DO CONFLITO NA FAIXA DE GAZA AO BRASIL
A guerra entre Israel e Palestina, assim como tantas outras, é uma guerra insana. Como se sabe, a maioria é quem perde de fato, de modo que crianças, idosos, trabalhadores, mulheres, jovens e adultos, nada mais fazem, a não ser lutarem por suas vidas. Trata-se de mais uma demonstração da incapacidade humana de dialogar, de perdoar e de construir juntos um mundo melhor. Enquanto isso, os Estados Unidos continuam apoiando Israel, produzindo e vendendo armas. Esperamos que isso chegue ao fim, todavia, não se trata de esperar por esperar, mas de fazer algo, propor, participar com opiniões, incentivar uma atitude mais consistente da ONU e das grandes nações, digo no sentido econômico, pois, nenhuma nação é tão grande a ponto de se sentir melhor do que as demais, pelos menos não deveria, afinal, somos todos humanos.
Esperamos que, assim como tivemos o fim do Apartheid na África, inclusive com a participação dos movimentos sociais do mundo todo, exigindo o fim da segregação naquele país, podermos participar mais ativamente para mudar tal situação. Que essa realidade triste do momento possa ser mudada. Assim, os jornais e a grande imprensa internacional não ganharão mais somente com notícias do conflito, ataques, mortes, bombas explodindo nos diversos lugares da Faixa de Gaza e de Israel, entre outros absurdos.
A guerra é insana, o modelo atual do mundo é insano e, por enquanto, Deus é objeto de lutas e de conflitos ainda para muitos. Além dessa guerra, não esqueçamos que vivemos em guerra constante no nosso país, assim como em vários outros, cujas proporções crescem assustadoramente. Refiro-me as guerras silenciosas e aquelas mais barulhentas. Quanto à primeira, podemos enumerar várias, tais como: fome, falta de moradia, falta de segurança, a matança no trânsito, a corrupção, o desrespeito a educação, o alcoolismo entre jovens e adultos, a insolência daqueles que agridem e matam por prazer ou por pura diversão, como fizeram com o índio Pataxó queimado vivo pelos “filhinhos de papai”, e com a agressão a doméstica que esperava o coletivo de madrugada, além dos jovens que provocam, agridem e matam, enquanto vão para uma “festinha irada”. O mais obscuro exemplo de insolência desses meninos se materializa nas justificativas apresentadas; aqueles que queimaram o índio Galdino, se saíram com essa pérola: “a gente confundiu com um mendigo” (como se isso fosse justificativa); quanto aos que atacaram a jovem doméstica, temos essa outra pérola: “a gente confundiu com uma prostituta”. Onde estão os valores básicos? Alguém sabe o que são Direito Humanos?
Voltando as guerras, por enquanto, as mais barulhentas ainda se resumem as falas e encenações por parte de alguns. Nesse caso, temos as leis que não saem do papel, as CPIs da vida, as quais não tem resultado em nada, os discursos dos políticos inconvenientes e oportunistas, só para dar uns poucos exemplos dos muitos barulhos e dos poucos resultados, ou talvez nenhum.
Quanto às guerras como Israel e Palestina, ou mesmo a do Iraque, só pra citar as mais recentes, tratam-se de insanidades que resultam em destruições instantâneas de pessoas e grupo. Estas não só são barulhentas em função das bombas atiradas, mas em razão da incapacidade humana de construir a paz, independente de religião e, também, da capacidade de incentivar o ódio, inclusive em nome de Deus.
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