22 Ago
Postado por: emoblog em: SERVIÇO SOCIAL
Sobre a expressão mais falada pelos organizadores, principalmente na última plenária do dia 19 de agosto, “ debate plural e respeitoso”. Mas será que foi mesmo? Parto da hipótese de que não foi tão “plural” e muito menos “respeitoso”. Vejamos algumas evidências.
Debate sobre EaD… O mesmo surge quando da apresentação na última plenária do evento onde na agenda colocada pela representante do Brasil, estava nítido com sendo um dos pontos a serem enfrentados, como desafios a categoria a “aligeração da formação profissional, em específico através da EaD…” a mesma é colocada como unicamente uma forma dos empresários ganharem dinheiro e oferecer um ensino duvidosa e sem qualidade… Diga-se de passagem, qualidade foi outra palavra em evidência…
Essa crítica fica ainda mais pesada quando seguidos comentários apresentam critica como: “ é um pseudo aprendizado…” “ é sem ética…”, “ está a serviço do capitalismo ´…” “ é alienante…”, etc.
Mais triste é quando eu novamente sem juízo, vou fazer o contra ponto, afinal temos pluralidade!!!! E neste momento, a maior prova da não existência de “pluralidade” e muito menos “respeito”, fui vaiado, é isso mesmo, fui vaiado, por ter tentado colocar outro lado…
Numa segunda vez, após as criticas da representante do Brasil, que não contente com a colocação de que EaD é na agenda do Serviço Social no século XXI um dos maiores problemas, a mesma aponta outros fatores: a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado, b) cursos sem qualidade, c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão), d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza, e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa, d) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.
Consegui a oportunidade de falar uma segunda vez, mais uma vez, vaias, e na seqüência foi cortado o meu tempo, e não tenho outra explicação pois, após a minha brevê fala, uma outra pessoa foi “denunciar” um fato ocorrido em relação ao estágio, muito estranho ela contou uma estorinha com muitos detalhes, olhei para a mesa de coordenação ela estava olhando para o lado, e nem ai com o relógio, na vez, o olhar estava atendo as minhas palavras e ao relógio, a não ser que para defesa dois minutos sejam mais rápidos e para o ataque e depreciação sejam mais longos, sei lá, se transforma em sete minutos talvez mais…
Por fim o mais triste é que no final de tudo, duas representantes de órgãos da categoria poderiam fechar com brilho, palavras de animo, de carinho, de fraternidade, como fez o colega norte-americano, mas não, ambas tinham que alfinetar deixando claro o ódio, o desprezo e a sina para destruir com o processo de formação profissional em EaD, como se os alunos, professores e empresários desta área, fossem assassinos, bandidos, usurpadores de direitos.
Mas infelizmente ainda não acabou, pior mesmo, foi ver alguns alunos e professores de EaD com medo, se sentido marginalizados, discriminados, pelos olhares de censura e a atitude de desprezo, ao ponto de nem se cumprimentarem, como o correu com algumas profissionais que fui encontrando ao longo do caminho em minha volta pata Palmas-TO, seja no hotel onde estava hospedado, seja no aeroporto, e mesmo dentro do avião.
Conclusão. Com base nestas evidências, verifica-se que não há de fato pluralidade, não há de fato respeito, deixar só falar não é suficiente, é preciso deixar participar, ser ouvido sem ser podado ou execrado por pensar diferente, é antes de tudo ser considerado, levado em conta. Ainda temos muito que aprender sobre estes conceitos, e parafraseando um ensinamento bíblico do Apostolo João, “amigos(as) assistentes sociais, amemo-nos de fato e verdade e não só de boca…”
8 comentários
terezinha
22|Ago|2008 1Meu querido professor, nesse momento onde tudo aconteceu, fiquei muito triste, queria coragem, pra ir a tua defesa, mas me faltaram as pernas, pois vc ja é um Dr. em Serviço Social e eu apenas uma acadêmica com sede de conhecimento, onde na minha cidade, foi a única forma de fazer um curso que tanto quria, te falei pelos corredores do centro de convenções, que um dia estaria fazendo parte daquela mesa, e essa vontade só cresceu depois de tudo aquilo, falta de respeito, com vc, comigo e com todos. Não entendo quando o Serviço Social luta tando contra o precoceito e quase 2mil pessoas fazem um absurdo daquele, a falta de educação domestica foi gritante. Estou amando o seu livro um abraço. Terezinha CA de Arcoverde-PE Alto sertão de PE
Michelle Carneiro
23|Ago|2008 2Professor Edson,
Literalmente “fiquei de olho” em você na Conferência Mundial para mais uma vez parabenizá-lo em relação a defesa quanto ao Ead. Porém, o perdi de vista.Tive a oportunidade de estar presente naquela tarde de 19 de agosto quando Iamamoto reduziu o ead a uma ameça ao Serviço Social. Ainda penso que por mais sábia que ela seja, é por falta de conhecimento de causa. Dessa forma, quero lhe dizer que daqui há muito pouco tempo, existirá um lado que irá se envergonhar do que fez naquela tarde: O SEU LADO, que defendeu o ensino a distância como uma forma democrática,de qualidade, e acessível. OU… O LADO DELES, que sem fundamento algum, vaiaram um sistema que ao menos conheçem. E acrescento. Mesmo em maioria (digo dos já profissionais), pode ter certeza de que quem irá se envergonhar SÃO ELES. Afinal, estão indo contra algo que além de inreversível com certeza irá dar resultados positivos. Basta aguardar a primeira turma se formar em 2009.
PARABÉNS PELO SEU POSICIONAMENTO.
Michelle Carneiro
23|Ago|2008 3Professor Edson,
Literalmente “fiquei de olho” em você na Conferência Mundial para mais uma vez parabenizá-lo em relação a defesa quanto ao Ead. Porém, o perdi de vista.Tive a oportunidade de estar presente naquela tarde de 19 de agosto quando Iamamoto reduziu o ead a uma ameça ao Serviço Social. Ainda penso que por mais sábia que ela seja, é por falta de conhecimento de causa. Dessa forma, quero lhe dizer que daqui há muito pouco tempo, existirá um lado que irá se envergonhar do que fez naquela tarde: O SEU LADO, que defendeu o ensino a distância como uma forma democrática,de qualidade, e acessível. OU… O LADO DELES, que sem fundamento algum, vaiaram um sistema que ao menos conheçem. E acrescento. Mesmo em maioria (digo dos já profissionais), pode ter certeza de que quem irá se envergonhar SÃO ELES. Afinal, estão indo contra algo que além de ser inreversível com certeza irá dar resultados positivos. Basta aguardar a primeira turma se formar em 2009.
PARABÉNS PELO SEU POSICIONAMENTO.
Michelle Carneiro
23|Ago|2008 4TOMEI A LIBERDADE DE PUBLICAR ESSE SEU ARTIGO NO BLOG INFORMATIVO SOCIAL. ESPERO QUE NÃO SE IMPORTE PROFESSOR. AFINAL, MAIS PESSOAS PODERÃO TER ACESSO AOS “BASTIDORES” DA CONFERENCIA MUNDIAL.
OBRIGADA!
Dora Gama
23|Ago|2008 5Essa realidade está posta para o Serviço Social. É um fato. Acredito ser este o momento propício para unirmos e, juntos discutirmos o SS neste “novo tempo” e, lutarmos por um Serviço Social de qualidade e união da categoria.
Maria José Alves da Silva
27|Ago|2008 6Oi Professor!
Como eu gostaria de estar lá ao seu lado nesta luta!
Acabei de ler o livro de nossa Mestra em Serviço Social - Renovação e Conservadorismo no Serviço Social - e estava deslumbrada pra apresentar o trabalho que fiz sobre o livro pra minha turma, quando deparei com o comentário do Senhor. Fiquei muito decepcionada, pois uma mestra em Sociologia Rural devia conhecer de perto os problemas das áreas municipais de nosso país, onde a EAD trouxe a possibilidade de tornar realidade um sonho de formação Universitária!
E vou mais longe, onde uma formação universitária, dita de qualidade, na avaliação dela, é sinônimo de garantia de emprego?
Os cursos universitários são muito caros, e além disso os grandes capitalista(também, não?) da educação, não tem interesse de levar educação para todos. Os cursos universitáriso das Escolas Federais, os vestibulares que são mais de exclusão do que de seleção não oferecem a mínima possibilidade de alunos do interior de nosso país terem acesso. E são inúmeros as justificativas pra defesa da EAD, temos na frente da defesa da EAD um ilustre professor : Cristovam Buarque, será que nem a ele ela respeita? Pena ele não estar em uma plenária desta!
Bom vou para por aqui, ta ficando longo o texto.
Abraços fraternos e respeitos ao Sr. e a toda equipe de professores da UNITINS.
Conte com seus alunos nesta luta!
Maria Jose
Grupo Alegria
4o. semestre
Serviço Social
Palmas- TO
Elisangela
12|Set|2008 7Bom, infelizmente não pude comparecer a conferência, mas de fato a categoria principalmente em São Paulo critica o ensino a distancia, eu em especial também não concordo com nenhum ensino a distancia, ainda acredito que a interação aluno professor faz faz diferença no ensino-aprendizagem.
Mas embora não concorde com ed, me solidarizo contigo, sempre temos que ter acesso aos dois lados da moeda. Mas gostaria de frisar que o e/d vai contra ao projeto da profissão talvez por isso, grande parte dos assistentes sociais abominem esse tipo de ensino. Mas creio que é hora de refletirmos numa situação que já está posta o ensino a distancia já é realidade, então cabe a nós a luta para a qualificação desse ensino.
emoblog
13|Set|2008 8Elisangela, antes de mais nada, obrigado por sua ponderação, é isso mesmo, temos que pensar no hoje e nos desafios que temos para garantir um processo de formação com qualidade sem perdas nos propositos profissionasi mais amplos.
Somente vou descordar de vc quanto a EaD ir contra ao projeto ético-político de nossa profissão e sobre a interação. É preciso repensar essa compreensão de projeto profissional, pois uma profissão e um profissional não podem e nem devem estar a serviço de uma ideológia, seja ela qual for, mas como profissão e profissionais temos que ter uma postura ética e humana bem definidos, o que a EaD nada impede que isso seja transmitido. E quanto a interação, devemos também ver que na era da informação e de novas tecnológias a interação se dá de outras formas. Tenho 12 anos de docencia presencial, e vou ser franco com você, hoje grande parte dos alunos sofrem do que chamo de sindrome de velorio, o corpo está presente mas a mente, a alma o coração, estão bem longe. Logo, ser a distância ou presencial não há muita diferença, o problema é bem mais profundo…
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