GeoCotidiano

Temas da disciplina de Geografia para alunos do ensino médio da Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de Moraes

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Tecnologia Flex Fuel e o Meio Ambiente

Texto original de Herton Escobar publicado no Jornal O Estado de São Paulo de 9 outubro de 2008 - Adaptado com finalidades pedagógicas para aplicação em escola pública. 

Tecnologia Flex Fuel
A tecnologia flex fuel, é que permite o uso de álcool ou gasolina no mesmo motor, foi lançada no mercado automotivo brasileiro em março de 2003.
Preferência dos Consumidores
Rapidamente, a tecnologia ganhou prefência dos consumidores e da indústria, de modo que, hoje 25% da frota circulante e mais de 70% dos veículos que saem das montadoras no país são do tipo flex, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - Anfavea.
Produção de Álcool - Etanol
A produção de etanol combustível avançou no vácuo dos motores, com uma produção de 14,8 bilhões de litros na safra de cana de 2004, alcançou 22,4 bilhões de litros na safra de 2008, conforme dados da Unão da Indústria de Cana-de-açúcar -Única. Na próxima colheita, a expectativa é produzir 27 bilhões de litros de etanol, o que evitará a emissão de 53 milhões de toneladas de CO2, comparado ao que seria emitido com o uso de gasolina. É mais ou menos o que a Suécia emite em 1 ano, de acordo com dados das Nações Unidas.
Matriz Energética
Matriz energética é uma representação quantitativa da oferta de energia, ou seja, da quantidade de recursos energéticos oferecidos por um país ou por uma região.
A Cana-de-açúcar na Matriz Energética
No Brasil a cana-de-açúcar já supre 16% das necessidades energéticas do país.
O Ciclo do Álcool
O álcool é um tipo de combustível renovável porque quase todo o CO2 emitido por ele é reabsorvido pelas lavouras de cana que estão em crescimento, através do processo da fotossíntese. Só uma pequena parcela correspondente a 3% permanece na atmosfera. Nos 5 anos em que a tecnologia flex fuel foi introduzida, o Brasil deixou de emitir para a atmosfera 42,5 milhões de toneladas de CO2 - dióxido de carbono.
alcool_gasolina.jpg

Álcool (etanol) - Outras Vantagens Ambientais
A fumaça produzida pela combustão do etanol é bem menos tóxica do que a dos derivados de petróleo, contém pouquíssimo enxofre e nenhum benzeno.
Uma economia quase inútil
Toda essa redução das emissões de CO2 , com o uso do álcool, perde o seu valor, porque em um único mês de emissões por desmatamento e queimadas na amazônia, corresponde a mesma quantidade economizada por 5 anos com a tecnologia flex fuel. Pesquisadores estimam que cada quilômetro quadrado de floresta derrubada e queimada na amazônia libera para a atmosfera em média, 44 mil toneladas de CO2. Em 2007 por exemplo, forma derrubados 11.532 km2 de floresta amazônica, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe. Isso dá uma média de 42,3 milhões de toneladas de CO2 por mês - quase que os mesmos 42,5 milhões de toneladas evitadas pelo uso dos motores flex em cinco anos.
A Única Saida
Os números mostram que não há saida para o Brasil. Se o país quiser mesmo contribuir para reduzir as mudanças climáticas, Só reduzindo o desmatamento.

IDH (índice de Desenvolvimento Humano) para os Estados Brasileiros (2008)

Brasil - Melhores e piores no IDHBrasil - Melhores e piores no IDH IDH - O que é?

O IDH é um índice criado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e calculado para diversos países desde 1990. Originalmente proposto para medir a diferença entre países, foi adaptado para ser aplicado também a Estados e municípios.

O Índice (De 0 até 1)

O índice vai de 0 a 1 - quanto mais perto do 1, maior é o desenvolvimento humano ou seja, melhor é a qualidade de vida . Em nível mundial, a Noruega e Islândia (Europa) têm IDH de 0,968 numa posição intermediária o Brasil com IDH de 0,800 e no final da tabela, Serra Leoa na África com IDH de 0,336. O IDH tem como objetivo expressar a qualidade de vida nos países e locais em que é calculado.

O cálculo

É feito pela média simples de três componentes:

IDH Longevidade: indicador de longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer.
IDH Educação: indicador de nível educacional, medido pela combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais (com peso 2) e da taxa bruta de matrículas nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) em relação à população de 7 a 22 anos de idade (com peso 1). Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a taxa de freqüência.
IDH Renda: indicador de renda, medido pelo PIB real per capita em dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra. Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a renda familiar per capita.

Metodologia

Para analisar a variação dos níveis de desenvolvimento humano nos Estados brasileiros e no país como um todo, o relatório calculou os dados do IDH de 1991 a 2005. O resultado, porém, é fruto de uma metodologia diferente da usada pelo PNUD nos Relatórios de Desenvolvimento Humano e no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. O cálculo é feito com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), um levantamento socioeconômico feito anualmente pelo IBGE. 

Do Norte para o Sul

estados_idh1.jpgOs números mostram uma clara divisão do IDH. Estados do Norte e nordeste (piores IDH), estados do Sul, sudeste e centro-oeste (melhores IDH). Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, superior ao de países como a Argentina e Emirados Árabes Unidos.

Explicação Geográfica

Essa condição, mostrando  um país em que o IDH é menor nas regiões norte/nordeste e aumenta na direção sudeste/centro-Oeste/sul  tem explicação na geografia econômica do Brasil, onde a produção, atividade econômica e renda ainda  estão muito mais concentrada nestas regiões.

 Maiores IDH’s

Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, O segundo lugar no IDH é de Santa Catarina (o Estado que mais melhorou no ranking de 1991 até 2005, ganhando três posições), com 0,840. Em seguida vem São Paulo (que registrou o segundo menor crescimento desde 1991), com 0,833.

Menores  IDH’s

Alagoas, que tinha o pior IDH em 1991, continuou na mesma posição em 2005, com 0,677. Da mesma forma, Maranhão, Piauí e Paraíba não deixaram de ser o segundo, terceiro e quarto piores, respectivamente.

Lenta Melhora

Entre 1991 e 2005, o IDH de todas as unidades da Federação melhorou. A região Nordeste, que registra os piores números desde a década passada, foi a que teve também o maior crescimento do índice: 16,3%. Depois vêm Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 10,9%. O Sul, que mantém os seus três Estados entre os seis primeiros IDHs também desde a década passada, foi o que menos evoluiu no indicador: 8,5%. Dos dez Estados com maior variação no índice, nove são nordestinos. Os de melhoria mais forte foram Paraíba, Piauí e Bahia.

Educação - Fator de Evolução do IDH

O vetor da melhoria recente está, segundo o relatório, na educação. Das três dimensões do IDH (renda, educação e longevidade), o destaque foi a elevação da instrução. Em todas as unidades da Federação o índice de educação foi o que mais cresceu entre 1991 e 2005. A evolução do IDH-Educação - e, de modo menos pronunciado, do IDH-Longevidade - contribuiu para que diminuísse consideravelmente a diferença (…) entre os níveis de desenvolvimento das regiões brasileiras.

Deslocamento do Eixo Produtivo

Mesmo que de forma lenta, mas há uma certa desconcentração geográfica do processo produtivo em curso. Setores como o calçadista,  de automóvel, estão se expandindo tanto da região metropolitana para o interior quanto do Sul/Sudeste para o Nordeste. Isso leva a aumento de renda per capita, de exigência por mão-de-obra qualificada (o que influi na educação) e, conseqüentemente, a maior atendimento público de saúde - o que influi na longevidade.

Fonte: Relatório Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente - A experiência brasileira recente, lançado por três agências da ONU: CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e PNUD. Relatório publicado em 8 de setembro de 2008.

Sites relacionados: http://br.geocities.com/sousaraujo/idh_lista.htm

 http://br.geocities.com/sousaraujo/idh.htm (17/09/2008)

Antártida - Buraco na Camada de Ozônio Reaparece

Camada de OzônioO buraco na camada de Ozônio reapareceu sobre a Antátida, anunciou em 29/08/2008 a Organização Mundial de Meteorologia (OMM).  De acordo com a entidade, o fenômeno acontece todos os anos entre agosto e dezembro. Em 2008, o buraco deverá atingir “níveis médios”, superiores a 2007, mas menores que o recorde registrado em 2006. A OMM  afirmou ainda que o buraco continuará existindo durante várias décadas por causa da concentração de gases na atmosfera.

Para mais informações (em inglês)

http://www.wmo.int/pages/prog/arep/WMOAntarcticOzoneBulletins2008.html

Serra do Mar - A Serra que não é Serra

Mapa Neotectônico do Brasil

Serra do Mar ( a Serra que não é Serra ). Sob o ponto de vista geomorfológico, o termo SERRA é impróprio para designar as Serras do Mar e da Mantiqueira, que, na verdade , constituem escarpas de planalto ou escarpas de falha.  Morfológicamente uma serra é formada por duas vertentes . A “Serra” do Mar, por exemplo, possui, de um lado, uma vertente com desnível abrupto - um verdadeiro paredão voltado para o oceano - e, de outro, uma fraca inclinação. No Brasil o  vocábulo “serra” é usado  com sentido amplo na linguagem corrente. Qualquer elevação com forte desnível é assim chamada. Mas para a Geomorfologia ( ciência que integra a Geografia e que procura explicar a gênese das formas de relevo terrestre ) existem distinções e explicações para as variadas formas de relevo. (MELHEM,Adas; Panorama Geográfico do Brasil; Ed Moderna - pág 89 )

Terremotos no Brasil

Mapa Neotectônico do BrasilTerra Treme no Ceará.  
Na realidade a terra treme em várias regiões do Brasil e em virtude de sua grande extensão territorial e grandes áreas inabitadas esses fatos não chegam a gerar um grande problema. Estes fenômenos ocorrem  em virtude de a superfície terrestre não ter uma formação contínua e sim ser formada por placas (placas tectônicas), por sua vez essas placas possuem em suas formação falhas (falhas geológicas), pesquisas efetuadas já mostraram que a Placa Sul Americana sob a qual esta o território brasileiro possue várias falhas geológicas, cujo processo de acomodação resulta em tremores de baixa a média intensidade. 
O Instituto de Geociências da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais localizou 48 falhas geológicas no território brasileiro, locais onde potencialmente podem ocorrer tremores - em seis delas, de fato já foram registrados sismos (tremores),  o mapa mostra várias falhas tectônicas na região nordeste inclusive no Ceará. O trabalho resultou no Mapa Neotectônico do Brasil, que localizou as falhas na chamada placa Sul-Americana, durante muitos anos o Brasil conviveu com a crença de que em nosso território não ocorre terremotos, mas na realidade faltavam pesquisas sobre a dinâmica das placas tectônicas e suas falhas geológicas.
Portanto, professores tem a missão de mostrar que o Brasil é sim um país que esta sujeito a terremotos em seu território, mesmo que de baixa intensidade.
Fonte: Geografia Geral  e do Brasil, Lúcia Marina e Tércio, ed. ática pág 52.
Veja também, terremoto no litoral de São Paulo no dia 22 de abril de 2008

11 de novembro de 2008 -  

Caxias do Sul - Especialistas apontam duas hipóteses para tremores na Serra

Fenômeno do dia 10/11/2008  durou cinco segundos e embora de magnitude leve assustou moradores em Caxias

Efeito da infiltração da água sobre rochas subterrâneas e movimento das placas tectônicas que formam a Terra. As duas hipóteses são apontadas por especialistas como possíveis causas do tremor que acordou e assustou os caxienses por volta das 5h de ontem. Geólogos e geógrafos são unânimes em afirmar: o fenômeno é normal, pode se repetir e não oferece perigo.

O movimento do solo durou cerca de cinco segundos e afetou principalmente as zonas norte e oeste da cidade. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, houve um evento sísmico formado no interior da crosta, com epicentro não-localizado, entre 3 e 3,9 graus na escala Richter.

Outra teoria

O geógrafo e professor da Universidade de Caxias do Sul Siclerio Ahlert tem outra explicação. Segundo ele, a região está sobre falhas geológicas e o tremor teria ocorrido devido a um fenômeno hidrogeológico.

 Para a professora Mônica Von Huelsen, da UnB, o movimento deve ter atingido quatro pontos na escala de Mercalli (mede a intensidade), que vai até 12:
Na escala Richter (mede a magnitude), o fenômeno chegou próximo a três, segundo ela.

- É o segundo desse tipo na cidade. Temos de começar a olhar com mais atenção para essa região - disse Mônica, lembrando dos tremores de 1984, um intervalo de apenas 24 anos.

ZERO HORA

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&action=noticias&id=2289655&section=Geral

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