Era um domingo, domingo de sol, de reunião com a família: netos, primos, sobrinhos, tios e tias, noras e genros, irmãos e irmãs, enfim, gêneros e espécies ab-so-lu-ta-men-te completos.
A macarronada da mama, as crianças latindo, os cães gritando, digo, os cães latindo, as crianças uivan, er, digo gritando, os genros blefando, as noras tricotando, os irmãos contando vantagens, aquela velha e boa zona.
Depois do almoço, a cerveja nossa de cada dia, digo,de todos os fins de semana. Todos com a cara devidamente cheia, aquela coisa, sabe como é que é?
Começam a se estranhar, (na verdade não se estranham, simplesmente falam o que pensam mas não tem coragem de dizer com a cara meio que lavadona) e rola aquele barraco. As crianças latindo, os cães gritando, um mega barraco, o pior que houve até então.
Bem, aí entra a turma do deixa pra lá, sendo neutralizada pelos que colocam lenha na fogueira, aí a coisa atinge quase 200 graus, mas de repente começa a esfriar e tudo termina em beijos e abraços.
Que ótimo.
Domingo que vem tem mais.
