olhar crítico
Esse é um espaço para criticas, discussões e reflexões sobre temas variados.Participe você também.

Emigrantes: em busca de vida

19.02.2009 por João Nunes da Silva

A questão da emigração é, sem embargo, um dos principais problemas que encontramos hoje. Evidentemente que é necessário levar em conta quais os motivos que levam tantas pessoas e de diferentes países saírem de suas terras para outras tão distantes. Não é conveniente julgar àqueles que arriscam suas vidas em busca de um lugar ao sol em outros países. A primeira análise, por mais comum que seja, já nos leva a um a noção básica de que o que motiva a emigração são as necessidades, que se traduzem em necessidade de tudo: emprego, moradia digna, saúde, educação, segurança, paz, por exemplo. Veja esse vídeo que trata  de jovens emigrantes encontrados mortos há vinte metros da costa Teguise, na Espanha. Veja, se emocione e reflita.

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Foto premiada 2008

13.02.2009 por João Nunes da Silva

Foto Premiada

Foto ganhadora do primeiro lugar na categoria “Notícias Gerais” do World Press Photo of the Year. De autoria do brasileiro Luiz Vasconcelos, do jornal “A Crítica”, a imagem mostra uma mulher tentando impedir o despejo de seu povoado em Manaus, no Brasil, dia 10 de março de 2008. Faça seu comentário. Para saber mais Clique Aqui.

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Crescimento da ead

07.02.2009 por João Nunes da Silva

Veja a entrevista com o secretário de Educação a distância que trata do crescimento dessa modalidade de ensino, destacando os seus principais aspectos. É uma importante oportunidade para aprofundar sobre o assunto e tirar algumas dúvidas.

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o crescimento da ead e os desafios da educação

06.02.2009 por João Nunes da Silva

O ensino a distância no Brasil (EAD) já é uma realidade inexorável. É cada vez maior o numero de ofertas de cursos em EAD, bem como,de pessoas que procuram essa modalidade.O crescimento da oferta de cursos em EAD tem gerado varias discussões e suscitado um acompanhamento criterioso por parte do Ministério da Educação - MEC, no sentido de fiscalizar todas as instituições de ensino superior que ofertam os diferentes cursos no país.

 Segundo dados do sítio: <http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=17067>, acesso em 05 de janeiro de 2009, hoje “o sistema de EAD (Educação a Distância) tem atualmente 760.599 alunos matriculados em 109 instituições”. Isso demonstra a relevância da EAD para uma grande parcela da nossa sociedade, bem como, a necessidade, evidentemente de um processo de avaliação contínua para a garantia de um ensino de qualidade para todos.

Para ler a materia completa, CLIQUE AQUI.

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Sobre EAD

06.02.2009 por João Nunes da Silva

Em matéria publicada no dia 01 de dezembro de 2008, o sítio universia trata da questão do ensino a distancia, especialmente sobre a situação atual das instituições que oferecem essa modalidade de curso. De forma bastante respeitosa, destacam-se as IES que apresentam a necessidade de regularização no que diz respeito aos pólos presenciais, após avaliação feita pelos representantes do MEC. Veja matéria na integra  CLICANDO AQUI.

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O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

30.01.2009 por João Nunes da Silva

O que seria do mundo se não existissem  formas de contestação da ordem estabelecida? Se todas as pessoas, os grupos  e organizações se limitassem a dizer sim a tudo o que se apresenta, como então poderíamos ter um mundo melhor? Para se ter um exemplo, caso não tivessem acontecido a resistência e luta dos escravos, intelectuais e de políticos e movimentos sociais contra a escravidão, o apartheid, as ditaduras, o nazismo e o fascismo, dentre outros, certamente teríamos um mundo pior do que já o temos no momento. Comecei com essa provocação para falar do Fórum social Mundial – FSM - que acontece desde o dia 27 de janeiro e se estenderá até o dia 1º de fevereiro em Belém do Pará - Brasil.

O FSM é um espaço democrático, aberto para a discussão das diferentes temáticas que envolvem as principais preocupações e problemas do nosso mundo, também chamado de pós-moderno. Surgiu como forma de contestação ao Fórum econômico de Davos, cujos objetivos centrais consistem em garantir a perpetuidade do modelo capitalista de sociedade e, por sua vez, estender cada vez mais os lucros às grandes empresas multinacionais. Em outros termos, significa que o FSM procura saídas concretas para os estragos que as políticas socioeconômicas neoliberais tem feito ao longo desses anos, cujas conseqüências diretas são: a fome, a pobreza, a exclusão social,o desrespeito aos direitos humanos, a destruição do meio ambiente,entre outros.

Assim, em vez de priorizar o lucro de forma irresponsável, como tem feito até hoje os tecnocratas dos países mais ricos, em Davos, o fórum Social Mundial se reúne a cada ano em diferentes localidades, para dialogar com os diversos movimentos sociais, trabalhadores, índios, negros, mulheres, enfim, as diferentes minorias sociais, no sentido de mostrar que um mundo melhor é possível. Desta feita, as preocupações em torno de questões trabalhistas, violência contra a mulher, preconceito e discriminação, péssimas condições no que diz respeito a saúde, educação, moradia, segurança, além de problemas como a monopolização dos meios de comunicação de massa, entre outros fatores, são temas que fazem parte do FSM.

Nesse evento, participam também, além de militantes de Movimentos Sociais, de ONGs e pastorais, representantes políticos, gestores públicos e dirigentes de nações da América Latina, os quais se mostram interessados em construir um mundo melhor a partir do diálogo com os povos e minorias diversas,as quais são vítimas de um modelo socioeconômico injusto, responsável pelas mazelas que assolam os países do Terceiro Mundo. Para ver mais sobre esse importante evento, CLIQUE AQUI.Para ver fotos do FSM, clique aqui.

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problemas da educação

24.01.2009 por João Nunes da Silva

Dando uma olhada nos blogues pelo mundo afora encontrei essa entrevista sobre problemas da educação portuguesa. Trata-se de uma entrevista com uma escritora, Alice Vieira, de Portugal. Achei interessante dividir com você leitor as preocupações apontadas por essa senhora, no que diz respeito aos principais problemas da educação naquele país. Logo se vê que não é somente por aqui, nas terras brasileira, que a educação enfrenta tantos problemas, dentre eles: professores mau formados e mau pagos, estudantes desinteressados e indisciplinados, falta de conhecimentos básicos, falta de leitura.

Para ler a matéria, clique aqui.

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Obama: esperança de um novo tempo

20.01.2009 por João Nunes da Silva

 Hoje, 20 de Janeiro de 2009, é a posse do Barack Obama, como todos já sabem e, além das festividades, são muitas as expectativas diante do novo presidente da nação mais rica do planeta, isto é, que era a mais rica, até a atual crise que assusta, não só OS EUA, mas o mundo. E então, o que esperamos do novo mandatário americano? Certamente, muitas coisas. É claro que não dá prá ser tão inocente a ponto de imaginar que tudo será resolvido com a presidência de Obama, evidentemente que não; aliás, provavelmente muito pouco poderá ser feito, contanto que esse pouco seja com muita qualidade. Algumas questões surgem com esse novo tempo, tais como: o que acontecerá com a prisão de Guantánamo, em Cuba, onde prisioneiros sofrem torturas constantemente? Será que teremos o fim desse absurdo?  E , em relação à posição da política americana no Iraque, como serão resolvidos os pepinos deixados pelo patético Bush? E quanto à política belicista, terá continuidade? O que fará Obama em relação aos conflitos no mundo, como, por exemplo, quanto a questão da Palestina? E quanto a América Latina, teremos uma situação melhor? Qual a posição do novo governo frente às particularidades desse novo mundo? A questão da Colômbia, com o tráfico de drogas e os confitos com as Farcs, como serão resolvidos? Que posição será adotada a partir de agora, por parte da Casa Branca, no que se refere à relação com Cuba, Venezuela? E a crise econômica, que ainda ameaça o mundo, qual será o caminho? Bem, e quanto ao Brasil, qual será a posição do novo governante frente ao nosso país?

As questões apontadas anteriormente não deixam de fazer parte das nossas angustias e , também, de esperanças. Como sinalizei em outro artigo, Obama representa um novo tempo e é com muita esperança, mas muita esperança mesmo, que vislumbramos o novo governante americano. Sem sombra de dúvida, a chegada de Obama à Casa Branca não deixa de representar uma grande esperança, porém, tomara que não finde em pesadelo, o que acredito que não. Diante dessas perspectivas, resta esperar como as coisas vão se encaixando. A História já demonstrou que não devemos confiar tanto nos homens, especialmente nos governantes, à ponto de sermos fanáticos, acreditando que um novo Messias chegou; isso seria ingenuidade por demais, especialmente num mundo que já viveu tantas tragédias e emoções, além do capital cultural, científico e tecnológico já construído por todos os povos. Vejamos o que nos espera. Que Obama faça um grande governo,não só para os americanos, mas para todos.

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Sobre a minissérie Maysa

19.01.2009 por João Nunes da Silva

Começo este artigo me perguntando se deveria ou não escrever sobre esse assunto, isto, é, falo da minissérie Maysa, quando fala o coração, escrita por Manuel Carlos e dirigida por Jaime Monjardin, filho da cantora. Tendo me rendido à vontade de escrever, começo pela qualidade da direção e do autor. Sem dúvida, trata-se de uma obra de grande envergadura, daquelas que prendem o telespectador do começo ao fim. Não sou de gostar muito desse tipo de trabalho, especialmente quando se trata de TV comercial, todavia, não se pode negar a importância e qualidade da minissérie.

Quanto à cantora Maysa e sua vida bastante atribulada, tenho aqui as minhas considerações, não como julgamento a esta grande cantora, mas sim, quero deixar algumas linhas sobre a vontade da Maysa de fugir de toda hipocrisia da sociedade da época. Penso, a partir do que foi apresentado pela novela que faltou, evidentemente, maturidade por parte da pessoa Maysa no que diz respeito a saber lidar com seus problemas, que não foram poucos. Mas, e quem tem tanta maturidade assim para viver, especialmente num mundo que cada vez mais se volta para os interesses comerciais? Em relação a cantora, vejo que demonstrou um talento incrível, com capacidade de traduzir em poesia e música tudo o que passou e viveu, seus sentimentos, medos, angústias e ousadias.

Acho que Maysa foi simplesmente original. Em resumo, a mensagem que a minissérie nos traz é de reflexão sobre a vida e suas ilusões. E, quando se trata de um artista como Maysa, Michael Jackson, Amy Winehause, Britney Spears, entre tantos outros, se considerarmos o assédio da mídia e de toda uma industria cultural, a qual o artista é, muitas vezes, manipulado e fica preso ao sistema, temos, portanto, uma complexidade imensa,o que exige da pessoa e do artista muita maturidade e “jogo de cintura.

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O Brasil mata mais do que a Faixa de Gaza

15.01.2009 por João Nunes da Silva

Você já imaginou que o Brasil é um dos países que mais mata e desrespeita os direitos humanos? Pois é, em comparação com o atual conflito entre Israel e Palestina, na Faixa de Gaza, o Brasil ainda consegue ser pior. Considerando o período de um ano, por exemplo, temos uma média de 50 mil homicídios, além dos crimes como tortura nas prisões, trabalho forçado, ameaças aos povos indígenas e violência no campo. Trata-se de um dado assustador. Para saber veja a reportagem a seguir, extraída da Agencia de Noticias Repórter Brasil. Quanto aos dados originais, são oriundos da ONG  Human Rights Watch.

Violência no Brasil: 50 vezes mais mortos que na Faixa de Gaza

Human Rights Watch condena “crise de segurança pública” que resulta em 50 mil homicídios por ano. Para ONG, violações em presídios, tortura, trabalho forçado e ameaças a indígenas e sem-terra no campo continuam recorrentesPor Repórter Brasil

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch divulgou, nesta quarta-feira (14), o seu relatório anual que traça um panorama das violações dos direitos humanos no mundo. A “crise da segurança pública” - que, , segundo a entidade, afeta especialmente comunidades pobres de grandes cidades e é perpretada pela ação de gangues criminosas e pelo abuso policial - aparece como um dos principais destaques da seção sobre o Brasil.

“Aproximadamente 50 mil homicídios ocorrem a cada ano no Brasil”, sublinha a Human Rights Watch. O relatório veio a público no mesmo dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que mais de mil palestinos morreram e cinco mil ficaram feridos nos 19 dias de ataques israelenses na Faixa de Gaza. Dez soldados israelenses morreram em combate (cinco por “fogo amigo”) e três civis perderam a vida por causa dos foguetes de grupos árabes que atingiram o território de Israel.

Além do problema da violência urbana, as condições dos presídios, a tortura, o trabalho forçado, as ameaças aos povos indígenas e camponeses sem-terra e a impunidade fazem parte do relatório da ONG internacional.

Violência urbana
No Rio de Janeiro, realça a entidade, centenas de comunidades de baixa renda estão sendo ocupadas e controladas por gangues rotineiramente envolvidas com tráfico ilegal de drogas, extorsão e crimes violentos. A violência policial foi definida como “um problema crônico”. Dados oficiais repetidos no relatório mostram que a polícia foi responsável, no estado fluminense, por cerca de um em cada cinco mortes intencionais no primeiro semestre de 2008.

“A polícia alega que essas mortes ocorrem nos confrontos com os criminosos, e registram as ocorrências como ´ações de resistência´ - 757 mortes em decorrência de ação policial foram registradas no estado fluminense (uma média de quatro por dia) no período de janeiro a junho de 2008″, detalha a ONG de defesa dos direitos humanos, Human Right Watch. 

O relatório cita ainda relatórios sobre ataques indiscriminados por parte da polícia do Rio de Janeiro nas chamadas “megaoperações” em favelas e casos de abusos de policiais fora do serviço. De todos os homicídios no estado de Pernambuco, promotores estimam que 70% são cometidos por esquadrões da morte. Acredita-se que policiais façam parte desses grupos.

O caso das milícias, que também conta com alguns policiais fora de serviço, também é lembrado. Numa das favelas do Rio controladas por milícias, um morador e três empregados do diário “O Dia”, que trabalhavam na cobertura jornalística das atividades do grupo no local, foram sequestrados e torturados em maio de 2008. As vítimas sofreram agressões, sufocamento, choques elétricos, ameaças de violência sexual e de morte. Por causa da repercussão na mídia, pelo menos dois integrantes da milícia foram presos e aguardam julgamento - incluindo um dos supostos líderes, que é inspetor policial.

Presídios e tortura
“A tortura permanece como um problema sério no Brasil”, avalia a ONG. O relatório oficial da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do sistema penitenciário, divulgado em junho de 2008 com base em evidências coletadas nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, concluiu que o sistema nacional de detenção está corroído pela “tortura física e psicológica”.

Em seis estados - Rondônia, Piauí, Mato Grosso, Ceará, Maranhão e Goiás - “assim como em muitos outros”, membros da CPI se depararam com ”cicatrizes de torturas” em prisioneiros. A comissão constatou ainda que agressões “são rotina nas prisões brasileiras” e que abusos ocorrem nos centros de internação de adolescentes infratores.

“As condições desumanas, a violência e a superlotação que têm marcado historicamente os centros de detenção brasileiros continuam sendo um dos principais problemas de direitos humanos do país. Atrasos no sistema de Justiça contribuem para a superlotação”, completa o documento.

De acordo com as estatísticas oficiais, o número de presos subiu para 440 mil (um crescimento de 40% em cinco anos). Aproximadamente 43% desses presos ainda não foram devidamente julgados. A ONG salienta que o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, solicitou intervenção federal em Rondônia por causa das sucessivas violações de direitos humanos no Presídio Urso Branco, na capital Porto Velho (RO).

Trabalho forçado e violência agrária
A Human Rights Watch frisa que o governo federal brasileiro vem dando passos para erradicar o trabalho forçado desde 1995, com iniciativas como a criação do grupo móvel de fiscalização que monitora as áreas rurais. No entanto, a ONG lembra que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) coletou denúncias referentes a 8,6 mil pessoas submetidas a condições de trabalho forçado em 2007. No mesmo ano, houve 5.974 (o Ministério do Trabalho e Emprego depois corrigiu esse número para 5.999) libertações.

“O governo federal promoveu avanços positivos nos esforços de combate ao trabalho forçado, mas a responsabilização criminal pelo crime de exploração dos trabalhadores continua rara”, analisa o relatório.

Povos indígenas e camponeses sem-terra continuam enfrentando ameaças e violências como resultado de conflitos agrários. Nas contas da mesma CPT, 28 pessoas foram assassinadas e 428 foram presas em 2007. Em março de 2008, Welinton da Silva, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi ferido com um tiro na perna durante ocupação da Usina Hidrelétrica de Estreito, na divisa do Maranhão com o Tocantins.

Segundo a ONG, defensores de direitos humanos, particularmente aqueles que trabalham com questões de violência policial e conflitos agrários, ainda sofrem intimidação e violência no Brasil.

Impunidade e direito reprodutivo
“Garantir a responsabilização pela violação de direitos humanos permanece como um grande desafio”, atesta o relatório, que menciona o caso de Vitalmiro Bastos de Moura (Bida). O fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005 foi absolvido por júri popular em maio de 2008. Em outro caso, a investigação criminal com relação à morte do acampado Sétimo Garibaldi foi arquivada formalmente, sem que ninguém fosse responsabilizado pelo crime. 

O Brasil continua sem submeter a julgamento os responsáveis pelas atrocidades cometidas durante o período de ditadura militar (1964-1985). Na visão da entidade estrangeira, ”a Lei de Anistia de 1979 tem sido interpretada para barrar processos contra agentes do Estado” 

O aborto, por sua vez, é legal apenas quando se trata de indicação médica por causa do risco de morte da gestante ou quando a gravidez é resultante de estupro. “Investigações criminais em clínicas de saúde femininas em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul levantaram sérias preocupações com relação á privacidade”, adiciona a ONG. No bojo de um processo criminal de 2007 que avança no Mato Grosso do Sul, registros médicos privados de milhares de mulheres - que foram inclusive indiciadas - se tornaram públicos em cumprimento à ordens judiciais.  

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