Pois é, mais uma vez um caso polêmico toma conta da mídia em geral. Trata-se do assassinato da jovem Isabella, que foi, SUPOSTAMENTE, cometido por seu pai, de acordo com o que nos é “informado” pela mídia.
A mídia televisiva é um importante meio de informação? Claro que é. Muitas vezes sendo o único meio de informação a que temos acesso. Porém, não devemos nos esquecer que as notícias alí veiculadas são apresentadas por seres humanos, que são os mesmos que “elegem” as notícias que serão veiculadas nos jornais e DE QUE FORMA serão passadas ao público alvo. Não podemos nos esquecer do fato de que a mídia “vive” de vender notícias e “informação”. O grande problema é que muitas vezes essas informações se tornam HISTÓRIAS e acabam se afastando terrivelmente da realidade dos fatos.
Quem não se lembra do Caso ESCOLA BASE? Para os que não se lembram, foi um caso em que mães de algumas crianças dessa escola denunciaram os donos da escola e alguns professores por praticarem abusos sexuais contra seus filhos. A imprensa divulgou o “caso”, fazendo com que a HISTÓRIA tomasse proporções descomunais. Os donos da escola e os professores acusados foram praticamente crucificados pela sociedade e pela opinião pública. A escola foi depredada e fechada. Os acusados correram sérios riscos de serem agredidos na rua. E adivinhem só: TODOS ELES ERAM INOCENTES. O caso não passou de uma HISTÓRIA contada pelas mães das crianças. A emissoras de televisão que crucificaram os acusados no caso Escola Base foram processadas e pagaram indenizações altíssimas por terem ACABADO com a vida de todos eles.
E quem não se lembra do caso do Promotor de Justiça Thalles? Todos já o condenaram. Se depender da opinião pública em geral e da mídia televisiva, o acusado já está preso e condenado à pena de prisão perpétua (embora não exista no ordenamento jurídico brasileiro). Só tem um detalhe: Alguém aqui leu o processo em questão? Alguém aqui foi conversar com o acusado para saber a versão dele dos fatos? Pois é, só temos a versão passada pela mídia, que em nosso país é extremamente sensacionalista, e quer a todo custo vender a notícia/história para o público.
O que quero dizer com este artigo é que não devemos condenar o pai e a madrasta da criança assassinada. Não nos esqueçamos que em nosso ordenamento jurídico “TODOS SÃO INOCENTES ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO”. Nosso ordenamento jurídico se baseia na presunção de inocência dos cidadãos e, até que fique cabalmente provado e até que a sentença seja transitada em julgado, não devemos sair por aí dizendo que eles são culpados ou inocentes, devemos acompanhar o desenrolar processual do caso e aguardar a decisão do juiz, condenando-os ou absolvendo-os, e aceitar a decisão, sem nos deixarmos ser levados pela interminável gana da maior parte da mídia de MOLDAR nossa opinião, e não de nos fornecer elementos para que FORMEMOS NOSSA PRÓPRIA OPINIÃO.
Atenciosamente,
Luiz Felipe.
04.04.2008 às 09:52
Concordo contigo, pois são acusações seríssimas e se depender do povo, nossa, o pai e a madrasta, estariam crucificados, empalados e amaldiçoados. Obrigado por lembrar dos casos anteriores, como o Colégio Base, cuja vida dos donos e professores foram destruidas por mães inescrupulosas e péla imprensa ávida em ventilar notícias. Com sinceridade, nobre amigo, a crueldade da população é pior do que a tirania de reis, pois são movidos pelo desejo - eterno querer - pela irracionalidade de seus impulsos. Portanto, não podemos julgar esse acontecimento com a ótica da imprensa, mas dentro de uma razão e de uma lógica. Uma pergunta me veio agora a cabeça:
Será que a polícia terá capacidade de desvendar este complicado mistério?
Obrigado por sua atenção e um forte abraço.
04.04.2008 às 20:03
Olá Luiz Felipe,
Muito bem lembrado. Torço para que as pessoas que “culpam o primeiro acusado” leiam seu artigo e pensem na responsabilidade de acusar alguém, sem provas.
Abraço,
Paula
06.04.2008 às 12:23
Concordo com você, a mídia no Brasil é o quarto poder (se não o primeiro deles) as pessoas em geral estão ficando muito limitadas na forma de pensar, graças a filosifia da mídia Brasileira, o ordenamento jurídico reza realmente que todos são inocentes até que provem o contrário, porém, nossa imprensa diz que ”todos são culpados, até que provem o contrário”.