12 16

     Era um domingo, domingo de sol, de reunião com a família: netos, primos, sobrinhos, tios e tias, noras e genros, irmãos e irmãs, enfim, gêneros e espécies ab-so-lu-ta-men-te completos.
     A macarronada da mama, as crianças latindo, os cães gritando, digo, os cães latindo, as crianças uivan, er, digo gritando, os genros blefando, as noras tricotando, os irmãos contando vantagens, aquela velha e boa zona.
     Depois do almoço, a cerveja nossa de cada dia, digo,de todos os fins de semana. Todos com a cara devidamente cheia, aquela coisa, sabe como é que é?
     Começam a se estranhar, (na verdade não se estranham, simplesmente falam o que pensam mas não tem coragem de dizer com a cara meio que lavadona) e rola aquele barraco. As crianças latindo, os cães gritando, um mega barraco, o pior que houve até então.
     Bem, aí entra a turma do deixa pra lá, sendo neutralizada pelos que colocam lenha na fogueira, aí a coisa atinge quase 200 graus, mas de repente começa a esfriar e tudo termina em beijos e abraços.
     Que ótimo.
     Domingo que vem tem mais.

12 13

Eu olho o céu tão escuro,
Começo então a pensar.
Se não pararmos com isso,
Onde vamos morar.

Com toda essa poluição,
Que os homens estão a causar.
Queimando as paisagens da terra,
Como vamos nós respirar.

Se não bastassem as indústrias,
Os céus estão a poluir.
Furando a camada de ozônio,
Matando os seres aqui.

Espero que todos os homens,
Que tenham em seus corações
Amor pelas vidas dos seres,
Dizerem não a poluição.

Respeitem a fauna e a flora,
Os homens que vivem aqui.
Aprendam a viverem nessa terra,
Sem este mundo poluir.

Por isto eu peço da alma,
A todos os países irmãos.
Viver nesse mundo enorme,
Sem ter que causar poluição.

Por Jáder Rodrigues

12 12

     Se fizermos uma eficiente análise da história descobriremos que o padrão de beleza é construído a partir do fenômeno da exclusividade, ou seja, àquele que é raro confere o título de belo.
     Antigamente, havia pouca comida, a arte da culinária era muito pouco desenvolvida. Comia-se carne crua e faziam-se no máximo duas refeições ao dia. Naquela época, ganhar peso era difícil; poucas eram as pessoas gordas e assim se formava um padrão de beleza.
     Convencionou-se que o homem mais gordo e mais alto era o mais forte e que a mulher com as ancas mais largas eram as mais férteis. Por isso, era bom ser gordo. A gordura foi tida como sinônima de saúde e beleza por muitos e muitos séculos. O gordo era saudável, belo e, mais do que isso, invejado.
     Com o passar do tempo, a culinária foi se aperfeiçoando e uma gama enorme de alimentos altamente calóricos foram surgindo no mercado. Os povos foram se sedentarizando, ou seja, o nomadismo já não era mais comum. As pessoas nasciam, cresciam, se reproduziam e morriam num só lugar. Não viajavam, não exploravam o território. As aldeias começaram a crescer acompanhadas com as técnicas de cultivo e criação de animais. Surgiram-se festas, comemorações, carne assada, frutas, vinho. Quando quisesse ser gentil, dava-se comida à outra pessoa.
     Nesse contexto, dá pra perceber que a minoria era magra e, portanto, a minoria era bela.
     Concluindo, em todos os momentos da história, a beleza é (e sempre será) atribuída a um grupo de pessoas que se diferenciam da maioria. E quem fabrica esse modo de pensar e classificar o que é belo e o que não é? As próprias pessoas.

 Por Jáder Rodrigues

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