Aqueles que não amam a mudança não são, verdadeiramente, visitantes da Terra. Richard BACH[i]
Neste momento em que o mundo se vê aferrado por uma crise de valores que leva ao desespero as pessoas acostumadas ou viciadas com a permanência, como se o sistema que montaram para ganhar fácil por não ter coragem de enfrentar o difícil nunca fosse ruir, nada melhor que dialogar com Richard Bach. Nada melhor do que conversar com Fernão Capelo Gaivota e sentir que Longe é um lugar que não existe e que A Ponte para Sempre está no coração de cada um de nós. Assim…
Fernão Capelo Gaivota disse:
Sempre há uma razão para se viver. Podemos nos elevar sobre nossa ignorância, podemos nos descobrir como criaturas de perfeição, inteligência e habilidade. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
Existe uma relação interessante entre a mudança e a vontade de viver, vontade de ser, e ser livre. Aqueles que não desejam mudar com certeza não sabem também viver e o tempo passa, o mundo passa e ele não percebe o futuro agora! A frase em epígrafe é bem incisiva e dela podemos inferir uma variedade de idéias relacionadas com a vida como um todo e, em particular, com as crises que ocorrem e que sempre pensamos que não ocorreriam, porque estávamos bem assentados nos resultados promissores de um falso sentido econômico (ou social, ou cultural, ou político).
Para Fernão Capelo Gaivota A única lei verdadeira é aquela que nos conduz à liberdade. E a falta de coragem para encarar as Ilusões impede que vejamos a Liberdade dentro de nós; ou seja: Se desejas tanto a liberdade e a felicidade não vês que ambas estão dentro de ti? Pensa que as tens e as terás. Age como se fossem tuas e serão.
Richard Bach nos fala ainda mais sobre a liberdade quando diz em Um, que O importante não é se algo já está feito, mas que temos infinitas possibilidades de escolha. Nossas escolhas nos levam a experiências que nos fazem compreender que não somos as criaturas pequenas que parecemos ser. Somos expressões interdimensionais da vida, espelhos do espírito. E, através de Fernão Capelo Gaivota diz que Cada um de nós é na verdade uma idéia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo o que nos limite.
Apegar-se ao hábito negativo de que nada muda pode levar à falsa ilusão de que a permanência é o ponto forte daqueles que acumulam fortunas e não sabedorias. Portanto, Não creias no que os teus olhos dizem. Eles só mostram limitações. Olha com a tua inteligência, descobre o que já sabes e encontrarás a maneira de voar, como afirma Fernão Capelo Gaivota.
Afinal, A única coisa que destrói os sonhos é resignar-se às concessões. E isto é significativo hoje quando muitos políticos fazem concessões para assegurar-se no poder; quando muitas pessoas fazem concessões a certas regras, normas e paradigmas para não perder o “bem bom” que é conseguido à custa da escassez de benefícios para aqueles que bem merece mais, muito mais do que se lhes é dado, hoje, nestas sociedades exclusoras. Estas ações negativas tendem a limitar A Ponte Para Sempre que muitos tentam criar para que suas visões emergentes avancem na formação dos seus futuros desejados e, assim, tornarem-se verdadeiros visitantes da Terra.
Pão, Paz e Liberdade
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[i] BACH, Richard. Mensagens para Sempre. São Paulo: Vergara e Ribas Editoras, 2004.
