Sobre o intelectual

Os prazeres puramente intelectuais são inacessíveis à imensa maioria dos homens, quase incapazes de provar o prazer dado pelo conhecimento puro, ficam reduzidos unicamente ao querer. Para que um objeto consiga monopolizar-lhes a atenção é preciso como bem diz a palavra, que lhes estimule de qualquer modo a vontade, ainda que não seja senão por meio dalguma relação longínqua ou possível com ela; mas é preciso que não falte a vontade a sua parte, visto que a existência lhes consiste muito mais no querer que no conhecer: ação e reação constituem-lhe o único elemento. (SCHOPENHAUER – O mundo como vontade e representação, p. 73.)

Comentário

Digno do pensamento de Schopenhauer, não deixa de ser bastante atual, principalmente quando percebemos que o comportamento humano nos dias de hoje se pauta na mediocridade, o que tem sido perpetuada por meio dos sistemas de ensino voltado para a ótica do mercado e do utilitarismo.

A prova concreta disso são os modelos de administração fundamentados na ânsia pelo lucro fácil e à todo custo, de modo que difundem-se cada vez mais as palestras motivacionais, inspiradas na auto ajuda, o que resultam em vantagens para os profissionais picaretas, cujo conhecimento é zero, pois, é demonstrado por métodos e técnicas de enrolação, ou, poderíamos dizer, enrolation e embromation. Isto é, se isso não tem nada a ver com inglês, da mesma forma são os resultados concretos da grande maioria das palestras motivacionais, ou seja, resultam em nada para os espectadores, a não ser em lucro para os pseudo-profissionais e pseudo-conhecedores.

This entry was posted em 18.06.2008 às 23:48 and is filed under Geral. You can follow any Responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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