Poeta Gustavo Dourado

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Terça-feira
28.10.2008

Cordel reforça voz no mundo virtual (14/9/2008)

Bruno Ribeiro - Correio Popular

Entre as tradições populares mais antigas do Brasil está a literatura de cordel. Sua origem está localizada no período colonial, quando à trova portuguesa somou-se a poética nativa do caboclo. Da mistura do épico medieval com o olhar picaresco sobre o cotidiano nascia não somente um novo tipo de poesia naïf, mas um ritmo essencialmente sertanejo e tropical. O cordel consagrou-se como sinônimo da criatividade e do humor nordestino, apesar de nunca ter sido
reconhecido como arte pela academia. O gênero sobreviveu, ao longo dos séculos, à invasão cultural norte-americana mas, curiosamente, ganhou fôlego com o aparecimento da internet — um meio de divulgação que, na teoria, seria a própria negação do sentido original do cordel.
Para o cordelista Gustavo Dourado, professor e autor de 11 livros sobre o tema, o uso da internet não trouxe prejuízos para a criação espontânea da poesia popular. “Com a internet, o cordel conquistou uma divulgação mais ampla e alcançou um público mais abrangente, principalmente estudantes e jovens leitores”, diz. Ainda segundo ele, antes de cair na rede mundial de computadores, o cordel era tido “como coisa meio folclórica, mas hoje se tornou base para centenas de
monografias, teses de mestrado e ponto de apoio para diversos segmentos da criação artística como a música, o teatro, as artes plásticas e o cinema”, afirma, em entrevista publicada em seu site www.gustavodourado.com.br
— onde boa parte de sua obra pode ser acessada.
Dourado não é o primeiro e nem o único cordelista conectado na web. Se antes os poetas se encontravam em praças, mercados e feiras livres para “pelejar”, ou seja, disputar esperteza e rapidez em versos que seguem a métrica do cordel, hoje é mais comum encontrá-los na rede, duelando virtualmente em blogs, sites e comunidades do Orkut. Alguns nomes já são bastante conhecidos dos internautas: Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso, Rubênio Marcelo e o próprio Gustavo Dourado, entre outros.
O cordel é uma realidade no mundo virtual. Os autores, porém, negam que o computador levará ao fim dos folhetos — parte fundamental da cultura cordelista. “O cordel adaptou-se à linguagem digital. Temos folhetos virtuais que podem ser escaneados, digitalizados e impressos. Ou usa-se a internet ou publica-se o texto tradicional a um custo exorbitante e quase proibido para o cidadão comum. A internet quebra a velha estrutura dos cânones acadêmicos, midiáticos e editoriais”, analisa Dourado.

Fonte: www.brasilquele.com.br/baixar_texto.php?texto_id=3837&area=6

Bruno Ribeiro - Correio Popular

Terça-feira
14.10.2008

Castro Alves: Condoreiro Do Sertão

Gustavo Dourado

Castro Alves Popular
Poeta bem brasileiro
Telúrico…Espiritual
Libertador altaneiro
O Poeta dos Escravos
Nosso eterno condoreiro

Bardo sempre iluminado
Sol Poeta Menestrel
Trovador de alto brado
Alquimista…Bacharel
Repentista de primeira
Foi precursor do Cordel…

Na Fazenda Cabaceiras
O grande Poeta nasceu
No dia 14 de março
A Poesia floresceu
Em Mil 800 e 47
O Poeta apareceu…

Cabaceiras do Paraguaçu
De Muritiba, freguesia
Comarca de Cachoeira
No Estado da Bahia
Surge Antônio Frederico
Transmutador da Poesia

Poeta de boa estirpe
Nasceu no Interior
Pai: Antônio José Alves
Grande médico de valor
Clélia Brasília, a mãe
Mulher de fibra e amor…

Aos 5 anos de idade
A família se mudou
Residência em Muritiba…
Em São Félix…morou
Na famosa Cachoeira
Castro Alves…Estudou…

José Peixoto da Silva
O primeiro professor
O poeta bem infante
Sente a essência do calor
Recebe do amado mestre
A sinergia do Amor…

Em Mil 800 e 54
A família em Salvador
Lá na Rua do Rosário
Num sobrado encantador
Lá morreu Júlia Feital
Baleada pelo “amor”…

Mudou para a Rua do Paço
Logo no ano seguinte
Foi estudar no Sebrão
Mui atento bom ouvinte
Já gostava de Poesia
Da alma: constituinte…

No ano de 58
Vai pro Ginásio Baiano,
De Abílio César Borges
Asas ao Poeta Cigano
Treme a terra…brame o mar:
Multiversoteropolitano…

Fixa moradia em Brotas
Na Chácara da Boa Vista
Castro Alves vive a vida
Com a alma de ativista
Surgem os primeiros versos
Do monumental artista…

Dona Clélia Castro Alves
Falece em 59
É grande a emoção
O Poeta se comove
Grande baque na Família
A dor à Poesia sorve…

Em 1860
Mês setembro dia 9
Recita os primeiros versos
O Uni Verso se move
A estrela da Poesia
Pelo céu se loucomove…

Versos ao Doutor Abílio
Criativo educador
Ás do Ginásio Baiano
Seu dinâmico diretor
O Barão de Macaúbas
Grande Mestre…Professor…

3 de Julho…1861
O Poeta a declamar
Poema ao 2 de Julho
Sua verve a consagrar
O Poeta dos Escravos
Poesia a nos libertar…

Dr. Antônio José Alves
Busca o amor novamente
Maria Ramos Guimarães
Para cuidar da semente
Antônio e José Antônio
Tem Recife pela frente…

Ano 1862…
A 25 de Janeiro
Parte para o Recife
O Poeta condoreiro
Na Veneza brasileira
Faz-se vate guerrilheiro…

Publica no Jornal do Recife
“Destruição de Jerusalém”
Versos arrebatadores
Uma poesia do além
Poeta crítico altaneiro
Além do Mal e do Bem…

Surge Eugênia Câmara
Teatro Santa Isabel
Nasce o vate repentista
Vigoroso menestrel
O Amor queima a alma
Como fogo no papel…

“A Canção do Africano”
Publica em ” A Primavera”
Maio…17… 1863…
O Canto de uma Nova Era
Poeta abolicionista
Construtor da Primavera…

Eugênio Câmara no lance
Início de uma paixão
O poema “Meu Segredo”
Germina do coração
Sofre uma hemoptise
Sangue que vem do pulmão…

Primeiro ano jurídico
Após a morte do irmão
“O Futuro” ele redige
Em Arte de depuração
A Poesia toma forma
Na luta da abolição…

“Mocidade e Morte”
É poesia de primeira
“O Tísico” ele escreve
Poesia na dianteira
Sofre com o pulmão
Dor profunda e verdadeira…

Interrompeu os estudos
Volta para Salvador
Início de tuberculose
Sofre o Poeta do Amor
Tem o curso interrompido
Nosso vate sedutor…

Ao Recife ele retorna
Com o Fagundes Varela
Castro Alves condoreiro
Poeta de vida bela
Apesar do sofrimento
Fez poesia para ela…

Logo à lida retornou
Ao Recife pra estudar
Segundo ano jurídico
O Poeta vai cursar
Sociedade abolicionista
Pra escravidão acabar…

Declamou “O Século”
Sessão comemorativa
Amante de Idalina
Vida sensual…ativa
Sofria com a escravidão
Da plebe negra cativa…

Cria com Rui Barbosa
Núcleo pela abolição
Regueira Costa - Plínio Lima
Companheiros de ação
O Poeta dos Escravos
Queria a libertação…

Lança o Jornal A Luz
E ilumina o ambiente
Com o Tobias Barreto
Polemiza no Repente
O conflito das idéias
Faz germinar a semente…

Compõe “Horas de Martírio”
Na cela de um convento
Lá fez o seu habitat
Transmutou o sentimento
Navegante do eterno
Luminar de um movimento…

Declamação de “Pedro Ivo”
Teatro Santa Isabel
Poesia diamantina
Do famoso menestrel
Castro Alves precursor
Do Repente e do Cordel…

Amante de Eugênia Câmara
Teatrólogo - tradutor
Cultivou a sua dama
Com Poesia, fé, fervor
Traduziu duas peças
Dramaturgo de valor…

Poesia de indignação
Divulga em “O Tribuno”
Versos “O Povo no Poder”
Impressões de um aluno
Ativista ator libertário
Feito Giordano Bruno…

Conclui o drama Gonzaga
Ou a Revolução de Minas
No povoado do Barro
Poesias cristalinas
É nome reconhecido
Pelas plagas nordestinas…

Na Rua do Imperador
Dirigiu-se à multidão
Crítica à arbitrariedade
Do Sistema da Opressão
Torres Portugal espancado:
Protesta a população…

Teatro Santa Isabel:
Do Gonzaga fez leitura
Círculo de intelectuais
Amigos da literatura
Artistas e admiradores
Castro Alves se estrutura…

Em 1867
Volta para Salvador
Deixa de vez o Recife
Com Eugênia…Grande Amor
Retorna à Boa Terra
Bahia de Nosso Senhor…

Se instala na Bahia
Tem uma peça aprovada
Recital ao 2 de Julho
Em cena ovacionada
No Teatro São João
Tem poesia declamada…

“O Livro e a América”
Por Eugênia recitado
Em benefício do Grêmio
Com sucesso renovado
O Poeta Castro Alves
Tem seu nome elevado…

Estréia da peça Gonzaga
Dia de consagração…
O Poeta é carregado
Com louvor e devoção
Coroado pelo povo
Como às da criação…

Apresentações do drama
O Poeta é coroado
Gonzaga traz-lhe a glória
É muito bem representado
Castro Alves cria fama
É pelo povo respeitado…

Após o drama Gonzaga
Dedica-se a escrever
“Sub Tegmini Fage”
“Os Escravos” a tecer
Na bela chácara Boa Vista
Vai com Eugênia conviver…

Escreve várias poesias
Vai ao Rio de Janeiro
Acompanhado por Eugênia
Vai cantar noutro terreiro
Da Bahia para o Rio
Em 8 de Fevereiro…

Na Capital do Brasil
Vai a José de Alencar
Lê Gonzaga e poemas
Ao escritor popular
O criador de Iracema
Soube bem recomendar…

Diário do Rio de Janeiro
Gonzaga: apresentação…
A jornalistas e letrados
E Notáveis da Nação
É consagrado no Rio
No calor da emoção…

Alencar recomendou:
Foi ouvido por Machado
Que leu a peça e poemas
E exaltou a nosso bardo
Machado de Assis gostou
E demonstrou seu agrado…

Castro Alves fez sucesso
No Rio foi glorificado
Banquete de alto nível
Seu nome: homenageado,
Por Emílo Zaluar
E pelo Poetariado…

“Pesadelo de Humaitá”
Recita à multidão
Na sacada do Diário
Toca a população
O Poeta Castro Alves
Alquimista da Paixão…

Levou o Povo ao delírio
Despertou o sentimento
Coração de estudante
Alma em vôo no firmamento
Militante da Poiesis
Nas ondas do movimento …

Viaja para São Paulo
Com Eugênia e Rui Barbosa
Terceiro ano jurídico
Muita poesia e glosa
Sabia o segredo do verso
E o mistério da Rosa…

“O Livro e a América”
Recita em congraçamento
Sua estréia em São Paulo
No calor do movimento
Arquivo jurídico e literário
Promoveu o seu talento…

No Teatro São José
Triunfa em declamação
Segundo Joaquim Nabuco
Testemunha da ação
Sua “Ode ao 2 de Julho”
Recebeu aclamação…

Com o poema “Pedro Ivo”
Exalta a abolição
Prenuncia a República
Com fervor no coração
Na Paulicéia Desvairada
Faz sua Revôolução…

Discurso a José Bonifácio
Recita “O Navio Negreiro”
Triunfa em sessão magna
Com ares de condoreiro
Prega contra a escravidão
Pede o fim do cativeiro…

Gonzaga faz sucesso
No Teatro São José
Poeta glorificado
Escritor de muita fé
Castro Alves luminoso
Na Boa Terra do Café…

Nos seus atos escolares
O poeta foi aprovado
Sucesso com a Poesia
Na Escola, respeitado
Reconhecido pelo Povo
Que gostava de seu brado…

No dia 11 de Novembro
Um fato desagradável
Dizem que numa caçada
Um tiro foi disparado
Com uma bala na perna
Foi ferido o grande bardo.. .

É um fato muito estranho
Que não dá pra entender
Foi um ato complicado
Não dá pra compreender
É uma história esquisita
Que é preciso esclarecer…

No Quarto Ano jurídico
Começa a estudar
Com o problema no pé
Agrava a dor pulmonar
Tem a saúde agravada
E não pode mais estudar…

Tem a saúde abalada
Vai pro Rio de Janeiro
Luís Cornélio dos Santos
Recebe o vate condoreiro
Começa o sofrimento
Do gigante brasileiro …

Teve um pé amputado
Na mesa de operação
Não pôde ser anestesiado
Muita dor e emoção
Para dominar os nervos
Gracejou seu coração…

“Corte-o, doutor”…
O Poeta proferiu
“Terei menos matéria”
Castro Alves só sorriu
Mesmo com a imensa dor
O Poeta não desistiu…

Teatro Fênix Dramática
Com Eugênia… encontrou
Uma ano de ruptura
No período completou
Despediu-se de Eugênia
Deu “Adeus ” e embarcou…

Foi embora pra Bahia
Terra de São Salvador
Segue para Curralinho
Nas Terras do Interior
Depois em Itaberaba
Reconquista o Amor…

No sertão renasce o vate
Vive um sonho cristalino
No amor…o platonismo
No sertão diamantino
Sonha com a bela Nídia
Novo amor em seu destino…

Seis meses no Sertão
Na Chapada Diamantina
Fazenda Santa Isabel
Terra de Gente Fina
Retorna a Salvador
Pra mudar sua rotina…

No retorno a Salvador
Encontra admiradores…
Cachoeira de Paulo Afonso
Declamação com fervores
O Poeta dos Escravos
Com versos libertadores…

Lança Espumas Flutuantes
Expressão do Sentimento
Obra-Prima de Um Mestre
Gênio de um Movimento
Estrela do Romantismo
De Social Pensamento…

Agnèse Trinci Murri
Uma nova inspiração
Sente-se arrebatado
No enlevo da emoção
Com a poesia “A Violeta”
Transparece a paixão…

Declama pela última vez
No dia 10 de Fevereiro
É o último ato público
Do romântico brasileiro
Nossa expressão maior
Vate…eterno condoreiro…

Na noite de São João
Agravou o seu sofrimento
Sangrou com o Mal do Século
Na alma, o padecimento
Expirou em 6 de Julho
E voou pro firmamento…

Castro Alves é exemplo
Para o povo brasileiro
Amante da Utopia
Realista…guerrilheiro
Cantador da Primavera
Nosso Poeta primeiro…

Gustavo Dourado

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Cordel para Augusto dos Anjos

Terça-feira
14.10.2008

Cordel para Augusto dos Anjos
Gustavo Dourado

Augusto dos Anjos brilha
No concerto universal
Poeta cientificista
De luz infinitesimal
Cosmogônico-biológico
Místico e transcendental…

No Estado da Paraíba
O vate Augusto nasceu
No dia 20 de abril…
O fato assim decorreu…
No engenho Pau-D`arco:
Sua mãe o concebeu…

Alexandre dos Anjos: pai
A mãe Córdula Carvalho…
Os genitores do Poeta
Deram a carta do baralho
Trouxeram ao mundo, Augusto
Um Poeta sem retalho…

Na Vila do Espírito Santo
Augusto foi batizado…
A 27 de fevereiro
Deu-se o fato aqui narrado
Em 1885:
Fica assim historiado…

Quarto de nove irmãos
Augusto foi destacado
Sempre leu desde menino…
À leitura, sempre dado…
Na biblioteca do pai:
Era um leitor aplicado…

No Liceu Paraibano…
Estudou Humanidade
Ano 1900…
Dá asas à liberdade
Sente o cheiro da poesia
No calor da mocidade…

No Almanaque da Paraíba
Primeiro soneto publicado
Foi aos 16 anos…
O fato foi registrado…
Dava-se o início
De um vate inusitado…

Seu amigo Órris Soares
Em sua vida foi presente
Companheiro nos estudos
Plantaram a boa semente
Amigos inseparáveis:
Em um mundo incongruente…

O poeta sofreu muito
Um romance interrompido
Seu filho foi abortado
Foi -se um amor perdido
A mãe persegue a amante:
Uma morte sem sentido…

A cidade da Paraíba
Era capital do Estado
A futura João Pessoa
Deu-lhe verso inspirado
Colaborou em O Comércio
Como poeta e letrado…

Ano 1903
Entra para a Faculdade
Faz Direito no Recife
Vence a adversidade
Cultiva o conhecimento
Cresce em multiplicidade…

Em 1907…
Em Direito é bacharelado…
Na Faculdade do Recife
Junto com Gilberto Amado
Na turma de Órris Soares
Sempre amigo ao seu lado…

1907/1908
Dá aula particular…
Torna-se o seu ganha-pão:
E muito precisa lutar
A sobrevivência é difícil:
Nesse mundo de lascar…

Do Liceu Paraibano
É nomeado professor
Na área de Literatura
Um grande conhecedor…
Foi um mestre de renome:
De destacado valor…

Pronuncia conferência
Sobre a escravidão
No dia 13 de maio
Data da libertação…
De mancha da humanidade:
A triste escravização…

Ano 1909…
A conferência se deu
Ante o Governador do Estado
A palestra ocorreu…
O Poeta mostra a face
Do horror que aconteceu…

Em 1910…
Dá-se o seu casamento
Com a sua conterrânea
(Expressão do sentimento) :
De nome Ester Fialho:
É o amor em movimento…

Abandona a Paraíba:
Briga com o Governador
Vai pro Rio de Janeiro
Como eterno buscador
Lá reside por 2 anos:
Atua como professor…

Na Capital do País
Passa por dificuldade
Mora na Avenida Central
Da grandiosa Cidade
Reside em vários lugares:
Tempo de adversidade…

Em 1911
Perde o filho primeiro
Morre setemesino
Foi-lhe um tiro certeiro
A dor do poeta é grande
Sente abalo por inteiro…

Para a Escola Normal:
Foi nomeado professor
No Colégio Pedro II
Atua como educador
Substitui a João Coelho:
Leciona com amor…

Em 1912
O livro Eu é lançado
Em edição particular
Por Odilon é ajudado
Que é irmão de Augusto
E o tem patrocinado…

No mesmo ano do livro
A filha tem nascimento…
O Poeta segue em frente
Em constante movimento
Luta pra sobreviver:
Apesar do sofrimento…

Em 1913:
De Guilherme, o nascimento
Novo filho do Poeta:
Mexe com seu sentimento…
Augusto Poeta Maior:
Foi um ás no pensamento…

Vai para Minas Gerais
Nomeado Diretor
Cidade de Leopoldina
Um Poeta Professor…
É o princípio do fim
De um grande pensador…

Chega em Leopoldina
Pra dirigir grupo escolar
Escola Ribeiro Junqueira
Pouco tempo a comandar
Ano 1914…
A gripe o irá matar…

Acometido da gripe
Vem uma pneumonia…
Nosso poeta a sofrer
Não consegue harmonia
No dia 12 de novembro:
Vai pra outra sintonia…

Morre o Poeta Maior:
Pobre e desconhecido
Um gigante na Poesia
Em pouco tempo vivido
Um dos melhores poetas
Que eu tenho sempre lido…

Poeta incomensurável
Transmutador da linguagem
Um gênio da Poesia…
Que deixou forte mensagem:
Apocalíptica: monumental:
Cultivemos sua imagem…

Gustavo Dourado

www.gustavodourado.com.br

Segunda-feira
15.09.2008

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A Saga de João Guimarães Rosa…

Gustavo Dourado

João Guimarães Rosa:

Escritor universal

Veredas do infinitom:

Zencantou o regional

Sua aldeia é o Sertão:

Travessia natural…

Magma,  primeira obra:

Pela ABL premiada

Seleta de poesia:

Post-mortem  publicada

Natureza primitiva:

Tradição localizada…

Magma…1936:

Depois veio Sarapalha

Li ‘O Burrinho Pedrês’:

Gosto de chapéu de palha

Augusto Matraga, Contos:

A vida é uma navalha…

Bem à maneira de Rosa:

Contos vira Sagarana

Belas estórias orais

Que ouvi de uma cigana…

Vaqueiros na longa estrada:

A vida nos desengana…

Campeio em Corpo de Baile

Pelas Noites do Sertão

Manuelzão e Miguilim:

Miguilim e Manuelzão…

No Urubuquaquá do Pinhém:

Às Veredas da Solidão…

Sonhos no Campo Geral

Uma Estória de Amor

Luta e consagração

Perda, alegria e dor

Pobreza…Encantamento:

Transnatureza a flor…

A Estória de Lélio e Lina

Em busca da iluminação

Moço e velha: Amizade..

Pelas plagas do Ser tão

Grivo em eterna viagem:

Cara de Bronze em ação…

Pedro Orósio em desafio:

A morte sempre de tocaia

Ouvir ‘O Recado do Morro’:

Não posso fugir da raia…

Cundalini é a serpente:

Em luta com a lacraia…

Foi-se Grivo, Pedro e Dito:

Agora é Dão-lalalão…

No meretrício da vida

Reina a prostituição

O ciúme é uma foice:

Que decepa o coração…

Duas cunhadas urbanas

Em drama de identidade

Guardadas por fazendeiro

É privação da liberdade…

Buriti brota novela:

De grande vital idade…

Política e mitologia

Dor…Vingança pessoal

Metafísica e poesia:

Deus…diablos, bem e mal

No Grande Sertão: Veredas…

Epopéia universal…

O jagunço Riobaldo

Atua como narrador

Encanta-se com Diadorim

Por quem morre de amor

Anota um diálogo mágico

Na voz do inter locutor…

O interlocutor não fala:

O narrador registra o ato

Bandos se digladiam

Pelos mistérios no mato

Paralelismo e sonhos:

Nos enigmas do fato…

‘Sorôco, sua mãe, sua filha’

Nada e a nossa condição

O Espelho…Fami gerado

Uma cidade em construção

A Terceira Margem do Rio:

Darandana no Sertão…

No meio do rio: o homem

Na canoagem da vida

Primeiras Estórias ouço:

A des ilusão é comprida

Nas mar gens do cor ação:

Vive a alma des temida…

Tutaméia: tuta e meia

São as Terceiras Estórias

Lingua gen e narra-ativa

Des enredo nas histórias

Re invenção do passado:

Às futuras promissórias…

Perdas e re conquistas

Traição, peleja e dor

Vari ação de enredos

A velha tr ama do amor

Umas Segundas Estórias:

Vou pedir ao narrator…

Tantas histórias, eu conto:

Meu tio o Iauretê…

Tem onças na trajestória

Relembro-me do Pererê…

Po emas e pen sa men tos:

Bom pra mim e pra você…

Ave, Pa, lavra…Ave, Maria:

Crônicas e ficções

Rosa  fez alquimagias:

Cadernos de anota.ações…

Pelas minas do uni ver so:

Mundo das trans mutações…

No Grã SerTao: Veredas

Presença do Pentagrama

Terceira Margem do Rio

Romance, Poesia e Drama

Riobaldo- Diadorim…

Bis coito mia na trama…

Cora gem, amor, oração

Délivrance e des temor

Não é nada e é tudo…

Árdua epo.peia da dor

Atravessia do destino:

Vida e morte mais amor…

Indecisão e coragem

Medo e deter minação

Anagrama: Alchemia

Processo de Iniciação

De Barbazu a Siruiz

Presente de Seô Habão…

São Francisco…Urucuia

Trilhas do Grande Sertão

A Canção de Siruiz

Mexe com meu coração

Real idade fantaseia

Sonhos e caosmovisão…

Joca Ramiro, Zé Bebelo

Hermógenes e Ricardão

Medeiro Vaz jagunceia

Garimpa veias do Sertão

TetragrammAton: Osiris

E o Signo de Salomão…

Siruiz bem gateado

Cavalga fenomenal

Galopeia pela vida

Com ares de maioral

Cavalo bom é difícil:

É cavalo magis tral…

Conquista existencialma

Rio Baldio no Caminho

Redenção…Conhe cimento

Luz alquímica do vinho

Re nascimento Travessia

Encontro do eu sozinho…

Osiris enfrentou a Morte

No Hades esteve Orfeu

Riobaldo em seu cavalo

No cosmos de Prometeu

Odisséias pelos mundos

De Pã…Ulisses…Teseu…

Medeiros Vaz quer Justiça

Joca Ramiro: Amizade

Zé Bebelo na Política

Do Sertão para a cidade

A vida é um rio baldo

Que impõe dificuldade…

Diadorim é fascínio

Mistério dual idade

Dia-dor-(z) -im(ha) é luz

Símbolo de afetividade

Dia dóron Travessoa

Veredas da Eternidade…
Rosa travesseia o tempo

Nos buritis da mensagem

Nos papiros da saudade

Fez um Magma na linguagem.

Trans mutador das veredas:

Além da Terceira Margem…
 
 
 
Gustavo Dourado
 
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Outros  poemas e cordéis de Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
www.gustavodourado.com.br/poesia.htm

Quarta-feira
23.07.2008

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Cordel para Machado de Assis: O Bruxo do Cosme Velho…

Poema em cordel de Gustavo Dourado homenageia o escritor Machado de Assis nos 100 anos de morte do Bruxo do Cosme Velho.

Cordel para Machado de Assis:

O Bruxo do Cosme Velho…

Por Gustavo Dourado*
Joaquim Maria Machado de Assis:
Do Morro do Livramento…
De um moleque baleiro:
A Gênio e ás no talento…
Mago da Literatura:
Luzeiro do Pensamento…

21/06/1839:
Deu-se o seu nascimento…
Veio ao mundo no Rio:
Na Quinta do Livramento…
Mestre Machado de Assis:
Expressão do pensamento…

Francisco José de Assis:
Maria Leopoldina Machado…
Genitores do Escritor:
Mestre, acadêmico, letrado…
A gênese do romancista:
Tenho comigo anotado…

Bem pequeno ficou órfão:
De sua mamãe querida…
Foi-seu o pai logo depois:
Uma machadada na vida…
Maria Inês, a madrasta:
Deu-lhe amor, pão e guarida…

Não podia estudar:
Nem teve acesso à escola…
Era vendedor de bala:
Para não pedir esmola…
O preconceito era grande:
Ainda não havia bola…

Sacristão de Lampadosa:
Aprendeu latim-francês…
Estudou o alemão:
O idioma inglês…
Se estivesse por aqui:
Falaria até chinês…

Garoto pobre-mulato:
Na Capital Federal…
Época de febre amarela:
Mínima era industrial…
Tudo era importado:
O Brasil era quintal…

Padre Silveira Sarmento:
Incentivou a Machado…
Um menino inteligente:
Logo se tornou letrado…
Para sair do sofrimento:
Da triste vida de gado…

Veio de família pobre:
Persistente e esforçado…
Teve aos 16 anos:
Um poema publicado…
O livreiro Paula Brito:
Contratou nosso Machado…

Londres ditava a moda:
Imperava a escravidão…
Fabricaram a dívida externa:
A capital submissão…
E Machado no cenário…
Fluía arte e criação…

Publicou o soneto era “Ela”:
Que grande coisa não era…
Na Marmota Fluminense:
Deu asas à quimera…
Foi caixeiro e vendedor:
E um revisor bem fera…

Na Marmota Fluminense:
Começou a escrever…
Era 1855:
Como pude perceber…
Até 1861:
Colaborou pra valer…

Ano 1856:
Tipografia Nacional…
Manuel Antônio de Almeida:
Influência natural…
Até 1858:
Aprendizado literal…

Tornou-se ajudante:
Do Diário Oficial…
Registro em periódicos
Sua obra inicial…
Trabalhou em Ministério:
Foi primeiro-oficial…

Colaborou na Imprensa:
No Correio Mercantil:
Diário do Rio de Janeiro:
Machado a mais de mil…
Jornal da Tarde, O Globo:
Na Capital do Brasil…

No Jornal das Famílias:
E na Revista Brasileira…
Na Gazeta de Notícias:
Sua prosa de primeira…
Semana Ilustrada, O Cruzeiro:
Machado na dianteira…

1866:
Carolina chega ao Rio…
(Irmã do poeta Faustino) :
Sempre foi mulher de brio…
Foi na vida de Machado:
Sol, poesia, amore mio…

Ministério da Agricultura:
Oficial de gabinete…
Gostava de circular:
Pela Rua do Catete:
E no Largo do Machado:
Bebia Café com Leite…

Em 1869:
Casou-se com Carolina…
Machado, quase gago:
Escritor de bela sina…
Lutou contra o preconceito:
E conquistou a menina …

Machado é Rio Antigo:
Cosme Velho - Ouvidor…
Na Rua dos Andradas:
Exercitou o Amor…
Com a musa Carolina:
Um romance alentador…

Histórias da Meia-Noite:
O livro Ressurreição…
Morou na Rua da Lapa:
Início da trans.formação…
Na Rua das Laranjeiras:
Deu-se a iniciação…

Poesia, Americanas:
A musa a lhe inspirar…
Crisálidas foi o início:
De um poeta a germinar…
Gil, Job e Platão:
Pseudônimos soube usar…

Falenas…Ocidentais:
Helena…A Cartomante…
Histórias sem Data…Contos:
Machado sempre adiante…
O Alienista…Missa do Galo:
Pulsa alto como Dante…

Teceu a Mão e a Luva:
A obra Iaiá Garcia…
Fez os Contos Fluminenses:
Estudou Filosofia…
Histórias da Meia-Noite: 

Reflexos do dia-a-dia… 

A crítica de Araripe:
Mostrou-se a má vontade…
Machado ultrapassou:
Toda a criticidade…
Foi além e transmutou-se:
Em ouro da imortalidade…

Vitor de Paula…Job:
Max e depois Lara…
Publicou com vários nomes:
Uma obra que não pára…
Criativo e talentoso:
Flui o gênio que Deus dara…

República e Abolição:
O grito da liberdade…
Combate à escravidão:
Ares de civilidade…
Época de Realismo:
De nova sociedade ..

Poesia nova, realista:
Distante do Romantismo…
Campanha abolicionista:
Marx e o Comunismo…
Machado além do Real:
Bebeu no Naturalismo…

1878-79:
Em Friburgo, temporada:
Tratamento de saúde:
Novo alento na jornada…
Eis um novo escritor de obra:
Prima…Vera - madrugada…

Memórias Póstumas de Brás Cubas:
Arte de lapidação…
Texto de engenharia:
Sentimento e emoção…
Criatividade à flor da pele:
Deu asas ao coração…

Publicou Memórias Póstumas:
Na Revista Brasileira…
É um livro essencial:
Que marca a sua carreira…
Na Gazeta de Notícias:
Foi cronista de primeira…

Memórias saiu em livro:
Destaque para Machado…
Publicou Papéis Avulsos:
Texto bem elaborado…
Rua Cosme Velho, 18:
Muito bem acomodado…

Em Machado há ironia:
Dúvida e questionamento…
Capitu traiu ou não?
A resposta voa ao vento…
O Amor tudo ultrapassa:
Revela-se o sentimento…

Oficial da Ordem da Rosa:
Por decreto imperial…
Diretor de Viação:
Várias Histórias, afinal…
Machado se consagrou:
No cenário nacional…

Fundou a Academia:
Logo eleito presidente…
Quincas Borba reflete:
Um escritor sapiente…
O romance Dom Casmurro:
Eis um livro consciente…

Cadeira 23:
Da Brasileira Academia…
José de Alencar, patrono:
Machado o enaltecia…
O mestre de Iracema:
Machado sempre o lia…

13 comédias ligeiras:
A verve de dramaturgo…
Tu, só tu, puro amor:
Foi além de taumaturgo…
Fez Lição de Botânica:
Um texto pra demiurgo…

Velhas Histórias escreveu:
Contos, Páginas Recolhidas
Fez Poesias Completas:
Suas obras sempre lidas…
Vejo os seus personagens:
Por praças e avenidas…

20/10/1904:
Morreu a sua Carolina…
Companheira solidária:
Fraterna e diamantina…
Amada de toda a vida:
Uma perda repentina…

Romance Esaú e Jacó:
Fez-se a publicação…
Relíquias de Casa Velha:
Processo de elaboração…
Em 1906:
Teve a editoração…

Relíquias de Casa Velha:
Dedicou a Carolina…
“Ao pé do leito derradeiro”:
Soneto de verve fina…
Uma pérola na poesia:
Além da prosa cristalina…

1/06/1908:
Pediu licença Machado…
Para tratar da saúde:
Estava debilitado…
Memorial de Aires, romance:
Foi o último publicado…

3h20, 29 de setembro:
Morte do grande escritor…
Em 1908…
Foi-se embora o criador
Saudado por Rui Barbosa:
Magistrado e orador…

Cronista -Teatrólogo:
Poeta, crítico literário…
Jornalista, pensador…
Decifrou o dicionário…
Shakespeare tupiniquim:
Mestre do vocabulário…

Ficou a obra-prima:
Grandiosa, genial…
Há muito influencia:
A cultura nacional…
Machado eternizou-se
No cenário universal…

100 anos sem Machado:
E ele sempre presente…
Sua arte é escultura:
Que orgulha nossa gente…
É cânone da literatura:
Do Ocidente ao Oriente…

Seu romance transcendeu:
Para além da dialética…
É obra de bom calibre:
Que equilibra a ética…
É pedra filosofal
Quintessência da estética…

*Gustavo Dourado. Poeta e cordelista baiano.brasiliense. Letras(UnB).
Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.
Autor de 11 livros. Premiado na Áustria. Selecionado pela Unesco.
Tema de teses de mestrado e doutorado.
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Quarta-feira
23.07.2008

Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet...
Gustavo Dourado*
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, O Cachorro dos Mortos, A Chegada de Lampião no Inferno, Viagem a São Saruê…São livros do povo(alicerçado no pensamento do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista).Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil.Quintessências da Literatura de Cordel.

Origens do Cordel  Cordel. Vem de corda,cordão,cordial, toca o coração.
Os folhetos eram expostos em cordões,lençois, esteiras, nas feiras,praças,portas das igrejas, bancas e nos mercados. Literatura de cordel , poesia de cordel, romance, folheto(s), arrecifes, abcs, “folhas volantes” ou “folhas soltas”,”littèratue de colportage”,”cocks” ou “catchpennies”, “broadsiddes”, “hojas” e “corridos”…
São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos.
No Brasil, o termo cordel se consagrou como sinônimo de poesia popular. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou “acontecidos”.

As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval.Tem suas bases na França(Provença), do século XI e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poética nativa do índio, a criatividade e o ritmo da poesia do negro e dos vaqueiros e tropeiros(o aboio).Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical,integrando-se a outros ritmos como o baião, o xote, o xaxado e o forró. Ganhou uma característica especial com o advento da xilogravura, na ilustração das capas de milhares de folhetos.

Polêmica e complexidade dos ciclos temáticos.

Os principais temas e ciclos do cordel(minha classificação) abordam vários assuntos: abcs;
religiosidade; costumes; romances; história; heroísmo(façanhas); cavalaria(vaqueiros, bois, cavaleiros,tropeiros); valores, moral e ética; atualidades; circunstâncias; fatos e acontecidos; sociais e noticiosos, louvações; fantasias(fantástico, maravilhoso); profecias, apocalipse e fim do mundo; biografias e personalidades; poder, estado e governo; política e corrupção; exemplos; intempéries e fenômenos da natureza (secas, inundações, maremotos, terremotos etc); crimes; coronelismo; cangaço, valentia, banditismo e jagunçagem(Lampião, Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira); Padre Cícero(O Santo do Juazeiro); Frei Damião; Getúlio Vargas(Estado Novo, conquistas trabalhistas);Antônio Conselheiro(Canudos); Coluna Prestes e Revoltosos; Juscelino Kubitschek(construção de Brasília); Lula; televisão e cinema; ciência e tecnologia; Internet; crítica e sátira; humor, obscenidade,putaria e sacanagem(pornocordel); terrorismo(atentados) e guerras; modernidade e contemporaneidade; desafios, cantorias e pelejas, entre outros menos conhecidos e ainda não catalogados etc.

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) “Ciclo heróico, trágico e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios.”

Mitologia e Trovadorismo…

A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil(ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais,no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Proven%C3%A7al

Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte.As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio - caldaica – hebréia – greco - latina e afro - indígena…
Não se pode esquecer a influência bíblica(Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse), do Lunário Perpétuo, enciclopédias, dicionários, almanaques, dos grandes livros religiosos e belos cânticos de todos os tempos, presentes nas diversas civilizações ao longo do processo histórico.

Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvolvimento da poesia popular, por sua antigüidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te - King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental.

A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana - afro - brasilíndia e galego - castelã…Sem esquecer da verve provençal e italiana(latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, gauleses, bretões, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África.

Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve inventiva do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Quevedo e Cervantes(Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que o cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética.

É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma histórica, principalmente a partir dos Doze Pares da França(que retrata os tempos do Imperador Carlos Magno), das gestas e epopéias, dos bardos, apodos, Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.

Os trovadores foram os principais precursores e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco, até chegar em Campina Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde criou raízes e imortalizou-se na verve dos poetas cordelistas e cantadores repentistas.

Não se pode esquecer o papel do boi(ciclo do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro(batuque, orixás, terreiros, candomblé), dos índios, caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos, garimpeiros, aventureiros, lavradores, vaqueiros e tropeiros: disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão, da poesia regional e universal.Os poetas cantam a sua aldeia e desencantam os uni.versos.

A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e do romanceiro medieval.

Pesquisa, influências e confluências…

O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, leitores, amantes e pesquisadores da cultura popular, nomes como: Luís da Câmara Cascudo, Leonardo Mota, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Rogaciano Leite, Jorge Amado, Glauber Rocha(pai do Cinema Novo), João Cabral de Melo Neto(Morte e Vida Severina), Rachel de Queiroz(O Quinze), José Américo de Almeida(A Bagaceira), José Lins do Rego(Fogo Morto), Graciliano Ramos(Vidas Secas), Mário de Andrade(Macunaíma), Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, Cavalcanti Proença, Roberto Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liêdo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho,
Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus,Silvano Peloso, Zé Ramalho, Soares Feitosa(Jornal de Poesia),Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira,Fausto Neto,Teófilo Braga, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário( Cordel Campina), Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo, Doralice Alves de Queiroz, Esmeralda Batista, Viviane de Melo Resende, Márcia Abreu, Assis Ângelo, A.M Galvão, V.M Resende,Shirlley Guerra, Maria Julita Nunes e tantos outros destaques do mundo culturaliterário.

Renomados criadores das artes e da literatura brasileira foram influenciados pelo cordel. Saliento os principais que me recordo: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Freire, José Nêumane Pinto e tantos outros criadores significativos.
Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Antônio Nóbrega, Quinteto Violado, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Belchior, Caçulinha, Mário Zan, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Oswaldinho, Clodo, Climério e Clésio(Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa,Ary Barroso, Vital Farias, Genival Lacerda,Diana Pequeno, Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel do Fogo Encantado,Castanha e Caju, Cegas de Campina Grande, Jorge Antunes, Anand Rao, Argemiro Neto, Genésio Tocantins, Paulinho Pedra Azul, Beirão, Waldonys, Robertinho do Acordeon,Zé Calixto, Arlindo dos Oito Baixos, Gérson Filho, Pedro Sertanejo, Furinchu, Chiquinho do Acordeon, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, João Gilberto e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica.

Mitos e precursores

Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário “Zé Limeira”, fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas… Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa, Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano da Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Rodolfo Coelho Cavalcante,Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória.

Não posso esquecer de figuras mí(s)ticas do universo sertânico do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos…

Presença no Brasil: do sertão às grandes cidades

No Brasil, o cordel ganhou estatura poética na Região Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, Vale do São Francisco, Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, a mítica Serra do Teixeira(Olimpo da Poesia), Campina Grande(Capital do Cordel), João Pessoa,Vales do Jaguaribe, Parnaíba, Gurguéia; Chapada Diamantina, Chapada do Apodi,Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Ibititá, Recife dos Cardosos, Lapão, Rochedo, Ibipeba, Canarana, Taguatinga, Águas Claras, Serra Talhada, Quixadá, Qixeramobim, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Aracati,Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Teixeira,Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Senhor do Bonfim,Uauá, Chorrochó, Maceió, Natal, São Luís, Cachoeira dos Índios, Terezina, Parnaíba, Belém, Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Santarém, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Sertânia, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo,Campinas,Diadema,Brasília /Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste.

Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa - no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo.

Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos poemas dos vates - poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do improviso), Silvino Pirauá de Lima( o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa(um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros(um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, Diniz Vitorino, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Zé Mariano, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, Apolônio Alves dos Santos, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Jo?o de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Pedro Osmar, Geraldo Emídio de Souza, Olegário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Francisca Barrosa, Lourdes Ramalho, Tindinha Laurentino, Maria da Piedade Correia - Maria Diva Guiapuan Vieira, Vânia Diniz, Lilian Maial, Vânia Freitas, Cora Coralina, José Leocádio Bezerra, Antônio Barreto, Antônio Vieira,Bule-Bule,Gutemberg Santana, Jotacê Freitas, Leandro Tranquilino Pereira, Luar do Conselheiro, Maísa Miranda, Marco Haurélio, Sérgio Baialista e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.

Cordel na Internet.

Amargedom, Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Gonçalo Ferreira da Silva, Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo.(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações.

O cordel tem presença constante no mundo virtual.Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet, temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e composta por seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade.

Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: O Cordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, em Campina Grande, Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas.
http://www.cordelcampina.cgonline.com.br
O cordel subsiste,sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries, dificuldades e antropofagias da Indústria cultural midiática, globalizante e da invasão cultural norte-americana…

São imprescindíveis a divulgação na mídia e na web, distribuição eficiente,abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal…
A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular.

Cordel no Planalto Central do Brasil.

Quem quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite:
 

www.gustavodourado.com.br/ cordel.htm
www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm
www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm
http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32
http://www.gargantadaserpente.com/cordel/
www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/
www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm
www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_homens/dourado.htm
www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm
www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744
www.gustavodourado.com.br/ Cordel%20e%20cinema.htm
http://cordel.zip.net
 

Veja também:  http://www.portaldocordel.com.br/cordelistaGustavoDourado.html

www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado

http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/60machadoAssis.pdf

http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/01tropicalia.pdf

http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/30guimaraesRosa.pdf

http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/04JorgeAmado.pdf

 http://www.jornalismo.com.br/gustavodourado

http://www.cordelcampina.cgonline.com.br/index_2.htm
http://www.ablc.com.br
www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm
http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html
www.camarabrasileira.com/cordel.htm

Ola mundo!

Quarta-feira
23.07.2008

Bem vindo ao Blogs.universia.com.br.

Este é o seu primeiro post, faça o que quiser com ele, edite ou apague, basta acessar o painel de controle em Blogs.universia.com.br.

kadınlar perde evden eve nakliyat