Empreendedorismo e Desenvolvimento
Geral 20.08.2008O poder humano é o conhecimento organizado que se expressa por meio de esforços inteligentes. Não se pode dizer que um esforço é organizado senão quando os indivíduos nele empenhados coordenam os seus conhecimentos e energias, num espírito de perfeita harmonia. Napoleon HILL (2004, p.50).[i]
Nas regiões onde o tempo não parece ter pressa as pessoas vivem com os pés fincados no passado e só vêm o futuro através das faces dos velhos ou do processo de envelhecimento das pessoas que muitos teimam em relacionar com a maturidade, esquecendo ou não compreendendo a totalidade do Ser. Assim como o tempo não tem pressa nessas regiões e para essas populações, assim também ocorre com o desenvolvimento socioeconômico o qual quando acontece é sempre tardio e trazido pelas mãos dos “de fora” e nunca por iniciativa dos “de dentro”.
Um Diálogo para o Futuro tem que ser um diálogo com o Tempo e temos que ficar atento para os vários tipos de tempo que não apenas os três convencionais: passado, presente e futuro, embora a maioria das pessoas teime em adotar como referência de vida e de negócio mais o passado que o futuro hoje, agora. Aqui estamos interessados no tempo-realização, no tempo-efetividade, no tempo-oportunidade os quais não são necessariamente os tempos tradicionais e conservadores.
A maioria das pessoas nunca tem tempo para o futuro. Só tem tempo para o passado. Porém, as oportunidades nunca estão no passado elas estão sempre no futuro. Aqui reside uma das várias diferenças entre o empreendedor e o empresário. Isto fica demonstrado através do prisma de visão de mundo que difere entre os indivíduos. Isto também se reflete na vontade de realização das pessoas.
Cada um tem ou demonstra ter um conjunto próprio de ferramentas que lhes projeta no futuro ou no passado.
Aqueles que se realizam (ou tentam se realizar) a partir, unicamente, de visões do passado estão aplicando e consumindo suas energias em atividades que lhes irão satisfazer apenas algumas necessidades enquanto aqueles que projetam suas energias no futuro buscam sua satisfação a partir da identificação de oportunidades hoje, agora no presente.
Existem algumas diferenças interessantes entre o enfoque empresarial e o enfoque empreendedorial considerando uma situação de tempo não tradicional. Eles não são enfoques divergentes e não devem ser tratados de forma separada segundo um direcionamento polarizador e excludente.
Quando nos referimos a esses dois enfoques não o fazemos como se fossem caminhos isolados, separados. Eles são complementares e interdependentes, embora consideremos como forma interpretativa e dimensional a maior amplitude do empreendedorismo em relação ao empresarialismo, sobretudo no que concerne à dimensão temporal (ao uso da variável Tempo).
E aqui reside um dos pontos interessantes que identifica algumas diferenças entre os indivíduos. O Tempo.
O Empreendedor está sempre com o seu prisma de visão de mundo voltado para a eficácia de longo prazo e o Empresário está com seu prisma voltado para a eficiência de curto prazo. No caso do empresarialismo as questões negociais são tratadas, basicamente, através de dois ramos de discussão: nas atividades internas o foco se fixa nos resultados do curto prazo (capital de giro, fluxo de caixa, estoques, qualidade interna de produtos, prazo, contas a receber e a pagar, etc.) e nas atividades externas o foco se volta para vendas e negociações (a concorrência, os espaços mercadológicos, a introdução de novos produtos, as relações com os bancos, etc.) tudo isto, como dissemos, considerando um tempo curto e controlável, bem como o baixo risco que se pode incorrer nas transações mercantis e produtivas.
Contudo, na maioria das vezes, o Empresário conservador de hoje é o mesmo empreendedor criativo, inovador, transformador de ontem. Ambos, porém, são muito importantes para a realização do desenvolvimento e o que precisamos, atualmente, é que os empresários, que um dia foram empreendedores, voltem a ser criativos e inovadores dentro de suas empresas, a fim poder contribuir para um processo de desenvolvimento local e regional duradouro, bem como possibilitar a realização do processo de industrialização que vem sendo adiado há quase três séculos no Brasil.
Nossos trabalhos e nossos estudos estão direcionam-se sempre no sentido da industrialização e defendemos a tese de que o caminho para o desenvolvimento começa na indústria e termina no serviço. Tudo isto, porém, de modo sustentável e holístico a fim de não trazer mais danos para a Natureza.
Pão, Paz e Liberdade
Antes de imprimir pense no Meio Ambiente e nos Custos
Educação: a resposta certa ao trabalho infantil (OIT)
Mensagem ICA 2008: “Luta contra a mudança climática através das cooperativas”
Campaña Cooperativa Global Contra la Pobreza: Cooperando Fuera de la Pobreza
Leia também o Blog: http://jovinodash.blogspot.com
[i] HILL, Napoleon. A lei do triunfo 25ª. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.

15.10.2008 às 14:03
Prezado amigo,
primeiramente, gostaria de parabenizar o texto e a iniciativa de seu blog.
Gostaria também de sugerir que publicasse um artigo entitulado “Pequenos Grandes Negócios”, de nosso autor Carlos Hilsdorf, sobre o tema Empreendedorismo, em seu blog. O artigo foi bastante elogiado e trata sobre como pequenos empresários podem utilizar conceitos de Marketing, RH, Administração, Vendas para obter resultados superiores na gestão de suas empresas.
O artigo encontra-se disponível no site: http://www.carloshilsdorf.com.br