Nacional da Juventude (PL 4530/04), que estabelece um conjunto de metas relacionadas aos direitos dos jovens que país deve cumprir. Chinaglia se comprometeu em submeter a proposta a votação tão logo a pauta seja destravada.

Ano Ibero-Americano

Durante a Conferência, a Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ), entidade integrada por todos os países da América Latina, Portugal, Espanha e Andorra, anunciou que 2008 será o ano ibero-americano da juventude. Segundo o secretário-geral da Organização, Eugenio Ravinet, a idéia é concentrar esforços para tornar a temática mais conhecida, conquistando a parceira dos agentes públicos, meios de comunicação e sociedade civil.

No início da Plenária Final (29/4), os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a Convenção Ibero-Americana dos Direitos dos Jovens, um documento com força de tratado internacional, que estabelece os direitos da juventude nos países que integram a OIJ. Trata-se de um documento inédito, que foi ratificado pelo Brasil, mas exige a aprovação do Congresso Nacional para vigorar como lei. De acordo com o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, mais que um gesto simbólico, a ratificação do documento é uma convicção de que o país precisa assegurar esses direitos aos jovens, para que seja possível a construção de um Brasil verdadeiramente de todos.

Fonte: Secretaria Geral da Presidência da República.

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Música? Agora parte da sua lista de compras no supermercado

10.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Wal-Mart lança com exclusividade o Download Center, primeira estação física de download de música digital 100% legalizada do varejo. Nos totens interativos, o cliente vai poder baixar músicas dentro da loja e criar o seu próprio CD personalizado ou transferir músicas para seu music player, por meio de um acervo de mais de 400 mil músicas de diversos artistas nacionais e internacionais, atualizado semanalmente.

Criado em parceria com a Coolnex Entretenimentos, a ferramenta não só representa uma inovação no varejo de música, como também amplia a inclusão digital, já que toda a operação é feita via internet banda larga. “Os totens são um grande avanço no acesso ao conteúdo de música digital para a população brasileira, em que quase 90% não tem acesso à Internet rápida nos domicílios”, ressalta o vice-presidente comercial de Não-alimentos do Wal-Mart, Fernando Menezes.

Para baixar músicas no totem, o consumidor adquire um Coolnex Card Wal-Mart com valores de R$5, R$15, R$25 ou R$50 e ali mesmo também pode comprar seu CD virgem personalizado. Já no totem, o cliente faz um rápido cadastro (apenas no seu primeiro acesso), raspa o verso do seu cartão, digita o código que libera seus créditos e inicia a busca das músicas. Com um clique ele adiciona os arquivos para o carrinho de compras e monta o seu playlist. A seguir o cliente faz o download e grava seu CD personalizado ou transfere para o seu Music Player se preferir (aparelhos compatíveis com DRM). O processo de gravação é rápido: um CD comum leva cerca de 7 minutos para ser processado.

“É um momento histórico para o varejo mundial de música, afinal falamos de inovação, responsabilidade social (fomento à anti-pirataria e inclusão digital) e, sobretudo, da construção de uma nova forma de distribuição de música digital e outros conteúdos. Nossas metas atualmente são o aumento gradual de novas músicas ao sistema, análise do comportamento do consumidor, leitura, mensuração dos resultados iniciais e a observação para futuras melhorias do sistema. Com o apoio de todos os envolvidos no projeto, certamente estaremos diante de uma nova era para o mercado”
, comenta o Diretor de Planejamento da Coolnex, Eduardo Almeida.

Todo o conteúdo é liberado e controlado pela iMusica, maior distribuidor de música digital da América Latina. Isso garante ao consumidor um acesso 100% legalizado à música digital e a possibilidade de fazer o download de suas músicas também em casa, acessando a loja on-line pelo endereço coolnexcard.com.br. Também neste caso, ele poderá usar o cartão adquirido na loja para efetuar o pagamento.

Sobre o Wal-Mart Brasil

O Wal-Mart Brasil tem hoje 316 lojas em 17 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. São mais de 70 mil funcionários em hipermercados (Wal-Mart Supercenter, BIG e Hiper Bompreço), supermercados (Bompreço, Nacional, Mercadorama, Todo Dia), atacado (Maxxi) e clube de compras (SAM’S CLUB). O plano de expansão de 2008 prevê 36 novas lojas, com investimento de R$1,2 bilhão e geração de 7.100 novos postos de trabalho.

Sobre a Coolnex Entretenimentos

A Coolnex Entretenimentos revolucionou o mercado digital ao criar o Coolnex Card, que funciona como um cartão pré-pago para download. O cartão admite ações inovadoras de marketing, facilita o acesso ao conteúdo digital, pois permite a compra por pessoas que não possuem cartão de crédito, desobrigando o usuário a colocar seus dados na rede. Para baixar os conteúdos, basta estar com o cartão em mãos, raspar o código no verso e fazer o download no site, clique aqui.

Sobre a iMusica

A iMusica, empresa da Ideiasnet, é pioneira e líder na distribuição de mídia digital, na América Latina, e na venda de download legalizado de música pela Internet. Com mais de um milhão de músicas licenciadas para venda, e previsão de chegar a dois milhões até o fim de 2008, possui contratos de licenciamento com todas as gravadoras majors, com os principais agregadores de conteúdo e gravadoras independentes nacionais e internacionais, e acordo com todas editoras musicais no Brasil e entidades arrecadadoras de direitos autorais na América Latina. A iMusica é o principal canal de exportação do conteúdo das gravadoras brasileiras independentes para as principais lojas digitais internacionais como iTunes, Napster, MSN Music, Yahoo! Music, Rhapsody entre mais de 200 serviços ao redor do mundo. No Brasil, é o provedor de conteúdo e plataforma white label de música para sites de e-commerce, portais de conteúdo, operadoras e fabricantes de celular, empresas de bens de consumo e de entretenimento. Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Wal-Mart.

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No primeiro trimestre, PIB alcança R$ 665,5 bilhões e cresce 0,7% em relação ao trimestre anterior

10.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em relação a igual período de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 5,5% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 8,0%. Na taxa acumulada em quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2008, o crescimento foi de 5,8%.

O Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado apresentou crescimento de 0,7% na comparação do primeiro trimestre de 2008 contra o quarto trimestre de 2007, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Os destaques foram para o setor da Indústria, com crescimento de 1,6%, e Serviços com elevação de 1,0%. Já a Agropecuária apresentou queda de 3,5%.

Ainda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o crescimento da Despesa de Consumo da Administração Pública foi de 4,5% no primeiro trimestre deste ano, após variação negativa de 0,2% no trimestre anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,3%, seguida da Despesa de Consumo das Famílias com 0,3%. Já pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram queda de 5,7%. Por outro lado, as Importações de Bens e Serviços cresceram 0,8%, apresentando o décimo crescimento seguido nessa base de comparação.

Taxa trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em relação a igual período de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 5,5% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 8,0%. Dentre os setores que contribuíram para a geração do Valor Adicionado, a Indústria obteve o melhor desempenho com uma taxa positiva de 6,9%, seguida pelos Serviços, com elevação de 5,0%, e Agropecuária com crescimento de 2,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2007.

A taxa da Agropecuária pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que apresentaram safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) de maio. Segundo o levantamento, o milho, arroz e soja, por exemplo, apresentaram estimativas de crescimento de produção no ano de 2008 de 11,4%, 8,6%, e 2,6%, respectivamente. Por outro lado, o algodão herbáceo e o fumo registraram estimativas de queda de produção de 3,7% e 1,9%, respectivamente.

Na atividade industrial, o destaque foi a Construção Civil que registrou taxa de crescimento de 8,8%, a maior taxa desde o segundo trimestre de 2004 (10,6%). Em seguida destacam-se a Indústria de Transformação com 7,3% de crescimento; Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana com 5,5% e a Extrativa Mineral com 3,3%.

O setor de Serviços apresentou crescimento de 5,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os maiores destaques foram para Intermediação Financeira e Seguros (15,2%); Serviços de Informação (9,5%) e o Comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva de 7,7%. Os outros subsetores tiveram os seguintes desempenhos: Transporte, Armazenagem e Correio (3,7%); Outros Serviços (2,6%); Serviços Imobiliários e Aluguel (2,1%) e Administração, Saúde e Educação Pública (1,1%).

Consumo das Famílias cresce pela 18ª vez consecutiva

Dentre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias alcançou a taxa positiva de 6,6%, o décimo oitavo crescimento consecutivo na taxa trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, favorecida pela elevação da massa salarial real dos trabalhadores e pelo crescimento, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública apresentou crescimento de 5,8% no primeiro trimestre de 2008 contra o mesmo período de 2007. A Formação Bruta de Capital Fixo registrou crescimento de 15,2%, explicado, principalmente, pelo aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos. Ainda nesse trimestre, a aceleração do crescimento da Construção Civil foi destaque e contribuiu para o desempenho positivo da Formação Bruta de Capital Fixo.

Pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços que vinham com taxas positivas desde o terceiro trimestre de 2006, registraram uma queda de 2,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As Importações de Bens e Serviços também apresentaram mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 18,9%, o décimo oitavo crescimento seguido desde o quarto trimestre de 2003.

Taxa acumulada nos últimos quatro trimestres (em relação ao mesmo período do ano anterior)

O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2008, apresentou crescimento de 5,8% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 5,2% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 9,4% nos Impostos sobre Produtos. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu do desempenho positivo dos três setores que o compõem: Indústria (5,7%), Agropecuária (4,9%) e Serviços (4,9%).

Dentre os subsetores da Indústria, as taxas mais altas foram a da Construção Civil com 6,5% e a da Indústria da Transformação com 6,0%. A Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana e a Extrativa Mineral apresentaram os respectivos crescimentos: 5,4% e 2,8%. As maiores elevações nos Serviços foram nos subsetores Intermediação Financeira e Seguros; Serviços de Informação; e Comércio (14,5% , 8,5% e 7,9%, respectivamente).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou crescimento de 14,9%, o décimo sexto crescimento seguido. Um dos fatores que possibilitaram este incremento foi o desempenho da Construção Civil, que vem se recuperando desde o terceiro trimestre de 2004, nessa base de comparação e o crescimento da importação de máquinas e equipamentos favorecida pela valorização do Real frente ao Dólar. Por fim, a Despesa de Consumo da Administração Pública atingiu 3,6%.
Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram um crescimento de 4,6% e as Importações de Bens e Serviços tiveram elevação de 20,4%.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Leia matéria, bem como as tabelas (completas) no site do IBGE, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

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Dia dos Namorados aumenta em 8% as vendas do fim de semana no país

10.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Dia dos Namorados aumentou as vendas do comércio em todo o país no último fim de semana, aponta o Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio. No período de 6 a 8 de junho de 2008, foi registrada uma alta de 8% na atividade econômica do comércio quando comparada ao período equivalente de 2007 (8 a 10 de junho), em todo o país.

Na cidade de São Paulo, o comportamento das vendas do comércio acompanhou o panorama nacional, mas o percentual de crescimento foi superior. As vendas registraram alta de 13,1% na comparação com o ano passado.

Segundo os técnicos da Serasa, uma empresa do grupo Experian, as vendas no fim de semana que antecedeu o Dia dos Namorados foram alavancadas pelas promoções do varejo, pela maior facilidade de pagamento e pelas baixas temperaturas registradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que favoreceram o bom desempenho das lojas de roupas e acessórios. Além disso, no ano passado o feriado de Corpus Christi caiu em 07 de junho (uma quinta-feira), e foi prolongado, o que prejudicou as vendas no fim de semana anterior à data, e definiu uma base fraca de comparação para o mesmo período deste ano. Por conta disso, não se pode afirmar que esse ritmo permanecerá até o Dia dos Namorados, ainda que existam as compras de última hora.

Os resultados apresentados confirmam as expectativas dos empresários do varejo, em todo o Brasil, relatadas na Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial, divulgada na semana passada.

O Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio tem como base uma amostra das consultas realizadas no Banco de Dados da Serasa. Foram consideradas as consultas realizadas nos períodos de 06 a 08 de junho de 2008 e comparadas às consultas realizadas no período de 08 a 10 de junho de 2007.

A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil, facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos.

Fonte: SERASA.

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Investimentos do Brasil em tecnologia equiparam-se aos da Espanha, aponta estudo IDC

09.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos
O mercado brasileiro de Tecnologia da Informação continua em franca expansão. A previsão da IDC é que o Brasil encerre 2008 com um movimento de US$ 23 bilhões em TI. No mesmo patamar temos a Espanha, com um total de US$ 24 bilhões a serem investidos em tecnologia até o final do ano. O estudo Brazil IT Spending by State 2008 indica ainda que, neste quesito e dentre os países emergentes do BRIC, o Brasil só fica atrás da China (US$ 64 bi).

Outro dado interessante do estudo é que, mesmo não figurando entre as três regiões brasileiras que mais investem em TI no país, o Nordeste foi apontado pela IDC como destaque deste ano. As aquisições de tecnologia pelas empresas dessa região estão aceleradas, em ritmo maior que o verificado pelos demais territórios. Do total previsto de investimentos em TI para o mercado brasileiro em 2008 caberá ao Nordeste a parcela de 11%.

“O Nordeste vem surpreendendo com seus investimentos em TI. O potencial de vendas de produtos a usuários finais e pequenas empresas que esta região apresenta é enorme, o que aumenta a perspectiva de continuar neste compasso crescente. Para se ter uma idéia da evolução deste mercado, países como as Filipinas, por exemplo, estão no mesmo nível de aportes que a região nordestina”, diz Reinaldo Sakis, analista sênior da IDC que desenvolveu o estudo.

A região Sudeste mantém a liderança, responsabilizando-se por praticamente metade do total de investimentos em tecnologia no país, US$ 10,3 bi, resultado também estimado para o que será investido por toda a África do Sul em 2008. De acordo com Sakis, apenas São Paulo, força motora do país, tem seus investimentos equiparados aos de Singapura, que são de US$ 5.9 bi. As regiões Sul e Centro-Oeste ocupam os lugares seguintes deste ranking.

O estudo também apurou que, do total de investimentos com TI em todo o Brasil neste ano, 33% caberá às empresas com mais de 500 funcionários. Já as pequenas e médias vêm, ao longo dos últimos anos, conquistando um espaço significativo no mercado brasileiro, devendo responder ao final de 2008 por cerca de 13% do total investido.

Neste ano, os setores de manufatura e serviços são os que mais investirão em TI, uma vez que formam o maior número de empresas e, conseqüentemente, têm que investir de forma contínua em TI por conta da competitividade que enfrentam.

Sakis cita, como exemplo, o investimento médio dessas empresas com tecnologia. “Por mês, uma empresa que tenha entre 100 e 249 funcionários no setor de manufatura investe em média R$ 10 mil em TI para se manter competitiva”.

Sobre a IDC

IDC, empresa líder em inteligência de mercado, consultoria e conferências nos segmentos de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, utiliza sua extensa base de conhecimento sobre o mercado, provedores e consumidores para auxiliar seus clientes no endereçamento de questões estratégicas relativas à oferta e ao uso de soluções tecnológicas. A IDC possui mais de 900 analistas, distribuídos em 90 países, e há mais de 43 anos provê informação global, regional e local sobre tecnologias, oportunidades e tendências. A IDC é subsidiária da IDG, líder mundial em mídia de tecnologia. Para mais informações sobre a IDC clique aqui.

Fontes: IDC/IMS Brasil.

 

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Abrir um negócio? Mudar de emprego? Mestrado ou Especialização? MBA ou Pós-Graduação? Mudar de cidade ou estado aumenta o salário? Pergunte aos seus mentores

06.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Como aproveitar ao máximo um mentor? Ou conselheiro? Ou coaching? Ou counselling? Ou como chamar alguém que temos relação mais profunda e podemos pedir conselhos, especialmente para abertura de um novo negócio?

Em como aproveitar ao máximo um mentor, Christina Domecq, eleita em 2006 “empreendedora do ano” pela Ernst & Young do Reino Unido, revela à Revista Harvard Business Review, maio 2008, que ouvir seus mentores foi crucial para o sucesso.

A história de sua empresa, SpinVox, começou enquanto ouvia os 14 recados da caixa postal do seu celular, pelos idos de 2003.

Tempos depois, a empreendedora pensou sobre a oportunidade de mercado para converter mensagens de áudio em texto, e assim, nasceu sua empresa.

Sediada em Marlow, Inglaterra, a empresa presta serviços para muitas operadoras, em vários países.

A entrevistadora Kassandra Duane da HBR, pergunta: como foi montar uma rede de mentores para abrir uma empresa em território desconhecido?

Domecq responde que os mentores que já tinha nos Estados Unidos e na Espanha, incluíndo gente que há conhecia desde a infância, recomendaram que fosse para Londres, pois o Reino Unido, seria o melhor lugar para se instalar uma empresa de telecomunicações.

Até aqui já podemos perceber que parte das recomendações para todo empreendedor na fase pré-abertura do negócio, ou seja, coletar e analisar informações sobre o mercado, seu potencial, seus prováveis clientes, consumidores, além dos diferenciais da proposta da empresa, foram comentados pelos mentores de Domecq.

Próxima parada, objetivos e metas. Para esta empreendedora, sem dificuldades.

As metas para a empresa estavam claras: lançar um serviço fácil de usar e conquistar rapidamente a maior participação de mercado possível. Metas nada fáceis.

Mas como ganhar mercado?

Domecq afirma “para ganhar mercado foi preciso convencer tanto usuários como operadoras da exatidão e das vantagens do serviço.

Sabia que, para atingir essas metas, seria preciso acesso considerável à base de riqueza no Reino Unido e uma porta de entrada no mercado. Nada disso seria possível sem uma forte rede de mentores.

Christina Domecq continua sua resposta afirmando que buscou mentores que não fossem do ramo, pois sabia que teria de contar com a objetividade deles e que seria importante se cercar de gente que se destacasse em áreas distintas.

Buscou indivíduos que tivesse passado pelos altos e baixos de erguer uma empresa - e que pudessem ajudá-la a evitar os baixos.

O co-fundador da empresa, Daniel Doulton, com rede própria (contatos) no Reino Unido, ajudou-a, especialmente a encontrar pessoas que tivessem afinidade com empresas de crescimento acelerado.

As lições dos mentores

Entre as lições, uma muito clara, por parte de seus mentores: não diversificar. A empresa faz uma coisa - converter voz para texto, e o faz bem.

Também ajudaram na escolha dos melhores talentos. Pois, com pouco dinheiro, uma empresa nova em geral, não contrata gente de primeira.

Na sua opinião, 90% do negócio, é tomar decisões certas sobre pessoas.

Os mentores ainda garantem que permaneça focada, para poder se comunicar melhor com a equipe e traduzir sua visão.

E o que ela oferece em troca? Tempo, comunicação e confiança. Entre os seus méritos, um é imprescindível para relação mentor/pupilo: saber ouvir.

Com isso, é possível notar que pessoas continuam fazendo a diferença para pessoas. Veja porque.

Em entrevistas realizadas em 2006 para um estudo técnico intitulado The CEO´s role in talent management: how top executives are nurturing the leaders of tomorrow (O Papel do CEO na gestão de talentos: como os principais executivos estão nutrindo os líderes de amanhã), publicado pela unidade de inteligência da revista inglesa The Economist, e no Brasil na Revista HSM Management 67, março - abril 2008, página 135, quinze de cada 20 CEOs ou principais executivos de operações de diversos setores dizem gastar pelo menos 20% do tempo em gestão de talentos.

E 7 entre 15 executivos afirmam dedicar 30% ou mais de seu tempo, a esta questão.

Por isso, nada melhor que perguntar: você já conversou com seu mentor hoje?

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A Sustentabilidade no Varejo: Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar

06.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Pesquisa inédita e exclusiva da revista Imprensa, uma das maiores publicações sobre comunicação e jornalismo do País, mostra que o Wal-Mart Brasil é uma das companhias mais reconhecidas quando o assunto é sustentabilidade. Segundo ranking publicado em edição especial da revista, o Wal-Mart ocupa o 5° lugar - o primeiro entre os varejistas - em reportagens publicadas espontaneamente sobre as ações de sustentabilidade da empresa.

A pesquisa, com 440 empresas, considerou todas as menções positivas das companhias nas revistas Época Negócios, Exame, Istoé Dinheiro e América Economia. O ranking dos primeiros 50 colocados foi elaborado a partir da centimetragem que cada companhia teve nas matérias, notas, editoriais, artigos ou imagens.

“Uma empresa só consegue incorporar ações sócio-ambientais e transformar a forma de fazer negócio apoiada sobre um intenso programa de comunicação, tanto para o público interno como para o externo”
, diz Daniela de Fiori, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade do Wal-Mart Brasil.

O programa de sustentabilidade do Wal-Mart Brasil, é estruturado em 10 frentes de trabalho em diversas áreas da companhia - de construções sustentáveis a clientes conscientes, passando por produtos e embalagens mais eficientes e conscientização de funcionários. O programa ganhou força em 2005 quando Lee Scott, presidente mundial do Wal-Mart, estabeleceu as metas a serem perseguidas pela empresa em todo o mundo. “As metas são extremamente agressivas, que nenhuma empresa já havia assumido publicamente”, diz Daniela.

Por seu programa de sustentabilidade, o Wal-Mart Brasil ganhou também o Prêmio Top Ambiental, concedido pela ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - no início deste ano.

Veja os 10 primeiros colocados no ranking da revista Imprensa:

Colocação - Empresa - Centimetragem

1º Banco Real 27.376
2º Grupo Orsa 24.531
3º Natura 18.418
4º HP 14.568
5º WAL-MART 11.797
6º Philips 10.930
7º Coca-Cola 10.596
8º Isabela Capeto 8.436
9º Microsoft 8.368
10º Petrobrás 8.152

Fonte: Wal-Mart

Wal-Mart apresenta balanço das iniciativas sustentáveis em loja

Depois de mais de seis meses em funcionamento, o Wal-Mart Supercenter Granja Viana já mostra resultados de suas iniciativas sustentáveis. Os diferenciais na obra comprovadamente geram economias para o meio ambiente. Já é possível observar uma série de reduções no consumo de água, luz e até na emissão de CO2.

Em relação a energia, houve uma diminuição de 17% no consumo, em comparação a uma loja padrão da rede. Para a redução no uso do ar-condicionado (responsável por mais da metade do consumo de energia de uma loja), por exemplo, destacam-se duas iniciativas principais: vidro reflexivo, que reduz a entrada de calor, mas permite a entrada da claridade do Sol, otimizando a luz natural, e a “parede verde” na fachada. Coberta por trepadeiras, é uma ferramenta que serve também para filtrar parte do calor do Sol, diminuindo o aquecimento no interior da loja e poupando energia usada pelo ar condicionado. Além disso, a “parede verde” contribui para a melhor integração do edifício com a paisagem à sua volta.

Ainda em relação à economia de energia, vale lembrar que a comparação foi feita levando-se em consideração que todas as lojas do Wal-Mart já usam lâmpadas mais eficientes (T5). Ou seja, elas já gastam menos do que uma loja que usa lâmpada tradicional. A economia de energia seria ainda maior caso a comparação fosse feita com uma loja que usa lâmpadas fluorescentes. Para se ter uma idéia, só a troca das lâmpadas tradicionais pelas T5 já resulta em média de economia de 30% nas lojas da rede. A redução com os gastos de energia gerou também uma diminuição proporcional na emissão de gases de CO2.

Outras iniciativas presentes no hipermercado da Granja Viana também visam a redução do consumo de energia. O prédio foi construído com um teto rebaixado para diminuir o consumo do ar condicionado. O mesmo princípio se aplica às grandes clarabóias que fazem jogos de xadrez no teto. Elas permitem o maior aproveitamento da luz natural, reduzindo o gasto com iluminação. Outra economia com a luz está nos refrigeradores, pois têm lâmpadas LED, que acendem ao abrir a porta.

Uma iniciativa “inteligente” da loja é evitar o uso das clarabóias na seção de perecíveis para não aquecer a região da loja em que há refrigeradores. Dessa forma, não há uma concorrência entre a luz solar, que aquece o ambiente, com os refrigeradores, que o esfria. Por outro lado, o uso dos refrigeradores é otimizado, evitando nesses locais o acréscimo de ar condicionado, uma vez que o ambiente já está refrigerado por conta da necessidade de manter o armazenamento dos alimentos perecíveis em temperaturas mais baixas. Isso também gera economia de energia.

No quesito “água”, a economia de água foi de aproximadamente 12% graças à recaptação das águas pluviais e de duas estações próprias de tratamento de esgoto. As iniciativas permitem o reaproveitamento da água para a limpeza de vasos sanitários e descarga dos banheiros, limpeza geral e irrigação dos jardins.

A loja de Granja Viana destaca-se pelos diversos recursos eco eficientes utilizados em sua construção. O hipermercado, com 6 mil m2 de área de vendas e estacionamento para mais de 400 carros, possui uma área de preservação ambiental com 170 espécies de plantas nativas da Mata Atlântica. A preferência foi dada a árvores frutíferas, para preservar a fauna local. Antes do início das obras, foram transplantadas três árvores adultas - dois Jerivás, um tipo de palmeira nativa da Mata Atlântica, e um abacateiro.

No estacionamento externo, uma mistura de concreto com grama foi utilizada para permitir uma melhor absorção da água da chuva, o que é menos agressivo ao meio-ambiente que os materiais convencionais. É o chamado “concregrama”, uma espécie de “jogo da velha” de concreto, com quadrados vazados onde é colocada grama. O resultado é a redução de no uso de concreto na pavimentação da área de estacionamento.

Loja eco eficiente - O Wal-Mart Brasil é membro-fundador do Green Building Council Brasil, organização que dissemina a importância de desenvolver a indústria da construção sustentável no Brasil. O Green Building e seu comitê-fundador criam um cardápio de iniciativas para as empresas adotarem durante o processo de construção, tornando as edificações mais sustentáveis. Para certificar essas obras, a ONG possui um sistema chamado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), uma ferramenta internacional que está sendo adaptada à realidade nacional.

O Wal-Mart Supercenter Granja Viana contempla 23 de um menu de 58 iniciativas sustentáveis proposto pela área de construções do Wal-Mart. Ainda este ano, a empresa vai inaugurar no Brasil sua loja eco eficiente, que contempla quase a totalidade destas iniciativas. Até 2009 serão 3 unidades com esta especificação. Desde 2006, todas as unidades construídas ou reformadas pela empresa seguem parâmetros “verdes”, como o uso de lâmpadas e equipamentos mais eficientes, entre outras iniciativas.

Fonte: Wal-Mart.

Sacola reutilizável Carrefour chega às lojas

O Carrefour, num projeto-piloto bem sucedido num hipermercado na cidade de São Paulo, iniciou a venda das sacolas reutilizáveis para incentivar o consumo responsável das sacolas plásticas. Elas se esgotaram rapidamente e agora o Carrefour se preparara para lançá-las nacionalmente, nos 112 hipermercados do Grupo. As primeiras lojas a ofertarem a Sacola Reutilizável Carrefour aos consumidores serão as de São Paulo e Paraná, a partir deste sábado (07/06).

As lojas receberão mais de 62 mil unidades da nova sacola, que serão vendidas ao preço de R$ 2,99 cada. Ao longo do semestre as demais unidades do país também a colocarão a venda. Até o final de 2008, o Carrefour investirá num estoque de 600 mil sacolas. O objetivo da rede é reduzir em pelo menos 10% a quantidade de sacolas plásticas consumidas ao longo do ano. “Sabemos a importância do papel do Carrefour na mobilização de clientes, funcionários e parceiros na conscientização ambiental. E oferecer a Sacola Reutilizável Carrefour é uma forma de contribuir com essa reflexão e, consequentemente, com a preservação do meio ambiente”, explica Carlos Luccas, gerente de custo de distribuição, membro do Comitê de Sustentabilidade do Carrefour.

A cor verde e estampa com detalhes de gotas de água e folhagens da Sacola Reutilizável Carrefour remetem à importância de preservar a natureza, estimulando assim o uso de uma alternativa ecologicamente correta. Feita com polipropileno, a novidade tem capacidade para acondicionar 35 kg de produtos e dimensões de 45 cm de largura x 40 cm de altura. A atual sacola de plástica comporta apenas 5 kg.

Para estimular os clientes Carrefour a adotarem o uso da sacola reutilizável, a empresa investirá numa campanha de conscientização. A ação contará com filmes na TV Carrefour e spots na Rádio Carrefour, material de ponto de venda, tablóides e lâminas de ofertas. O SAC – Serviço Amigo do Cliente – e o Blog, clique aqui, também estarão comunicando o lançamento e esclarecendo as dúvidas dos consumidores. Além disso, as sacolas plásticas serão um importante instrumento para a campanha, que terão a mensagem “Ajude-nos a diminuir o uso das sacolas de plástico. Sacola Reutilizável Carrefour. Compre já a sua”.

O lançamento integra as diversas ações que o Carrefour realizará para comemorar o Mês do Meio Ambiente, em homenagem ao Dia do Meio Ambiente, ocorrido no dia 05/06. Além disso, a empresa trabalha em outras frentes para reduzir o consumo de sacolas plásticas, como é o caso do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. O programa foi lançado durante a APAS 2008 pela da Associação Paulista de Supermercados. O Programa é uma iniciativa da Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos), INP (Instituto Nacional do Plástico) e ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), cujo objetivo é diminuir o consumo de sacolas plásticas no país, oferecendo sacolas mais resistentes aos consumidores, evitando assim o uso sobreposto das mesmas para acomodação dos produtos. O Carrefour já implantou o projeto piloto em cinco unidades de São Paulo.

Sobre o Carrefour

Há 33 anos no Brasil, o Grupo Carrefour foi pioneiro no mercado varejista do país com as lojas de hipermercados. Hoje, a rede conta com 190 unidades em 13 estados e o Distrito Federal, com diversos formatos de lojas e serviços como postos de combustíveis, drogarias, agências de turismo, serviços digitais, entre outros.

Com as bandeiras Carrefour, Carrefour Bairro e Atacadão, o grupo é líder de mercado no setor supermercadista, com 52 mil funcionários, sendo um dos maiores empregadores do país. No mundo, o Grupo é o segundo maior varejista do mercado, presente em 28 países.

Fonte: A4 Comunicação.

Parceria deve reduzir consumo de embalagens em, no mínimo, 30%

Representantes da Indústria do Plástico e associações de supermercados assinam em 26/5, o Compromisso de Parceria para a implantação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas.

O acordo tem o objetivo de promover a melhoria da qualidade das embalagens e realizar uma ação educacional para esclarecimento da população sobre formas de uso mais responsável. A previsão é que com essas ações seja possível reduzir o consumo de embalagens plásticas em, no mínimo, 30%.

A parceria foi firmada na cerimônia de abertura da Apas 2008 e participam cinco entidades - Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Paulista de Supermercados (Apas), Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, Instituto Nacional do Plástico (INP) e Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).

Pesquisa realizada pelo Ibope no fim do ano passado com 600 pessoas mostrou que 71% delas manifestaram-se favoráveis ao uso de sacolinhas plásticas como forma ideal para o transporte de compras. O estudo revelou ainda que 100% usam as embalagens para o descarte do lixo doméstico, dispensando a necessidade de compra de sacos para esse fim.

O compromisso acontece inicialmente por meio de projeto piloto que será realizado a partir do dia 28/6 em dezoito supermercados na Grande São Paulo. O grupo Pão de Açúcar participa com nove lojas e sua adesão está totalmente alinhada ao posicionamento da empresa de ser um agente de inovação e pioneirismo na área de sustentabilidade no varejo, com histórico de outras ações realizadas em prol do consumo consciente, incluindo alternativas em embalagens retornáveis, Estações de Reciclagem, entre outros, realizadas desde 2001.

Embalagens

Para oferecer uma alternativa ao uso das sacolas plásticas e diminuir o impacto dessas embalagens no meio ambiente, a rede Pão de Açúcar recebe esse material em suas Estações de Reciclagem e também lançou, há três anos, os primeiros modelos de sacolas retornáveis do varejo brasileiro, em parceria com a Fundação S.O.S. Mata Atlântica. São quatro modelos de sacolas colecionáveis que trazem estampas de animais em extinção. Mais de 150.000 unidades de sacolas retornáveis já foram vendidas nas lojas Pão de Açúcar de todo o Brasil, com parte da renda revertida para os projetos ambientais da Fundação.

A empresa também já implantou programas eficazes de redução no consumo de energia e verifica importantes avanços no que diz respeito à ecoeficiência ao longo de toda cadeia de geração de valor. Faz parte também dessa estratégia, disseminar a experiência para outras empresas e comunidades trabalhando com campanhas e programas de estímulo envolvendo clientes e colaboradores do grupo.

Reciclagem

Além de participar do projeto das entidades, o Grupo Pão de Açúcar também prevê ampliar o programa das Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever atualmente presente em 94 lojas das redes Pão de Açúcar, Extra e Extra Fácil (São Paulo) e que chegará à rede CompreBem (São Paulo e Rio de Janeiro) ainda neste ano.

Com as Estações, todo material arrecadado é reutilizado, reduzindo a extração dos recursos naturais e contribuindo com a geração de empregos e renda. Desde a implantação do projeto há sete anos, a empresa já arrecadou cerca de 25 mil toneladas de plásticos, papéis, metais, alumínios e vidros.

Somente em abril de 2008, as 94 lojas participantes receberam mais de 500 toneladas de material, distribuídos em:

Papel = 49%;

Plástico = 25%;

Vidro = 23%;

e Metal/alumínio = 3%.

O volume vem crescendo a uma média de 35% ao ano e comparado a abril de 2005 é mais que o dobro verificado há dois anos.

Em constante evolução, desde 2007, o projeto realizado pelo Pão de Açúcar introduziu, no ano passado, o recebimento de óleo de cozinha usado. Implantado em 51 lojas, mensalmente são recolhidos 6.500 litros do produto que deixa de contaminar rios e mananciais para serem transformados em biocombustível.

Além de contribuir com a preservação do planeta, as Estações de Reciclagem Pão de Açúcar - Unilever têm um caráter social de geração de emprego e renda. Com os seus mais de 90 postos, são beneficiadas 21 cooperativas de catadores que geram mais de 400 posições de trabalho.

Lançado em São Paulo como projeto piloto em janeiro deste ano, o projeto Caixa Verde já ganhou status de permanência e já está presente em sete lojas da rede Pão de Açúcar.

O objetivo dessa nova proposta de estimulo à reciclagem é que isso seja feito na etapa pré-consumo, com um convite aos clientes para que descartem suas embalagens (papel, papelão e plástico) antes de levá-las para casa, deixando os invólucros na loja e carregando só o produto. Isso também irá diminuir a demanda de embalagens finais, como as sacolas de supermercado uma vez que há uma diminuição no volume a ser transportado.

Fonte: Literal Link Comunicação Integrada.

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País evolui mais nos indicadores econômicos e sociais do que nos ambientais

05.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Revelar em que ponto o Brasil está e para onde sua trajetória aponta no caminho rumo à sustentabilidade. Partindo desse objetivo, os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS 2008) mostram um país que, nos últimos anos, teve seus maiores avanços na economia. Nas questões sociais, apesar das melhorias verificadas, ainda persistem grandes passivos a serem sanados; enquanto em relação aos problemas ambientais há sinais contraditórios, com evolução em algumas áreas e retrocesso em outras. O diagnóstico dos 60 indicadores produzidos ou reunidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terceira edição do IDS (as duas anteriores datam de 2002 e 2004) revela ganhos importantes, mas indica que ainda há uma longa estrada pela frente para o Brasil atingir o ideal previsto em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland): um desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. Veja a seguir alguns dos destaques do IDS 2008.

Dimensão ambiental: progresso menor e ainda lento
Com 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade e saneamento, a dimensão ambiental do IDS é a que mostra o maior número de indicadores ainda negativos ou que se mantêm numa evolução lenta. Além da atualização das informações publicadas em 2004, foi incorporado o dado sobre a emissão de gases do efeito estufa, a partir do inventário publicado em 2004 pelo governo brasileiro.
Dentre os indicadores positivos, podem-se destacar a redução de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e o aumento do número de unidades de conservação (UCs) e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Os focos de incêndios também sofreram redução entre 2004 e 2006, e a poluição atmosférica mantém sua tendência estacionária, exceto pelo ozônio (O3), cuja concentração continua aumentando.
Já a poluição dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas e a das praias mantêm seus níveis elevados, enquanto as quantidades de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura cresceram, e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente também aumentaram.
Por fim, indicadores como o desmatamento na Amazônia1, que vinham melhorando, sofreram revezes no período mais recente, ao que tudo indica em conseqüência do próprio crescimento econômico.

Consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio cai 87% de 1992 a 2006
O consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (O3)2 vem sendo reduzido, de forma geral, em todo o mundo. No Brasil, esse consumo anual (produção + importações – exportações) tem caído aceleradamente, superando inclusive as metas: diminuiu 87% entre 1992 e 2006, passando de 11.198 para 1.431 toneladas de potencial de destruição do ozônio (PDO), segundo informações do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente.
A camada de ozônio é fundamental à manutenção da vida na Terra, pois absorve a maior parte da radiação ultravioleta B (UVB) que chega ao planeta, altamente nociva aos seres vivos, podendo causar doenças como a catarata, mutações, cânceres e, em doses mais altas, a morte dos organismos. O Protocolo de Montreal (1987) propôs a redução do consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio até sua eliminação ou sua substituição por compostos inofensivos.

Qualidade do ar nas grandes cidades mantém-se estável; exceção é o ozônio
Para a maior parte das regiões metropolitanas, a maioria dos poluentes atmosféricos apresenta tendência estacionária ou de declínio das concentrações máximas (poluição aguda) e médias (poluição crônica), numa série temporal mais longa. A poluição do ar nos grandes centros urbanos é um dos principais problemas ambientais, com implicações graves na saúde, especialmente de crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias.
O declínio de concentrações de poluentes é mais evidente para as partículas totais em suspensão (PTS) e as partículas inaláveis (PM10), reflexo do controle das emissões veiculares, das mudanças tecnológicas nos motores e da melhoria na qualidade dos combustíveis. Ambos os poluentes provocam e agravam doenças respiratórias, além transportar gases tóxicos para o pulmão e a corrente sangüínea. Apesar da melhora, os valores de concentração anual média dessas substâncias ainda são elevados, porém, em locais como Brasília e as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo.
A mais clara exceção à tendência de queda nas concentrações de poluentes atmosféricos é o ozônio. Na região metropolitana de São Paulo, onde o problema é mais sério, foram registradas em 2006, 168 violações do limite máximo diário permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), uma violação em média a cada dois dias, com um pequeno aumento em relação a 2005 (158).

Focos de calor caem pela metade entre 2004 e 2006
Entre 2004 e 2006, o número de focos de calor, que indicam queimadas (ações autorizadas pelos órgãos ambientais) e incêndios florestais (situações de fogo descontrolado), caiu de 236.014 para 117.453, uma redução de 50%. Os dados são do Ibama e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Entre os estados, o Amapá teve a maior redução nos focos de calor entre 2004 e 2006 (-78%, de 1.319 para 291), seguido por Mato Grosso (-67%) e Goiás (-66%). No Rio de Janeiro, no mesmo período, os focos de calor mais que duplicaram, de 158 para 323.
A espacialização dos focos de calor evidencia a sua concentração em algumas regiões. A mais extensa e recorrente corresponde ao “Arco do Desflorestamento e das Queimadas”, que abrange o Sul e o Leste da Amazônia Legal, onde as queimadas estão associadas ao desflorestamento, sendo co-responsáveis pela destruição de grandes áreas florestais. Além dos danos à biodiversidade, da exposição do solo à ação das intempéries e do comprometimento dos recursos hídricos, há também a emissão de grandes quantidades de gases de efeito estufa, especialmente CO2. Estima-se que as queimadas sejam responsáveis por 75% das emissões brasileiras de CO2.

MG utiliza mais fertilizantes; e SP, mais agrotóxicos por hectare plantado
A quantidade de fertilizantes comercializada por hectare cresceu muito entre 1992 e 2006 (de 69,44 para 141,41 quilos) no Brasil. Dentre os estados, Minas Gerais é o que mais utiliza fertilizantes por hectare (249,23 kg), seguido por São Paulo (214,21 kg) e Roraima (200,11 kg). No outro extremo, estão Acre, Ceará e Amazonas, com, respectivamente, 7,41; 8,32; e 12,33 quilos de fertilizantes por hectare plantado.
Em relação aos agrotóxicos - usados no controle de pragas, doenças e ervas daninhas -, entre 2000 e 2005, houve um leve crescimento no consumo, de 3,19 kg/ha para 3,23 kg/ha. No mesmo período, caiu, entretanto, a utilização dos produtos mais tóxicos. Além de potencialmente venenosos, os agrotóxicos tendem a se acumular no solo, na fauna e flora, e seus resíduos podem chegar às águas subterrâneas. O estado de São Paulo é o que mais utiliza agrotóxicos por hectare plantado (7,62 kg/ha, mais que o dobro da média nacional). Já o Amazonas (0,19 kg/ha) é o que menos utiliza agrotóxicos.

Poluição de rios que cortam grandes centros urbanos não melhora
A qualidade da água dos rios e represas brasileiros está longe do ideal. Nenhum dos corpos d’água para os quais foi calculado o Índice de Qualidade da Água (IQA)3 médio anual atingiu nível considerado ótimo (acima de 80). Os IQAs mais baixos foram os dos altos cursos dos rios Iguaçu (31) e Tietê (30), que atravessam, respectivamente, as regiões metropolitanas de Curitiba e São Paulo. Além deles, a situação também é crítica no rio das Velhas, que corta Belo Horizonte, no rio Paraguaçu, que banha parte do Recôncavo Baiano, e no Ipojuca, que atravessa cidades industriais de Pernambuco.

País tem 8,3% de seu território protegido por unidades de conservação
O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta. Para proteger esse patrimônio, destina uma área de mais de 712.660 km2 a unidades de conservação (UCs) federais. Em relação a 2003, o total de UCs federais cresceu de 251 para 299 em 2007. A área protegida também aumentou (era de 552.713 km2em 2003), elevando o percentual de área preservada, em nível federal, de 6,5% para 8,3% do território.
Já as UCs estaduais e municipais abrangem, exclusive as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), porções de 367.000 km2e 35.000 km2, respectivamente.
Dentre os biomas, a Amazônia detém a maior área protegida, mais de 15% em unidades de conservação federais, dos quais 6,5% são unidades de proteção integral (que não permitem nem população habitando no local). A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, e os Campos Sulinos são os que possuem menos unidades de conservação.
O bioma amazônico teve o maior aumento de área protegida entre 2003 e 2007 (145.873 km2), seguido pelas unidades de conservação marinhas (5.792 km2). Por outro lado, os biomas Pantanal e Caatinga não tiveram aumento em sua área protegida por unidades de conservação federais.
Já o número de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) passou, entre 2003 e 2006, de 366 para 429, um incremento de 4.119 km2em área protegida. O maior aumento, em termos territoriais, ocorreu no Pantanal (247 km2), embora numericamente tenham sido criadas mais RPPNs na Mata Atlântica (aumento de 17 km2).

Apreensão de mamíferos comercializados ilegalmente dobra entre 2000 e 2005
Embora em 2005 tenha havido uma diminuição das apreensões de animais brasileiros que seriam comercializados ilegalmente, 37.742 contra 44.719 em 1999/2000, mais que duplicou, nesse período, o número de mamíferos que deixaram de ser traficados, passando de 518 para 1.121. No caso dos répteis apreendidos, o aumento foi ainda maior: de 1.462 para 8.415. Em 2005, o número de animais apreendidos foi maior no Sudeste (18.096) e menor no Centro-Oeste (951).
O tráfico de animais silvestres é considerado o terceiro maior comércio ilegal do mundo, movimentando cerca de US$ 10 bilhões por ano. O Brasil está entre os principais fornecedores de animais, responsável por 10% do mercado mundial. Estima-se que anualmente o tráfico retire cerca de 38 milhões de animais da natureza. O Ibama avalia que 95% do comércio de animais silvestres brasileiros seja ilegal.

Dimensão social: melhorias importantes, embora desiguais, ameaçadas pela violência
Os 19 indicadores dessa seção correspondem aos objetivos ligados à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social e estão divididos nos temas população; trabalho e rendimento; saúde; educação; habitação e segurança.
Conforme vêm sistematicamente mostrando as pesquisas anuais do IBGE, o Brasil tem assistido a melhorias nas estatísticas de acesso a educação, trabalho, rendimento, mortalidade infantil, na adequação dos domicílios e em relação à situação das mulheres. Os ganhos ainda são modestos, porém, no que diz respeito às diferenças por cor ou raça e, de uma forma geral, se mostram bastante desiguais em sua distribuição pelo território, opondo um quadro melhor no Sudeste e Sul a um cenário ainda precário nas regiões Nordeste e Norte.
Além disso, o aumento da mortalidade por homicídios e acidentes de trânsito, sobretudo entre os homens é o que mais chama atenção negativamente.

Mortalidade por causas violentas afeta a qualidade de vida da população
Entre 1992 e 2004, houve um incremento em termos absolutos de 7,7 mortes por homicídios por 100 mil habitantes no país. Chama a atenção a situação da região Sudeste que, em 2004, apresentou a maior taxa de mortes por homicídios, 32,3 por 100 mil habitantes, mais elevada que a média do país (26,9 por 100 mil).
Também prossegue a grande diferença de homicídios entre os gêneros: 35,6 por 100 mil para os homens e 3,2 por 100 mil para as mulheres em 1992, contra 50,5 e 4,2 em 2004, respectivamente. Entre as unidades da federação, as maiores taxas, em 2004, couberam ao Rio de Janeiro (50,8), Pernambuco (50,1) e Espírito Santo (48,3).
Os acidentes de transporte são outro problema que cresce mundialmente a cada ano e afeta todos os grupos socioeconômicos, com maior freqüência os mais pobres, e implica custos elevados para o sistema de saúde. No Brasil, em 2004, os homens foram as principais vítimas, com 32,6 mortes por 100 mil habitantes, contra 7,2 por 100 mil de mulheres. As regiões Centro-Oeste (29,3) e Sul (27,0) apresentaram taxas superiores à média brasileira (19,6). Entre os estados, Santa Catarina (32,3), Paraná (31,0) e Goiás (30,1) apresentaram as maiores mortalidades por acidentes de transporte em 2004.

54% dos domicílios brasileiros são considerados adequados
A moradia adequada - com abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica, coleta de lixo direta ou indireta e até dois moradores por dormitório - é uma das condições determinantes para qualidade de vida da população. Embora esse indicador tenha melhorado nos últimos anos, alcançando 54,0% dos domicílios particulares permanentes em 2006, ainda são acentuadas as diferenças regionais. Enquanto no Sudeste 70,0% dos domicílios são adequados, no Norte, a proporção cai para 23,7%. Entre as unidades da federação, as desigualdades também são marcantes. No Amapá, apenas 11,7% dos domicílios são adequados, enquanto em São Paulo esse percentual alcança 73,5%.

Internações ligadas à falta de saneamento apontam desigualdades regionais
Na investigação sobre as internações ocorridas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) motivadas por um grupo de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado, como as diarréias, febre amarela, dengue, leptospirose, as micoses e outras, verificaram-se desigualdades regionais e intra-regionais, apesar da redução do número de internações em todo o país, que caiu de 732 pessoas por 100 mil habitantes, em 1993, para 327 pessoas em 2005. Ainda em 2005, enquanto na região Norte 694 pessoas por 100 mil habitantes foram internadas, no Sudeste chegou-se a 127 internações por 100 mil habitantes. Em relação aos estados, enquanto Acre (997 internações por 100mil) e Piauí (963 internações) alcançavam mais de 900 internações por 100 mil, São Paulo e Rio de Janeiro registravam 98 e 112 internações, respectivamente, por 100 mil habitantes.

Dimensão econômica: maior avanço traz benefícios, mas também alertas
Crescimento do PIB, menor grau de endividamento, balança comercial favorável, maior taxa de investimento, aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética, crescimento da reciclagem são algumas das boas notícias reveladas pelos 12 indicadores que tratam do desempenho macroeconômico e financeiro do país e dos impactos no consumo de recursos materiais, na produção e gerenciamento de resíduos e uso de energia.
Organizados segundo os temas quadro econômico e padrões de produção e consumo, eles mostram, porém, que o gasto de energia voltou a crescer no país, que não há ainda locais de destinação definitivos para os resíduos nucleares e que o maior reaproveitamento do lixo domiciliar deve-se mais ao fato de ele ser fonte de rendimento para uma parte da população e menos à consciência ambiental voltada para a coleta seletiva e reciclagem.

Consumo de energia per capita volta a crescer de 2002 para 2006
O consumo final de energia per capita retomou o crescimento, passando de 45,5 GJ/hab (gigajoules por habitante) em 2002 para 49,1 GJ/hab em 2006, em decorrência da ampliação da capacidade de geração de energia, especialmente na geração térmica a gás natural – uma fonte energética que contribui para a elevação das emissões de gases de efeito estufa. Em 1992, o consumo per capita de energia no país era de 39,3 GJ/hab.

País ainda não tem depósitos definitivos para lixo radioativo
Apesar de produzir 13.775 m3 de resíduos radioativos, o Brasil ainda não tem, com exceção do depósito de Abadia de Goiás - que contém os rejeitos do acidente com césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987 -, depósitos finais para onde destinar esse material perigoso com segurança. Ainda se estuda o local ideal para a construção do depósito definitivo para os rejeitos das usinas de Angra I e II.
Os rejeitos radioativos produzidos no país são armazenados, temporariamente, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, no Instituto de Energia Nuclear (IEN), no Rio, e no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Minas Gerais, todos ligados à Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). O estado campeão na produção destes rejeitos é São Paulo, responsável por 36% do material que vai para os depósitos da Cnen, seguido por Rio de Janeiro (19%) e Bahia (18%).

Participação de fontes renováveis na matriz energética cresce de 41% para 45,1%
Após um período de redução quase contínua da participação das fontes renováveis na oferta de energia no Brasil, observou-se, entre 2002 e 2006, um aumento de 41% para 45,1% na sua participação relativa na matriz energética brasileira. Contribuíram para isso o crescimento nos quatro tipos de fontes de energias renováveis: hidráulica e eletricidade (14,0% para 14,8%), derivados da cana-de-açúcar (12,6% para 14,6%), lenha e carvão vegetal (11,9% para 12,6%) e outras fontes primárias renováveis (2,5% para 3,0%). Nesse período, a utilização de fontes não-renováveis decresceu de 59% para 54,9%, com quedas em todas estas fontes, exceto gás natural (7,5% para 9,6%).

Reciclagem de latas de alumínio passa de 50,0% em 1993 para 94,4% em 2006
O material mais reciclado no país em 2006 foram as latas de alumínio, com índice de 94,4%, devido ao alto valor de mercado da sucata de alumínio, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico (matéria-prima das latinhas). Em relação ao papel, vidro, embalagens PET e latas de aço, os índices de reciclagem ficaram em torno de 45% a 50%. Para as embalagens longa vida, cuja reciclagem é mais recente, os valores são mais baixos (cerca de 20%), embora também crescentes.
No período 1993-2006, o índice de reciclagem das latas de alumínio praticamente dobrou passando de 50,0% a 94,4%, enquanto a reciclagem do papel (de 38,8% para 45,4%) e do vidro (de 25% para 45,0%) cresceu em ritmo menos acelerado.
O aumento nos preços das matérias-primas e da energia, associado a legislações cada vez mais exigentes, deve fazer com que os índices de reciclagem de todos os materiais mantenham a tendência de crescimento no longo prazo.

Dimensão institucional: esforço ainda é incipiente
Os seis indicadores do IDS 2008 que dizem respeito à orientação política, capacidade e esforço despendido por governos e pela sociedade na implementação das mudanças requeridas para uma efetiva implementação do desenvolvimento sustentável mostram que, embora haja um esforço do poder público no sentido de ratificar tratados ambientais internacionais e melhorias importantes no acesso à telefonia e à internet, o quadro institucional ainda é incipiente.
O país investe pouco em Pesquisa e Desenvolvimento, e, apesar de os municípios serem os responsáveis pela maior fração dos investimentos em proteção ambiental, grande parte deles ainda não tem conselhos de meio ambiente – essenciais na estrutura da política ambiental nacional.

Gastos com P&D no Brasil não chegam a 1% do PIB
O IDS 2008 mostra que, respectivamente em 2000 e 2004, os investimentos nacionais em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) representavam 0,94% e 0,83% do Produto Interno Bruto do país, o que correspondia a R$ 11,1 bilhões em 2000 e a R$ 16,1 bilhões em 2004.
Os gastos com P&D em 2004 estava assim distribuídos: R$ 9.329,10 (0,48% do PIB) vinham do poder público; e R$ 6.217,30 (0,35% do PIB) eram gastos empresariais. Dentre os investimentos públicos, a maior parte (R$ 6.418,10) foi feito por órgãos federais; os estados responderam por R$ 2.911,00.

Municípios têm os maiores gastos proporcionais com a proteção ao meio ambiente
Entre 1996 e 2004, foi nos municípios que mais aumentaram, proporcionalmente, os gastos públicos com a proteção ao meio ambiente, passando de 0,4% para 1,1% do total das despesas municipais. No mesmo período, os gastos públicos federais com o meio ambiente mantiveram-se entre 03% e 0,4%, enquanto os estaduais variaram de 0,6% para 0,8%. Em números absolutos, no mesmo período, o total dos gastos públicos ambientais no país subiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,6 bilhões.

Quase 67% das escolas de nível médio do país tinham acesso à internet em 2005
Como um sistema de disseminação de informações, a internet abre novas oportunidades de geração e/ou ampliação de conhecimento. Em geral, quanto mais amplo for o acesso à rede, maiores as possibilidades de a população ser mais bem informada, inclusive no que se refere às estratégias para o desenvolvimento sustentável, facilitando seu apoio e sua maior participação nas tomadas de decisão.
Em 2005, 13,7% dos domicílios brasileiros, 20% das escolas de ensino fundamental e 66,8% das de nível médio tinham acesso à internet. Em 2004, as maiores proporções de domicílios e escolas de ambos os níveis de ensino com acesso à internet eram encontradas no Sudeste (respectivamente 18,9%, 47,2% e 80,7%). São Paulo tinha o maior percentual de estabelecimentos de nível médio conectados à internet (97,5%), mas o Distrito Federal liderava em domicílios (28,6%) e escolas do nível fundamental (85,1%).

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1 Os dados dos IDS 2008 param em 2006, indicando, até aquele ano, diminuição no ritmo de derrubada de árvores, até porque não estão disponíveis ainda os dados oficiais de projeto Prodes, com as taxas de desmatamento da Amazônia. No entanto, informações recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Ministério do Meio Ambiente, advindas do projeto Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), indicam um novo aumento da área desmatada.

2 Constantes dos anexos do Protocolo de Montreal: clorofluorcabonos (CFCs), ácido tricloroacético (TCA), halons, tetracloreto de carbono (CTC), hidroclorofluorocarbonos (HCFCs), brometo de metila, entre outros.

3 O IQA é obtido a partir de uma fórmula matemática que usa como variáveis a temperatura, o pH, o oxigênio dissolvido, a demanda bioquímica de oxigênio, a quantidade de coliformes fecais, nitrogênio, fósforo e resíduos totais dissolvidos e a turbidez da água. Quanto maior o valor do IQA, melhor a qualidade da água.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja a pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008″, 472 páginas (clique aqui).

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Pesquisa da IBM indica que bancos quadruplicarão de tamanho até 2025

04.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

Novo estudo da área de consultoria da IBM Corp. intitulado “Nenhum banco é uma ilha: globalize-se antes que globalizem você” aponta que o sistema bancário mundial quadruplicará de tamanho até 2025 e atingirá US$ 1,3 trilhão em faturamento. O levantamento foi feito em parceria com a Unidade de Inteligência do The Economist.

Mesmo com a turbulência no sistema de crédito norte-americano que tem preocupado economias do mundo todo, a pesquisa mostra que os executivos estão otimistas e apontam um caminho para o crescimento: a globalização. Mais de 40% dos entrevistados citaram a expansão para outros países como a principal oportunidade de crescimento. Foram ouvidos 637 executivos de 320 empresas do setor bancário em 89 países.

O levantamento aponta que existe um grande mercado a ser trabalhado pelos bancos em outras fronteiras: na China, por exemplo, o número de pessoas que ganha anualmente mais de US$ 50 mil tem crescido 15% ano a ano. Já na Índia, 41% da população ainda não possuem conta bancária. Até mesmo nos Estados Unidos, 32% dos imigrantes são “desbancarizados”.

De acordo com o estudo, mesmo os bancos que querem focar-se apenas em uma estratégia local serão afetados pelos efeitos da globalização, já que serão obrigados a reagir para não perder mercado para os novos concorrentes que surgirão em suas regiões de atuação. O desenvolvimento econômico dos países emergentes, aliado às alianças globais entre empresas, fez com que os bancos – e os riscos aos negócios – ficassem mais interdependentes.

Parcerias

Para alcançar novos territórios e oferecer serviços mais eficientes, 82% dos entrevistados disseram que já recorrem ou irão recorrer a parcerias estratégicas, sendo que 65% afirmaram que pretendem aumentar o relacionamento com empresas que não pertencem ao ramo financeiro, como empresas de tecnologia e de telecomunicações. Além disso, 40% afirmaram que irão associar-se a outros bancos ou empresas do mesmo ramo de atuação para entrar em novos mercados. “Os executivos perceberam que não podem prover tudo para todas as pessoas. Além disso, por meio da colaboração, eles conseguem alcançar o mercado que almejam a um custo menor”, diz Luis Antonio Simões Gouveia, diretor da área de consultoria da IBM Brasil especializado no setor financeiro.

Após as entrevistas, a área de consultoria da IBM chegou a algumas conclusões sobre a globalização do sistema bancário:

Destaque-se do grupo: os executivos de banco reconhecem que precisam medir os riscos e benefícios da globalização. Entender as suas próprias forças e vantagens e compreender profundamente as diferenças e detalhes do sistema financeiro em diversos lugares do mundo permitirão a eles escolher a estratégia correta.

- Bancos focados terão vantagem: os bancos que sabem o público em que querem focar sua estratégia conhecem mais as necessidades de seus clientes.

- Os bancos se sentem despreparados: os bancos estão falhando no caminho de operarem de uma maneira mais ágil e global: 51% dos bancos universais (aqueles que oferecem serviços e produtos para todas as camadas da população) classificaram a capacidade de integração global como ‘moderada’ ou ‘fraca’.

- Conquistar os públicos interno e externo é fator de sucesso: enquanto os executivos acreditam que a cultura organizacional de uma empresa é o principal fator de sucesso de uma organização global, eles também reconhecem que ao mesmo tempo pode ser uma enorme barreira. Os bancos precisam ativamente conquistar seus públicos externo (clientes, parceiros de negócios e fornecedores) e interno (funcionários) e gerenciar diferenças culturais para promover a colaboração e o alinhamento da cultura do banco com a de seus clientes.

De acordo com Luis Simões Gouveia, a globalização aumenta o número de pessoas com as quais um banco tem que se relacionar. “Os consumidores passam a ter mais opções de escolha. O desafio para os bancos não é apenas identificar o que o cliente quer, mas descobrir como oferecer exatamente o que ele quer, conforme sua necessidade específica”, afirma.

Mercados consolidados e mercados em crescimento

O estudo da IBM analisou especificamente 35 países dos 89 onde a pesquisa foi realizada. Essas 35 regiões foram classificadas em “mercados com oportunidades” ou “mercados veteranos”. Os “mercados com oportunidades” são aqueles com grandes chances de crescerem futuramente, e os “veteranos” são os que já estão consolidados. A Índia, por exemplo, é um “mercado com oportunidade” por conta do acelerado desenvolvimento econômico dos últimos anos e da conseqüente procura dos indianos por serviços bancários. O Brasil é outro exemplo: a classe C recebeu mais 20 milhões de pessoas que antes estavam nas classes D e E em apenas um ano (de 2006 a 2007), de acordo com pesquisa recente divulgada pelo instituto Ipsos. A migração de classes demonstra um aumento de renda dessa população, que representa um mercado a ser trabalhado pelos bancos varejistas.

A pesquisa perguntou aos entrevistados quais os benefícios esperados por eles ao expandirem sua atuação para outros mercados. Quase 80% dos que pertencem aos “mercados veteranos” disseram estar em busca de uma maior base de clientes, sendo que 60% dos que estão nos “mercados com oportunidades” responderam o mesmo. Menos de 40% dos bancos de “mercados veteranos” afirmaram estar em busca de novos produtos para oferecer a seus clientes. Esse número sobe para 60% entre os entrevistados que estão nos “mercados com oportunidades”.

Fonte: InPress Brodeur. Para mais informações sobre a IBM, clique aqui.

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Rússia libera exportação de carne bovina in natura de Mato Grosso

03.06.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu, nesta terça-feira (3), comunicado do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia retirando as restrições temporárias, aplicadas às importações de carne bovina in natura e produtos crus de carne bovina, produzidos a partir de 26 de maio de 2008, em Mato Grosso, com exceção do município de Cocalinho/MT.

O serviço veterinário russo havia adotado a restrição para todo Mato Grosso em decorrência do registro de um foco de estomatite vesicular em Cocalinho, em 15 de fevereiro deste ano. A medida teve como base o Certificado Sanitário Internacional para aquele mercado, no qual são exigidos 12 meses de não ocorrência da doença no estado de origem do produto.

No dia 24 de abril, o Mapa solicitou às autoridades russas a revisão da medida para limitar a restrição apenas ao município envolvido. A partir de hoje, o estado volta exportar carne bovina in natura e produtos crus de carne bovina para aquele mercado.

“A flexibilidade obtida representa um importante avanço na relação com esse mercado. Ao atender nosso pleito, autoridades sanitárias da Rússia demonstram que estão adotando, cada vez mais, critérios e conceitos recomendados e reconhecidos internacionalmente”, enfatizou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.

Valor das exportações

As exportações de carne bovina in natura para a Rússia corresponderam, em 2007, a 27,8% do total do valor exportado pelo Brasil, que foi de US$ 3,5 bilhões. Nos três primeiros meses deste ano, a venda do produto para aquele país somou mais de US$ 233 milhões, sendo que a exportação total do agronegócio brasileiro para o mercado russo totalizou US$ 675,5 milhões.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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