“Numa infância distante, mas ainda fresca na memória, aconteceu um evento curioso.

Uma garotinha CDF estudiosa recebe da professora de geografia da 5º série a tarefa de desenhar seu trajeto de casa até a escola.

A menina que havia pouco tinha se mudado para um bairro mais distante agora pegava ônibus para chegar à escola.

Mas isso não a abalou. Munida de papel, lápis, borracha e régua ela sentou-se e produziu seu mapa com afinco, usando uma escala de centímetros que seu cérebro CDF esperto julgava ser apropriada.  Rua com 1cm de largura, avenida com 1,5 cm…até uma pequena viela a menina desenhou com 0,5 cm. Ao final da tarefa ela estava orgulhosa do seu mapa.

Qual não foi sua surpresa quando no dia da entrega do mapa a professora olhou com desdém e perguntou quem havia desenhado, seu pai ou irmão. A menina que já possuía conhecimento de seus direitos e deveres e sim, já sabia se defender sozinha, fez um verdadeiro escândalo. Ofendida até a morte pela acusação argumentou, informou que afirmar sem provas não era certo, e queria saber de toda maneira porque ela não poderia ter desenhado seu mapa, se ela não deveria se dedicar em seus trabalhos.

A professora, então, acabou acuada e sem argumentos, arrependida do que havia falado. Pediu desculpas pelo ocorrido para toda a sala ouvir, que a esta hora todos estavam observando e adorando a confusão.

Fato superado? Sim, claro. Desde que ninguém suspeite da menina novamente! CDF boa aluna é assim. Se estiver com a razão, não leva desaforo pra casa.”

Tatiane Garcia