Participei nos dias 14 e 15 de maio, em comemoração ao nosso dia,  num evento em Palmas- TO, promovido pelo CRESS. No dia 14 tivemos a presença da presidente do CFESS, Profa. Dr. Borcheti. Tive a oportunidade de fazer três perguntas, após ela ter
considerado o curso de EaD como uma ameça nacional ao projeto ético político do Serviço Social, ser inlegal, e não pertimitir a formação dentro das diretrizes e sem ética e de baixa qualidade, além de dizer que os professores de EaD não “são docentes”.

As perguntas foram: a) para chegar as conlusões  e ação do manifesto, foi realizando algum estudo, levantamento, pesquisa? Esta manifestação, esta considerando que os mais de 60.000 alunos em EaD de Serviço Social são cidadãos, e merecem o devido
respeito, pelo direito e acesso a educação, como diteito social?

b) se os cursos são ilegais, por que o MEC está aprovando os mesmos, pois faço parte dos avaliadores do MEC e nenhum curso é autorizado sem a devida avaliação;

c) Por que a discriminação com o curso de EaD na graduação no Serviço Social, sendo que a mais de quatro anos o CFESS e a UnB promovem um curso de EaD em pós-graduação?

As respostas: a) temos alguns indicativos de situações que estão ocorrendo…” b) “… se o MEC aprova é problema dele, nos somos contra…”; c) ” uma coisa é a graduação, profissionais que ainda não são formados, outra é a pós-graduação que são profissionais
formados…”

CONCLUSÃO - casa de ferreiro….

Os nossos representantes, contraditoriamente ao que tanto se incentiva para os nossos alunos e profissionais, julgaram, condenaram e agora estão convocando toda a categoria a aderir um processo de negação com base em “boatos” (indicativos…), e pior
com base em situações episodicas. Não sei vocês mas isso é claro, se você não conhece um determinado fenômeno, não faz uma investigação e não apresenta dados consistentes, só tem um nome, PRÉ-CONCEITO, isso sim é ante ético.  Se falou muito sobre qualidade, se é assim vamos por na mesa a “qualidade” dos cursos de presenciais?;

Como dizer que não há ética e qualidade na formação em EaD se ainda não há rofissionais formados? Fala-se de precarização do ensino e da privatização da formação profissional, no auditorio do evento, solicitei para que os presentes, cerca de 100 pessoas, que  vantasse a mão que estava, ou havia se formado em Serviço social num faculdade pública. Não preciso dizer que só “meia dúzia” levantou a mão. Ora, se não fosse a iniciativa privada, não teriamos nem a metade dos profissionais que temos hoje. Com isso não estou dizendo que aprovo esse processo, mas essa “denuncia” é vazia e sem sentido num país que têm só 10% no ensino supérior. Temos que trabalhar com a nossa realidade, e dar qualidade ao que existe.

Vamos mudar a retorica bem como as ações. A EaD é uma estratégia, tanto para graduação como pós-graduação, não há dirfença no tocante a análise pedagógica.

Estamos no século XXI, as relações sociais não estão sendo substituidas pelas máquinas, mas as tecnológias estão permitindo gerar novas formas de interação social, a EaD é uma destas possibilidades.

Vamos ficar espertos/as quanto ao que se tem escrito e as convocações sem fundamentação de nossos representantes, vamos exigir mais qualidade destas
representações.

Em tempo, devemos exaltar e parabenizar  o CFESS pela campanhã de
abertura do concurso no INSS, no referido evento foi lido um documento que confirma o concurso com cerca de 1.400 vagas. Ao meu ver esse sim é o papel do CFESS,
ou uma outra campanha, que creio seria melhor e mais adequado do que sermos contra a EaD, seria o NOSSO PISO SALÁRIAL….

Um grande abraço..

Edson Marques