O blog mais bonitinho do Campus Party Brasil :)
Olha o Thiago Mobilon do blog oficial da Intel falando sobre o Campus Girls. Valeu a referência!
http://blogs.intel.com/brasildigital/2008/02/campus_girls_2008.php
(Texto retirado do UOL tecnologia)
Este post não terá avaliação das atrações de hoje. Nem agenda para amanhã. Faz uma hora e meia que estou adiando a redação do post. Perambulei pelos dois pisos, olhei os estandes, encontrei algumas pessoas. Porque a demora? Não sei. Talvez o desejo que essa semana fantástica não acabasse.
Seis dias, cinco reportagens, oitenta e dois posts e oitenta duas horas de cobertura. Mas isso são apenas números frios diante da enormidade de coisas presenciadas aqui.
Entre elas o acerto da direção brasileira da Campus Party em criar 360 atividades para os campuseiros e também em concentrar as atividades num prédio só. Nas edições espanholas, é comum as pessoas não abandonarem os computadores. E terem que caminhar um bocado para ir de uma área a outra.
O mais bacana foi ver as pessoas trocando experiências, falando, ouvindo e criando diversas coisas: posts, fotos, vídeos, programas e robôs. Uma dessas invenções é uma interface para operar o notebook sem mouse e teclado.
A área mais procurada foi Software livre (23%) dos inscritos. Mas foi a Robótica quem roubou a cena: catando bolinhas de tênis, latindo ou lutando sumô.
Entre as áreas a fazer bonito também estão a Astronomia e o Modding: tiveram 3% e 5% de inscritos, respectivamente. Mas a astronomia conseguiu revitalizar as alternativas para o ensino de ciências e o modding provocou “pirotecnia visual“.
Todo mundo admirava os gabinetes tunados por minutos a fio. Engenho e arte à serviço do bom desempenho do computador. E falando em desempenho, presenciei o exato instante da quebra do recorde mundial de overclocking.
Impossível não torcer junto e se divertir com a gritaria de quem estava “empurrando” a equipe rumo ao topo do ranking mundial.
Diversão buscada por quem se inscreveu em Games (16% dos inscritos) e Simulação (4%). Os games mostraram ser mais do que uma brincadeira. Os workshops mostraram o caminho para quem deseja ser um criador de jogos profissional: caminho de paciência, mas bastante compensador.
Quem veio representar os simuladores, passou por uma experiência semelhante à enfrentada pela área de astronomia: depois de muita labuta, começa a acontecer o reconhecimento internacional.
Desenvolvedores (16% dos inscritos) levam para casa a lição deixada pelo “guru” Jon Maddog Hall (até a enorme barba branca ajuda a compor o personagem, não é?): trabalhar os softwares como serviço, compartilhar o conhecimento e pensar no modelo de negócios.
Junto com Maddog e Sérgio Amadeu (diretor do evento), Steve Johnson trouxe o verniz acadêmico necessário a um evento como este. Johnson discute como se constitui a sociedade em rede, qual a importância do conhecimento emergente e por que o cérebro humano tem necessidade de trabalho colaborativo. Questões inquietantes e que precisam ser estudadas continuamente daqui por diante.
Por fim, os blogs. Estiveram aqui presentes 370 blogs (6% dos inscritos). Os diários virtuais produziram 15 mil posts sobre o evento e também provocaram a mídia tradicional: os órgãos de imprensa tradicional são dinossauros? Para além dessa “briguinha-chata-de-marido-e-mulher“, teremos muita discussão sobre a complemetaridade entre as mídias antes da poeira baixar.
Destaques da área foram a palestras sobre direito digital, blog além da tecnologia e fotografia digital para blogs. Um belo inventário para fazer seu diário funcionar de modo legal (literalmente).
Estrutura
Mas nem tudo foi colorido nesses seis dias. A começar pelo credenciamento no primeiro dia: alguns esperaram até quatro horas para adentrar o pavilhão.
Também não funcionou a estrutura para o provimento de comida. Quem não comprou a alimentação junto com a entrada, sofreu. Os estandes de comida fechavam antes da meia-noite e as madrugadas eram penosas (leia-se, com fome). A chiadeira de jornalistas e campuseiros deu certo: depois de quinta, havia estandes funcionando 24 horas. Com preços de esfolar o bolso, registre-se.
Barracas e higiene capengaram bonito: eram 1800 campuseiros acampados. E se acampassem os 3000? Sem falar na quantidade de chuveiros: apenas 24 para atender esse mundaréu de gente.
Os campuseiros mostraram um civilidade de fazer inveja ao primeiro mundo: a enorme maioria respeitou a restrição ao fumo, não houve brigas e apenas quatro incidentes relacionados a furtos (dados fornecidos na coletiva de encerramento realizada ao meio-dia de hoje).
Counter Strike, BitTorrent e a conexão da Telefonica foram alvo de polêmica. A proibição ao primeiro foi ignorada. O BitTorrent liberado provocou o download de 150 Terabytes em seis dias e teria abalado o Speedy em São Paulo. A provedora espanhola, claro, bateu o pé e negou tudo.
Mas tivemos uma surpresa em relação à esse assunto: os uploads foram o dobro da quantidade de downloads. Traduzindo: o conteúdo produzido aqui - palestras, oficinas, vídeos e etc, foi acessado pelo “mundo lá fora”. Os organizadores prometem disponibilizar tudo na Internet bonitinho. Aguardemos.
Não sei onde e quando acontecerá a edição 2009 do Campus Party Brasil. Mas sei que estarei lá.
Recebemos mais uma foto durante a madrugada, valeu
Maryllis Cristine
Pra quem está ai fora e ainda não entendeu… Recomendo ouvir esse Podcast.
É velho, do começo da feira, mas é bacana vale a pena ouvir. Abs.
Mais Fotos para aproveitar o Post …

Adivinhe só? Em um evento com organizadores profundamente enraizados no movimento de software livre e a presença do ídolo John Maddog Hall, não poderia haver outro resultado: o espaço de Software Livre correspondeu a 23% dos 3,3 mil inscritos na primeira edição do evento.
O ranking de interesse, divulgado com o balanço quase final da Campus Party Brasil, mostra Games em segundo (16%), seguido por Desenvolvimento (15,5%), Música (11%), Criatividade (9%), Robótica (7%), Blogs (6,5%), Modding (5%), Simulação (4%) e Astronomia (3%).
A média de idade dos campuseiros ficou em 23 anos, variando entre 12 e 63 anos, e com uma evidente vantagem para homens - 77% contra 23% de mulheres.
Foram 512 jornalistas, cerca de 300 blogs, mais de 15 mil posts sobre o evento publicados relacionados a 332 atividades (fora projetos paralelos) e uma movimentação máxima de até 8 mil pessoas entre os stands, onde o acesso é livre para os não campuseiros.
A relação entre downloads e uploads refletiu basicamente a relação de um pra dois, como contou a equipe técnica responsável pelo link de fibra óptica da Telefônica ao IDG Now!. Surpreendentemente, a organização assumiu 4 problemas com furtos de câmeras, mochilas e pen drives, sendo que um foi prontamente resolvido.
A Campus Party Brasil foi mais civilizada que o São Paulo Fashion Week, brincou Marcelo Branco, diretor-geral do evento, citando que a semana de moda teve muito mais problemas de roubos. Entre um internauta e uma aspirante a modelo, eu realmente teria mais medo da segunda mesmo - combinação de drogas, glamour e pouca idade, sabe?
Não cansou de números? Então toma: 20.400 refeições, 2,8 mil PCs na Arena, 25 quilômetros de cabo de internet, 9 quilômetros de fibra 693 professores de escola pública, jornalistas de 18 países, 100 seguranças e mais de 200 mil visitas no site oficial.
Bingo!
Fonte:http://idgnow.uol.com.br/internet/campus-party/
Na sexta já foi assim - com a proximidade do final de semana e a abertura da Campus Party (pelo menos a parte dos stands) para o público em geral, as filas nas atrações do Campus Futuro se tornaram quilométricas em comparação à aglomeração dos dias de semana, algo que deverá se manter neste sábado, mesmo com o sol que brilha no Parque do Ibirapuera.

Da TAM, que oferecia um campeonato de Wii, ao Limão, projeto de conteúdo colaborativo do Grupo Estado que oferecia raspadinhas de limão (hum!), lá estavam as dezenas de pessoas nas filas.
Sem qualquer surpresa, os dois mais procurados envolvem games e ação. De um lado, o VirtuaSphere, onde o usuário entra em um grande círculo plástico que exige que o jogadore corra DE VERDADE em um jogo de tiro em primeira pessoa.

Do outro, o Kick Ass Kung aglomerava dezenas de interessados na possibilidade de lutar DE VERDADE com chutes, socos, cabeçadas, chicotadas de cabelo (sério!) ou guarda-chuvadas com bonecos digitais por meio de uma câmera de ambiente que transformava o jogador no próprio Ryu ou Scorpion da vida.

Com ação menor, a reacTable e a Digital Interactive Table atraíam atenções também dos visitantes, ao lado do stand onde anteriormente Quasi, o inteligente robô humanóide da Interbots, conversava com simpatia com os visitantes que arranhavam no inglês para que o intérprete do robô conduzisse a entrevista.
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/campus-party/
Último dia da Campus Party antes de arrumar as malas para ir embora. Evento que não dá pra perder DE VERDADE é a apresentação que Demi Getschko, diretor do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.Br e pai da internet comercial no Brasil, que rola às 12h00 no palco principal.

Antes disto, o espaço de Software Livre promove o Install Fest com a distribuição Ubuntu - ótima oportunidade pra quem estiver a fim de experimentar o sistema.
Durante todo o dia, a robótica concentrará as finais de campeonatos envolvendo robôs. Antes do meio-dia (se é que você vai acordar cedo assim), tem partida de futebol virtual entre robôs.
Após a palestra de Getschko, começa a bateria de batalhas - robôs se matam no sumô nas categorias autônomo com 500 gramas ou 3 quilos ou controlado por rádio com 3 quilos. No mesmo espaço, rola a premiação para os robôs mais criativos.
No meio da tarde, reserve um tempo pra ouvir Pollyana Ferrari ministrando oficina para blogs no Campus Blog, ao mesmo tempo em que o MOdding promove oficina para modificações de celulares e PDAs.
Às 15h30, Wagner Martins, o senhor Cocadaboa, fala sobre o seu blog no Campus Blog. Às 17h00, Gilson Schwartz, da USP, trata sobre seu projeto Cidade do Conhecimento. Terminada sua palestra, começa o minicurso que Manoel Lemos, do BlogBlogs, ministrará com dicas básicas para blogs.
O DJ Marcelinho da Lua faz show à partir das 19h30 no encerramento oficial da primeira Campus Party Brasil, que ainda tem debate com a atriz Leandra Leal e a autora Clarah Averbuck sobre o filme “Nome próprio“.
Depois, é sair pra beber ou subir pra arrumar a mala.