Sobre a expressão  mais falada pelos organizadores, principalmente na última plenária do dia 19 de agosto, “ debate plural e respeitoso”. Mas será que foi mesmo? Parto da hipótese de que não foi tão “plural” e muito menos “respeitoso”. Vejamos algumas evidências.

Debate sobre EaD… O mesmo surge quando da apresentação na última plenária do evento onde na agenda colocada pela representante do Brasil, estava nítido com sendo um dos pontos a serem enfrentados, como desafios a categoria a “aligeração da formação profissional, em específico através da EaD…” a mesma é colocada como unicamente uma forma dos empresários ganharem dinheiro e oferecer um ensino duvidosa e sem qualidade… Diga-se de passagem, qualidade foi outra palavra em evidência…

Essa crítica fica ainda mais pesada quando seguidos comentários apresentam critica como: “ é um pseudo aprendizado…” “ é sem ética…”, “ está a serviço do capitalismo ´…” “ é alienante…”, etc.

Mais triste é quando eu novamente sem juízo, vou fazer o contra ponto, afinal temos pluralidade!!!! E neste momento, a maior prova da não existência de “pluralidade” e muito menos “respeito”, fui vaiado, é isso mesmo, fui vaiado, por ter tentado colocar outro lado…

Numa segunda vez, após as criticas da representante do Brasil, que não contente com a colocação de que EaD é na agenda do Serviço Social no século XXI um dos maiores problemas, a mesma aponta outros fatores: a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado, b) cursos sem qualidade, c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão), d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza, e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa, d) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.

Consegui a oportunidade de falar uma segunda vez, mais uma vez, vaias, e na seqüência foi cortado o meu tempo, e não tenho outra explicação pois, após a minha brevê fala, uma outra pessoa foi “denunciar” um fato ocorrido em relação ao estágio, muito estranho ela contou uma estorinha com muitos detalhes, olhei para a mesa de coordenação ela estava olhando para o lado, e nem ai com o relógio, na vez, o olhar estava atendo as minhas palavras e ao relógio, a não ser que para defesa dois minutos sejam mais rápidos e para o ataque e depreciação sejam mais longos, sei lá, se transforma em sete minutos talvez mais…

Por fim o mais triste é que no final de tudo, duas representantes de órgãos da categoria poderiam fechar com brilho, palavras de animo, de carinho, de fraternidade, como fez o colega norte-americano, mas não,  ambas tinham que alfinetar deixando claro o ódio, o desprezo e a sina para destruir com o processo de formação profissional em EaD, como se os alunos, professores e empresários desta área, fossem assassinos, bandidos, usurpadores de direitos.

Mas infelizmente ainda não acabou, pior mesmo, foi ver  alguns alunos e professores de EaD com medo, se sentido marginalizados, discriminados, pelos olhares de censura e a atitude de desprezo, ao ponto de nem se cumprimentarem, como o correu com algumas profissionais que fui encontrando ao longo do caminho em minha volta pata Palmas-TO, seja no hotel onde estava hospedado, seja no aeroporto, e mesmo dentro do avião.

Conclusão. Com base nestas evidências, verifica-se que não há de fato pluralidade, não há de fato respeito, deixar só falar não é suficiente, é preciso deixar participar, ser ouvido sem ser podado ou execrado por pensar diferente, é antes de tudo ser considerado, levado em conta. Ainda temos muito que aprender sobre estes conceitos, e parafraseando um ensinamento bíblico do Apostolo João, “amigos(as) assistentes sociais, amemo-nos de fato e verdade e não só de boca…”