Obama: um novo tempo!

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O dia 05 de novembro é, sem dúvida, um dia histórico, pois, marca a vitória de Barack Obama para Presidente dos EUA, o que  representa muito para todo o mundo. Após oito anos da desastrosa gestão de George W Bush; agora temos a possibilidade de um novo tempo para todos os americanos e, conseqüentemente, para o mundo. O fato do novo representante da Casa Branca ser um imigrante, negro e de origem pobre, sinaliza que os americanos têm, de alguma forma, repensado seus conceitos sobre política, questão do racismo, democracia, entre outros.

 Agora temos um republicano na Casa Branca, cujos desafios não são dos menores, especialmente frente a uma crise econômica cujas conseqüências podem ser avassaladoras não só para os americanos, mas para todos os países.

É verdade que não se tem praticamente nada concreto do que Obama fará frente a questões como: o caos financeiro, o desastre da inconseqüente  guerra do Iraque, os problemas  relacionados à saúde ( que é vergonhoso para um país que se coloca no topo do mundo), bem como não se sabe o que o novo Presidente americano fará frente a política belicista adotada até então pelos governos anteriores.

Todavia, percebe-se que Obama se mostra sensível à realidade e, também, demonstra capacidade de dialogo, inteligência e abertura para discutir e tratar dos temas mais polêmicos possíveis. Enfim, a vitória de Obama marca a esperança para todos os povos. 

Postado por João Nunes da Silva em 05.11.2008

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doc debate meninas

meninas-divulgação

Postado por João Nunes da Silva em 28.10.2008

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doc debate

Na próxima quinta-feira, 30 de outubro de 2008, teremos o Projeto Doc Debate, com a exibição do documentário Meninas. O evento será no auditório da Unitins, às 19 horas. Após o filme haverá um debate sobre grvidez na adolescencia, com a sexóloga Sãmia Ponciano G.Ghabo. O objetivo do evento, o qual acontece todo mês, é estimular discussão a partir de documentarios com temas relacionados a questão social.  

SINOPSE: MENINAS -  No dia em que completa 13 anos, Evelin descobre que está grávida de seu namorado, um rapaz de 22 anos que acaba de se desligar do tráfico de drogas para o qual trabalhava na Rocinha, Rio de Janeiro, onde vivem. A gravidez não a impede de continuar sendo a garota de sempre.
A possibilidade de um aborto nem passou pela cabeça de Luana, 15 anos, quando ela descobriu que estava grávida. Órfã de pai, Luana vive com quatro irmãs e a mãe em uma casa onde só há mulheres. Desde cedo ajuda a mãe a criar as irmãs mais novas, e há meses vinha alimentando a idéia de ter um filho “só para ela”.
Edilene não planejou nem evitou sua gravidez. Tampouco o fez sua mãe. Agora, mãe e filha estão grávidas. Edilene espera um filho de Alex, por quem é apaixonada. Alex engravidou ao mesmo tempo sua vizinha, Joice, de 15 anos. Edilene, aos 14 anos e grávida, já vai viver o drama de um triângulo amoroso. 

Postado por João Nunes da Silva em 28.10.2008

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a internet e seu uso

A internet é uma realidade na vida de muitas pessoas, de modo que algumas não conseguem sequer passar um dia sem acessar seus sites preferidos, como é o caso dos jovens, os quais são os principais navegantes da rede. Há inclusive aqueles que não conseguem sair da frente do computador, pois sua vida parece conectada unicamente ao mundo da web. Nesse caso, temos os webmaniacos.

Será que a internet deixa as pessoas alienadas, a ponto de esquecerem do mundo material no qual estão inseridas? Afinal, a internet é boa ou é má? Na opinião de Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, a internet não é tão boa quanto se possa pensar, pois, ela tem deixado as pessoas mais burras.

O professor é taxativo, para ele , “é preciso tirar os jovens da rede para que passem mais tempo com os pais,  e, assim, fiquem mais inteligentes”. As considerações de Bauerleim, que não deixam de ser provocativas, são baseadas em dados como, por exemplo, “em 2001, 52% dos teens americanos não sabiam que a União Soviética foi aliada dos EUA na 2ª Guerra Mundial”. Outro dado é que o jovens de 15 a 24 anos lêem só  8 minutos por dia (será que no Brasil chegamos a isso? Se for já é considerável), mas passam 4 horas vendo TV.

Em sua opinião a realidade tem demonstrado que os jovens tem passado mais tempo na internet do que no convívio com a família, com isso ficam cada vez mais alienadas, tendo em vista que passam o tempo somente em site de relacionamentos, enquanto que   a leitura de livros, jornais e revistas é uma coisa rara, especialmente  entre os adolescentes.

A falta de convivência com os pais ou com outros adultos deixam os jovens internautas ignorantes frente à realidade que os cerca, alega o professor Bauerlein. Sem dúvida, a preocupação apontada pelo professor é importante, pois trata de algo que é concreto em nossos dias, isto é, muitos jovens tem trocado a família e a escola pela web, mais precisamente pelos sites de relacionamentos, como o Orkut, entre outros. A culpa , então, está na internet?

A questão não é considerar a internet como extremamente negativa. Assim como muitos pensavam que, no auge da televisão, por exemplo, a TV era um grande problema, também se faz o mesmo em relação à internet.

Portanto, colocar a culpa na web por tudo, não deixa de ser uma ignorância ou, no mínimo, ingenuidade. A questão é, como estamos usando a internet? E, em relação aos pais, será que não estão usando a internet como a nova babá dos seus filhos?Como diz um velho ditado popular, “tudo de mais é veneno”. Ou seja, deixar os adolescentes totalmente a mercê de suas vontades na web, sem que se faça nenhum acompanhamento, com certeza, os problemas virão. Não é por acaso que já foram pegos jovens utilizando a web para aplicar golpes, extorquir pessoas, além de outras ações criminosas.

Na sociedade da informação, na qual vivemos, a internet consiste numa importante ferramenta de relacionamentos, mas não somente para isso, pois, pesquisas importantes podem ser feitas com apenas um clique. Há uma gama de sites de institutos de pesquisas, revistas especializadas, artigos, eventos, entre outras oportunidades para ampliar o conhecimento; evidentemente que isto serve para quem estar interessado de fato em aprender.

Considerando a web como um meio de educação, não faltam opções para realização de estudos e de pesquisas na rede, todavia, percebe-se ainda que uma grande maioria prefere o famoso Control C e Control V para fazerem seus trabalhos escolares. Há inclusive uma variedade de sites picaretas os quais vendem trabalhos prontos na web, inclusive monografias. Quer dizer, assim como na sociedade de modo geral existem pessoas honestas e pessoas desonestas, na web não poderia ser diferente. Assim, cabe ao internauta fazer a filtragem do que considera sério para que não seja enganado.

Na verdade a web é um ambiente no qual muitos podem ganhar com comunidades e pesquisas. Não é o caso de condenar a internet, mas sim, de saber usá-la. Como afirma o filósofo David Weinberg (Superinteressante, edição 256, set 2008) “a internet permite que as pessoas discutam e, assim, compreendam melhor o mundo”.  

Postado por João Nunes da Silva em 01.09.2008

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tortura e ditadura

Na folha de São Paulo de hoje, 12-08-2008, destaca-se uma importante reportagem acerca dos crimes cometidos pelos militares, na época da Ditadura, instalada de 1964 a 1985. Trata-se de uma discussão que já vem a muito tempo, que é a abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores.

A tortura foi institucionalizada e praticada com todo o rigor pelos militares e por aqueles que a apoiavam na época. Assim, nada mais justo do que discutir essa questão e colocá-la a limpo

O Brasil é um país em que os crimes de tortura até hoje não tiveram  punição; é como se tudo o que fizeram: assassinatos, torturas, estupros, humilhações, desaparecimentos de presos políticos, não significasse nada. Como destacam os juízes que defendem a abertura e a discussão do caso, “Crimes de tortura não são crimes políticos e sim, crimes de lesa-humanidade.”

É preciso que todos saibam o que fizeram os militares em nome da lei e da ordem, de modo que, para isso, é necessário urgentemente que os arquivos da ditadura sejam abertos.  O País não pode ser conivente com crimes contra os direitos humanos.

Se  defendem a não discussão da questão, evidentemente que não se demonstram arrependimentos, isto é, aqueles que alardeiam contra essa discussão estão, na verdade, demonstrando o apoio a toda prática horrenda instituída pelos militares golpistas. Para ler a matéria, clique AQUI.  Clique também aqui para ver mais sobre o assunto.

Postado por João Nunes da Silva em 12.08.2008

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burocracia e impessoalidade

A burocracia consiste numa forma de poder, de modo que, por seu intermédio se mantém os sistemas de dominação e de subordinação numa sociedade baseada na racionalidade industrial. Oxalá que a burocracia fosse de fato mais utilizada para prática do bem, de modo que todos pudessem viver com dignidade e sem medo de ser e de expressar suas idéias, angustias , decepções e sonhos.

A sociedade moderna está cada vez mais presa a racionalidade instrumental, a qual se evidencia nas diversas instituições e organizações sociais cujos interesses estão voltados para o prazer imediato, que se traduz na busca pelo lucro, no consumismo e na vulgarização dos valores básicos do ser humano (liberdade, vida, por exemplo).

 Igualmente, nega-se o ser humano como sujeito, isto é, em troca do seu mais íntimo ser, de sua subjetividade, tem-se este como objeto de uso e de exploração, o que , por sua vez, se mostra claramente nas relações de trabalho estabelecidas nas diversas instituições e organizações.

É por meio da burocracia que o sistema estabelecido cria suas raízes e se perpetua, o que se dá principalmente pela aplicação de modelos educacionais tradicionais, baseados numa metodologia totalmente voltada para construir nos indivíduos a ilusão de que estão aprendendo de fato algo que contribua para a sua liberdade e para a realização de seus sonhos.

Desde as primeiras fases de vida escolar até a universidade é dado prioridade a uma metodologia da negação do sujeito, especialmente quando o aluno é obrigado cursar disciplinas estritamente técnicas, o que não seria problema se contribuíssem de fato para o conhecimento que chamo verdadeiro, isto é, que possibilite na pessoa a capacidade de refletir, questionar e de criar a partir dos contextos sociais em que possam se encontrar. Tal educação que prioriza a técnica é tipicamente linear, cartesiana e positivista.

É triste quando percebemos em profissionais e estudantes universitários, até mesmo de especialização, mestrados ou doutorados, a incapacidade de refletir sobre determinados temas relacionados à política, a cultura e a sociedade. Vê-se unicamente uma preocupação com o fazer para ganhar, ou seja, para lucrar. Tornou-se lugar comum o uso de técnicas para isso ou para aquilo, o como fazer.

Qualquer tentativa de reflexão é tida como perda de tempo, de modo a não perceberem, por sua vez, que adotam um comportamento programado, vazio e carente de vida própria, o que, conseqüentemente refletem nas relações sociais. Vejo com bastante preocupação como são formados os profissionais, os quais são despejados no mercado sem a menor capacidade para pensar criticamente, problematizar e para buscar soluções em conjunto a partir de discussões à luz da filosofia, da sociologia e da antropologia.

O resultado concreto desta nefasta formação está nas relações de trabalho cada vez mais degradantes, desumanas e impessoais. Isto mesmo, predomina nas organizações empresariais, seja pública ou privada, a impessoalidade, ou melhor dizendo, a falta de vida própria, o que se revela nos comportamentos, especialmente quando impera o silêncio frente a determinadas injustiças, nas fofocas e na briga por algum lugar na hierarquia burocrática.

Diante de tal realidade, é de se perguntar: a quem interessa tal situação? quem se beneficia com essa sociedade impessoal, padronizada e acrítica? Evidentemente que a maioria sai no prejuízo, como se percebe na falta de educação critica e de qualidade, na pobreza cada vez mais escancarada, na corrupção e na busca de favores individuais, nos políticos desacreditados e na ambição pelo lucro e pelo consumo fáceis. Tudo isso não deixa de ser a negação humana.

Tal realidade se mostra ridícula, favorável aos poderosos economicamente, conseqüência concreta daquilo que a ditadura implantou por meio de suas práticas execráveis como as torturas, a censura e a implantação  de modelos tecnicistas de educação e de administração.

Postado por João Nunes da Silva em 07.07.2008

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libertação de Ingrid Betancourt

Sem dúvida não deixa de ser motivo de alegria a libertação da Ingrid Betancourt.Todavia, vale refletir sobre o episodio Farc e governo colombiano. Uma das perguntas que não calam é: por quê o governo colombiano não negocia com as Farc? Isto é, como ficam os mais de 5000 (cinco mil) presos politicos que estão em poder de Uribe? e quanto a imprensa comercial, porque so se fala da Ingrid e não se reconhece a necessidade da maioria dos colombianos?

São questões que merecem ser  discutidas, para que não se veja só uma versão: o presidente colombiano sai fortelacido nesse episódio, porém, não resolve os conflitos e nem a situação dos colombianos.

Postado por João Nunes da Silva em 03.07.2008

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Sobre o intelectual

Os prazeres puramente intelectuais são inacessíveis à imensa maioria dos homens, quase incapazes de provar o prazer dado pelo conhecimento puro, ficam reduzidos unicamente ao querer. Para que um objeto consiga monopolizar-lhes a atenção é preciso como bem diz a palavra, que lhes estimule de qualquer modo a vontade, ainda que não seja senão por meio dalguma relação longínqua ou possível com ela; mas é preciso que não falte a vontade a sua parte, visto que a existência lhes consiste muito mais no querer que no conhecer: ação e reação constituem-lhe o único elemento. (SCHOPENHAUER – O mundo como vontade e representação, p. 73.)

Comentário

Digno do pensamento de Schopenhauer, não deixa de ser bastante atual, principalmente quando percebemos que o comportamento humano nos dias de hoje se pauta na mediocridade, o que tem sido perpetuada por meio dos sistemas de ensino voltado para a ótica do mercado e do utilitarismo.

A prova concreta disso são os modelos de administração fundamentados na ânsia pelo lucro fácil e à todo custo, de modo que difundem-se cada vez mais as palestras motivacionais, inspiradas na auto ajuda, o que resultam em vantagens para os profissionais picaretas, cujo conhecimento é zero, pois, é demonstrado por métodos e técnicas de enrolação, ou, poderíamos dizer, enrolation e embromation. Isto é, se isso não tem nada a ver com inglês, da mesma forma são os resultados concretos da grande maioria das palestras motivacionais, ou seja, resultam em nada para os espectadores, a não ser em lucro para os pseudo-profissionais e pseudo-conhecedores.

Postado por João Nunes da Silva em 18.06.2008

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Paulo Freire

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Paulo Freire Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. Escritor e debatedor, além de militante em favor das causas populares. Freire é considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente.

Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.

O seu maior legado foi ter criado um método próprio de alfabetização de adultos, que recebeu o seu nome. Trata-se de uma metodologia critica voltada para a realidade na qual o alfabetizando se encontra.

Considerava-, portanto, que não faz sentido uma escola desvinculada da realidade, a qual ignora totalmente todo o sdaber, historia e cultura dos educandos.Para esse sociólogo,

O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será ” aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade”. Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização.
A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas.

Paulo Freire percebia a sociedade dividida em classes, cujo sistema educacional formal é estruturado para reproduzir as desigualdades sociais; daí sua preuocupação em uma “pedagogia libertadora”.

Obras

A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.

Postado por João Nunes da Silva em 17.06.2008

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Octávio Ianni

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Octavio Ianni (Itu, 1926 — São Paulo, 4 de abril de 2004) foi um sociólogo brasileiro.
Graduado na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Sociais onde fez também o mestrado e doutorado, foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Aposentado compulsoriamente, teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5 em 1969. Somente voltou a lecionar no Brasil em 1977 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Exerceu sua profissão também no México, Estados Unidos, Espanha e Itália.

Faleceu de câncer em São Paulo aos 77 anos no dia 04 de Abril de 2004.

Foi um dos importantes sociólogos do Brasil, tendo contribuido significativamente com seus estudos sobre a realidade brasileira, globalização, Estado, entre outros temas.

Obras
•Cor e mobilidade social em Florianópolis, 1960 (em colaboração) • Homem e sociedade, 1961 • Metamorfoses do escravo, 1962 •Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, 1963 • Política e revolução social no Brasil, 1965 • Estado e capitalismo no Brasil, 1965 • O colapso do populismo no Brasil, 1968 • Estado e Planejamento Econômico no Brasil, 1971 • A formação do Estado populista na América Latina, 1975 • imperialismo e cultura, 1976 • Escravidão e racismo, 1978 • A ditadura do grande capital, 1981 • Revolução e cultura, 1983 • Classe e nação, 1986 • Dialética e capitalismo, 1987 • Ensaios de sociologia da cultura, 1991 • A sociedade global, 1992 • Teorias da Globalização, 1996

Postado por João Nunes da Silva em 16.06.2008

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