O blog mais bonitinho do Campus Party Brasil :)
(Texto retirado do UOL tecnologia)
Este post não terá avaliação das atrações de hoje. Nem agenda para amanhã. Faz uma hora e meia que estou adiando a redação do post. Perambulei pelos dois pisos, olhei os estandes, encontrei algumas pessoas. Porque a demora? Não sei. Talvez o desejo que essa semana fantástica não acabasse.
Seis dias, cinco reportagens, oitenta e dois posts e oitenta duas horas de cobertura. Mas isso são apenas números frios diante da enormidade de coisas presenciadas aqui.
Entre elas o acerto da direção brasileira da Campus Party em criar 360 atividades para os campuseiros e também em concentrar as atividades num prédio só. Nas edições espanholas, é comum as pessoas não abandonarem os computadores. E terem que caminhar um bocado para ir de uma área a outra.
O mais bacana foi ver as pessoas trocando experiências, falando, ouvindo e criando diversas coisas: posts, fotos, vídeos, programas e robôs. Uma dessas invenções é uma interface para operar o notebook sem mouse e teclado.
A área mais procurada foi Software livre (23%) dos inscritos. Mas foi a Robótica quem roubou a cena: catando bolinhas de tênis, latindo ou lutando sumô.
Entre as áreas a fazer bonito também estão a Astronomia e o Modding: tiveram 3% e 5% de inscritos, respectivamente. Mas a astronomia conseguiu revitalizar as alternativas para o ensino de ciências e o modding provocou “pirotecnia visual“.
Todo mundo admirava os gabinetes tunados por minutos a fio. Engenho e arte à serviço do bom desempenho do computador. E falando em desempenho, presenciei o exato instante da quebra do recorde mundial de overclocking.
Impossível não torcer junto e se divertir com a gritaria de quem estava “empurrando” a equipe rumo ao topo do ranking mundial.
Diversão buscada por quem se inscreveu em Games (16% dos inscritos) e Simulação (4%). Os games mostraram ser mais do que uma brincadeira. Os workshops mostraram o caminho para quem deseja ser um criador de jogos profissional: caminho de paciência, mas bastante compensador.
Quem veio representar os simuladores, passou por uma experiência semelhante à enfrentada pela área de astronomia: depois de muita labuta, começa a acontecer o reconhecimento internacional.
Desenvolvedores (16% dos inscritos) levam para casa a lição deixada pelo “guru” Jon Maddog Hall (até a enorme barba branca ajuda a compor o personagem, não é?): trabalhar os softwares como serviço, compartilhar o conhecimento e pensar no modelo de negócios.
Junto com Maddog e Sérgio Amadeu (diretor do evento), Steve Johnson trouxe o verniz acadêmico necessário a um evento como este. Johnson discute como se constitui a sociedade em rede, qual a importância do conhecimento emergente e por que o cérebro humano tem necessidade de trabalho colaborativo. Questões inquietantes e que precisam ser estudadas continuamente daqui por diante.
Por fim, os blogs. Estiveram aqui presentes 370 blogs (6% dos inscritos). Os diários virtuais produziram 15 mil posts sobre o evento e também provocaram a mídia tradicional: os órgãos de imprensa tradicional são dinossauros? Para além dessa “briguinha-chata-de-marido-e-mulher“, teremos muita discussão sobre a complemetaridade entre as mídias antes da poeira baixar.
Destaques da área foram a palestras sobre direito digital, blog além da tecnologia e fotografia digital para blogs. Um belo inventário para fazer seu diário funcionar de modo legal (literalmente).
Estrutura
Mas nem tudo foi colorido nesses seis dias. A começar pelo credenciamento no primeiro dia: alguns esperaram até quatro horas para adentrar o pavilhão.
Também não funcionou a estrutura para o provimento de comida. Quem não comprou a alimentação junto com a entrada, sofreu. Os estandes de comida fechavam antes da meia-noite e as madrugadas eram penosas (leia-se, com fome). A chiadeira de jornalistas e campuseiros deu certo: depois de quinta, havia estandes funcionando 24 horas. Com preços de esfolar o bolso, registre-se.
Barracas e higiene capengaram bonito: eram 1800 campuseiros acampados. E se acampassem os 3000? Sem falar na quantidade de chuveiros: apenas 24 para atender esse mundaréu de gente.
Os campuseiros mostraram um civilidade de fazer inveja ao primeiro mundo: a enorme maioria respeitou a restrição ao fumo, não houve brigas e apenas quatro incidentes relacionados a furtos (dados fornecidos na coletiva de encerramento realizada ao meio-dia de hoje).
Counter Strike, BitTorrent e a conexão da Telefonica foram alvo de polêmica. A proibição ao primeiro foi ignorada. O BitTorrent liberado provocou o download de 150 Terabytes em seis dias e teria abalado o Speedy em São Paulo. A provedora espanhola, claro, bateu o pé e negou tudo.
Mas tivemos uma surpresa em relação à esse assunto: os uploads foram o dobro da quantidade de downloads. Traduzindo: o conteúdo produzido aqui - palestras, oficinas, vídeos e etc, foi acessado pelo “mundo lá fora”. Os organizadores prometem disponibilizar tudo na Internet bonitinho. Aguardemos.
Não sei onde e quando acontecerá a edição 2009 do Campus Party Brasil. Mas sei que estarei lá.
Recebemos mais uma foto durante a madrugada, valeu
Maryllis Cristine
2 comentários for "Avaliação Final"
Que coisa mais feiaaaa !!!!
I like your blog, this post is really good, but please vary your topics, it will broad your readership.
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