Em 1994, Rodrigo Baggio, percebeu que a tecnologia da informática poderia ser uma grande ferramenta para lutar contra a exclusão social. Primeiramente criou um link para unir todos os jovens de todas as classes sociais, JovemLink. Notou que, só os que tinham computador é que acessavam a rede. Verifico que era necessário levar a tecnologia ao “outro lado da fronteira digital”.
Assim, criou a primeira escola de informática na favela de Dona Marta, no subúrbio do Rio de Janeiro e deu os primeiros passos para a criação da ONG CDI- Comitê de democracia da Informática, fundado em 1995. O CDI, é uma organização não-governamental tem como missão “promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e exercício da cidadania.”).
Com sede no Rio de Janeiro, hoje está construída e consolidada uma rede de Escolas de Informática e Cidadania – EIC, de forma autônoma e auto-sustentáveis, são cerca de 789. Já foram capacitadas cerca de 461.440 crianças e jovens. Tem atuação em âmbito nacional, em 38 cidades e 20 estados. E internacionalmente se encontra em cerca de 10 países.
O CDI mantém uma vasta rede de parceiros para dinamizar suas atividades, tanto a nível nacional como internacional, destaca-se entre elas: BNDES, Fundação W.K.Kellogg, BID, Banco Mundial, Xerox, Fundação EDS, entre outros. Devido aos resultados e impacto social, este projeto é considerado pela ONU como um projeto de impacto e de exemplo mundial, pois pode ser aplicado em vários lugares e alcançar a um custo baixo, resultados significativos, quanto a inclusão, não só digital, mas social e de exercício da cidadania.
Para Ler…
Empreendimentos sociais sustentáveis: como elaborar planos de negócios para organizações sociais, Ashoka Empreendedores sociais; McKinsey&Company São Paulo: Peirópolis, 2001.
Este livro é fruto do Prêmio Empreendedor Social da Ashoka e se apresenta como um dos trabalhos de melhor qualidade quanto a proposta do uso de ferramentas empresariais aplicadas ao campo social. No caso a ferramenta é o Plano de Negócio, na busca da sustentabilidade das organizações sociais do terceiro setor. O mesmo é apresentado em detalhes e com exemplos ilustrativos de casos reais, principalmente na construção da visão e missão da organização, fator decisivo quanto aos demais passos. Uma leitura indispensável para quem quer se aprofundar na área de gestão social empreendedora.
Para saber mais…
Empreendedor, não precisa ser um empresário, ou abrir um negócio. Ser empreendedor, na atualidade, esta mais relacionado com a postura e forma de agir frente a vida, como nos ensino o Dr. Cury,
Ser empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter a consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história […] Ser empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la. (CURY, Augusto, Dez Leis para ser feliz, Rio de Janeiro: Sextante, 2003, p. 103) [grifo nosso]
Para pensar
“ Talvez a diferença entre o homem e os animais deva ser encontrada no fato de que, enquanto cada espécie animal é prisioneiro de sua própria melodia, o homem tem a capacidade de compor novas.”
(ALVES, Rubem, O suspiro dos oprimidos, São Paulo: Edições Paulinas, 1984, p.160)
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