post Categoria: Pesquisas post comentários (0) post20.11.2008

Redes_Neurais_memoria

A conversão de uma memória de curto para longo prazo requer mudanças dentro do cérebro que protegem nossas lembranças e conhecimentos tanto da interferência de estímulos como de perdas por danos ou doenças. Esse processo em que as experiências são permanentemente registradas requer tempo e chama-se consolidação.
“As porções celular e molecular da consolidação da memória ocorrem geralmente nos primeiros minutos ou horas após o aprendizado e resultam em alterações nos neurônios ou em conjuntos deles”, afirma o professor Alison R. Preston, do Centro de Aprendizagem e Memória da Universidade do Texas, em Austin.
A mudança envolve a reorganização de redes cerebrais que lidam com o processamento de memórias individuais e pode, por isso, demorar dias ou até anos. A demora ocorre por relacionar também as memórias declarativas – lembranças de fatos gerais e eventos específicos – e depende da função do hipocampo e de outras estruturas do lobo temporal médio do cérebro.

Em nível celular, a memória se expressa com mudanças na estrutura e função dos neurônios. Por exemplo, novas sinapses – as conexões entre neurônios, através das quais eles trocam informações – podem se formar, permitindo a comunicação entre novas redes neuronais. Alternativamente, sinapses existentes seriam reforçadas para permitir maior sensibilidade na comunicação entre dois neurônios.
Hipocampo e neocórtex
A consolidação dessas alterações requer a síntese de novo RNA – ácido ribonucleico responsável – e de novas proteínas no hipocampo, que transformam mudanças temporárias na transmissão em modificações persistentes na arquitetura das sinapses.
Com o tempo, os sistemas cerebrais superiores também mudam. Inicialmente, o hipocampo trabalha em conjunto com regiões de processamento sensorial distribuídas pelo neocórtex (a camada mais externa do cérebro) para formar as novas lembranças. Nessa área, as representações dos elementos que constituem um evento de nossa vida estão distribuídas por várias regiões cerebrais, de acordo com seu conteúdo. Por exemplo, informações visuais são processadas pelo córtex visual primário no lobo occipital, na parte posterior do cérebro, enquanto informações auditivas são registradas pelo córtex auditivo, localizado nos lobos temporais.
Quando uma lembrança é formada pela primeira vez, o hipocampo rapidamente combina essas informações distribuídas em uma única memória, agindo como um índice de representações nas regiões de processamento sensorial. À medida que o tempo passa, mudanças celulares e moleculares permitem o fortalecimento de conexões diretas entre as regiões neocorticais, possibilitando o acesso às memórias independentemente do hipocampo. Logo, ainda que danos nessa área ocasionados por lesões ou transtornos neurodegenerativos (como o mal de Alzheimer, por exemplo) prejudiquem a habilidade de formar novas memórias declarativas, o problema não afeta as lembranças de fatos ou eventos já consolidados.

Fonte: Mente Cérebro

post Categoria: Comportamento post comentários (0) post19.11.2008

Divulgação / 

Os últimos meses do ano são praticamente sinônimo de festa: Natal, Réveillon, formaturas, confraternizações e o tradicional amigo-secreto. Também é nessa época que se costuma planejar as férias.
A aproximação do novo ano leva a balanços dos meses que passaram e o planejamento para o ano seguinte. Além disso, com o calorzinho e o horário de verão, os happy hours e as caminhadas no parque ficam bem mais freqüentes.
Haja pique para tudo isso! Confira abaixo algumas dicas para não chegar em 2009 com a bateria totalmente descarregada:

Com a corda toda

Poupe sua bateria

Dê uma atenção extra à sua saúde. De que forma? Respeite os limites do corpo. Nada de querer ficar até o último minuto em cada uma das festinhas e happy hours. Escolha apenas as mais confirmadas e vá embora quando o cansaço bater. Manere no álcool e procure dormir bastante. Caso contrário, seu sistema imunológico pode falhar. E aí sim, pegando uma doença, você vai ser obrigada a sossegar.

Comece o dia bem

Para manter o pique até o fim do dia, experimente fazer um alongamento antes mesmo de levantar da cama. Peça dicas para aquela sua amiga que é formada em Educação Física, para o instrutor da academia ou a professora de laboral. Mais do que nunca, é importante beber 2 litros de água e se alimentar a cada três horas. Na atucanação, esses detalhes banais podem passar batidos.

Não abandone os exercícios físicos

Antes de usar a falta de tempo e a preguiça como desculpas para faltar a academia, lembre-se de que, nessa época, elas estão cheias de homens lindos. E pense naquele vestidinho lindo que você viu no shopping. Como ele ficaria em seu corpo em forma?

Pare na hora certa

Faça uma pausa de três minutos a cada hora enquanto estiver trabalhando. Estique o corpo, respire fundo e alongue o pescoço. Isso vai diminuir a tensão que é comum nessa época do ano.

Invista em aromas especiais

Sabe aqueles dias em que você chega em casa moída? Experimente um escalda-pés com óleos essenciais. Se é energia que você precisa, use tomilho, eucalipto, limão ou alecrim. Já quando quiser relaxar, tente laranja, lavanda, benjoim e ilangue-ilangue.

Use as cores a seu favor

Roupas e acessórios em tons quentes, como vermelho, a marelo e laranja, afastam a tristeza. Azul, lilás e roxo acalmam. Verde, branco e azul-turquesa trazem equilíbrio.

Namore ainda mais

Seu amado também deve ficar estressado nessa época do ano. Que tal relaxarem juntos? Façam um revezamento de massagens. Ou experimentem um banho juntos à meia-luz com sabonetes aromáticos. Tente também amassamentos nas pernas dele com um óleo vegetal.

post Categoria: Comportamento post comentários (0) post17.11.2008

No reino animal, a atração sexual é intrinsecamente ligada a reprodução. Isto é um mecanismo natural básico para assegurar a sobrevivência das espécies.
Incontestavelmente, o homem ainda possui o estímulo instintivo primitivo para acasalar-se e reproduzir-se. Mas, no homo sapiens foram acrescentadas duas novas dimensões: a emocional e a espiritual. E, a partir dessas dimensões tão humanas, é possível separar o ato sexual da inevitabilidade da reprodução.
A sexualidade humana pode ser vista tanto em seu significado emocional e espiritual, quanto como instrumento para a perpetuação da espécie. Uma vida sexual feliz e plena é uma importante fatia da felicidade e da totalidade da natureza humana. Para que a sexualidade seja agradavelmente completa, o sexo precisa ser emocional e esteticamente prazeroso e fisicamente competente.
Seres humanos expressam sua emoção em objetos afetivamente significativos. Somos animais relacionais por excelência, devido às nossas características biológicas. E essa expressão se manifesta através de gestos, movimentos, olhares e, talvez o mais importante, a manifestação através de toques e carícias, particularmente nos complexos jogos que antecedem o ato da união e dos vínculos.
Mas o seu sistema nervoso evoluiu e no seu cérebro desenvolveu-se a neocórtex, permitindo ao homo sapiens a comunicação simbólica, através do uso de palavras.
E o aprendizado de suas experiências aventurosas foi-se acumulando nos diferentes povos, de diferentes regiões, em contextos denominados “culturas”.
A realidade que se organizou, então, naturalmente, foi: somos animais grupais, porém avaliadores, culturalizados e quase sempre teatrais, vivendo papéis, estigmatizados pelo sistema e pela matriz social. Podemos concluir dizendo: somos uma relação.”
Quem define quais os estímulos que têm conotação sexual é, predominantemente, a cultura, mais do que nossa biologia básica.
Em alguns grupos étnicos, certos fatores ou situações são considerados sexualmente excitantes, enquanto em outros os mesmos fatos e situações são neutros ou até desestimuladores.
Existe também uma certa divisão de gênero, nesses fatores motivacionais.
O homem pode apresentar uma divisão entre afeto e sexualidade genital e tende a ser mais fragmentado nos seus estímulos. Por apresentar um mapa erótico focalizado principalmente nos músculos e no pênis, sua tendência é a de projetar esse mesmo mapa na mulher, ou seja, em uma parte do corpo (seio, coxas, nádegas etc.).
A mulher, por apresentar uma libido mais generalizada, constrói seu mapa erótico mais amplamente, unindo a emoção e o afeto com a sexualidade genital. Todo o seu corpo e uma grande área erógena, ou seja, as mulheres erotizam seus pés suas pernas, suas coxas, seu genital, sua pelve, suas mãos, seus braços, sua boca, seu rosto e seu cabelo.
Daí, a tendência é naturalizar esse sentimento e projetá-lo no seu objeto de estímulo, o homem, que é visto por ela não pelo seu pênis ou pelo seu bíceps mas, sim, pelo que ele representa no seu mundo afetivo, social e, finalmente, sexual.
É evidente que, em nível de estrutura psicológica e social, esses dois indivíduos também têm histórias diferentes que facilitam à mulher a integração ampla do afeto e do corpo e dificultam, ao homem, essa mesma integração.
Mas, estamos falando da grande universalidade do mundo feminino e do mundo masculino. Assim, é evidente que existem exceções que podem seguir roteiros diferentes.
Outro detalhe importante que não pode ser negligenciado que, com o decorrer da idade e do tipo de relacionamento, os estímulos motivadores vão-se modificando.
Isto significa saúde mental, pois o desenvolvimento e a elaboração de pequenos, médios ou grandes conflitos vão modificando as pessoas e seus respectivos anseios amorosos e sexuais. O patológico é a paralisia e a fixação, quando não existe evolução do indivíduo em seu crescimento pessoal.
A conclusão é que não podemos analisar a resposta sexual humana sem observar uma série de fatores que, inter-relacionados, fazem parte da totalidade da natureza humana.