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O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

30.01.2009 por João Nunes da Silva

O que seria do mundo se não existissem  formas de contestação da ordem estabelecida? Se todas as pessoas, os grupos  e organizações se limitassem a dizer sim a tudo o que se apresenta, como então poderíamos ter um mundo melhor? Para se ter um exemplo, caso não tivessem acontecido a resistência e luta dos escravos, intelectuais e de políticos e movimentos sociais contra a escravidão, o apartheid, as ditaduras, o nazismo e o fascismo, dentre outros, certamente teríamos um mundo pior do que já o temos no momento. Comecei com essa provocação para falar do Fórum social Mundial – FSM - que acontece desde o dia 27 de janeiro e se estenderá até o dia 1º de fevereiro em Belém do Pará - Brasil.

O FSM é um espaço democrático, aberto para a discussão das diferentes temáticas que envolvem as principais preocupações e problemas do nosso mundo, também chamado de pós-moderno. Surgiu como forma de contestação ao Fórum econômico de Davos, cujos objetivos centrais consistem em garantir a perpetuidade do modelo capitalista de sociedade e, por sua vez, estender cada vez mais os lucros às grandes empresas multinacionais. Em outros termos, significa que o FSM procura saídas concretas para os estragos que as políticas socioeconômicas neoliberais tem feito ao longo desses anos, cujas conseqüências diretas são: a fome, a pobreza, a exclusão social,o desrespeito aos direitos humanos, a destruição do meio ambiente,entre outros.

Assim, em vez de priorizar o lucro de forma irresponsável, como tem feito até hoje os tecnocratas dos países mais ricos, em Davos, o fórum Social Mundial se reúne a cada ano em diferentes localidades, para dialogar com os diversos movimentos sociais, trabalhadores, índios, negros, mulheres, enfim, as diferentes minorias sociais, no sentido de mostrar que um mundo melhor é possível. Desta feita, as preocupações em torno de questões trabalhistas, violência contra a mulher, preconceito e discriminação, péssimas condições no que diz respeito a saúde, educação, moradia, segurança, além de problemas como a monopolização dos meios de comunicação de massa, entre outros fatores, são temas que fazem parte do FSM.

Nesse evento, participam também, além de militantes de Movimentos Sociais, de ONGs e pastorais, representantes políticos, gestores públicos e dirigentes de nações da América Latina, os quais se mostram interessados em construir um mundo melhor a partir do diálogo com os povos e minorias diversas,as quais são vítimas de um modelo socioeconômico injusto, responsável pelas mazelas que assolam os países do Terceiro Mundo. Para ver mais sobre esse importante evento, CLIQUE AQUI.Para ver fotos do FSM, clique aqui.

Em Geral, politica e sociedade

1 comentário

  1. b BRAZIL

    Acredito que a desobediência civil é a forma de contestar.
    Mas há que ter uma união consciente.
    A verdade é que não temos líderes .
    Se imaginarmos que Barack Obama será um líder a favor dos mais fracos, enganamo nos.
    Ele tem os compromissos com os Estados Unidos, não com os “mais fracos e oprimidos”.
    Sinto que apenas precisamos de um líder, mais de um, um conjunto harmônico de líderes.
    Sem isso, continuaremos a doar nossos bens ( nesse momento os bens naturais e básicos, água e comida).
    Energia, a natureza e a ciência têm condições de criar meios para que não falte.
    Mas a água…a comida…
    Isso a que estão dando o nome de crise mundial, é apenas uma preparação para um outro tipo de exploração que vem por aí, porque se a crise fosse crise de dinheiro, resolveriam.
    Dinheiro, digo, a economia mundial nas mãos do G8 é como “geleca”, manipulam e dão nomes.
    Sempre com um fim.
    Os meios, sempre são o sacrifício de países onde o povo vive hipnotisado, como por ex, nós.
    Obrigada.

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