Para uma Liberdade de Voar além das Crises. Um diálogo com Richard Bach

Postado por jomosil em 31.10.2008

Aqueles que não amam a mudança não são, verdadeiramente, visitantes da Terra. Richard BACH[i]

Neste momento em que o mundo se vê aferrado por uma crise de valores que leva ao desespero as pessoas acostumadas ou viciadas com a permanência, como se o sistema que montaram para ganhar fácil por não ter coragem de enfrentar o difícil nunca fosse ruir, nada melhor que dialogar com Richard Bach. Nada melhor do que conversar com Fernão Capelo Gaivota e sentir que Longe é um lugar que não existe e que A Ponte para Sempre está no coração de cada um de nós. Assim…

Fernão Capelo Gaivota disse:

 Sempre há uma razão para se viver. Podemos nos elevar sobre nossa ignorância, podemos nos descobrir como criaturas de perfeição, inteligência e habilidade. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar! 

Existe uma relação interessante entre a mudança e a vontade de viver, vontade de ser, e ser livre. Aqueles que não desejam mudar com certeza não sabem também viver e o tempo passa, o mundo passa e ele não percebe o futuro agora! A frase em epígrafe é bem incisiva e dela podemos inferir uma variedade de idéias relacionadas com a vida como um todo e, em particular, com as crises que ocorrem e que sempre pensamos que não ocorreriam, porque estávamos bem assentados nos resultados promissores de um falso sentido econômico (ou social, ou cultural, ou político).

Para Fernão Capelo Gaivota A única lei verdadeira é aquela que nos conduz à liberdade. E a falta de coragem para encarar as Ilusões impede que vejamos a Liberdade dentro de nós; ou seja: Se desejas tanto a liberdade e a felicidade não vês que ambas estão dentro de ti? Pensa que as tens e as terás. Age como se fossem tuas e serão.

Richard Bach nos fala ainda mais sobre a liberdade quando diz em Um, que O importante não é se algo já está feito, mas que temos infinitas possibilidades de escolha. Nossas escolhas nos levam a experiências que nos fazem compreender que não somos as criaturas pequenas que parecemos ser. Somos expressões interdimensionais da vida, espelhos do espírito. E, através de Fernão Capelo Gaivota diz que Cada um de nós é na verdade uma idéia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo o que nos limite.

Apegar-se ao hábito negativo de que nada muda pode levar à falsa ilusão de que a permanência é o ponto forte daqueles que acumulam fortunas e não sabedorias. Portanto, Não creias no que os teus olhos dizem. Eles só mostram limitações. Olha com a tua inteligência, descobre o que já sabes e encontrarás a maneira de voar, como afirma Fernão Capelo Gaivota.

Afinal, A única coisa que destrói os sonhos é resignar-se às concessões. E isto é significativo hoje quando muitos políticos fazem concessões para assegurar-se no poder; quando muitas pessoas fazem concessões a certas regras, normas e paradigmas para não perder o “bem bom” que é conseguido à custa da escassez de benefícios para aqueles que bem merece mais, muito mais do que se lhes é dado, hoje, nestas sociedades exclusoras. Estas ações negativas tendem a limitar A Ponte Para Sempre que muitos tentam criar para que suas visões emergentes avancem na formação dos seus futuros desejados e, assim, tornarem-se verdadeiros visitantes da Terra.

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[i] BACH, Richard. Mensagens para Sempre. São Paulo: Vergara e Ribas Editoras, 2004.

Empreendedorismo e Desenvolvimento: Um Diálogo com Carlos Hilsdorf

Postado por jomosil em 19.10.2008

Realizar Diálogos Para o Futuro com Carlos Hilsdorf é uma oportunidade mágica[i] e, porque não dizer, impar, pois estou conversando com um articulista, palestrante e pensador que faz parte de um grupo de pessoas que, neste país, realiza trabalhos voltados para a divulgação de uma proposta empreendedorial que contribui para a formação de estudantes (e profissionais) visionários com sonhos empreendedores. Assim, reedito hoje um artigo muito interessante (e importante) de Hilsdorf para vocês ficarem mais próximos de suas contribuições para o empreendedorismo[ii]. Vamos ao artigo: 

Pequenos Grandes Negócios

Os nossos artigos do newsletter deste mês são dedicados aos pequenos e médios empresários e empresárias.

Quando o gestor de uma pequena e média empresa lê um livro sobre negócios ou participa de uma palestra ou de um seminário aberto, fica com a sensação de que o conteúdo só é relevante e aplicável para empresas grandes que dispõem de muito capital para implantar as ações sugeridas. Esta é uma ilusão que precisamos vencer.

É verdade que a maioria dos Best Sellers de negócios trata de cases de grandes empresas, mas não é verdade que o conhecimento contido neles não é aplicável aos pequenos negócios. Vejamos:

Se você administra uma pequena empresa, não possuirá um departamento de marketing, um departamento de vendas, um departamento de RH, um departamento financeiro, etc. Mas você precisa de pessoas que cuidem do marketing, cuidem das vendas, cuidem do RH e cuidem do financeiro.

Assim a primeira regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: Transforme o que são estratégias dos departamentos de uma grande empresa em AÇÕES para a pequena empresa.

Não importa que você não tenha um departamento de marketing, mas é fundamental que você possua ações que serão responsáveis pelo êxito da sua comunicação e posicionamento no mercado (como o mercado enxerga a sua empresa).

Tudo bem que você não tenha um departamento de RH, mas você precisa ter ações de RH, pois são elas que vão estabelecer um relacionamento de qualidade entre a empresa e seus funcionários (talentos).

Transforme o que seriam atribuições de um departamento de uma grande empresa em ações atribuídas a uma pessoa (mesmo que seja somente você) na sua empresa.

Planeje suas ações. Isso significa estabelecer: o que fazer, como fazer e quando fazer. Pergunte-se no início do mês o que eu vou fazer (quais as ações) para melhorar meu marketing, minhas vendas, meu RH e meu financeiro neste mês. Estabeleça prioridades e… FAÇA!

O Planejamento sozinho não faz nada pela sua empresa. Ele depende de suas atitudes efetivas para concretizá-lo no dia-a-dia da empresa.

Outra ilusão muito comum quando as pequenas empresas se comparam com as grandes consiste em dizer que as pequenas não possuem verba para fazer o que as grandes fazem, consideradas as proporções. Isso não é verdade, a frase correta seria: Não temos tanta disponibilidade de verba quanto elas para fazer o que elas fazem. E, em geral, as pequenas e médias empresas se esquecem de destinar parte do lucro para ser reinvestido no negócio em ações específicas para cada área que mencionamos.

Se você não dedica uma verba para marketing e RH, apenas para citar dois exemplos, na sua empresa (independentemente do seu tamanho) está investindo primeiro no seu concorrente e, segundo,  em problemas futuros!

Assim a segunda regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: Não importa o tamanho do seu fôlego financeiro, encontre ações compatíveis com ele.

Ao invés de reclamar que você não pode investir tanto quanto uma grande empresa, dedique-se a investir o quanto você efetivamente pode.

O que não podemos fazer não deve jamais ser desculpa para não fazer aquilo que podemos e devemos fazer!

Estabeleça ações de acordo com o seu fôlego, mas não deixe de agir. Se você não pode fazer uma convenção para seus funcionários, faça reuniões produtivas com eles. Se não puder oferecer um jantar fino para as pessoas mais importantes no seu negócio, ofereça uma confraternização, programe uma pizzaria… ofereça sempre o melhor que as condições permitirem.

Na vida, mais importante do que as coisas que você faz é como você faz as coisas!

Adapte sua verba, seja criativo, não deixe de realizar as ações fundamentais em cada área do seu negócio!Não se esconda atrás de desculpas nobres que sempre escondem atitudes pobres… Seja rico em atitudes!

A terceira regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: As melhores empresas estão continuamente focadas em crescer e se aperfeiçoar!

Faça do princípio número um da qualidade total “Todo trabalho pode e deve ser aperfeiçoado” o lema da sua empresa. Acorde a cada manhã com olhos de aperfeiçoamento, mantenha-se interessado e entusiasmado com o seu trabalho e com as pessoas que ajudam a torná-lo realidade.

O tamanho do seu negócio não é o tamanho do seu lucro ou do seu fôlego financeiro. O tamanho do seu negócio é o tamanho da sua capacidade de empreender, agir, ousar e manter-se focado na melhoria contínua.

A função de um empresário e de uma empresária é construir a melhor versão possível de futuro para o negócio. Dedique-se a construir um futuro sempre melhor. Uma empresa nunca será maior que seu administrador, dedique-se a crescer sempre como pessoa e como profissional. A vida, o mundo e todos a quem você ama aguardam ansiosamente pelas suas próximas conquistas e realizações. Dedique-se!

Pequenas empresas, grandes negócios! Viva este slogan!

Fica aqui a minha mais profunda admiração e reconhecimento por todas as fantásticas contribuições que o SEBRAE e seus talentos deram e continuam dando ao Brasil e a seus empreendedores.O futuro pertence aos melhores, esteja entre eles!

Carlos Hilsdorf

Considerado um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha). Autor do bestseller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano.

www.carloshilsdorf.com.br - Download em 16/10/2008

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[i] “Oportunidade Mágica” aqui quer significar um contato acima do simples dialogar sem uma contribuição maior capaz de tornar um pensamento bom em pensamento útil, além, é claro, das habilidades de Hilsdorf para ilustrar suas palestras com momentos intrigantes e alegres como somente ele sabe fazer.

[ii] O presente artigo está sendo publicado com a permissão escrita do Autor.

Estatística, Informação E Desenvolvimento Em Um PAÍS DO FUTURO IV

Postado por jomosil em 11.10.2008

Os próximos dez anos verão um re-aparecimento de artesãos como uma força econômica (Intuit-IFTF, 2008)[i]. 

A terceira parte do Relatório da Intuit-IFTF trata de uma prospecção que sinaliza um cenário de negócios no qual a peça chave é o Artesão. Aqui também três tópicos são destacados pelos pesquisadores.  

1) No primeiro bloco são discutidas as tendências para o que foi denominado de Economia “Barbell”[ii], assemelhando-se quase a uma ampulheta, ou seja: 

A maioria das indústrias se moverá com uma estrutura semelhante a um “barbell”: algumas corporações gigantescas em uma ponta, um meio estreito, e um grupo grande de negócios pequenos que equilibram na outra extremidade. Como mais indústrias se movem em uma estrutura “barbell”, negócios pequenos acharão oportunidades para florescer em nichos intactos à esquerda dos gigantes globais. Negócio pequeno e corporações grandes também colaborarão mais – especialmente em áreas como vendas, marketing, e inovação. (Intuit-IFTF, 2008). 

2) No segundo bloco o relatório discute uma redução no peso da infra-estrutura seguida da redução nas barreiras e um aumento de oportunidades para negócios pequenos, ou seja: 

Muitos custos de infra-estrutura empresariais serão reduzidos na medida em que surgem sistemas de manufatura e componentes mais inteligentes mais leves e menores. As barreiras para obter infra-estrutura empresarial grande serão dramaticamente reduzidas e disponíveis para os negócios pequenos e pessoais com risco mais baixo, numa estrutura de custo variável. (Intuit-IFTF, 2008). 

3) O último bloco discutido neste terceiro capítulo trata de negócios sem limites que movimentarão a próxima onda de globalização. Deste modo, 

Através dos limites para as oportunidades empresariais, melhorias em tecnologia e reduções no custo de exportar dirigirão a globalização de negócios pequenos e aumentarão substancialmente o número desses negócios dos Estados Unidos globalmente na comercialização. (Intuit-IFTF, 2008). 

Quero destacar o fato de que, segundo o Relatório, a nova onda econômica trará de volta a figura do artesão, daquela empresa de uma só pessoa,  que desenvolve seu trabalho em casa tendo em vista que o modelo Barbell tenderá a reduzir o número de grandes empresas, enxugar as empresas medianas e aumentar consideravelmente o número de pequenas empresas, com o que ocorrerá muito mais oportunidades de negócio no comércio glocal (global/local). 

Outro fato de destaque é o aumento das exigências do consumidor que passam a desejar bens e serviços customizados, o que abre um leque sem limites para os novos artesãos do século 21. Nas palavras dos investigadores: 

Os próximos dez anos verão um re-aparecimento de artesãos como uma força econômica. Como os seus antecessores medievais na Europa pré-industrial e na Ásia, essa próxima geração de artesãos manipulará o seu comércio fora dos muros do negócio grande, enquanto ganham dinheiro com as suas habilidade e conhecimento. Mas isso também será marcado por diferenças. Em muitos casos, o cérebro se misturará com a força muscular como software e tecnologia substituíram o ferro e o trabalho pesado. Ainda em muitos aspectos, o resultado será igual ao que era séculos atrás: os artesãos não só farão os seus bens, mas amoldarão a economia com um efeito que alcança além dos seus bairros, até mesmo das suas nações. (Intuit-IFTF, 2008). 

A leitura e interpretação de relatórios como este da Intuit-IFTF é muito importante para a realização de projetos estratégicos orientados para o desenvolvimento socioeconômico, sobretudo de nossas regiões paradoxais e deveriam ser discutidos no ambiente educacional de cursos como economia, administração e ciências contábeis, tendo em vista possibilitar aos estudantes conhecimentos sobre prospectiva e estratégia. 

Foi com esta intensão prospectiva que realizei este Diálogos para o Futuro usando como base o Intuit Future of Small Business Report, um documento em três capítulos que pode ser consultado conforme as notas no rodapé destes artigos. Através de relatos de pesquisa como este se percebe quanto temos que avançar em termos de industrialização no Brasil. Pelas projeções do relatório esses negócios pequenos irão dominar o comércio global e assim vamos continuar aqui sendo meros consumidores de produtos que serão produzidos pelos novos artesãos que não estão em nosso território.  Pelo que temos percebido, estaremos nos próximos dez anos dando cada vez mais ênfase à produção de commodities (que tem como fator negativo gerar riquezas para poucos e miséria para muitos) que serão exportadas a preço ridículo para serem transformadas em produtos com a cara dos consumidores e vendidos no comércio global. Esses novos artesãos serão os geradores de novas patentes em número crescente e isto já se percebe quando lemos outro relatório (emitido pela OMPI – Organização Mundial de Propriedade Intectual) sobre registros de propriedade intelectual (patentes) em 2007, o qual mostra como estamos bem atrasados neste campo[iii]. Em 2007, das 156.100 patentes do mundo, o Brasil apresentou apenas 384, segundo o artigo editorial do site Empreendedor. 

Aqui, como lá fora, a maioria das patentes são devidas a pessoas isoladas ou pequenas equipes de inventores que se dedicam à criação de novos produtos, e no caso brasileiro, a maioria das vezes sem qualquer apoio institucional e, ainda por cima enfrentando a espinhosa maratona gerada pela burocracia para registrar seus trabalhos. Nas palavras dos investigadores da Intuit-IFTF: 

A próxima década verá o forte crescimento de manufaturas de artesãos. As novas tecnologias industriais bem como novos métodos ampliarão a gama de produtos que podem ser feitos por artesãos. A demanda crescerá com mais consumidoras procurando por produtos de artesão, e os compradores e vendedores se acharão um ao outro no ambiente de mercado on-line. O resultado será a formação de muitos novos artesãos e novo fabricantes pequenos. (Intuit-IFTF, 2008, p.16). 

Como mostra o relatório, a infra-estrutura do tipo “plug-and-play” tornará os negócios pequenos mais competitivos e mais bem sucedidos (p.18) e a mudança da infra-estrutura para variáveis de baixo custo nas operações para os negócios essenciais aumentará a oportunidade para os negócios pequenos (p.19) e tudo isto trará mudanças significativas nas relações de trabalho, nas formas de terceirização de atividades essenciais, inclusive a busca pelas empresas de pequenos negócios para desenvolverem atividades de inovação para seus processos. Isto implica que os grandes negócios não mais investirão em inovação e, sim, adquirirão por meio de terceiros, no caso pequenos negócios, as inovações que necessitarem para seus processos com o que se ampliarão muito as oportunidades para as pequenas empresas e as empresas pessoais.  

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[i] Cf. The Future of Small Business report Third Installment: Technology Trends and Small Business, Parte III. Intuit-IFTF, January 2007, SR-1037A, www.intuit.com/futureofsmallbusiness[ii] Expressão criada por consultores da firma McKinsey para designar a projeção de posicionamento dos negócios em relação ao ritmo que terá a nova economia no futuro. Cf. Artigo de Ian Davis e Elizabeth Stephenson “Ten trends to watch in 2006”, in: McKinsey Quarterly, 2006.[iii] Uma sugestão de leitura sobre este assunto é o editorial do site Empreendedor: http://empreendedor.uol.com.br/_novo/_br/?secao=Noticias&categoria=167&codigo=8360  

ESTATISTICA, INFORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM UM PAÍS DO FUTURO III

Postado por jomosil em 27.09.2008

A infra-estrutura digital crescente reduziu os custos de começar e dirigir um negócio pequeno, reduziu as barreiras competitivas, abriu novos mercados e indústrias para pequenas empresas, e conduziu à criação de novo, e freqüentemente rompedores, modelos de negócios. (…) Como a infra-estrutura digital amadurece e se torna difundida, os negócios pequenos – tradicionalmente os últimos a aderirem à necessidade de tecnologia – precisarão usar agressivamente as novas tecnologias para criar, construir, e comercializar os seus produtos e serviços. Negócios pequenos que não abraçam a tecnologia estarão sob crescente pressão competitiva de firmas mais preparadas tecnologicamente. (Intuit-IFTF, 2007). [i] 

O segundo capítulo do Relatório da Intuit-IFTF discute a influência da tecnologia sobre os pequenos negócios: As tendências tecnológicas que influem no desenvolvimento, no crescimento e na ocupação de espaço mercadológico pelas pequenas empresas em todos os setores econômicos. O relatório, neste segundo capítulo, se divide em três tópicos relevantes relacionados com os estudos e investigações realizadas. Neste breve artigo faço uma rápida apreciação de alguns pontos interessantes que podem contribuir para o desempenho dos empreendedores nos próximos anos. 

1. O Mundo Conectado: Administração de Negócios Pequenos Em Meu Tempo, Em Minhas Condições. Avanços em tecnologia resultarão em um mundo conectado onde a inteligência digital em rede, os dispositivos móveis, e as ferramentas analíticas apóiam e aumentam as operações para a administração de negócios pequenos. Esta infra-estrutura digital permitirá maior flexibilidade no seu entorno quando, onde, e como o trabalho é feito, enquanto permite aos gerentes de pequenas empresas dirigir os seus negócios no seu tempo e segundo as suas próprias condições.

  2. Além da Web 2.0: Tecnologia Abastece Formação de Negócios Pequenos, Operações, e Inovação. Alavancagem da infra-estrutura digital emergente, Web barata e fácil-de-usar, os serviços e ferramentas estenderão a habilidade de negócios pequenos para construir aplicações on-line complexas e criar, comunicar e compartilhar informação. O aparecimento desta plataforma Web – tanto no mundo físico da vida real como também na paisagem virtual emergente – dirigirá a formação, operação e inovação de negócios pequenos. 

3. Marketing de Negócio pequeno: A Mudança de Mentalidade de “Push” para “Pull.  Os negócios pequenos precisarão trocar os seus métodos de marketing para prover os clientes e prospects com a informação certa, no contexto certo,  no momento certo. (Intuit-IFTF, 2007)

 A discussão destes três tópicos centrais do segundo capítulo trás à luz os dados pesquisados que mostram como os negócios pequenos penetrarão no mercado global e como tudo isto já está impactando no mercado dos Estados Unidos. Duas ilustração neste capítulo são bem  salientes ambas mostrando como as conexões se darão entre empresas e consumidores nos próximos anos (em especial a partir de 2010). A primeira ilustração mostra uma pequeno aparelho de comunicação da Philips, o E-Link. 

Estão sendo desenvolvidas tecnologias de exibição flexível atualmente que podem exibir imagens em qualquer superfície curva, inclusive roupa. Telas flexíveis de peso leve e dobrável permitirão a qualquer superfície ser uma tela de computador. As telas também poderiam ser desenroladas para fora quando necessário, e enroladas para dentro ao ser transportada. A Philips, enquanto trabalhando com E-Link, desenvolveu uma tela de bolso (que abre e fecha) tipo folder para dispositivos móveis. (Intuit-IFTF, 2007, p.11).

A segunda ilustração mostra um projetor de slide tipo PowerPoint multimídia incrustado no interior de um aparelho celular capaz de projetar uma imagem em uma tela ampliada. Em adição à tela flexível, a exibição de projeção por computação móvel também está emergindo. O Pico Projector, um produto da Microvision Inc., é um projetor pequeno bastante para ser incrustado em um telefone celular ou outro aparelho hand-held. Ele projeta uma imagem em cores do tamanho de um laptop sobre qualquer superfície. A resolução do projetor permite visualização de vídeo on-line ou fotos de alta resolução, ou pode ser usado apenas para surfar na WEB. (Intuit-IFTF, 2007, p.11). 

Com relação ao segundo tópico,  

O impacto da Internet e as mudanças sociais e empresariais que está causando não podem ser superestimados. Durante a última década, a Internet saiu de um jogo relativamente desconhecido de tecnologias para uma característica padrão na maioria de casas norte-americanas e nos negócios. Construída na infra-estrutura digital criada pelo mundo conectado, a Internet continuará evoluindo durante os próximos 10 anos, e seu foco mudará de acesso de documento e recuperação de dados para uma plataforma que fornece uma gama extensiva de serviços e ferramentas. Muitos destes serão de fonte aberta, baseada em padrão, e relativamente barata e fácil usar. Isto reduzirá amplamente os custos e a complexidade de criar e operar negócios pequenos e pessoais amplamente sofisticados baseados na Web. (Intuit-IFTF, 2007, p15). 

Finalmente o terceiro tópico nos mostra como poderá ser o processo de marketing a partir da próxima década. Neste caso, parte-se da avaliação do marketing atual o qual é bem parecido ao marketing de negócio pequeno de 50 anos atrás.

 Porém, a Internet está criando outra espécie de marketing – o marketing “pull” – em uma escala global. Usuários on-line escolhem em qual eles clicam, que locais que eles visitam, e que informação que eles puxam para os seus computadores. A Internet oferece um amplo e profundo acesso a informação detalhada em quase qualquer tópico. Os clientes estão mais bem informados sobre produtos e serviços, e os preços e informação de produto são muito mais transparentes. Isto resultou em uma mudança significativa no poder de negócios para os seus clientes. (Intuit-IFTF, 2007, p.25). 

O que se percebe ao final da leitura deste capítulo dois do relatório Intuit-IFTF é que os avanços, os desenvolvimentos e as inovações são tão rápidos nos países desenvolvidos que tende a pegar os demais países desprevenidos em termos de desenvolvimento econômico e quando aqui nos tornarmos um país do futuro lá eles já estarão no mais distante passado, implicando que dificilmente chegaremos próximo ao seu desenvolvimento. Sobretudo porque teimamos em não fazer a nossa revolução industrial e preferirmos, simplesmente, viver um ambiente feudo-mercantilista e como um mercado consumidor do progresso de fora e continuar endeusando as commodities como sendo nossa mais importante vaca sagrada. 

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[i] Cf. Intuit Future of Small Business Report Second Installment: Technology Trends and Small Business, Parte II. Intuit-IFTF, January 2007, SR-1037A, www.intuit.com/futureofsmallbusiness

ESTATISTICA, INFORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM UM PAÍS DO FUTURO II

Postado por jomosil em 18.09.2008

Continuo a leitura do Intuit Report apreciando mais algumas informações da primeira tendência de cenário para as micro e pequenas empresas: Demographic Trends and Small Business[i]. O estudo relatado detectou três possíveis projeções de cenários dentro das tendências demográficas, as quais salientamos no texto anterior. Vou apreciar brevemente nesta parte cada uma destas tendências e como elas podem refletir nos negócios brasileiros. 

Começo pela Mudança de Face (ou Perfil, se assim soar melhor) dos Pequenos Negócios. As alterações que foram verificadas nos Estados Unidos também estão sendo verificadas aqui, embora com menor intensidade. Envolverão novos perfis de empreendedores no que se refere a idade, origem e gênero.  

Segundo o relatório, as alterações de propriedade na pequena empresa criarão novas oportunidades para muitas pessoas que passarão a ver por novos ângulos a importância de criar ou desenvolver um negócio. Tal situação, pelo que consta do relatório, deverá promover mudanças tanto nos Estados Unidos quanto na economia global, daí a importância de uma apreciação mais dedicada destes estudos, não somente no ambiente acadêmico como pelas organizações que apóiam as MPME no Brasil. Vejamos algumas ponderações do relatório, as quais refletem elementos que ajudarão a desenvolver cenários tendo por base elementos demográficos: 

Uma raça nova de empresários emergirá. Os Empreendedores já não virão predominantemente do espectro médio de idade, mas ao invés das suas extremidades. Pessoas que se aproximam aposentadoria e as suas crianças que começam a entrar no mercado de trabalho se tornarão a geração mais empreendedorial. (Intuit-IFTF, p.2). 

O Empreendedorismo refletirá uma ascensão do número de mulheres. O teto de copo que limitou a trajetória da carreira empresarial de mulheres enviará mais mulheres ao setor de pequenos negócios. (Idem). 

Os imigrantes Empreendedores ajudarão a movimentar uma  nova onda de globalização.  No caso particular dos Estados Unidos, a política americana de imigração e os resultados dos debates atuais sobre imigração afetarão como este segmento desempenhará durante a próxima década. (Idem). 

Para o caso específico dos países emergentes como estas proposições para os cenários dos próximos dez anos irão influenciar no desenvolvimento socioeconômico e nas mudanças regionais?  As características demográficas dos pequenos empresários e respectivos negócios estão mudando e o espaço empresarial está sendo ocupado, cada vez mais a partir de agora e para os próximos dez e vinte anos por esses novos Empreendedores não só nos Estados Unidos como mostra o relatório, como entre nós. 

Isto já se verifica quando o SEBRAE mostra resultados de pesquisas que indicam o crescimento significativo de mulheres no topo diretivo dos negócios ou mesmo à frente de seus próprios negócios, bem como muitos empreendimentos que têm à frente como seus iniciadores (start-up) jovens que ainda estão cursando faculdades ou mesmo que já concluíram seus cursos de técnicos e tecnólogos. Isto representa um novo quadro no qual não há mais espaço para os empressauros ou aqueles experientes, mas tradicionais e incorporando ainda o senso patrimonialista conservador. 

A pesquisa da Intuit-IFTF detectou que a criação de pequenos negócios ocorre atualmente com uma porcentagem mais alta entre pessoas que têm entre 55 e 64 anos. Por outro lado também se constatou que é muito grande o número de jovens (adolescentes e adultos) que estão se empenhando para abrirem seus próprios negócios (mais de 70% dos respondentes com idade entre 18 e 29 anos).  

Isto também já se verifica aqui no Brasil como observamos pelo número de estudantes que ingressam em cursos de tecnólogo e bacharelato em áreas de negócios (sobretudo de administração). Mesmo nos cursos de engenharia e outros de orientação tecnológica como ciência da computação, sistemas de informação e engenharia da computação, os jovens têm mostrado grande interesse em desenvolver projetos nos laboratórios que possam ser transformados em negócios quando concluírem seus cursos.  

Um outro fator que se destaca deste estudo é sobre o perfil de mulher empreendedora. Grande número de mulheres que abrem pequenos negócios ou que já estão atuando no mercado de trabalho em posições de destaque (intrapreendedorial) são mães, o que levou os pesquisadores americanos a cunharem o termo Mompreneurs. Tem crescido o número de cases com empresárias dentro do nosso projeto GECOL que desenvolvemos com estudantes de Administração e Sistemas de Informação e a maioria é casada com filhos. 

Outro ponto de destaque neste capítulo do relatório ficou relacionado à ascensão de negócios pessoais. Segundo o texto: 

Negócios pessoais são aqueles de uma só pessoa. Tipicamente elas não têm empregados, e normalmente são realizados em casa. Negócios pessoais incluem os empregados sob regime de contrato, em tempo parcial, hobbistas, do tipo fazer por si mesmo, e empresários sociais de estágio temporário. Os negócios pessoais são formados freqüentemente a partir de relacionamentos de trabalho prévio ou “acidentalmente” como extensões de passatempos ou outras paixões. Pessoas com negócios pessoais raramente se consideram donos de pequenos negócios. Ainda, quando os  negócios pessoais amoldam-se e crescem, pode se tornar realmente um negócio.  (Intuit-SFTF, p.10). 

Finalmente o relatório destaca neste primeiro capítulo a importância da educação na formação empreendedorial como mostra esta citação: 

O treinamento e a educação empreendedorial está se espalhando depressa nos Estados Unidos. O Empreendedorismo era visto como algo que a pessoa só aprendia por experiência e através de mentorização. O crescimento e o sucesso da educação empreendedorial mudaram esta visão. Programas de empreendedorismo estão ocupando espaço em níveis elementares, secundários, e terciários de educação. Escolas vocacionais estão adicionando a educação empreendedorial em seus programas; a informação on-line e o treinamento sobre pequeno negócio estão se expandindo; e estão sendo ensinadas habilidades empreendedoriais em pequenos negócios para artistas, músicos, e outros não tradicionalmente exposto a educação empreendedorial. (Intuit-SFTF, p.15). 

Este mesmo quadro já se verifica também na Brasil. O número de pessoas que atuam por iniciativa própria no mercado e de forma individual sem ter uma empresa definida nos moldes da legislação, já é grande e muitos estão procurando os caminhos da educação empreendedorial como forma de melhorar e conhecer ainda mais métodos e técnicas que lhes possibilitem a transformar suas práticas em bons negócios. Isto é empreender. Isto é também o futuro HOJE. Isto é o fim da carteira de trabalho e uma mudança radical na forma de contrato social. 

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[i] Cf. Intuit Future of Small Business report First Installment: Demographic Trends and Small Business, Parte I. Intuit-IFTF, January 2007, SR-1037A, www.intuit.com/futureofsmallbusiness.  

Postado por jomosil em 11.09.2008

ESTATISTICA, INFORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM UM PAÍS DO FUTURO I 

Os empreendedores da próxima década serão mais diversos que os seus antecessores em idade, origem, e gênero. (…) Uma nova raça de empreendedores emergirá. Os empreendedores já não surgirão, predominantemente, do meio do espectro de idade, mas ao invés disso das extremidades. As pessoas que se aproximam da aposentadoria e os seus filhos que logo ingressarão no mercado de trabalho sempre se tornarão a mais nova geração empreendedorial. (The Intuit-ITPF Report). 

Estava relendo um relatório da pesquisa realizada pela empresa INTUIT juntamente com o IFTF (Institute For The Future, em português: Instituto Para o Futuro) relativo à série de intitulada: The Intuit–IFTF Future of Small Business Project (Projeto INTUIT-IFPT para o Futuro dos Pequenos Negócios)[i], no qual são relatados resultados de estudos realizados nos Estados Unidos sobre a influência da demografia nas Micro e Pequenas Empresas (MPE), para coletar informações direcionadas para as disciplinas de empreendedorismo do Curso de Administração das FIJ (Jequié-Bahia). 

Enquanto lia e interpretava as informações contidas no Report, fui percebendo a necessidade de fazer alguns poucos comentários neste Blog sobre pontos abordados no seu conteúdo não apenas a título de informação para os estudantes de Administração, mas, sobretudo, de reflexão sobre os achados relatados, tendo em vista que me proponho aqui a falar sobre o Futuro Hoje para podermos nos preparar AGORA para o amanhã. 

É bem verdade que o Brasil, ou pelo menos uma parcela significativa de sua população, não parece muito preocupado com o amanhã, mesmo sendo considerado por alguns ensaístas e escritores como “o país do futuro” e políticos fazerem alarde sobre projetos para o futuro, como é o caso da Educação, cujo projeto IDEB fala de se alcançar o nível 6 até 2021 – o que, aliás, pode até acontecer, embora lá em 2021 os países que hoje apresentam um índice PISA de 6,0 poderão estar com um índice 8 ou 10, o que vele dizer que o gap (a distância ou hiato) entre eles e nós aparentemente não se fechará.

E tomo a Educação como referência porque se trata de nossa maior fraqueza (considerando aqui as variáveis estratégicas do Sistema FOFA: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) a qual tem sido considerado como o ponto forte que demarca a saída do estado de subdesenvolvimento para o estado de desenvolvimento de alguns países. Vamos então ao Intuit-IFTF Report

Embora o foco da pesquisa tenha sido os Estados Unidos, alguns dados parecem refletir-se sobre vários países e, especial, sobre os países da América Latina, visto que aquele país serve de espelho para outros tantos que estão tentando alçar vôo para a galáxia do desenvolvimento, o que faz dele não um país, mas uma Idéia, e como uma idéia todo mundo quer copiar; o mesmo não ocorre quando se trata de país que dificilmente se copia. Assim são os Estados Unidos. Ao estudar as tendências demográficas sobre as MPEs os pesquisadores nos oferecem ferramentas (e dados) para que possamos, também, estudar os nossos estágios demográficos, muito embora, creio, não é fácil estimar estágios semelhantes para uma população como a do Brasil.  

Segundo os pesquisadores, são avaliados três estágios distintos a partir do Baby Boom (crianças nascidas depois da guerra, entre os anos 40 (45 mais precisamente) e 50, os quais são denominados de Eras de Transformação). A pesquisa apresenta uma estatística com intervalos de 10 anos (aprox.) a começar de 1960 para cada Era e considera, assim, três estágios etários para enquadrar o desempenho demográfico das pessoas e em particular dos jovens. 

O primeiro estágio é chamado de Era de Transformação Social e cobre na pesquisa o período entre 1960 e 1970. O segundo é chamado de Era da Transformação Tecnológica e compreende o período de 1980 a 1990. E o terceiro estágio começa no ano 2000 e é chamado de Era de Transformação Econômica. 

O Relatório inicia estudando três tendências que são: a) The Changing Face of Small Business (A Mudança do Perfil dos Pequenos Negócios); b) The Rise of Personal Businesses (O Aumento de Negócios Pessoais); e c) The Emergence of Entrepreneurial Education (O Aparecimento da Educação Empreendedorial).  

Apesar de o Relatório estudar o Baby Boom dos Estados Unidos, podemos como país emergente, tirar algumas conclusões úteis que podem servir de benchmark para desenharmos, HOJE, um futuro que seja capaz de atender dentro de nosso itinerário para o desenvolvimento à formação de profissionais e de negócios efetivamente empreendedores.

Vou continuar estudando este Report para discutir pontos que são interessantes para nossos estudantes e profissionais e, sobretudo, para desenhar linhas de ação em forma de cenários para os próximos anos. 

Pão, Paz e Liberdade

Antes de imprimir pense no Meio Ambiente e nos Custos

Educação: a resposta certa ao trabalho infantil (OIT)

Mensagem ICA 2008: “Luta contra a mudança climática através das cooperativas”

Campaña Cooperativa Global Contra la Pobreza: Cooperando Fuera de la Pobreza

Leia também o Blog: http://jovinodash.blogspot.com


[i] www.intuit.com/futuresmallbusiness

Empreendedorismo e Desenvolvimento

Postado por jomosil em 20.08.2008

O poder humano é o conhecimento organizado que se expressa por meio de esforços inteligentes. Não se pode dizer que um esforço é organizado senão quando os indivíduos nele empenhados coordenam os seus conhecimentos e energias, num espírito de perfeita harmonia. Napoleon HILL (2004, p.50).[i] 

Nas regiões onde o tempo não parece ter pressa as pessoas vivem com os pés fincados no passado e só vêm o futuro através das faces dos velhos ou do processo de envelhecimento das pessoas que muitos teimam em relacionar com a maturidade, esquecendo ou não compreendendo a totalidade do Ser. Assim como o tempo não tem pressa nessas regiões e para essas populações, assim também ocorre com o desenvolvimento socioeconômico o qual quando acontece é sempre tardio e trazido pelas mãos dos “de fora” e nunca por iniciativa dos “de dentro”. 

Um Diálogo para o Futuro tem que ser um diálogo com o Tempo e temos que ficar atento para os vários tipos de tempo que não apenas os três convencionais: passado, presente e futuro, embora a maioria das pessoas teime em adotar como referência de vida e de negócio mais o passado que o futuro hoje, agora. Aqui estamos interessados no tempo-realização, no tempo-efetividade, no tempo-oportunidade os quais não são necessariamente os tempos tradicionais e conservadores. 

A maioria das pessoas nunca tem tempo para o futuro. Só tem tempo para o passado. Porém, as oportunidades nunca estão no passado elas estão sempre no futuro. Aqui reside uma das várias diferenças entre o empreendedor e o empresário. Isto fica demonstrado através do prisma de visão de mundo que difere entre os indivíduos. Isto também se reflete na vontade de realização das pessoas.  

Cada um tem ou demonstra ter um conjunto próprio de ferramentas que lhes projeta no futuro ou no passado. 

Aqueles que se realizam (ou tentam se realizar) a partir, unicamente, de visões do passado estão aplicando e consumindo suas energias em atividades que lhes irão satisfazer apenas algumas necessidades enquanto aqueles que projetam suas energias no futuro buscam sua satisfação a partir da identificação de oportunidades hoje, agora no presente. 

Existem algumas diferenças interessantes entre o enfoque empresarial e o enfoque empreendedorial considerando uma situação de tempo não tradicional. Eles não são enfoques divergentes e não devem ser tratados de forma separada segundo um direcionamento polarizador e excludente.

Quando nos referimos a esses dois enfoques não o fazemos como se fossem caminhos isolados, separados. Eles são complementares e interdependentes, embora consideremos como forma interpretativa e dimensional a maior amplitude do empreendedorismo em relação ao empresarialismo, sobretudo no que concerne à dimensão temporal (ao uso da variável Tempo). 

E aqui reside um dos pontos interessantes que identifica algumas diferenças entre os indivíduos. O Tempo. 

O Empreendedor está sempre com o seu prisma de visão de mundo voltado para a eficácia de longo prazo e o Empresário está com seu prisma voltado para a eficiência de curto prazo. No caso do empresarialismo as questões negociais são tratadas, basicamente, através de dois ramos de discussão: nas atividades internas o foco se fixa nos resultados do curto prazo (capital de giro, fluxo de caixa, estoques, qualidade interna de produtos, prazo, contas a receber e a pagar, etc.) e nas atividades externas o foco se volta para vendas e negociações (a concorrência, os espaços mercadológicos, a introdução de novos produtos, as relações com os bancos, etc.) tudo isto, como dissemos, considerando um tempo curto e controlável, bem como o baixo risco que se pode incorrer nas transações mercantis e produtivas. 

Contudo, na maioria das vezes, o Empresário conservador de hoje é o mesmo empreendedor criativo, inovador, transformador de ontem. Ambos, porém, são muito importantes para a realização do desenvolvimento e o que precisamos, atualmente, é que os empresários, que um dia foram empreendedores, voltem a ser criativos e inovadores dentro de suas empresas, a fim poder contribuir para um processo de desenvolvimento local e regional duradouro, bem como possibilitar a realização do processo de industrialização que vem sendo adiado há quase três séculos no Brasil.

Nossos trabalhos e nossos estudos estão direcionam-se sempre no sentido da industrialização e defendemos a tese de que o caminho para o desenvolvimento começa na indústria e termina no serviço. Tudo isto, porém, de modo sustentável e holístico a fim de não trazer mais danos para a Natureza.    

Pão, Paz e Liberdade

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[i] HILL, Napoleon. A lei do triunfo 25ª. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.

Diálogos com Edgar Morin

Postado por jomosil em 23.07.2008

A Cabeça Bem-Feita (II) 

O desenvolvimento da inteligência geral requer que seu exercício seja ligado à dúvida… Edgar MORIN (2003, p.22). 

Vamos continuar um diálogo com Edgar Morin, através do seu livro A Cabeça Bem-Feita e começo questionando sobre o problema da complexidade planetária. Considero em princípio o problema da fragmentação do conhecimento que se processa há quase quatro séculos como justificativa para as dificuldades de compreensão dessa complexidade, resultando disto uma variedade de disciplinas que não ajudaram muito o homem a compreender e apreender os valores planetários e apenas gerou uma hiperespecialização que trouxe algumas explicações para resultados de curto prazo, mas não explicou e nem resolveu a questão principal sobre a qual se debruçaram os pensadores, em sentido planetário. 

Há inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre os saberes separados, fragmentados, compartimentados entre disciplinas, e, por outro lado, realidades ou problemas cada vez mais polidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais, planetários. (…) De fato, a hiperespecialização impede de ver o global (que ela fragmenta em parcelas), bem como o essencial (que ela dilui). Ora, os problemas essenciais nunca são parceláveis, e os problemas globais são cada vez mais essenciais. Além disso, todos os problemas particulares só podem ser posicionados e pensados corretamente em seus contextos; e o próprio contexto desses problemas deve ser posicionado, cada vez mais, no contexto planetário.  

Na minha área de atuação, Administração de Negócios, sempre mirei a especialização com ressalvas, considerando apenas como um mal necessário para se poder andar em um labirinto competitivo no qual as partes eram mais interessantes para o contendores do que o todo; ou seja, como as organizações eram tratadas de modo fragmentado em atenção ao mundo com um conhecimento também fragmentado em disciplinas, isto tornava a divisão de tarefas, de saberes, de espaços, o ponto forte de cada negócio e aqueles que caminhavam em sentido oposto (pode-se dizer: em sentido transversal), isto é, com uma visão de mundo generalista, tendia a ficar para trás e não conseguia acompanhar os seus parceiros e concorrentes. Esse retalhamento que gerou as empresas a partir da visão ideológica de mundo no que se refere às economias e às políticas, sobretudo quanto a estas, gerou essa hiperespecialização que afeta a todas as áreas de conhecimento humano. 

Ao mesmo tempo, o retalhamento das disciplinas torna impossível apreender ‘o que é o tecido junto’, isto é, o complexo, segundo o sentido original do termo. Portanto, o desafio da globalidade é também um desafio de complexidade. Existe complexidade, de fato, quando os comportamentos que constituem um todo (como o econômico, o político, o sociológico, o psicológico, o afetivo, o mitológico) são inseparáveis e existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes. Ora, os desenvolvimentos próprios de nosso século e de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com os desafios da complexidade. (2003, p.14). (…) 

Efetivamente, a inteligência que só sabe separar fragmenta o complexo do mundo em pedaços separados, fraciona os problemas, unidimensionaliza o multidimensional. Atrofia as possibilidades de compreensão e de reflexão, eliminando assim as oportunidades de um julgamento corretivo ou visão a longo prazo. Sua insuficiência para tratar nossos problemas mais graves constitui um dos mais graves problemas que enfrentamos. De modo que, quanto mais os problemas se tornam multidimensionais, maior a incapacidade de pensar sua multidimensionalidade; quanto mais a crise progride, mais progride a incapacidade de pensar a crise; quanto mais planetários tornam-se os problemas, mais impensáveis eles se tornam. Uma inteligência incapaz de perceber o contexto e o complexo planetário fica cega, inconsciente e irresponsável. (2003, p.14-15) 

Assim, os desenvolvimentos disciplinares das ciências não só trouxeram as vantagens da divisão do trabalho, mas também os inconvenientes da superespecialização, do confinamento e do despedaçamento do saber. Não só produziram o conhecimento e a elucidação, mas também a ignorância e a cegueira. (2003, p.15) 

Como o homem, o mundo é desmembrado entre ciências, esfarelado entre as disciplinas, pulverizado em informações. (MORIN, 2002, p.26)[1] 

Acredito que é interessante continuarmos mais tarde a discutir sobre este assunto. Pelo menos no que ficou exporto até aqui está claro que a fragmentação do saber que culminou com a fragmentação das ações e atividades humanas, teve seus pontos fortes e fracos, sendo que, pela minha ótica, percebo muito mais pontos fracos do que fortes, se levarmos em consideração a problemática ambiental cujo ecossistema complexo foi degradado até o ponto de se tornar uma ameaça para a humanidade e para a vida planetária apenas para satisfazer a ambição e a acumulação de riquezas e poderes. 

Pão, Paz e Liberdade

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[1] MORIN, Edgar. O Método: a natureza da natureza. V.1. Porto Alegre: Sulina, 2002.

Diálogos com Edgar Morin

Postado por jomosil em 13.07.2008

 A Cabeça Bem-feita

Mi optimismo se funda en lo improbable”
Edgar Morin[1]

 Após falar em redução da pobreza, combate ao trabalho infantil e realçar a importância do cooperativismo como uma das mais salutares alternativas para humanização do Planeta, volto a conversar com autores e, neste caso, escolhi Edgar Morin.

Devido à profundidade de sua obra, vou iniciar puxando do alforje alguns pensamentos de Morin para preparar nosso futuro dialógico com este autor.   Escolhi um tema que ele também gosta que é a liberdade. Afinal, a assinatura deste Blog é justamente formada por três palavras que fazem parte de meus estudos de Coopreendedorismo: Pão, Paz e Liberdade. Portanto, nada melhor do que ler um pequeno trecho de Morin que fala da liberdade para começar a discutir “A Cabeça Bem-feita”[2]: 

Liberdade

“(…) A liberdade supõe, ao mesmo tempo, a capacidade cerebral ou intelectual de conceber e fazer escolhas, e a possibilidade de operar essas escolhas dentro do meio exterior. Sem dúvida, há casos em que se pode perder toda a liberdade exterior, estar numa prisão, mas conservar a liberdade intelectual. O sujeito pode, eventualmente, dispor de liberdade e exercer liberdades. Mas existe toda uma parte do sujeito que não é apenas dependente, mas submissa. E, de resto, não sabemos realmente quando somos livres”.(In “A cabeça bem-feita”).  

“A complexidade da relação indivíduo, espécie, sociedade, cultura, idéias é a condição da liberdade. Quanto maiores são as complexidades da trindade humana, maior é a parte da autonomia individual, maiores são as possibilidades de liberdade.

(…) Tentei conceber as possibilidades de liberdades humanas dentro e por meio de suas dependências ecológicas, biológicas, sociais, culturais, históricas. Eu tentei ir além do geneticismo, do culturalismo, do sociologismo, mas integrando o gene, a cultura, a sociedade. Eu quis situar o problema da liberdade na relação autonomia-dependência, possessão-possuidor.

(…) O tempo de uma vida humana pode estar totalmente subjugado pela necessidade de sobreviver para viver, ou seja, de submeter o trabalho sem ser assegurado de gozar sua vida, senão apenas por pequenos flashes… Desse modo, em vez de sobreviver para viver, vivemos para sobreviver. Viver para sobreviver mata no embrião as mais importantes possibilidades de liberdade: é uma esmagadora maioria de humanos que, não somente no passado histórico, mas ainda atualmente por todos os lugares do globo, só pôde viver para sobreviver, e na sociedade de baixa complexidade, nas piores condições. 

O espírito (mind) de um ser humano é ao mesmo tempo a sede das submissões e a sede das liberdades. Ele é a sede das submissões quando ele é prisioneiro de sua herança biológica, de sua herança cultural, dos imprintings, das idéias impostas, de um poder do Super-Ego imperativo no interior dele próprio.” (In “La Méthode, 5. L´humanité de l´humanité. L’ identité humaine”; trad: Nurimar Falci)[3] 

Ainda não li “La Méthode, 5”. Pretendo adquirir o livro para aprender um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido por Edgar Morin. Por isso, deverei discutir aqui nos próximos artigos um pouco do texto que utilizo para nomear este artigo: “A Cabeça Bem-feita” e posteriormente poderei trabalhar mais outros textos de Morin, como “Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Futuro”. 

Talvez a ânsia por alcançar a liberdade tenha proporcionado ao Homem uma capacidade impar para fragmentar o Universo, uma vez que ele se sentia insignificante para abarcar com fracos conhecimentos uma maravilha fantástica como o planeta Terra e o Cosmos em que ela está posicionada. Esta fragmentação que foi chamada pelos estudiosos de Ciência ao invés de conduzir à tão esperada liberdade tornou o Homem prisioneiro de um saber sem saber quando o que lhe interessava ou o que ele buscava era o conhecimento do conhecimento, para reafirmar Morin.  

Faz parte também de Diálogos Para o Futuro provocar a busca de uma totalidade na complexidade para podermos nos aproximar de uma liberdade mesmo que tardia diante de um Planeta devastado e de uma população em crise de existência que enfrenta diariamente o monstro da desigualdade socioeconômica e da violência medíocre, da miséria material e da pobreza intelectual que são as sobras desta fragmentação improdutiva. 

Pão, Paz e Liberdade

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Mensagem ICA 2008: “Luta contra a mudança climática através das cooperativas”

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[1] Tradução: Meu otimismo se funda no improvável. Ver o site: http://www.edgarmorin.com/.

[2] MORIN, Edgar. A Cabeça Bem-Feira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003

[3] Para obter mais informações sobre Edgar Morin visite o site: http://edgarmorin.sescsp.org.br/.

Por um Futuro Cooperativista

Postado por jomosil em 06.07.2008

As cooperativas estão enfrentando a mudança climática numa escala e ritmo que mostram a sua liderança em numerosos países e setores no mundo. Embora algumas se comprometam a reduzir as emissões de gases das estufas, outras se esforçam para neutralizar os efeitos do carbono e todas trabalham para conseguir a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Afinal, a mudança climática é mais do que uma simples preocupação ambiental; tem um impacto inegável no bem estar econômico e social dos povos em todo o mundo. (ACI, Mensagem, 2008)[1] 

Falar em Cooperativismo é falar do futuro; é sem dúvida, dialogar com o futuro, em especial aqui no Brasil onde este tema ainda encontra forte resistência tanto da política ideológica quanto da economia pragmática negativa e exploratória. Mas continuamos insistindo em por em ação os princípios cooperativistas a discutir com garra a importância da conscientização de uma filosofia cooperativista. 

Já tive oportunidade de discutir em outro momento (V. Blog http://jovinodash.blogspot.com) sobre este tema e retomo a ele para lembrar aos interessados que, além de se comemorar o dia internacional das cooperativas devemos considerar que todos os dias têm que ser construídos com uma base cooperativista para as relações interpessoais de todas as pessoas. 

O Cooperativismo é desenvolvimento 

Sim. E é desenvolvimento em sentido amplo e macro visto que no ambiente cooperativista ele ocorre em todos os sentidos ou em todos as direções sociais, econômicas, políticas, culturais e, muito especial, educacionais, sendo por isso considerado a melhor e mais importante via de transformação socioeconômica e de redução da pobreza que até agora foi criada pelo Homem. 

O Cooperativismo é educação 

Sim. Ele consegue tornar as pessoas mais educadas em todos os sentidos: no sentido comportamental, no sentido cultural, no sentido social, no sentido econômico, no sentido ambiental e, em especial, no sentido espiritual. Tudo isto ocorre porque a psicologia do cooperativismo procura proporcionar aos humanos a consciência grupal, a qual não é nova porque os humanos se tornaram humanos justamente porque conseguiram alcançar nos idos da pré-história, os primeiros níveis de uma conscientização grupal que mais tarde tem como modelo a família (o clã familiar). 

O Cooperativismo é economia 

Sim e em meus estudos e pesquisas tenho nomeado o cooperativismo como o Quarto Setor Econômico justamente porque ele é uma das mais consistentes realizações econômicas da sociedade humana, uma vez que não visa o lucro no sentido capitalista, não se propõe ao gratuitismo exagerado como no socialismo e no fascismo e nem se prende a unanimidade como na democracia. Por tudo isto o Cooperativismo é uma instância superior, avançada da economia humana. É o único caminho socioeconômico capaz de abolir ou minimizar o conceito radical de propriedade e de individualismo negativo.  

O Cooperativismo é futuro hoje 

Sim. Veja-se o modelo de Mondragon (para citar apenas um caso de sucesso coletivo), na Espanha. Se o Cooperativismo deu certo e está dando certo ali, acredito que poderá dar certo em tantas outras regiões paradoxais como as que temos no Brasil e na América Latina. Na mensagem da ACI (disponível em http://www.ica.coop e http://www.ilo.org/) para o dia Internacional das Cooperativas, são apresentados outros exemplos. Hoje, pelo que tenho estudado e pesquisado, vejo que uma das melhores alternativas socioeconômicas para redução da pobreza e geração de renda está no Cooperativismo. Veja a campanha da ACI pela redução da pobreza em: http://www.ica.coop/outofpoverty/index.html cujo lema vai listado abaixo. 

O Cooperativismo é Empreendedorismo 

Sim. Vejo nas experiências da cooperação familiar alguns dos melhores modelos para desenvolvimento humano e negocial. Como resultado de minhas observações e estudos investigativos criei a expressão Coopreendedorismo para melhor explicar e caracterizar o empreendedorismo familiar que temos aqui no interior do Brasil e que não é ainda bem estudado ou bem compreendido pelos especialistas em economia. Acredito que o mesmo acontece nos demais países da América Latina e Caribe e em outros continentes. 

Em agosto (6/8 a 8/8) estaremos mais uma vez reunidos com os companheiros da América Latina e Caribe para discutir a importância e o valor do Cooperativismo para nossos países no V Encontro de Pesquisadores Latino-Americanos de Cooperativismo, em Ribeirão Preto – São Paulo. Naquela oportunidade estarei apresentando dois trabalhos nos quais discuto conclusões sobre Coopreendedorismo e algumas abordagens sobre a educação de jovens segundo os aspectos filosóficos do Cooperativismo. 

Este ano a ACI propõe como tema para comemorar o Dia Internacional das Cooperativas a luta contra a depredação do meio ambiente e pela preservação ecológica do Planeta. Isto representa um importante diálogo com o futuro entre tantos outros que temos salientado aqui em várias de atividade humana. A Cooperação é um dos elementos essenciais de nosso sistema CACHHH aplicado ao desenvolvimento e amadurecimento de sistemas humanos. 

Pão, Paz e Liberdade

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[1] ACI. Mensagem para o Dia Internacional das Cooperativas. http://www.ica.coop/outofpoverty/index.html.


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