“Aquele que não consegue mudar o próprio tecido de sua maneira de pensar; nunca conseguirá mudar a realidade. (…) Que mudança você quer fazer em sua vida?.” Marilee G. Adams
Edson Marques Oliveira (1)
Mudança é uma palavra que pode suscitar medo e expectativa. Na primeira, quando se esta acomodado, esta na zona de conforto, mudar significada abrir mão de uma certa estabilidade, mesmo quando as vezes não é favorável. Expectativa, quando se tem o desejo profundo de querer mudar, de fazer algo diferente de não se importar em sair da zona de conforto, principalmente quando a mesma é desconfortável, ou então esta expectativa pode gerar uma paralisia e dificuldade em continuar a jornada. Neste caso a palavra chave é ação, ou seja, se não agirmos, nada ocorrerá. Se continuarmos a fazer as mesmas coisas, teremos sempre os mesmos resultados. Mas mudar não é difícil, estamos a todo momento mudando, o difícil mesmo, é permanecer na mudança. Uma especialista no assunto, Françoise Kourilsky-Belliard, no livro “Do desejo ao Prazer de mudar”, afirma que “… mudança provém de uma reiterpretação dos dados vistos como problemáticos e não de uma explicação destes dados”, em outras palavras, perdemos muito tempo focando o problema e a necessidade de mudar, e pouco entendemos o que se deve mudar. Assim a verdadeira mudança ocorre na ação. E a ação só é possível quando estabelecemos um melhor entendimento do momento em que estamos vivendo. É neste ponto que reside a maior dificuldade para realizarmos mudanças efetivas em nossas vidas, ter clareza de nossa realidade atual e para onde queremos ir.
Assim, é necessário mudar a percepção de nossa realidade. Para isso acontecer é necessário realizar uma recontextualização, o que significa mudar o modo de pensar e ver as velhas coisas com um novo olhar, ou seja, “…mudar o ponto de vista perceptual, conceitual e/ou emocional através do qual uma dada situação é percebida, para deslocá-la a outro contexto que se adapta igualmente bem ou ainda melhor aos fatos concretos da situação, e que irá alterar todo seu significado.”(idem).
Neste sentido, o coaching tem sido uma das ferramentas mais procuradas para efetuar o processo de mudança, alguns autores, como Blacherd e Homan, no livro, “Alavanque seu potencial”, afirmam que o coaching é um processo de alavancagem, pois o “… o coaching ajuda as pessoas a terem melhores conversas com elas mesmas, ajuda as pessoas a tomarem melhores decisões sobre o que é melhor para elas de minuto a minuto. Grandes coaches [treinadores] não dizem às pessoas o que fazer; eles as ajudam a construir seu próprio sistema personalizado para descobrirem sozinhos o que fazer.” E como isso é realizado? No processo de coaching começamos analisando o estado atual do cliente, o que chamamos de ponto A. É realizando entre o cliente e o seu coach um processo literal de recontextualização e com isso se identifica o que e o como se pode processar a mudança para se chegar a um ponto B o que chamamos de estado desejado.
Entre entes dois pontos, A e B, é estabelecido uma trajetória que se materializa num plano de ação com metas, objetivos e estratégias efetivas, que são desenvolvidas, executadas, apoiadas e estimuladas no processo de coaching. Logo, o coaching funciona como uma alavanca de apoio e um processo de estimulação a ação para realizar mudança.
Esse processo pode ser realizado através de um exercício que auto-coaching, a partir da elaboração de perguntas chaves, que denominamos de perguntas poderosas. São elas: O que deve acontecer? Como isso pode ser realizado? Quando isso será realizado? Como posso saber que isso foi realizado? Outro principio importante no coahcing é que as grandes mudanças começam com pequenos passos, celebre as pequenas mudanças e viva intensamente cada vitória, por pequena que possa parecer, são as pequenas mudanças cotidianas que nos fortalecem e nos faz sentir felizes. O que você que mudar? Quando vocês vai dar o primeiro passo?
Gostaria de saber sua opinião sobre os artigos de coaching, dê o seu recado: emocoaching@yahoo.com.br
(1) Coaching internacional pela Lambent do Brasil e certificado pela ICC, doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, e-mail: emocoaching@yahoo.com.br, (63) 81165077
Com todos os últimos acontecimentos em relação a modalidade da EaD no Serviço Social, me veio uma reflexão sobre o movimento estudantil, essa reflexão é quase uma nostalgia de tempos memoráveis em que no período de 1986 a 1989, fui estudante em São Paulo.
E desde o primeiro ano participei do Diretório Acadêmico 3 de março da FAPSS-DP. Depois no segundo ano com tesoureiro, no terceiro ano como secretario e no quarto ano como presidente. Na ocasião do quarto ano, isso em 1989, também fiz parte de uma comissão representante da então SESSUNE, subsecretaria de serviço social da UNE.
Me lembro que esse negócio de subsecretaria era uma piração, não gostávamos nada disso, até que anos depois mudou para a atual organização ENESSO. Mas naquela época, me lembro que participamos de discussões profundas, entre elas: estágio, mudança do currículo nacional, representação sindical, entre outros.
Havia uma vontade de resgatar o movimento estudantil dos indos de 1960, fizemos varias passeatas, na avenida paulista, na época contra o Sr. Sarney. Lembro-me de um refrão bem reverente que cantávamos junto com outros estudantes de outros cursos, era assim: “ Oh, seu Sarney, vê se te orienta, assim dessa maneira o nego, agente não agüenta…”, riamos muito, vibrávamos muito e percebíamos as ações voltadas para questões vitais.
Me lembro da participação do grupo no encontro preparatório para um 4 CBAS, fizemos varias intervenções quanto a questão da lei de estagia e a banalização do uso do estágio como mão-de-obra-barata, e isso em 1989…
Tudo isso estou salientando para compartilhar minha decpção quanto ao atual movimento estudantil em Serviço Social, pois quando vejo os estudantes passivamente assinado os manifestos elaborados pelo CRESS e CFESS contra EaD, e isso sem falar, sem conversar sem dialogar com os alunos da EaD, me deixa muito triste, a impressão que me passa é que estão ignorando a existência destes alunos.
Pois não importa se são alunos de cursos presenciais ou EaD, o que importa é que são alunos de Serviço Social. Outro dia li numa das comunidades contra EaD que os estudantes presenciais não era contra os estudantes EaD, mas sim ao curso EaD.
Ora, como se pode separar uma coisa da outra? E pior sem conversar, sem falar, dialogar com estes estudantes que antes de tudo são cidadãos que fizeram uma opção.
Mais triste ainda, é quando percebe que as questões estão criticas, e onde está o movimento estudantil? Estou vendo só alguns alunos e grupos individualmente reclamarem, mas e o CA, e o DCE? Será que realizar cursos e eventos científicos é mais importante que reivindicar os direitos dos alunos?
Onde estão as ações de democracia, luta por direitos? Será que não passou da hora de se fazer algo? E fazer algo organizado pelas instâncias competentes? Será que o movimento estudantil de Serviço Social não deveria pensar por si, como categoria estudantil, ao invés de ficar só seguindo as diretrizes dos outros órgãos representantes? Onde está a capacidade de se pensar por si?
Oh saudade dos tempos dos meus tempos de movimento estudantil….
PS: Algumas semans depois de ter escrito essa reflexão, recebi a noticia de que na executiva da região norte e dordeste, temos na liderança um aluno de Palmas-TO, da Unitins EaD como o mais novo eleitor representante da ENESSO, parabens, uma luz no final do tunel…
05 Mai
Postado por: emoblog em: SERVIÇO SOCIAL
As coisas estão cada vez mais confusas… Os alunos serão transferidos para outros cursos, a permanência dos professores, é incerta… Segundo a direção, estão “se empenhando” e fazendo o possível para garantir os salários e os empregos… O governador está em vias de ser casado, mas jura de pés juntos que é inocente e isso não passa de perseguição política da oposição (rsr, rs, rs) ora o curso de Serviço Social fica na Unitins, ora os alunos serão transferidos… mas a determinação do MEC é para que todos os alunos de todos os cursos, ficando só com alguns alunos.
Em outra ocasião nesse blog eu já havia sinalizado que o golpe de misericórdia do MEC seria exatamente o que está acontecendo.
De dentro não se tem idéia do que esteja acontecendo, as informações vão chegando aos poucos, tipo, conta-gotas, e com pouca precisão. Os salários e a vida dos professores, tanto quanto o destino dos alunos, são incertos, a cada hora surge uma novidade… não muito agradável…
Uma coisa é certa, o MEC está efetivamente com o processo de intervenção efetivado, os rumos são de terminar esse modelo, formar os alunos, através de outras IES EaD, e ficar com os que não conseguirem se transferir, e transformar os cursos presenciais e EaD de forma pública e gratuita.
O curso de Serviço Social internamente leva a pecha de “curso problemático”, tenho procurado rebater essa pecha, afinal o mesmo sempre representou cerca de 30% do total de alunos, em épocas de vagas gordas não era um curso problemático.
Tenho afirmando que até existiram excessos, e talvez posturas equivocadas da categoria, exemplo, uma postura política contra EaD, o que se transformou numa demonização e perseguição as bruxas, tanto aos alunos de EaD como aos professores e supervisores que vêem atuando nessa área.
Mas as exigências dos órgãos representativos quanto ao cumprimento legal das diretrizes curriculares e da Lei de estágio federal e da resolução do Conselho Federal são legitimas e devem ser respeitadas.
Se, ser um “curso problemático” é por não abrir mão da qualidade e de acertar as coisas respeitando os princípios postos em nosso código de ética, as diretrizes e resoluções de nossos órgãos, e o padrão de qualidade na formação profissional, quero ser mais chato e problemático ainda…
Quero também afirmar que tenho claro que o problema não é a modalidade EaD, a tecnológia, a metodologia as estratégias de ensino nessa modalidade, pois por si só, provam sua importância e qualidade, o problema são dois fatores: a) A visão mercadológica que infiltrou e foi priorizada em um determinado momento do desenvolvimento do curso, e b) Da ganância, incompetência e leviedade e descaso político de determinados gestores desse projeto, que foram literalmente empurrando com a barriga até chegar a essa situação, a qual, a atual gestão nada, ou pouco pode fazer.
Também se ressalta o descaso e desconsideração de não ouviram, e nem levaram em conta as várias observações, apelos e orientações da equipe e profissionais de Serviço Social, do afastamento e do diálogo desde o início com os representantes dos órgãos da categoria e descrédito quanto as especificidades do curso, quanto ao fazer correto no processo de condução das especificidades de nossa categoria.
O Serviço Social na Unitins, tem sido visto como o curso “problemático”, eu e meus/minhas colegas temos defendido que somos uma categoria séria, participativa, e como poucas categorias, (que não são problemáticas), prezamos pela qualidade, seriedade, ética e transparência em nossas práticas. Se isso for, problematico, creio que estamos no caminho certo, pois não há meio termo, não há prechas, é preciso cumprir com o estabelecido em cada curso e suas respectivas especificidades.
Espero, que tanto os alunos da EaD em Serviço Social, e a ampla maioria de nosso categoria, consigam ver além da opacidade de uma crítica de só vê a questão de mercado, mas não consegue ver a veracidade de nossa adesão a esse projeto de formação, pois, creio que se não fosse a presença de profissionais sérios dentro do curso e dessa instituição, e do empenho de nossa categoria (apesar dos excessos) as coisas poderiam estar ainda piores.
É um momento critico, onde podemos e devemos aprender, a saber, discernir, como já sinalizei, entre o trigo e o joio, entre quem seja os bandidos e os mocinhos e mocinhas dessa história, o que só o tempo histórico, poderá nos dizer… espero resistirmos a esse momento…
Divulgue essa reflexão…
Decorrente aos vários acontecimentos do reordenamento institucional da Unitins, o I Congresso Brasileiro de Ensino a Distância em Serviço Social foi cancelado, mais informações no site, que terá um comunicado oficial da Pró-Reitoria de extensão. Os alunos que fizeram a inscrição serão ressarcidos. Aos que apoiaram e acreditaram nesse ideia o meu muito obrigado. E vamos a luta companheiro/a.
Os últimos acontecimentos sobre EaD em Serviço Social, em específico na Unitins, bem como as reações diversas que tem causado, face as notícias criticas a esse sistema, me levam a crer que é necessário fazer uma reflexão mais acertada e ponderado sobre o assunto.
Estou me valendo da metáfora entre o trigo e do joio, muito conhecida no meio religioso, principalmente pela parábola de Jesus, onde o trigo são os filhos de Deus e o joio a representação do mal. Mas não quero somente destacar a polarização entre o bem e o mal, mas principalmente chamar a atenção para dois outros aspectos que essa metafora nos ensina.
O primeiro é que o trigo e o joio são muito parecidos, uma pessoa que não sabe muito bem a diferença pode comprar joio como se fosse trigo. Por isso tenho defendido que criticar a EaD no Serviço Social, e para ser uma crítica séria, deve se ter antes um conhecimento prévio sobre a matéria, caso não fica uma critica pela critica onde só um ponto é visto e e ângulo são enfatizados.
O segundo ponto é que a principal diferença entre o trigo e o joio está nos frutos, ou mais precisamente, o joio não dá frutos, mas o trigo sim. E mais, o trigo passa por um processo de transformação visceral, e para isso há duas conseqüências.
Os seus grãos voltam para a terra para reproduzir outros grãos e dar continuidade a vida do trigo, e para isso ele tem que morrer, e outros grãos, são moídos para se transformar em farinha e depois em pão que vai alimentar as pessoas que vão para a vida se alimentarem não só do pão, mas dos sonhos, das conquistas, que também passam por um processo como o do trigo, que para nascer outros é preciso morrer, ser moído e conseguir se renovar a cada dia. Igual aos nossos alunos, alunas e profissionais de EaD, são moidos mas o fruto certamente será benefico, pois a EaD não é um acontecimento episodico e muito menos só mercadológico, é uma tendência tecnológico de ensino e aprendizado.
O novo não nasce sem que o velho morra, é a lei da natureza, trigo que não morre ou não é moído, não gera vida nem frutos, e asim como acontesse com o joio, de nada serve a não ser para se jogar no lixo e queimar. Pois o joio, é uma erva que só suga os nutrientes da terra, e confunde e ocupa os espaços, trazendo confusão e discórdia, não alimenta ninguém, não produz uma nova vida a não ser ervas daninhas, tristeza e desalento.
Semelhantemente está ocorrendo com a EaD no Serviço Social. É sem dúvidas uma estratégia e metodologia de aprendizado revolucionária e de qualidade e eficiência. Não é para qualquer pessoa, exige do aluno, dos professores e das IES uma nova postura e quebra de paradigmas instrucionais.
A interação assume novos contornos, e ao contrario do que alguns pregam, a interação é muito mais dinâmica, mas não ocorre de forma convencional, mas é tão intenção quanto a presencial.
A prova disso são as inúmeras noticias que nos chegam sobre alunos de Serviço Social da EaD que nem terminaram sua formação e já estão passando em concursos públicos, competindo com profissionais já formados e alunos da modalidade presencial. Esse é um exemplo de trigo.
Ao passo que vemos profissionais com uma formação no mínimo duvidosa, e até agora só temos profissionais formados na modalidade presencial, ou seja, problemas existem, é claro que sim, e com certeza outros surgirão, mas isso não é só na EaD, é também no presencial, logo, joio vamos encontrar tanto em uma modalidade como em outra. E isso tanto na qualidade das IES como dos professores como dos alunos.
O que é preciso ficar claro é que na EaD tem três grandes eixos em sua operacionalização. A primeira no tocante a área didático-pedagógico. A segunda na área de tecnologia e a terceira de gestão administrativa e financeira. Na atualidade, e no caso da Unitins em específico, os problemas estão principalmente na gestão administrativa.
Poderia discorrer sobre vários pontos desta tematica, tais como a questão de contratação, condições de trabalho, equipamento, a cobrança das mensalidades, o repasse e contrato de parceria entre a Eacon, etc.
Grande parte dessas questões está na mídia e amplamente divulgada pelo MEC, além de outras questões. O fato é que não se pode execrar e desacreditar o modelo EaD em Serviço Social por questões de ordem mais administrativa do que didático pedagógica, e muito menos de formação.
É importante que se deixe claro que neste campo também apresenta problemas, mas nada diferenciado do presencial, vide a questão do estágio supervisionado, TCC entre outros, como o proprio interesse dos alunos.
Outro ponto a ser diferenciado são os profissional de Serviço Social que estão trabalhando nesta área de formação da EaD em Serviço Social, seja como professores, supervisores e tutores. Não posso afirmar e dizer pelos outros, mas certamente as/os colegas, vão concordar comigo, na afirmação de que nos não somos joio, somos trigo.
Pois optamos por estar na luta pela qualidade dessa modalidade de formação profissional por dentro, e não ficar só na critica ou pior num posicionamento político simplesmente sem considerar os alunos/cidadãos envolvidos nesse processo e a ocupação de um espaço e momento histórico não só do Serviço Social, mas de outras áreas do conhecimento humano, EaD repito, não é modismo e nem só uma estratégia mercadologica, é uma tendência e realidade concreta do século XXI.
Em momento algum deixamos de ser críticos, ou de não termos comprometimento ético. Como em tatos outros espaços ocupacionais, a EaD não foge a regra, as relações institucionais são fortes e o enfrentamento por parte dos profissionais tem seus limites concretos. E, o que pode ser feito, nós temos feito para sinalizar as ações que são adequadas e justas quanto às diretrizes curriculares, a qualidade da formação e o compromisso ético com as múltiplas demandas e desafios do mercado de trabalho e das questões sociais.
Logo, o joio dessa história está muito próximo do trigo, é sem dúvida é a lógica mercadológica capitalista e acrítica obtusa e ideologizada. A primeira, vem ao longo do processo de criação da EaD no Brasil se sobrepondo lógica educacional, a qualidade de ensino.
A segunda, pela visão restrita e preconceituso de algo novo, de algo ainda em construção, e como tal, passivel de erros e da necessidade de acertos.
E aqui deixo claro que não tenho nada contra ao ensino privado, e também sou favorável ao ensino gratuito, no entanto, tanto um como outro, não podem deixar de zelar pela qualidade, pelo respeito e compromisso com um sujeito que é quase esquecido nessa história e é a razão de ser das IES, tanto EaD como presencial, o aluno, o cidadão.
Na EaD um dos frutos é a permanência dos mesmos em seus locais de residência, o que impacta sensivelmente o poder local que terá profissionais qualificados para dar contas das demandas dessa área.
Outro fruto são as várias autoridades como secretarias de assistência social, vereadores, etc, que estão fazendo o curso, e antes de se formarem já estão alterando suas ações, dando qualificação política e técnica para pessoas que antes não tinham acesso a informação e formação de qualidade no campo da gestão social, principalmente pública.
Logo, EaD e Serviço Social, os alunos, os professores, os tutores e supervisores, são tribo de boa qualidade, e apesar de estarmos sendo “amassados”, acredito que resultará em pão que alimenta a vida e semente que germina a sua continuidade. Não é fácil passar por esse processo e momento, afinal, o novo para surgir e se manter, precisa por algum tempo conviver com o velho, com o convencional.
O tempo será por testemunho onde trigo e joio serão diferenciados, e a grande diferença está nos frutos, destes egressos de EaD, bem como, em nossa capacidade como categoria de dar o acolhimento e respeito necessários e de manter a luta pela qualidade do ensino e da ética e respeito ao diferente, ao novo.
Ser trigo não é facíl, mas vale apena, principalmente pelos frutos. Isso serve principalmente para os nossos representantes, demais profissionais, alunos e professores da modalidade presencial, não é aceitavel uma postura limitada que só vê um ponto da questão, e por mais acertado que seja esse ponto (o mercadológico) a questão não se restringe ao mesmo. Isso é visão e critica tipo joio, não produz frutos, só drena a energia e não aponta soluções.
E por enquanto, até que essa sabedoria não chega, vamos ficar atentos entre o que é trigo e o que joio, não vamos mandar para o fogo os feixes de trigo, imaginando que são joio, caso contrario, poderemos esta matando o nosso próprio futuro. “Quem viver verá.”
24 Nov
Postado por: emoblog em: REFLEXÕES (IM)PERMITINENTES...
Salta aos olhos que é evidente o processo literalmente de intervenção do MEC quando aos rumos da EaD, não somente no caso do Serviço Social mas de todos os cursos. Algumas questões são necessárias serem evidenciadas:
1) A que se tomar certo cuidado, pois as noticias são ambivalentes, o MEC aparece como se fosse o grande xerife do processo, colocando ordem na casa, de fato já deveria ter feito isso a muito tempo, o que causa espanto é por que isso ocorreu somente agora? Por que deixou chegar a esse ponto? Principalmente o crescimento numérico das IES?;
2) E por que só agora esse tratamento de qualidade? Será que as IES são vilas? Claro que não. Problemas têm, certamente tem e teremos o que não é diferente da situação da modalidade presencial, o que remete sempre a uma compreensão mais ampla do processo educacional em nosso país;
3) As informações que chegam não são claras, tanto pela impressa quanto pelos órgãos oficiais, o fato é que em tese tudo irá continuar, sendo que existe um conjunto de ações a serem realizadas para que aja o tal choque de qualidade;
4) Esse processo e as exigências do MEC não mais são do que o que nunca deveria ter deixado de existir, ou seja, manter o crescimento da EaD numa dimensão muito mais acadêmica do que mercadológica, sobre isso recentemente apresentei um artigo na UNIFAE sobre sustentabilidade dos negócios e a EaD, no qual enfatizo que a educação é antes de tudo um bem comum, um direito do cidadão, e caso seja encaro como “negócio” deve ser levado a sério, a começar pela escolha dos executivos e dirigentes, os mesmos tem que ser do ramo, da educação, não dá pra ser diferente;
5) Isso não exime o governo de fazer sua parte, que é normatizar e fiscalizar, e não deixar o barco correr e só aparecer em momentos mais ou menos convenientes;
6) De tudo isso, tanto IES como governo, não estão dando a devida atenção ao principal sujeito desse processo, o ALUNO o cidadão, muitos alunos estão sem entender nada do que está acontecendo, estão temerosos quanto ao futuro de suas profissões e curso de formação, é preciso deixar mais claro o situação presente e futura destes alunos;
7) Para o Serviço Social as últimas medidas tomadas pelo Conselho Federal quanto ao estágio, ao meu ver expressa o papel efetivo desta organização, e só trará benefícios de qualidade ao processo de formação profissional, tanto EaD como presencial, e não poderia ser diferente;
Outro ponto é que se cumprido a rigor, é o que esperamos, deverá trazer no médio e longo prazo a abertura de novos postos de trabalho, junto a supervisão dos estágios;
9) Creio que rumamos para um caminho ainda nublado, porem não devemos perder a esperança, e como dizem o mais experientes, no andar da carruagem, as aboboras se assentam. Vamos dar tempo ao tempo.
A UNITINS, através do curso de Serviço Social e em parceria com a EADCON, vão promover o I CONGRESSO BRASILEIRO DE EaD EM SERVIÇO SOCIAL. A data já está marcada, 12, 13 e 14 de Maio de 2009 em Palmas-TO , e também será transmitido para todo o Brasil. Na programação está previsto a participação do MEC e estamos convidando os representantes do CFESS, dos CRESS´s, da ABEPSS e da ENESSO, para refletirmos a questão da formação do assistente social em EaD no Brasil. O tema será “REPENSANDO A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE TECNOLÓGIA E DA NOVA CULTURA DO APRENDIZADO” Aguardem que teremos mais informações através do site da Unitins e da Eadcon, conto com a participação de todos, tanto na divulgação como no evento, seja presencial ou EaD. Esperamos que os representantes de nossa categoria aceitem o convite, e com certeza será um debate plural, respeitoso e propositivo onde todos poderemos sair contemplados, pois este é o dever do processo de educação, seja presencial ou EaD. As inscrições já estão abertas, confira no portal da Unitins. Um grande abraço fiquem ligados. Prof. Edson Marques - Coordenador do I CBEaDSS
26 Ago
Postado por: emoblog em: 1, SERVIÇO SOCIAL
Continuando o relato do debate na 19ª Conferencia Mundial, na segunda vez que tive a oportunidade de falar, onde os dois minutos voaram rápido de mais, não pude responder as questões colocadas e reafirmadas pela representante do Brasil e os que seguiram atrás de seu raciocínio. Só para recordar, em síntese os pontos e criticas à EaD no Serviço Social foram os seguintes:
a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado,
b) cursos sem qualidade,
c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão),
d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza,
e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa,
f) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.
Vejamos o outro lado da moeda.
a) FORMAR MAIS PROFISSIONAIS DO QUE A EXISTÊNCIA DE VAGAS NO MERCADO. Pensar que formar muitos profissionais irá saturar o mercado de trabalho, e por isso justifica-se conclamar nacionalmente toda uma categoria profissional para ir contra e ainda “exigir” o fechamento de cursos? É no mínimo uma visão superficial desta real possibilidade. Um bom exemplo, são os cursos de direito, administração, contábeis, só para citar os mais conhecidos, que formam muitos profissionais todo ano, e há cursos e mais cursos sendo abertos, no entanto não se vê a categoria se mobilizando para fechar os cursos.
Diga-se de passagem, um dos cursos em EaD com grande número de alunos é o de Administração, que na modalidade presencial já contava com um número expressivo de profissionais formados todos os anos, além dos tecnólogos e seqüenciais, que ainda não existem no Serviço Social.
Outro ponto a ser observado, é o seguinte. Será que todos que estão fazendo Serviço Social, vão exercer a profissão? Estamos fazendo vários levantamentos, um deles, numa enquete realizada junto aos alunos da Unitins/Eadcon, apontam que muitos são vereadores, secretarias de assistência social, presidentes de ONGs, aposentados, servidores públicos, etc. E que muitos só querem fazer um segundo curso, ou um curso superior para elevar pontos no plano de carreira.
Além do que, a vida nos ensina algum muito importante, o mercado é o melhor teste de proficiência, gente incompetente tem em todas as áreas, e formado de diversas formas, não é a EaD em si que será a causa de uma formação sem qualidade e muito menos saturar o mercado de trabalho.
Ainda sobre estão questão, é muito restrito pensar que o assistente social só pode atuar como assistente social. Tem vários casos de pessoas que exercem outras atividades, inclusive de liderança em várias áreas principalmente por ter uma formação em Serviço Social. Eu mesmo já exerci o cargo de Diretor de Recursos e Assessor de Planejamento, não tinha o cargo de assistente social, mas nunca deixei de ser assistente social, logo, a nossa formação é mais do que ampla. Isso sem falar nas possibilidades de atuação como consultor…
E apesar de não ter nenhum incentivo e preparado para atua nesta modalidade, o que na EaD está sendo corrigido, e em alguns cursos presenciais já se vê a disciplina assessoria e consultoria em Serviço Social, pois se vê que a formação nega mas o mercado exige este preparo. E como dizia o meu professor de Historio, Prof. Pedro, “para bons profissionais, sempre há espaço…”
b) CURSOS SEM QUALIDADE. Falar que os cursos de EaD em Serviço Social não tem qualidade, já virou mais uma das cantigas de papagaios de pirata, é o que mais se houve. O triste é de que qualidade está se falando? E pior, como dizer de qualidade de uma formação que ainda não tem ninguém formado? Com base em que se pode fazer tal afirmação? São algumas questões que não se calam e é preciso mais do que mera retórica ideologizada para respondê-la, tão pouco se basear em “causos” episódicos.
Primeiramente, se é para falar de qualidade na formação do assistente social, e para ser “plural e respeitoso” devemos ampliar essa discussão e olhar bem atentamente para os cursos presenciais, tanto públicos como privados, pois salvo melhor juízo, os profissionais que ai estão no mercado, ainda são em sua maioria, formados pela modalidade presencial.
Segundo, todas as argumentações neste item são infundados, são só por se basear em casos isolados, sem ter uma pesquisa séria, além de não haver evidências concretas, só pré-conceitos e a explicitação nítida da ignorância sobre o tema.
Terceiro, enfatiza-se só os problemas apresentados na EaD, que existem sim, mas não tão diferentes dos que existem nos cursos presenciais, mas não existem só problemas há também impactos muito positivos. Cidadãos brasileiros que se dependessem da iniciativa pública e até privada presencial, não teria condição ter acessar um curso superior.
A maior parte das pessoas de regiões distantes além de fazerem um curso superior e alterar a sua realidade, é permanece no local, influenciado de modo positivo nos rumos e na qualidade das políticas públicas, como já temos observado.
E qualquer profissional do ensino superior em Serviço Social, que for honesto/a, tem que concordar que existem muitos problemas na modalidade presencial, seja no ensino, na pesquisa ou na extensão, no estágio e no TCC, entre outras coisas mais.
Quarto, eu estou farto de ver em vários espaços as IES privadas e agora a EaD, serem colocadas como vilas deste processo, e as públicas como as perfeitas, quem está por dentro sabe a verdade. As IES privadas representam mais de 80% das escolas de formação de assistente sociais deste país, no referido evento fiz novamente a solicitação para que o público presente (mais de 2.600) levantassem as mãos os que eram formados ou estavam em formação em IES pública, numa multidão de mais de 2600 pessoas, era nítido a minoria que este grupo representava em nossa realidade. Em outros termos, se não fosse a iniciativa priva, não teríamos os mais de 70.000 profissionais formados no Brasil.
O que isso significa? Que temos que ter um outro olhar sobre está questão da privatização do ensino em Serviço Social, e ter mais respeito com os profissionais e alunos envolvidos neste trabalho de formar pessoas, seja na modalidade presencial, EaD, ou em IES públicas ou privadas. Mas principalmente em EaD, em que adjetivos não respeitosos já foram dirigidos, tais como “pseudo-aprendizado” e que os professores de EaD não “são professores, e sim animadores…”
c) EaD NÃO PRIVILEGIA A DINÂMICA ACADÊMICA (INTERAÇÃO, PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO), apesar de não ter expressado por completo, mas por não atende a dinâmica acadêmica, pressupõe os elementos essenciais desta atividade. Além da relação tradicional e formal do contato direto entre professores e alunos.
Novamente se vê o desconhecimento sobre o tema EaD, que tem em si um arcabouço teórico, e uma formatação estratégica consolidada, em outros termos, pensar linearmente e de forma reducionista, é pensar que o aprendizado, na atual conjuntura das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), só pode ser presencialmente.
Em outros momentos já mencionei isso, mas não custa repetir. Trabalho como docente presencial a mais de 12 anos, tanto em cursos de graduação como pós-graduação, tanto no Serviço Social como em outras áreas. A partir da experiência com EaD tenho chegado a seguinte conclusão. Os alunos, não só do Serviço Social, sofrem hoje de uma síndrome que denomino “síndrome de velório”, ou seja, o corpo, como de um defunto, está presente, mas a alma, o espírito, a mente, está bem longe.
Cresce a cada dia, as dificuldades de animar, estimular, de fazer com que os alunos presenciais interagem, me parece, e talvez seja só comigo, a cada dia que passa, tenho a nítida impressão que os estudantes estão mais distantes de atender uma estudo com maior empenho, logo, estar só o corpo presente, sem a alma e o espírito, não faz diferença fazer o curso presencial ou EaD. O que conta mesmo, é o empenho de cada um, seja na modalidade presencial ou EaD.
Mais um aviso, se as pessoas pensam em fazer EaD por ser mais “fácil”, os desavisados podem ter uma surpresa, EaD não é para qualquer pessoa, é preciso ter auto-controle, disciplinado e sobre tudo saber trabalhar em grupo, e aprender-a-aprender saber pensar. Não há facilidade, tem que estudar tanto quanto no presencial, quando não um pouco mais.
Pois a interação não ocorre só com a presença física, mas no uso de meios como a internet, a leitura de livros, material de apoio, através dos grupos de estudos. Logo, cada aluno é que faz a qualidade de seu curso não a modalidade em si, a qualidade e a dinâmica são revolucionados, são vivenciados novas práticas de aprendizado e novas sínteses de conhecimentos, isso é preciso deixar claro. No próximo texto eu continuo a dizer o que pensei e não falei…
22 Ago
Postado por: emoblog em: EMPREENDEDORISMO SOCIAL
RESUMO E APRESENTAÇÃO…
A presente obra é fruto de uma pesquisa realizada no curso de doutorado em Serviço Social na Unesp, Franca-SP, no Programa de Pós-Graduação de Serviço Social, no período de março de 2002 a fevereiro de 2004. A modalidade de pesquisa foi de estudo multi-caso e de uma abordagem qualitativa, ou seja, procurei investigar mais os aspectos qualitativos do que quantitativos, e para tanto selecionei casos que se mostraram exemplares em relação ao conceito e prática do empreendedorismo social no Brasil.
A pesquisa teve duas etapas, que em muitos momentos foram concomitantes. Primeiro pesquisa bibliográfica, tanto em livros especializados, como em revistas, teses e dissertações, e artigos da internet. A segunda foi uma pesquisa de campo. Na primeira fase, foi possível fazer um reconhecimento das principais organizações, tanto no Brasil como no exterior, deste reconhecimento, selecionei as principais, dando um maior aprofundamento nas organizações existentes no Brasil. Em especial o estudo de caso da
ONG Lua Nova em Sorocaba-SP.
Foi possível captar a percepção e entendimento do que é empreendedorismo social para este grupo exemplar e traçar um perfil e as estratégias e ferramentas que muitos empreendedores sociais estão aplicando com sucesso em várias partes do Brasil e do Mundo, além de identificar padrões teóricos e metodológicos e apresentar uma formatação sistematizada do que é, ou do que esta se formado como o entendimento de empreendedorismo social e seu impacto presente e futuro no campo da gestão social, em geral, e no combate a pobreza e exclusão social, em específico.
Outro ponto importante é que a pesquisa permitiu detectar que o empreendedorismo social emerge de um contexto paradoxal. Ao mesmo tempo vemos que a ciência não dá conta de responder tudo, e para surpresa de muitos que julgavam a religião superada, cresce a busca pela espiritualidade.
É o homem e a mulher em busca de sentido para sua vida. Neste epicentro, várias pessoas ou grupos, tentam levantar alternativas que façam frente a este grande paradoxo. É neste cenário que surge o empreendedorismo social. Empresários, ativistas, governo e sociedade organizada, buscam juntar forças para construir um mundo melhor.
Na essência essa é a lógica do empreendedorismo social, ser inconformado com o presente século, buscar a inovação no campo da gestão social, ousar, e impactar. São estas características que quero compartilhar como você caro leitor. Pretendo ao mesmo tempo, não ser tão acadêmico, pois a origem deste trabalho tem este formato, mas não quero também perder a devida fundamentação das minhas propostas, ou seja, não quero que este trabalho seja meramente um conjunto de mensagens de otimismo, anunciando uma nova onda. Não quero jogar palavras ao vento, com frases de efeito, falando muito e ao mesmo tempo, nada.
Quero que este livro seja um livro de reflexão, sem ser enfadonho e demasiadamente teórico, quero que seja um manual, sem ser extremamente pragmático e superficial, ou meramente um receituário; enfim que possa ser consultado e aplicado, pois conhecimento que não possa ser aplicado na vida prática e no cotidiano, de modo simples, não é conhecimento humanizado e contextualizado. Quero que ele sirva de ponto para aprofundamentos, debates, mas sobre tudo, que seja considerado um dialoga e uma ferramenta que possa inspirar e auxiliar a gerar outras ações.
Neste sentido, na primeira parte do livro apresento os principais elementos que impulsionaram o surgimento do empreendedorismo social, e que deram e estão dando, sua formatação e especificidade, procurei resumir estes aspectos em três eixos de mudança: na primeira, a pobreza, como sendo uma velho problema mas que na atualidade apresenta novos desafios; segundo, o crescimento do terceiro setor e da participação das empresas no cenário da gestão social; e o terceiro eixo os novos paradigmas de combate a pobreza, dando ênfase na busca de ações e intervenções que privilegiem a emancipação e o desenvolvimento humano dos chamados excluídos e pobres de nosso país e mundo, perspectiva essa, que procura superar o paternalismo, a dependência e manutenção da miséria através da alienação e da passividade, tanto dos assistidos como dos que prestam a assistência.
Na segunda parte, apresento as principais características e entendimentos sobre o empreendedorismo social no Brasil a partir do estudo de caso, ou multica-caso (pois foram mais de uma organização) das organizações escolhidas, bem como, de parte dos resultados da pesquisa de campo, o que permitiu elaborar um mapa de análise e desenho do significado e caracterização do empreendedorismo social no Brasil, explicitando as formas de gestão, as estratégias e as principais ferramentas e significados do empreendedorismo social.
Na terceira e última parte, apresento a sistematização do processo de desenvolvimento do empreendedorismo social, destacando a gestão, as estratégias e as principais ferramentas de aplicação, bem como, destacando os desafios e possibilidades do desenvolvimento do empreendedorismo social no Brasil. Apresento também a experiência prática da aplicação de todos os elementos apresentados anteriormente, através do projeto de extensão universitária denominado de Projeto Casulo Sócio-tecnológico, curso de Serviço Social da Unioeste, campus de Toledo-PR, onde o mesmo se apresenta como exemplo prático de que a teoria formulada se tornou em boa ação prática e que um sonho se tornou realidade, elementos estes de vital importância para os empreendedores sociais do século XXI, que aliam o conhecimento com ações práticas gerando com isso efetividade na transformação da realidade.
Pois como afirma Klaus Schwab, o empreendedor social é “…aquele que promove mudanças que servem à comunidade através da identificação de novos processos, serviços e produtos, criando formas de sustentabilidade e replicabilidade da atividade e/ou solução encontrada.” (www.schwabfound.org). Sem dúvida essa é a grande característica e fator de identificação do empreendedorismo social, ou seja, a intenção permanente de criar inovação e fazer com que ações sejam replicadas, ou seja, multiplicadas. De coração, espero que este livro seja um motivador e estimulador para geração de novas idéias, novas ações, e motivação para o surgimento de novos empreendedores sociais, pois o nosso tempo nunca necessitou tanto deste tipo de líder.
Uma ótima leitura,
SOBRE O AUTOR: Prof. Dr. Edson Marques Oliveira
Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP
Mestre em Serviço Social pela PUC-SP
Bacharel em Serviço Social pela Fac. Paulista de Serviço Social de SP
Coach Internacional pela Lambent do Brasil e membro da ICC
Professor universitário, graduação e pós-graduação a 12 anos
Membro do grupo de avaliadores do INEP/ME
Consultor/palestrante junto às temáticas: gestão social, empreendedorismo e responsabilidade social, Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos e Plano de Negócio Social, Gestão organizacional, RH e Coaching.
Vencedor Prêmio Ethos/Valor, 2007 categoria Projetor/Projeto de Extensão.
CONTATO
empreendedorsocial03@yahoo.com.br
(63) 81165077
(63) 32172749
22 Ago
Postado por: emoblog em: SERVIÇO SOCIAL
Sobre a expressão mais falada pelos organizadores, principalmente na última plenária do dia 19 de agosto, “ debate plural e respeitoso”. Mas será que foi mesmo? Parto da hipótese de que não foi tão “plural” e muito menos “respeitoso”. Vejamos algumas evidências.
Debate sobre EaD… O mesmo surge quando da apresentação na última plenária do evento onde na agenda colocada pela representante do Brasil, estava nítido com sendo um dos pontos a serem enfrentados, como desafios a categoria a “aligeração da formação profissional, em específico através da EaD…” a mesma é colocada como unicamente uma forma dos empresários ganharem dinheiro e oferecer um ensino duvidosa e sem qualidade… Diga-se de passagem, qualidade foi outra palavra em evidência…
Essa crítica fica ainda mais pesada quando seguidos comentários apresentam critica como: “ é um pseudo aprendizado…” “ é sem ética…”, “ está a serviço do capitalismo ´…” “ é alienante…”, etc.
Mais triste é quando eu novamente sem juízo, vou fazer o contra ponto, afinal temos pluralidade!!!! E neste momento, a maior prova da não existência de “pluralidade” e muito menos “respeito”, fui vaiado, é isso mesmo, fui vaiado, por ter tentado colocar outro lado…
Numa segunda vez, após as criticas da representante do Brasil, que não contente com a colocação de que EaD é na agenda do Serviço Social no século XXI um dos maiores problemas, a mesma aponta outros fatores: a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado, b) cursos sem qualidade, c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão), d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza, e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa, d) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.
Consegui a oportunidade de falar uma segunda vez, mais uma vez, vaias, e na seqüência foi cortado o meu tempo, e não tenho outra explicação pois, após a minha brevê fala, uma outra pessoa foi “denunciar” um fato ocorrido em relação ao estágio, muito estranho ela contou uma estorinha com muitos detalhes, olhei para a mesa de coordenação ela estava olhando para o lado, e nem ai com o relógio, na vez, o olhar estava atendo as minhas palavras e ao relógio, a não ser que para defesa dois minutos sejam mais rápidos e para o ataque e depreciação sejam mais longos, sei lá, se transforma em sete minutos talvez mais…
Por fim o mais triste é que no final de tudo, duas representantes de órgãos da categoria poderiam fechar com brilho, palavras de animo, de carinho, de fraternidade, como fez o colega norte-americano, mas não, ambas tinham que alfinetar deixando claro o ódio, o desprezo e a sina para destruir com o processo de formação profissional em EaD, como se os alunos, professores e empresários desta área, fossem assassinos, bandidos, usurpadores de direitos.
Mas infelizmente ainda não acabou, pior mesmo, foi ver alguns alunos e professores de EaD com medo, se sentido marginalizados, discriminados, pelos olhares de censura e a atitude de desprezo, ao ponto de nem se cumprimentarem, como o correu com algumas profissionais que fui encontrando ao longo do caminho em minha volta pata Palmas-TO, seja no hotel onde estava hospedado, seja no aeroporto, e mesmo dentro do avião.
Conclusão. Com base nestas evidências, verifica-se que não há de fato pluralidade, não há de fato respeito, deixar só falar não é suficiente, é preciso deixar participar, ser ouvido sem ser podado ou execrado por pensar diferente, é antes de tudo ser considerado, levado em conta. Ainda temos muito que aprender sobre estes conceitos, e parafraseando um ensinamento bíblico do Apostolo João, “amigos(as) assistentes sociais, amemo-nos de fato e verdade e não só de boca…”
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