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COACHSOCIAL

UMA ÓTIMA NOTICIA….

A UNITINS, através do curso de Serviço Social e em parceria com a  EADCON, vão promover o I CONGRESSO BRASILEIRO DE EAD EM SERVIÇO SOCIAL. A data já está marcada, 11, 12, e 13 de Dezembro  em Palmas-TO ,  e também será transmitido para todo o Brasil. Na programação está previsto a participação do MEC e  estamos convidando os representantes do CFESS, dos CRESS´s, da ABEPSS e da ENESSO, para refletirmos a questão da formação do assistente social em EaD no Brasil. O tema será “REPENSANDO A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE TECNOLÓGIA E DA NOVA CULTURA DO EMPRENDIZADO” Aguardem que teremos mais informações através do site da Unitins e da Eadcon, conto com a participação de todos, tanto na divulgação como no evento, seja presencial ou EaD. Esperamos que os representantes de nossa categoria aceitem o convite, e com certeza será um debate plural, respeitoso e propositivo onde todos poderemos sair contemplados, pois este é o dever do processo de educação, seja presencial ou EaD. Um grande abraço fiquem ligados.  Prof. Edson MarquesCoordenador do I CBEaDSS

Continuando o relato do debate na 19ª Conferencia Mundial, na segunda vez que tive a oportunidade de falar, onde os dois minutos voaram rápido de mais, não pude responder as questões colocadas e reafirmadas pela representante do Brasil e os que seguiram atrás de seu raciocínio.  Só para recordar, em síntese os pontos e criticas à EaD no Serviço Social foram os seguintes:  

 a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado,

b) cursos sem qualidade,

c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão),

d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza,

e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa,

f) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.

 Vejamos o outro lado da moeda.

a) FORMAR MAIS PROFISSIONAIS DO QUE A EXISTÊNCIA DE VAGAS NO MERCADO. Pensar que formar muitos profissionais irá saturar o mercado de trabalho, e por isso justifica-se conclamar nacionalmente toda uma categoria profissional para ir contra e ainda “exigir” o fechamento de cursos? É no mínimo uma visão superficial desta real possibilidade. Um bom exemplo, são os cursos de direito, administração, contábeis, só para citar os mais conhecidos, que formam muitos profissionais todo ano, e há cursos e mais cursos sendo abertos, no entanto não se vê a categoria se mobilizando para fechar os cursos.

Diga-se de passagem, um dos cursos em EaD com grande número de alunos é o de Administração, que na modalidade presencial já contava com um número expressivo de profissionais formados todos os anos, além dos tecnólogos e seqüenciais, que ainda não existem no Serviço Social.

Outro ponto a ser observado, é o seguinte. Será que todos que estão fazendo Serviço Social, vão exercer a profissão? Estamos fazendo vários levantamentos, um deles, numa enquete realizada junto aos alunos da Unitins/Eadcon, apontam que muitos são vereadores, secretarias de assistência social, presidentes de ONGs, aposentados, servidores públicos, etc. E que muitos só querem fazer um segundo curso, ou um curso superior para elevar pontos no plano de carreira.

Além do que, a vida nos ensina algum muito importante, o mercado é o melhor teste de proficiência, gente incompetente tem em todas as áreas, e formado de diversas formas, não é a EaD em si que será a causa de uma formação sem qualidade e muito menos saturar o mercado de trabalho.

Ainda sobre estão questão, é muito restrito pensar que o assistente social só pode atuar como assistente social. Tem vários casos de pessoas que exercem outras atividades, inclusive de liderança em várias áreas principalmente por ter uma formação em Serviço Social. Eu mesmo já exerci o cargo de Diretor de Recursos e Assessor de Planejamento, não tinha o cargo de assistente social, mas nunca deixei de ser assistente social, logo, a nossa formação é mais do que ampla. Isso sem falar nas possibilidades de atuação como consultor…

E apesar de não ter nenhum incentivo e preparado para atua nesta modalidade, o que na EaD está sendo corrigido, e em alguns cursos presenciais já se vê a disciplina assessoria e consultoria em Serviço Social, pois se vê que a formação nega mas o mercado exige este preparo. E como dizia  o meu professor de Historio, Prof. Pedro, “para bons profissionais, sempre há espaço…” 

b) CURSOS SEM QUALIDADE. Falar que os cursos de EaD em Serviço Social não tem qualidade, já virou mais uma das cantigas de papagaios de pirata, é o que mais se houve. O triste é de que qualidade está se falando? E pior, como dizer de qualidade de uma formação que ainda não tem ninguém formado? Com base em que se pode fazer tal afirmação? São algumas questões que não se calam e é preciso mais do que mera retórica ideologizada para respondê-la, tão pouco se basear em “causos” episódicos.

Primeiramente, se é para falar de qualidade na formação do assistente social, e para ser “plural e respeitoso” devemos ampliar essa discussão e olhar bem atentamente para os cursos presenciais, tanto públicos como privados, pois salvo melhor juízo, os profissionais que ai estão no mercado, ainda são em sua maioria, formados pela modalidade presencial.

Segundo, todas as argumentações neste item são infundados, são só por se basear em casos isolados, sem ter uma pesquisa séria, além de não haver evidências concretas, só pré-conceitos e a explicitação nítida da ignorância sobre o tema.

Terceiro, enfatiza-se só os problemas apresentados na EaD, que existem sim, mas não tão diferentes dos que existem nos cursos presenciais, mas não existem só problemas há também impactos muito positivos. Cidadãos brasileiros que se dependessem da iniciativa pública e até privada presencial, não teria condição ter acessar um curso superior.

A maior parte das pessoas de regiões distantes além de fazerem um curso superior e alterar a sua realidade, é permanece no local, influenciado de modo positivo nos rumos e na qualidade das políticas públicas, como já temos observado.

E qualquer profissional do ensino superior em Serviço Social, que for honesto/a, tem que concordar que existem muitos problemas na modalidade presencial, seja no ensino, na pesquisa ou na extensão, no estágio e no TCC, entre outras coisas mais.

Quarto, eu estou farto de ver em vários espaços as IES privadas e agora a EaD, serem colocadas como vilas deste processo, e as públicas como as perfeitas, quem está por dentro sabe a verdade.  As IES privadas representam mais de 80% das escolas de formação de assistente sociais deste país, no referido evento fiz novamente a solicitação para que o  público presente (mais de 2.600) levantassem as mãos os que eram formados ou estavam em formação em IES pública, numa multidão de mais de 2600 pessoas, era nítido a minoria que este grupo representava em nossa realidade.  Em outros termos, se não fosse a iniciativa priva, não teríamos os mais de 70.000 profissionais formados no Brasil.

O que isso significa? Que temos que ter um outro olhar sobre está questão da privatização do ensino em Serviço Social, e ter mais respeito com os profissionais e alunos envolvidos neste trabalho de formar pessoas, seja  na modalidade presencial, EaD, ou em IES públicas ou privadas.  Mas principalmente em EaD, em que adjetivos não respeitosos já foram dirigidos, tais como “pseudo-aprendizado” e que os professores de EaD não “são professores, e sim animadores…”

c) EaD NÃO PRIVILEGIA A DINÂMICA ACADÊMICA (INTERAÇÃO, PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO), apesar de não ter expressado por completo, mas por não atende a dinâmica acadêmica, pressupõe os elementos essenciais desta atividade. Além da relação tradicional e formal do contato direto  entre professores e alunos.

Novamente se vê o desconhecimento sobre o tema EaD, que tem em si um arcabouço teórico, e uma formatação estratégica  consolidada, em outros termos, pensar linearmente e de forma reducionista, é pensar que o aprendizado, na atual conjuntura das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), só pode ser presencialmente.

Em outros momentos já mencionei isso, mas não custa repetir. Trabalho como docente  presencial a mais de 12 anos, tanto em cursos de graduação como pós-graduação, tanto no Serviço Social como em outras áreas. A partir da experiência com EaD tenho chegado a seguinte conclusão. Os alunos, não só do Serviço Social, sofrem hoje de uma síndrome que denomino “síndrome de velório”, ou seja, o corpo, como de um defunto, está presente, mas a alma, o espírito, a mente, está bem longe.

Cresce a cada dia, as dificuldades de animar, estimular, de fazer com que os alunos presenciais interagem,  me parece,  e talvez seja só comigo, a cada dia que passa, tenho a nítida impressão que os estudantes estão mais distantes de atender uma estudo com maior empenho, logo,  estar só o corpo presente, sem a alma e o espírito, não faz diferença fazer o curso presencial ou  EaD.  O que conta mesmo, é o empenho de cada um, seja na modalidade presencial ou EaD.

Mais um aviso, se as pessoas pensam em fazer EaD por ser mais “fácil”,  os desavisados podem ter uma surpresa, EaD não é para qualquer pessoa, é preciso ter auto-controle, disciplinado e sobre tudo saber trabalhar em grupo, e aprender-a-aprender saber pensar. Não há facilidade, tem que estudar tanto quanto no presencial, quando não um pouco mais.

Pois a interação não ocorre só com a presença física, mas no uso de meios como a internet, a leitura de livros, material de apoio,   através dos grupos de estudos. Logo, cada aluno é que faz a qualidade de seu curso não a modalidade em si, a qualidade e a dinâmica são revolucionados, são vivenciados novas práticas de aprendizado e novas sínteses de conhecimentos,  isso é preciso deixar claro.  No próximo texto eu continuo a dizer o que pensei e não falei…

RESUMO E APRESENTAÇÃO… 

A presente obra é fruto de uma pesquisa realizada no curso de doutorado em Serviço Social na Unesp, Franca-SP, no Programa de Pós-Graduação de Serviço Social, no período de março de 2002 a fevereiro de 2004.  A modalidade de pesquisa foi de estudo multi-caso e de uma abordagem qualitativa, ou seja, procurei investigar mais os aspectos qualitativos do que quantitativos, e para tanto selecionei casos que se mostraram exemplares em relação ao conceito e prática do empreendedorismo social no Brasil.

            A pesquisa teve duas etapas, que em muitos momentos foram concomitantes. Primeiro pesquisa bibliográfica, tanto em livros especializados, como em revistas, teses e dissertações, e artigos da internet. A segunda foi uma pesquisa de campo. Na primeira fase, foi possível fazer um reconhecimento das principais organizações, tanto no Brasil como no exterior, deste reconhecimento, selecionei as principais, dando um maior aprofundamento nas organizações existentes no Brasil.  Em especial o estudo de caso da

ONG Lua Nova em Sorocaba-SP.

Foi possível captar a percepção e entendimento do que é empreendedorismo social para este grupo exemplar e traçar um perfil e as estratégias e ferramentas que muitos empreendedores sociais estão aplicando com sucesso em várias partes do Brasil e do Mundo, além de identificar  padrões teóricos e metodológicos e apresentar uma formatação  sistematizada do que é, ou do que esta se formado como o entendimento de empreendedorismo social e seu impacto presente e futuro no campo da gestão social, em geral, e no combate a pobreza e exclusão social, em específico.

            Outro ponto importante é que a pesquisa permitiu detectar que o empreendedorismo social emerge de um contexto paradoxal. Ao mesmo tempo vemos que a ciência não dá conta de responder tudo, e para surpresa de muitos que julgavam a religião superada, cresce a busca pela espiritualidade.

            É o homem e a mulher em busca de sentido para sua vida. Neste epicentro, várias pessoas ou grupos, tentam levantar alternativas que façam frente a este grande paradoxo. É neste cenário que surge o empreendedorismo social. Empresários, ativistas, governo e sociedade organizada, buscam juntar forças para construir um mundo melhor.

            Na essência essa é a lógica do empreendedorismo social, ser inconformado com o presente século, buscar a inovação no campo da gestão social, ousar, e impactar. São estas características que quero compartilhar como você caro leitor. Pretendo ao mesmo tempo, não ser tão acadêmico, pois a origem deste trabalho tem este formato, mas não quero também perder a devida fundamentação das minhas propostas, ou seja, não quero que este trabalho seja meramente um conjunto de mensagens de otimismo, anunciando uma nova onda. Não quero jogar palavras ao vento, com frases de efeito, falando muito e ao mesmo tempo, nada.

            Quero que este livro seja um livro de reflexão, sem ser enfadonho e demasiadamente teórico, quero que seja um manual, sem ser extremamente pragmático e superficial, ou meramente um receituário; enfim que possa ser consultado e aplicado, pois conhecimento que não possa ser aplicado na vida prática e no cotidiano, de modo simples, não é conhecimento humanizado e contextualizado. Quero que ele sirva de ponto para aprofundamentos, debates, mas sobre tudo, que seja considerado um dialoga e uma ferramenta que possa inspirar e auxiliar a gerar outras ações.

            Neste sentido, na primeira parte do livro apresento os principais elementos que impulsionaram o surgimento do empreendedorismo social, e que deram e estão dando, sua formatação e especificidade, procurei resumir estes aspectos em três eixos de mudança: na primeira, a pobreza, como sendo uma velho problema mas que na atualidade apresenta novos desafios; segundo, o crescimento do terceiro setor e da participação das empresas no cenário da gestão social; e o terceiro eixo os novos paradigmas de combate a pobreza, dando ênfase na busca de ações e intervenções que privilegiem a emancipação e o desenvolvimento humano dos chamados excluídos e pobres de nosso país e mundo, perspectiva essa, que procura superar o paternalismo, a dependência e manutenção da miséria através da alienação e da passividade, tanto dos assistidos como dos que prestam a assistência. 

            Na segunda parte, apresento as principais características e entendimentos sobre o empreendedorismo social no Brasil a partir do estudo de caso, ou multica-caso (pois foram mais de uma organização) das organizações escolhidas, bem como, de parte dos resultados da pesquisa de campo, o que permitiu elaborar um mapa de análise e desenho do significado e caracterização do empreendedorismo social no Brasil, explicitando as formas de gestão, as estratégias e as principais ferramentas e significados do empreendedorismo social.

            Na terceira e última parte, apresento a sistematização do processo de desenvolvimento do empreendedorismo social, destacando a gestão, as estratégias e as principais ferramentas de aplicação, bem como, destacando os desafios e possibilidades do desenvolvimento do empreendedorismo social no Brasil.  Apresento também a experiência prática da aplicação de todos os elementos apresentados anteriormente, através do projeto de extensão universitária denominado de Projeto Casulo Sócio-tecnológico, curso de Serviço Social da Unioeste, campus de Toledo-PR, onde o mesmo se apresenta como exemplo prático de que a teoria formulada se tornou em boa ação prática e que um sonho se tornou realidade, elementos estes de vital importância para os empreendedores sociais do século XXI, que aliam o conhecimento com ações práticas gerando com isso efetividade na transformação da realidade.  

              Pois como afirma Klaus Schwab,  o empreendedor social é   “…aquele que promove mudanças que servem à comunidade através da identificação de novos processos, serviços e produtos, criando formas de sustentabilidade e replicabilidade da atividade e/ou solução encontrada.” (www.schwabfound.org).  Sem dúvida essa é a grande característica e fator de identificação do empreendedorismo social, ou seja, a intenção permanente de criar inovação e fazer com que ações sejam replicadas, ou seja, multiplicadas. De coração, espero que este livro seja um motivador e estimulador para geração de novas idéias, novas ações, e motivação para o surgimento de novos empreendedores sociais, pois o nosso tempo nunca necessitou tanto deste tipo de líder.

            Uma ótima leitura,

 SOBRE O AUTOR: Prof. Dr. Edson Marques Oliveira

Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP

Mestre em Serviço Social pela PUC-SP

Bacharel em Serviço Social pela Fac. Paulista de Serviço Social de SP

Coach Internacional pela Lambent do Brasil e membro da ICC

Professor universitário, graduação e pós-graduação a 12 anos

Membro do grupo de avaliadores do INEP/ME

Consultor/palestrante junto às temáticas: gestão social, empreendedorismo e responsabilidade social, Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos e Plano de Negócio Social, Gestão organizacional, RH e Coaching.

Vencedor Prêmio Ethos/Valor, 2007 categoria Projetor/Projeto de Extensão.

CONTATO

empreendedorsocial03@yahoo.com.br

emocoaching@yahoo.com.br

(63) 81165077

(63) 32172749

Sobre a expressão  mais falada pelos organizadores, principalmente na última plenária do dia 19 de agosto, “ debate plural e respeitoso”. Mas será que foi mesmo? Parto da hipótese de que não foi tão “plural” e muito menos “respeitoso”. Vejamos algumas evidências.

Debate sobre EaD… O mesmo surge quando da apresentação na última plenária do evento onde na agenda colocada pela representante do Brasil, estava nítido com sendo um dos pontos a serem enfrentados, como desafios a categoria a “aligeração da formação profissional, em específico através da EaD…” a mesma é colocada como unicamente uma forma dos empresários ganharem dinheiro e oferecer um ensino duvidosa e sem qualidade… Diga-se de passagem, qualidade foi outra palavra em evidência…

Essa crítica fica ainda mais pesada quando seguidos comentários apresentam critica como: “ é um pseudo aprendizado…” “ é sem ética…”, “ está a serviço do capitalismo ´…” “ é alienante…”, etc.

Mais triste é quando eu novamente sem juízo, vou fazer o contra ponto, afinal temos pluralidade!!!! E neste momento, a maior prova da não existência de “pluralidade” e muito menos “respeito”, fui vaiado, é isso mesmo, fui vaiado, por ter tentado colocar outro lado…

Numa segunda vez, após as criticas da representante do Brasil, que não contente com a colocação de que EaD é na agenda do Serviço Social no século XXI um dos maiores problemas, a mesma aponta outros fatores: a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado, b) cursos sem qualidade, c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão), d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza, e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa, d) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.

Consegui a oportunidade de falar uma segunda vez, mais uma vez, vaias, e na seqüência foi cortado o meu tempo, e não tenho outra explicação pois, após a minha brevê fala, uma outra pessoa foi “denunciar” um fato ocorrido em relação ao estágio, muito estranho ela contou uma estorinha com muitos detalhes, olhei para a mesa de coordenação ela estava olhando para o lado, e nem ai com o relógio, na vez, o olhar estava atendo as minhas palavras e ao relógio, a não ser que para defesa dois minutos sejam mais rápidos e para o ataque e depreciação sejam mais longos, sei lá, se transforma em sete minutos talvez mais…

Por fim o mais triste é que no final de tudo, duas representantes de órgãos da categoria poderiam fechar com brilho, palavras de animo, de carinho, de fraternidade, como fez o colega norte-americano, mas não,  ambas tinham que alfinetar deixando claro o ódio, o desprezo e a sina para destruir com o processo de formação profissional em EaD, como se os alunos, professores e empresários desta área, fossem assassinos, bandidos, usurpadores de direitos.

Mas infelizmente ainda não acabou, pior mesmo, foi ver  alguns alunos e professores de EaD com medo, se sentido marginalizados, discriminados, pelos olhares de censura e a atitude de desprezo, ao ponto de nem se cumprimentarem, como o correu com algumas profissionais que fui encontrando ao longo do caminho em minha volta pata Palmas-TO, seja no hotel onde estava hospedado, seja no aeroporto, e mesmo dentro do avião.

Conclusão. Com base nestas evidências, verifica-se que não há de fato pluralidade, não há de fato respeito, deixar só falar não é suficiente, é preciso deixar participar, ser ouvido sem ser podado ou execrado por pensar diferente, é antes de tudo ser considerado, levado em conta. Ainda temos muito que aprender sobre estes conceitos, e parafraseando um ensinamento bíblico do Apostolo João, “amigos(as) assistentes sociais, amemo-nos de fato e verdade e não só de boca…”

Oi gente,  gostaria de compartilhar algumas reflexõe sobre a 19ª Conferencia Mundial de Serviço Social, pois é, eu estive lá.

Foi incrível e uma experiência impar. Mas para variar, também tenebrosa, pois houve vário s embates . Vou apresentar uma série de pequenos artigos com esse subtítulo, coisas que pensei, e não falei, e não falei por vários motivos, mas principlamente pelo curto tempo, por ser podado e por não haver interesse em ser ouvido, além da (im)pertinencia de minhas colocações.

Mas vamos lá, um grande abraço. Fiquem no aguardo.

Prof. Edson

A essência do coaching é “ liberar o potencial de uma pessoa para maximizar sua performance, ajudá-la a aprender em vez de ensiná-la.” John WhitmoreEdson Marques, coach (1)  Já sinalizamos que o coaching apresenta-se como uma das ferramentas e processos de desenvolvimento humano e organizacional de maior importância na atualidade. Seguramente podemos afirmar que não se trata de nenhum modismo, mas de uma tendência. E isso decorrente a nossa experiência pessoal e profissional, além de outros dados que comprovam essa afirmação.  

Primeira evidência: No artigo “A vida de uma executiva Global” (SOMOGGI, 2007). A reportagem relata a vida profissional da Brasileira, Silvia Lagnado, vice-presidente sênior de uma divisão internacional da Unilever, uma das poucas Brasileiras que fazem parte das 50 executivas mais poderosas do mundo.Entre vários aspectos do cotidiano e da pressão desta profissional, um fato nos chama a atenção no quadro Dia-a-dia Internacional (idem, p. 87). “ A cada dois meses, tem três sessões de três horas com um coach contratado pela Unilever…” ou seja, num ano a executiva usufrui de 6 meses,  18 sessões e 54 horas de coaching, fato este que mostra a importância junto a liderança de executivos e no desenvolvimento da performance no mundo dos negócios.  

Segunda  evidência: Pesquisa mundial sobre liderança, divulgada pelo Sebrae, ressaltam várias descobertas sobre a liderança empresarial no mundo, destacamos duas: 1) Quando perguntado sobre qual ou quais fatores são responsáveis pelo sucesso no papel de líder, mais de 50%  atribui isso ao trabalho de um coach, decorrente a abordagem individual e personalizada de apoio e de auto-aprendizado que o mesmo oferece/ 2) Entre estas formas de aprimoramento da liderança, destaca-se o fator observação de outros lideres, a tentativa de erro e acerto, literatura especializada, entre outros, e um destaque especial, a ajuda formal de um coach. 

Terceira evidência:  No artigo “A neurociência da liderança”, (SECHWARTZ , LOCK, 2007), os autores destacam algumas conclusões sobre esse tema, destacamos as seguintes:  1) No processo de treinamento convencional, há um aumento de 28% na produtividade, mas acrescido do acompanhamento de um coach, esse retorno é de  88%; 2)  A neurociência tem evidenciado que esta ação de resolver problemas por si só, faz com que o cérebro libere uma carga maior de neurotransmissores com a adrelanina que produz mais satisfação, autoconfiança e mais aprendizado. Isso é a essência do coaching.  Como podemos perceber, estas são evidências concretas que o coaching é um fator de sucesso e que contribui para o processo de mudança, que deve começar por quem esta a frente, ou seja os lideres empresariais. A velha formula do chefe que dizia, “façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço” esta com os seus dias contados, saber respeitar e valorizar as pessoas, e dar o exemplo, é o grande fator de sucesso para os lideres e uma gestão prospera, não só para o futuro, mas necessariamente para o presente. Certamente o coaching pode faz diferença.   (1) Coaching internacional pela Lambent do Brasil e certificado pela ICC, doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, Mestre em Serviço Social pela PUC-SP, e Assistente Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social de SP, consultor, palestrante nas áreas de RH, Gestão Social, Empreendedorismo e responsabilidade Social , coaching e liderança., e-mail: emocoaching@yahoo.com.br, (63) 81165077(2) SOMOGGI, Laura A vida de uma executiva global Revista Época- negócios, n. 1, março. São Paulo: Globo, 2007 pg. 82-87(3) SECHWARTZ, Jeffery e LOCK, Brain, A neurociência da liderança Revista HSM Management, n 60 São Paulo, 2006 

A partir do exemplo do CDI, é possível fazer algumas afirmativas, quanto a pergunta inicial, o que é empreendedorismo social ? Primeiramente o empreendedorismo social, pode ser considerado como uma derivação do empreendedorismo empresarial, mas com diferenças significativas, entre elas, a busca por resultados não individuais mas coletivos, e retorno social e não só financeiro.

Se caracteriza por uma ação inovadora voltada para o campo social, é neste sentido um processo, que se inicia com a observação de uma determinada situação-problema local, em seguida procura-se elaborar uma alternativa para enfrentar está situação.

 Esta idéia tem que apresentar algumas características fundamentais. A primeira é ser uma idéia inovadora, a segunda uma idéia que seja realizável, terceiro que seja auto-sustentável, quarto que envolvam várias pessoas e segmentos da sociedade, principalmente a população atendida, quinto que provoque impacto social e que possa ser avaliada os seus resultados. Os passos seguintes é colocar esta idéia em prática, institucionalizar e gerar um momento de maturação até ser possível a sua multiplicação em outras localidades, criando assim um processo de rede de atendimento ou de Franquia Social, e até se tornando em política publica.  No exemplo do CDI nós encontramos todos estes elementos:

1º)  é uma idéia inovadora, ninguém havia realizado tal ação;

2º) uma idéia que foi realizada;

3º) se tornou auto-sustentável;

4º) envolveu várias pessoas e segmentos da sociedade ( principalmente a população atendida);

5º) provocou impacto social, local e global, e que podem ser avaliados os seus resultados e retorno do investimento aplicado;

6º)  foi multiplicada e aplicada em outras regiões e até em outros países;

7º) se transformou  em política pública, exemplo do Paraná Digital e outros que estão sendo implementados a semelhança desta proposta.    O empreendedorismo social, também pode ser considerado um novo paradigma na intervenção social, pois mostra um novo olhar e leitura da relação e integração entre os vários atores e segmentos da sociedade. É também um processo de gestão social, pois apresenta, como vimos uma cadeia sucessiva e ordenada de ações, que pode ser resumido três fases: 1) Concepção da idéia; 2) Institucionalização e maturação da idéia e 3) multiplicação da idéia. O que é semelhante ao processo da metamorfose da lagarta, que entra no casulo e que sai uma borboleta.   

O empreendedorismo social também é uma arte e uma ciência, uma arte pois permite que cada empreendedor aplique as suas habilidades e aptidões e por que não seus dons e talentos, sua intuição e sensibilidade na elaboração do processo do empreendedorismo social. É uma ciência, pois utiliza meios técnicos e científicos, para ler, elaborar/planejar e agir sobre e na realidade humana e social.  Nesta perspectiva é considerada também como uma nova tecnologia social, pois sua capacidade de inovação e de empreender novas estratégias de ação, fazem com que sua dinâmica gere outras ações que afetam profundamente o processo de gestão social, já não mais assistencialista e mantenedora, mas empreendedora e emancipadora.

Para Ler… DEMO, Pedro Solidariedade como efeito de poder São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2002 ( Coleção Prospectiva; v.6) . 

Neste trabalho, o Prof. Dr. Pedro Demo, faz uma brilhante análise do conceito de solidariedade, como fator relacionado a política social e as ações de enfrentamento à pobreza. Com um suporte analítico aguçado e crítico, nos leva a refletir os aspectos ambíguos e contraditórios da solidariedade em nossos dias, que tanto pode ser efeito de libertar, como de manutenção do estado de pobreza, onde os “ajudados” se tornem receptores passivos de uma “solidariedade” que só aplaca a consciência dos que dizem estar “ajudando”, ou seja, “ […]  a solidariedade que produz ajuda assistencialista representa fantástico processo de imbecilização.” (DEMO, 2002, p.40).

 

Leitura indispensável a todos que queiram fazer a coisa certa, principalmente em se tratando de “ajudar” no enfrentamento da pobreza e exclusão social de nosso país e principalmente de nossa cidade, pois muita gente tem agido por uma solidariedade que prende, que não liberta. É hora de acordarmos, e estarmos atentos quanto ao tipo de solidariedade que estamos praticando. 

 Para saber mais… 

Feliz, não há receitas propostas, se quiserem lhe dar uma, desconfie, mas segundo o Dr. Cury, (Augusto Cury, Dez leis para ser feliz, Rio de Janeiro: Sextante, 2003, 117) felicidade é mais do que somente ter e também e principalmente, uma questão de ser , em suas próprias palavras:   “ Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.” [grifo nosso]  

Seja feliz… Não deixe que nada e ninguém roube isso de você.

 Para pensar… 

“Intelectuais, políticos, empresários e pesquisadores sociais apontam distorções, culpam o governo, criticam as políticas públicas e identificam gestores e instituições corruptas, ineficientes e ineficazes. Muito se fala, e pouco se faz de concreto e efetivo. Muitas vezes o que se fala esconde a inércia, o conformismo, a visão banalizada dos problemas, o ceticismo diante das questões sociais.”

(MELO NETO e FROES, 2002, p. 15)

 

O QUE É EMPREENDEDORISMO SOCIAL ? (II)

Edson Marques Oliveira  

O caso do CDI - Comitê de Democracia da Informática  - um exemplo  Brasileiro de empreendedorismo social.

Em 1994, Rodrigo Baggio, percebeu que a tecnologia da informática poderia ser uma grande ferramenta para lutar contra a exclusão social. Primeiramente criou um link para unir todos os jovens de todas as classes sociais, JovemLink. Notou que, só os que tinham computador é que acessavam a rede. Verifico que era necessário levar a tecnologia ao “outro lado da fronteira digital”.

Assim, criou a primeira escola de informática na favela de Dona Marta, no subúrbio do Rio de Janeiro e deu os primeiros passos para a criação da ONG CDI- Comitê de democracia da Informática, fundado em 1995. O CDI, é uma organização não-governamental tem como missão  “promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e exercício da cidadania.”).

Com sede no Rio de Janeiro, hoje está construída e consolidada uma rede de Escolas de Informática e Cidadania – EIC, de forma autônoma e auto-sustentáveis, são cerca de 789. Já foram capacitadas cerca de 461.440 crianças e jovens. Tem atuação em âmbito nacional, em 38 cidades e 20 estados.  E internacionalmente se encontra em cerca de 10 países. 

O CDI mantém uma vasta rede de parceiros para dinamizar suas atividades, tanto a nível nacional como internacional, destaca-se entre elas: BNDES, Fundação W.K.Kellogg, BID, Banco Mundial, Xerox, Fundação EDS, entre outros. Devido aos resultados e impacto social, este projeto é considerado pela ONU como um projeto  de  impacto e de exemplo mundial, pois pode ser aplicado em vários lugares e alcançar a um custo baixo, resultados significativos, quanto a inclusão, não só digital, mas social e de exercício da cidadania.  

Para Ler… 

Empreendimentos sociais sustentáveis: como elaborar planos de negócios para organizações sociais, Ashoka Empreendedores sociais; McKinsey&Company São Paulo: Peirópolis, 2001. 

Este livro é fruto do Prêmio Empreendedor Social da Ashoka e se apresenta como um dos trabalhos de melhor qualidade quanto a proposta do uso de ferramentas empresariais aplicadas ao campo social. No caso a ferramenta é o Plano de Negócio, na busca da sustentabilidade das organizações sociais do terceiro setor. O mesmo é apresentado em detalhes e com exemplos ilustrativos de casos reais, principalmente na construção da visão e missão da organização, fator decisivo quanto aos demais passos. Uma leitura indispensável para quem quer se aprofundar na área de gestão social empreendedora. 

Para saber mais… 

Empreendedor, não precisa ser um empresário, ou abrir um negócio. Ser empreendedor, na atualidade,  esta mais relacionado com a postura e forma de agir frente a vida, como nos ensino o Dr. Cury,

Ser empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter a consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história […] Ser empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la. (CURY, Augusto,  Dez Leis para ser feliz, Rio de Janeiro: Sextante, 2003, p. 103) [grifo nosso]

 Para pensar 

“ Talvez a diferença entre o homem e os animais deva ser encontrada no fato de que, enquanto cada espécie animal é prisioneiro de sua própria melodia, o homem tem a capacidade de compor novas.”  

(ALVES, Rubem, O suspiro dos oprimidos, São Paulo: Edições Paulinas, 1984, p.160)

  

Edson Marques Oliveira

Iniciamos esta reflexão com este tema, pois o mesmo é novo em sua atual configuração, mas na sua essência já existe a muito tempo. Alguns especialistas apontam Luter King, Gandi, entre outros como empreendedores sociais. Isto decorrente a sua capacidade de lideranças e inovação quanto a mudanças em larga escala. Em minha pesquisa, uma das primeiras constatações foi a pouca bibliografia sobre o assunto, tanto aqui no Brasil como no exterior. O que demonstra que o tema é novo e ainda esta em desenvolvimento. Este fato, gera certo grau de confusão entre alguns termos que são semelhantes, mas bem distintos. Esta confusão, diga-se de passagem, é encontrada, tanto por pesquisadores brasileiros como do exterior. Desta forma, antes de dizermos o que é empreendedorismo social, vamos inicialmente apresentar o que não é empreendedorismo social. O empreendedorismo social não é Responsabilidade Social Empresarial, pois a mesma supõe um conjunto organizado e devidamente planejado de ações internas e externas, e um definição centrada na missão e atividade da empresa, face as necessidades da comunidade. Também não e  Economia Solidária, pois a mesma é de natureza organizativa diferenciada quanto aos aspectos ideológicos, e tem como principal ponto a auto-gestão e a socialização do processo de produção e seus resultados. Não é uma profissão, pois não é legalmente constituída, não há formação universitária ou técnica, nem conselho regulador e código de ética profissional legalizado; também não uma organização social que produz e gera receitas, a partir da venda de produtos e serviços, e muito menos um empresário que investe no campo social, o que esta mais próximo da responsabilidade social empresarial.

Para saber mais…

O empreendedorismo social não é só um processo de gestão, mecanicista e racional. E nem o empreendedor social é um racionalista frio e calculista. Um fator de máxima importância é a vontade de mudar, de fazer diferença de ser inconformado. Até ai nada novo. O problema é que tem muita gente inconformada, mas que fica só na retórica do inconformismo, o empreendedor social, sai do mero discurso e rancor, e parte para a materialização, de seus sonhos, desejos e idéias. Logo, se você quer ser um empreendedor social, faça diferença, não seja mais um. Não fique de plantão esperando que alguém faça algo para depois criticar, não tenha medo de errar, mas procure mais aprender com os erros dos outros, do que com os seus, economiza tempo e é menos dolorido.

Para ler…

OLIVEIRA, Edson Marques Empreendedorismo social: da teória à prática, do sonho à realidade. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 2008

MELO NETO, P. Francisco e FROES, César Empreendedorismo social: a transição para a sociedade sustentável Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002

 Para pensar… 

“Vivemos as rotinas diárias ignorando o fato de que nossos modos de pensar e de agir dependem de um enredo inconsciente a estruturar o nosso próprio ser.”

 (ALVES, Rubem Gestão do Futuro São Paulo: Papirus, 1986, p. 66)

“O coaching ajuda as pessoas a terem melhores conversas com elas mesmas, ajuda as pessoas a tomarem melhores decisões sobre o que é melhor para elas de minuto  a minuto”      Blanchard e Homan 

Por Edson Marques  (1)

No atendimento de coaching, principalmente para executivos e empresários, a maior solicitação é para o aprimoramento das habilidades de gestão do tempo e de como delegar tarefas. Em relação ao tempo, a principal questão é a clássica equação, muitas coisas por fazer e pouco tempo para realizá-las. No tocante a delegação das tarefas, dois destaques: a) medo de passar tarefas para outros, e os mesmos não fazerem a tarefa adequadamente e b) o retorno  das tarefas delegadas, é insatisfatório,  há muito re-trabalho. Primeiramente, estas questões não são fenômenos isolados, mas de grande parte dos cidadãos do século XXI. E no processo de coaching, tanto na experiência de atendimento como na literatura especializada, constata-se que não há receitas. Você pode ler vários livros, participar de cursos e palestras, mas a principal questão é que não existe uma receita pronta, como  afirmar o especialista em coaching executivo, Davide Allen, “…não existe uma forma única de aperfeiçoar a organização pessoal e a produtividade, existem coisas que você pode fazer para facilitar o processo.”   Neste sentido, no coaching, não se diz ao cliente o que fazer, mas como pensar, a partir da própria realidade do mesmo, através de quatro perguntas básicas, que você pode fazer a si mesmo. O quero fazer?. Como posso fazer isso? Quando quero que isso esteja pronto? Como vou saber que alcancei esta meta? (avaliar). A seguir apresento um exemplo ilustrativo, extraído dos atendimentos que tenho realizado, e que podem servir de referencia, quanto à gestão do tempo de delegação de tarefas. 1) Planeje o seu dia, divida o seu tempo de formar objetiva, estabeleça metas claras e exeqüíveis; 2) Estabeleça seu foco, e não saia do mesmo, 3) Saiba para quem você irá delegar, prepare o que você vai repassar, diga de forma clara e objetivo o que você quer, mas deixe a pessoa se sentir parte e responsável pelo processo,  4) Treine bem, gaste tempo em preparar a pessoa que esta recebendo a tarefa, monitore, valorize os resultados positivos, dê um feedback positivo e assertivo, 5) Pratique a renuncia deliberativa, ou seja, diga não ao que tira você de seu foco e ao seu bem-estar, por mais interessante que seja, 6) delibere instantaneamente, não deixe pequenas coisas para depois, dê uma destinação efetiva, faça ou delegue para quem você esta treinando, 7) Tire sempre um tempo ao longo do dia para relaxar, tomar um café, ligar para um amigo, ler algo leve, positivo, diferente, fazer algo que quebre o ritmo frenético do dia-a-dia.  Ter uma mente tranqüila facilita ver a árvore e não só a floresta, e com isso visualizar ações mais positivas, que tornarão sua realidade cotidiana mais produtiva, eficiente e prazerosa. Não esquecer que no coaching não há fracassos e sim feedback, tudo é aprendizado, e que não há receitas, cada pessoa pode e deve encontrar sua forma e estilo. Mas, sem dúvidas, com o auxilio de um profissional, isso poderá ser bem mais fácil. Esta é uma das razões pela crescente procura  do coaching.

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(1) Coaching internacional pela Lambent do Brasil e certificado pela ICC, doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, Mestre em Serviço Social pela PUC-SP, e Assistente Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social de SP, consultor, palestrante nas áreas de RH, Gestão Social, Empreendedorismo e responsabilidade Social , coaching e liderança., e-mail: emocoaching@yahoo.com.br, (63) 81165077